Marabaixo

O marabaixo é uma manifestação cultural de origem africana típica de comunidades afrodescendentes do Amapá, que inclui dança de roda, canto e percussão ligados às festas do catolicismo popular em louvor aos santos padroeiros da comunidade. Símbolo da identidade negra local, hoje o marabaixo se apresenta como identidade e patrimônio cultural de todos os amapaenses.[1][2][3]

MARABAIXO
Dançarina com vestimentas tradicionais e tocador com o instrumento característico (caixa de marabaixo).
Origens estilísticas Africanas, catolicismo popular
Contexto cultural Comunidades afrodescendentes do Amapá
Instrumentos típicos Caixa de marabaixo, pau-de-chuva (em algumas comunidades).
Gêneros de fusão
MPA (música popular amapaense), marabaixo estilizado.
Outros tópicos
Outros ritmos afroamapaenses: batuque, sairé, vominê, zimba.

Em 2018, o marabaixo foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (IPHAN) como patrimônio imaterial do Brasil e inscrito no Livro Livro de Registro das Formas de Expressão - Bens Culturais Imateriais, ao lado de manifestações como o carimbó (Pará), o maracatu (Pernambuco), o tambor de crioula (Maranhão) e a arte kusiwa do povo indígena waiãpi (Amapá).[4]

A Lei Estadual nº 1521/2010, de autoria do então deputado Dalto Martins, definiu o dia 16 de junho como Dia Estadual do Marabaixo Amapaense.[5]

O marabaixo não deve ser confundido com o batuque nem com os demais ritmos afro-amapaenses (sairé, vominê e zimba), os quais têm características próprias. Tampouco deve ser confundido com o carimbó paraense.

HistóricoEditar

Presença negra no Estado do AmapáEditar

A presença de populações e culturas afrodescendentes no Estado do Amapá é consequência direta do tráfico transatlântico de africanos escravizados, que entre os séculos XVI e XIX, trouxe aproximadamente 4,8 milhões de seres humanos da África para o Brasil, inclusive uma pequena parcela dentre eles trazida para o Amapá.[6] Os primeiros africanos escravizados chegaram ao atual Amapá brasileira entre 1580 e 1610 por iniciativa dos ingleses, que pretendiam cultivar canaviais na costa de Macapá para fabricação de açúcar e rum. O empreendimento falhou e os ingleses deixaram a região, levando consigo os referidos escravizados.[7]

De 1600 até por volta de 1750, a escravidão negra tomou bastante fôlego no Maranhão e na Guiana Francesa, enquanto caminhava a passos mais lentos no Grão-Pará.[7] O Cabo Norte era região fronteiriça e fracamente ocupada pela forças coloniais europeias, o que fez da região rota de fuga e localização perfeita para africanos escravizados no Pará, Maranhão e Guiana Francesa constituírem mocambos (quilombos), de tal forma que as coroas francesa e portuguesa assinaram tratados de devolução mútua de escravizados em 1732, 1752 e 1762.[8]

A partir de 1750, a Coroa Portuguesa, na figura de Francisco Xavier de Mendonça Furtado, iniciou uma série de medidas modernizadoras para assegurar a posse e as fronteiras portuguesas na região amazônica: a fundação de vilas e sua povoação com colonos portugueses, a construção de fortificações militares, a tentativa de introdução de monoculturas de exportação; a abolição da escravidão dos indígenas e a submissão dos nativos ao trabalho compulsório assalariado, regulamentado pelo Diretório dos Índios e a criação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão para estimular a entrada de escravos negros trazidos da África.[7][9]

Foi nesse contexto geopolítico que houve a fundação dos núcleos de colonização europeia na região: Vila de São José de Macapá (1758), Vila Vistosa da Madre de Deus (1765) e Vila de Nova Mazagão (1770), além da construção da Fortaleza de São José de Macapá (1764-1782), fatos que impulsionaram fortemente o tráfico negreiro para a região.[8][9] Por exemplo, em fevereiro de 1765, são trazidos a Macapá 174 negros escravizados da Câmara de Belém alugados pela Câmara de Macapá para construção da fortaleza.[10] Em 1770, cerca de 2.000 mazaganenses aportam em Belém com 70 pessoas escravizadas; no mesmo ano chegam dois navios negreiros que trazem 419 negros da Guiné-Bissau, os quais são distribuídos entre os mazaganenses e posteriormente assentados na Vila Nova Mazagão entre 1770 e 1776.[9] Em 1776, um navio negreiro vindo de Benguela chega em Belém com 485 negros, 91 deles são trazidos para Macapá e uma quantidade não especificada é direcionada para Nova Mazagão e Vila Vistosa.[10]

