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Manuela Saraiva de Azevedo
Nascimento 31 de agosto de 1911
Lisboa
Morte 10 de fevereiro de 2017 (105 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal portuguesa
Ocupação jornalista e escritora
Prémios Prémio Fialho de Almeida (1948)

Manuela Saraiva de Azevedo ComLComMComIP (Lisboa, 31 de agosto de 1911Lisboa, 10 de fevereiro de 2017) foi uma jornalista e escritora portuguesa, tendo sido a primeira jornalista mulher a ter carteira profissional em Portugal.[1]

Índice

BiografiaEditar

No jornal "República", trabalhou como redatora e na revista "Vida Mundial" foi chefe de redação no período de 1942 a 1945. Entre novembro de 1945 e novembro de 1956, foi redatora do Diário de Lisboa, de onde saiu em conflito com Mário Neves, diretor-adjunto. Viria a ingressar no Diário Ilustrado durante um breve período, antes de ser contratada pelo Diário de Notícias, jornal que serviu até à reforma como redatora cultural e crítica teatral.

Fundou, em 1977, a Associação para a Reconstrução e Instalação da Casa-Memória de Camões em Constância, atualmente designada Associação Casa-Memória de Camões em Constância, da qual foi presidente até ao limite das suas forças e depois presidente honorária. Deixou em Constância uma obra verdadeiramente notável: o Monumento a Camões do escultor Lagoa Henriques, o Jardim-Horto de Camões desenhado pelo arquiteto-paisagista Gonçalo Ribeiro Telles e a Casa-Memória de Camões, erguida sobre as ruínas consolidadas e classificadas como imóvel de interesse público da casa quinhentista que a tradição popular diz ter acolhido o poeta durante o seu desterro em Punhete (atual Constância).

A 9 de junho de 1995, foi feita Comendadora da Ordem do Mérito, a 31 de agosto de 2015 foi feita Comendadora da Ordem da Liberdade e a 31 de agosto de 2016 foi feita Comendadora da Ordem da Instrução Pública.[2]

Morreu a 10 de fevereiro de 2017, aos 105 anos de idade, no Hospital de S. José, em Lisboa.[3]

ObrasEditar

  • Claridade (1935) (poesia) (com prefácio de Aquilino Ribeiro)
  • Um Anjo Quase Demónio (1945) (poesia)
  • Filhos do Diabo (1954) (contos)
  • À Sombra d'Eça e Camilo (1969) (ensaio)
  • Guerra Junqueiro (1981) (ensaio)

PrémiosEditar

BibliografiaEditar

Referências

  1. Lusa (10 de fevereiro de 2017). «Morreu a primeira jornalista com carteira profissional em Portugal». SIC Notícias. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  2. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Manuela Saraiva de Azevedo". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 9 de fevereiro de 2018 
  3. «Morreu Manuela de Azevedo, a jornalista mais antiga do Mundo». Jornal de Notícias. 10 de fevereiro de 2017. Consultado em 10 de fevereiro de 2017 

Ligações externasEditar