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Manuel Rivas
Manuel Rivas na década de 1980
Nascimento 26 de Outubro de 1957
Corunha
Prémios Prémio Nacional de Narrativa (1996)
Serviço militar
País Flag of Spain.svg Espanha

Manuel Rivas Barrós (Corunha, 26 de Outubro de 1957) é um escritor, poeta, ensaísta e jornalista galego. Assim mesmo, desde o 31 de julho de 2009 é acadêmico da RAG[1].

Índice

BiografiaEditar

 
Assinatura de Manuel Rivas

Manolo Rivas nasceu a 26 de Outubro de 1957 no bairro corunhês de Montealto. Estudou no IES Monelos.

Começou a sua carreira como jornalista muito novo, aos 15 anos, como meritório em El Ideal Gallego. Estudou Ciências da Informação em Madrid. Os seus primeiros artigos remontam à década de 1970.

Foi e é colaborador em diversos mídia galegos e espanhóis (El País, El Ideal Gallego, La Voz de Galicia), sendo nomeado subdiretor do Diario 16 na Galiza. Também colaborou nas revistas Teima e Man Común, teve uma seção fixa no semanário A Nosa Terra, foi redator chefe da seção de cultura do efêmero semanário El Globo e chegou a ser o diretor da revista cultural Luzes de Galiza. Apresentou os programas da TVG ‘‘Mais alá’’ e ‘‘O mellor’’. Atualmente mantém uma coluna semanal no jornal El País, onde começou como correspondente na Corunha e fez numerosas intervenções em meios de comunicações audiovisuais. Em outubro de 2003 participou, com Xurxo Souto, na reinauguração[2] da emissora comunitária Cuac FM (Corunha), da qual ambos se tornaram em padrinhos e sócios de honra.

 
Evolução de gado vacum em Castela e Leão, Galiza, Catalunha e Portugal. O número galego inspirou o título de Un millón de vacas.

Quanto à criação literária, deu-se a conhecer como co-fundador do grupo poético Loia, na revista com o mesmo nome apareceram as suas primeiras composições em 1977. Dois anos depois publicou o seu primeiro livro de poemas: Libro de Entroido com o que se revelou como uma voz diferente dentro da lírica galega e pelo poema Para escarnho e mal dizer foi galardonado com o Prêmio de Poesia Nova de O Facho, o primeiro de uma longa série de prêmios que leva já na sua carreira como escritor, narrador e poeta, ressaltando entre todos eles a concessão em 1996 do Prêmio Nacional de Narrativa por ¿Que me queres, amor?, uma obra escrita originalmente em língua galega, prêmio pelo qual já fora finalista oito anos antes pelo livro de relatos Un millón de vacas.

Escreveu destacados livros de poemas, romances, artigos e ensaios literários. Considerado pela crítica como um revolucionário da literatura galega contemporânea sendo ele um personagem comprometido com a sua terra e com a sua cultura. Uma parte da sua produção editorial (os ensaios) deriva da sua prolífica carreira como jornalista.

 
Manuel Rivas na presentação de dois livros.

A criação literária originalmente está escrita em galego e atualmente é considerado como o escritor galego com mais projeção internacional, estando a sua obra traduzida para vinte idiomas, entre eles o francês, italiano, inglês, alemão, grego, turco, russo, finês, holandês, croata e japonês[3]

Algumas das suas obras foram adaptadas para o cinema, entre elas A língua das bolboretas dirigida por José Luis Cuerda e O Lápis do Carpinteiro, dirigida por Antón Reixa que foi selecionada para se apresentar aos prêmios Goya da Academia Espanhola do Cinema.

Também é uma pessoa comprometida com a natureza. Foi membro fundador de Greenpeace, daí que não espante o seu grau de implicação pessoal em atividades relacionadas com a catástrofe do Prestige nas costas galegas como a criação da plataforma cidadã Nunca Máis ou mais recentemente com a vaga de lumes de 2006 no território galego. Desde 2013, edita e dirixe, com o jornalista Xosé Manuel Pereiro, a revista mensual Luzes e a web lluzes.gal

Está casado com María Isabel López e Mariño e tem dois filhos, um homem e uma mulher. O filho, Martiño Rivas, é ator. Desde faz muitos anos reside em Vimianzo.

ObraEditar

PoesiaEditar

NarrativaEditar

TeatroEditar

Literatura infantilEditar

Artigos e ensaios literáriosEditar

OutrosEditar

Participação em Obras ColetivasEditar

AudiovisualEditar

PrêmiosEditar

Prêmios jornalísticosEditar

  • Prêmio de Jornalismo Puro Cora (El Progreso de Lugo) 1989
  • Prêmio de Jornalismo Xoan Fernández LaTorre (La Voz de Galicia) 1991
  • Prêmio de Jornalismo Xulio Camba 2002
  • Prêmio Agustín Merello da Comunicação 2003: pela sua continuada atitude de responsabilidade ética ante os acontecimentos que aconteceram na sua terra e no mundo. Num entorno hostil, Manuel Rivas prestou o seu testemunho como jornalista e, também, como escritor. Sempre difundiu a figura do jornalismo na sociedade coma testemunha comprometido frente à realidade.
  • Prêmio Francisco Fernández del Riego 2008: A mesa cósmica de Piñeiro e o HAL de Kubrick publicado na ediçao galega do País do 11 de julho de 2008.

Prêmios literáriosEditar

Referências

  1. «Rivas entra na Real Academia Galega». Consultado em 2 de dezembro de 2010. Arquivado do original em 2 de agosto de 2009 
  2. [https://web.archive.org/web/20110711000545/http://metamedia.fiestras.com/servlet/ContentServer?pagename=R&c=Articulo&cid=1065688141344&pubid=979757023949# Arquivado em 11 de julho de 2011, no Wayback Machine. Manolo Rivas e Xurxo Souto apadrinharam a inauguração da emissora Cuac FM que emite através de 103.4 para a Corunha e a sua área de influência (em castelhano). Metamédia.
  3. O lápis do carpinteiro é a obra em galego mais traduzida. Gran Enciclopedia Gallega, Tomo 38, p. 236, 237
  4. a b c d «Páxina da Editorial Xerais das obras de Rivas» 
  5. Outros/as autores/as: Veja-se a lista do volume De amor e Desamor dado que são os mesmos
  6. Outros/as autores/as: Veja-se a lista do III Festival da Poesia no Condado dado que são os mesmos
  7. Outros/as autores/as: Veja-se a lista do III Festival da Poesia no Condado, à que há que acrescentar a Marta Dacosta,Mª do Carme Kruckenberg, Xulio L. Valcárcel, Ánxeles Penas, María Xosé Queizán e Xavier Seoane

BibliografiaEditar

  • ARAGUAS, Vicente; et al. (2003). Gran Enciclopedia Gallega, Tomo 38, páx. 236, 237. [S.l.: s.n.] ISBN 84-87804-40-3 

Ligações externasEditar