Embora Vila Vistosa da Madre de Deus tenha sido abandonada, a escravidão negra amplamente difundida em Mazagão e em Macapá, mesmo após o fim dos trabalhos na fortaleza. Na Vila Nova Mazagão, em 1799, havia mais pretos do que brancos.[10] Na Vila de São José de Macapá, no ano de 1808, em praticamente todos os 297 domicílios havia escravizados dedicados à lavoura à fiação de tecidos (706 escravizados no total),[2] sendo que alguns chagavam a possuir dezenas, como a viúva Thereza de Jesus (45 escravizados) ou Antônio José Vaz (que possuía nada menos que 83 escravizados).[8] Tal situação favorecia a ocorrência de diversas fugas e revoltas[10] bem como a formações de mocambos: entre 1736 e 1816, o Amapá registra 18 mocambos de negros, 04 mocambos mistos (negros e indígenas) e 1 mocambo de índios.[11]

Em 1888, ano da abolição da escravatura, ainda havia 211 pessoas negras escravizadas em Macapá.[11] Em Mazagão, os 2 únicos escravizados àquela data foram alforriados e foi feita uma celebração do acontecimento.[8]

O marabaixo antes e depois da criação do Território Federal do Amapá (1943-1988)Editar

Segundo a tradição oral, marabaixo remonta ao período da escravidão.[1][2][12] Em 1872, o jornal o Liberal do Pará menciona um grupo de escravos em Macapá colhendo galhos de murta para enfeitar o mastro da Santíssima Trindade ao som de toques de tambor[13] um ritual idêntico ao que ainda se pratica nos dias atuais.[2][14]

Pelo menos desde a década de 1890 até o início da década de 1940, o marabaixo em Macapá era dançado em frente à Igreja de São José, logo após a entrega da coroa de prata que representa o Espírito Santo e da missa em louvor ao Divino Espírito Santo.[1][2] Em frente à Igreja de São José também era dançada a "carioca",[1] uma "luta dançada" muito provavelmente relacionada à capoeira trazida ao Brasil pelos negros de Angola.[15]

Por outro lado, o marabaixo desagradava setores da sociedade civil e da Igreja Católica. Em 1898, o Jornal Pinsônia, o primeiro periódico impresso em terras amapaenses, lançou pesadas críticas ao marabaixo ao afirmar que "a dança diabola do Mar-Abaixo [...] é indecente, é o foco das misérias, o centro da libertinagem, a causa segura da prostituição [...] os paes de famílias, não devem consentir as suas filhas e esposas frequentarem tão inconveniente e assustador espetáculo dessa dansa, oriunda dos Cafres".[16] Em 1910, o missionário belga Padre Júlio Maria Lombaerd combatia publicamente as festas de marabaixo e, em dado momento, quebrou a coroa do Divino e mandou entregar os pedaços ao então festeiro do marabaixo.[1] Apesar da repressão, o ato de dançar marabaixo em frente à Igreja matriz perdurou até 1947, segundo relembra Lucimar Araújo Tavares (Tia Luci, conhecida brincante do marabaixo do Laguinho).[17]

A criação do Território Federal do Amapá (TFA), em 1943, [18] representou um momento de ruptura da comunidade negra e de enfraquecimento do marabaixo.

