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Manuela Carneiro da Cunha
Nome completo Maria Manuela Ligeti Carneiro da Cunha
Nascimento 16 de julho de 1943 (76 anos)
Cascais, Portugal
Prémios Prémio Jabuti (1993)
Prémio Literário da Fundação Biblioteca Nacional (2010)
Género literário Antropologia
Movimento literário Pós-modernismo
Magnum opus História dos índios no Brasil

Maria Manuela Ligeti Carneiro da Cunha (Cascais, 16 de julho de 1943) é uma antropóloga luso-brasileira.

Graduou-se em matemática pura na Faculdade de Ciências de Paris em 1967. Três anos depois, ingressou na pós-graduação em antropologia social na Universidade Estadual de Campinas.

Ao final da década de 1970, engajou-se na questão indígena. Foi cofundadora da Comissão Pró-Índio de São Paulo, que presidiu de 1979 a 1981.[1]

Leciona na Universidade de São Paulo desde 1984. No Departamento de Antropologia, fundou o Núcleo de História Indígena e do Indigenismo,[2] e também lecionou na Universidade de Chicago até 2009.

Foi também presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) entre 1986 a 1988.

Publicou vários livros, sendo os mais destacados Direito dos Índios (São Paulo, Brasiliense, 1987) e a organização de História dos Índios no Brasil (São Paulo, Companhia das Letras/Secretaria Municipal de Cultura/Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), 1992).

Em 2002 recebeu a comenda brasileira da Ordem Nacional do Mérito Científico.[3]

ObrasEditar

  • Mortos e os outros. São Paulo: Hucitec, 1978
  • Antropologia do Brasil: mito, história, etnicidade, São Paulo: Brasiliense, 1986
  • Negros, estrangeiros: os escravos libertos e sua volta à África. São Paulo: Brasiliense, 1985
  • Direito dos Índios. São Paulo: Brasiliense, 1987
  • História dos Índios no Brasil (org.). São Paulo: Companhia das Letras, 1992
  • Cultura com aspas e outros ensaios de antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2009.
  • Para sobreviver, a escravidão por contrato.

Referências

Ligações externasEditar