Macapá, fundada como vila em 1758 e elevada à cidade em 1856,[8] desde 1944 passou a ser capital do território federal.[19] Àquela data, era uma pequena cidade do interior do Pará com cerca de 1.200 habitantes, predominantemente negra e carente de infraestrutura.[1] No intuito de construir a infraestrutura necessária para a administração pública territorial, um dos projetos era a remoção da população negra que já vivia na região central para regiões periféricas ao redor da cidade, então áreas de mata e roçados desabitados.[1][2][3]

Uma parte da população negra, liderada por Julião Thomaz Ramos (1876-1958) foi para o norte, para habitar ao redor do chamado Poço do Mato (o antigo Poço da Boa Hora), onde havia um pequeno lago que servia para coleta de água e lavagem de roupas. Surgiu aí o Bairro do Laguinho. Outros, liderados por Gertrudes Saturnino, se dirigiram para oeste e criaram o Bairro da Favela (hoje, Bairro Santa Rita).[1][2][3][20]

O processo de despejo é ainda hoje controverso, relembrado e causa ressentimento entre aqueles que foram removidos e seus descendentes.[1][2][3] [20] Embora Julião Ramos e seus familiares apoiassem a política de remoção, Josefa Lino da Silva (Tia Zefa, centenária brincante de marabaixo) relembra "que a maioria dos negros não gostou, mas ninguém nada falava".[21] Maria Felícia Cardoso Ramos, outra idosa brincante do marabaixo, diz "os negros saíam das casas, mas com aquela mágoa. Nós saímos com mágoa".[1]

A chegada do Pontifício Instituto das Missões, em 1948, criou atritos os brincantes do marabaixo e os clérigos, que viam o marabaixo como macumba, um folclore demoníaco que deveria ser combatido. Em 1980, Dom Aristides Piróvano declarou: "[...] a Igreja não é contrária à diversão do povo, mas não se pode misturar água benta com o diabo".[1][16] Benedita Ramos (Tia Biló, filha de Julião Ramos e uma das mais conhecidas e idosas brincantes do marabaixo) afirma que seu pai e D. Felicinha foram afastados da Irmandade Sagrado Coração de Jesus por dançarem marabaixo.[1] O último marabaixo em frente à Igreja de São José de Macapá teria ocorrido em 1947.[17]

Nesse contexto, a dança do marabaixo migrou da frente da Igreja de São José de Macapá, no Bairro Central, para dentro da casa do festeiro (organizador do festejo daquele ano) nos Bairros do Laguinho e da Favela, onde também passaram a ser rezadas as ladainhas e novenas (diante da mesa preparada para receber a a imagem da coroa de prata que representa a Santíssima Trindade e o Divino Espírito Santo) e realizados os bailes dançantes. O teto era enfeitado com bandeirinhas e em frente à casa do festeiro era levantado o mastro. Os homens e principalmente as mulheres da época buscavam exibir-se com roupas novas, não existia roupas padronizadas e o marabaixo era dançado descalço.[1][2][3][22]

RevalorizaçãoEditar

OcorrênciaEditar

O marabaixo está intimamente ligado aos festejos do catolicismo popular realizados em louvor aos santos padroeiros e de devoção das comunidades afrodescendentes. Cada comunidade tem suas festas tradicionais e calendários próprios compostos por diversos eventos: missas, novenas, ladainhas (parte religiosa do festejo), rodas de marabaixo, bailes dançantes, quebra da murta, corte e levantamento do mastro, almoços e bingos (parte lúdica do festejo). Assim, as rodas de marabaixo tradicionalmente ocorrem durante as festas em louvor ao santo de devoção da comunidade.[1][2]

O marabaixo também é dançado durante o Encontro dos Tambores, festividade em alusão ao Dia da Consciência Negra que ocorre desde a década de 1990, reunindo anualmente dezenas de grupos de marabaixo, batuque, sairé e zimba no Centro de Cultura Negra do Amapá[2]. A Lei nº 2077/2016, de autoria da então Deputada Cristina Almeida, reconhece o Encontro dos Tambores como patrimônio imaterial do Estado do Amapá.[23]

No Dossiê de Registro de 2018, o IPHAN identificou que existem 5 grupos que mantêm a tradição do marabaixo na zona urbana de Macapá (2 grupos no Laguinho e 3 na Favela) além de 36 comunidades negras rurais em 3 municípios (Macapá, Santana e Mazagão) que praticam a dança do marabaixo no interior do estado:[2]

  • Abacate da Pedreira (Macapá)
  • Alto do Pirativa (Santana)
  • Ambé (Macapá)
  • Areal do Matapi (Macapá)
  • Campina Grande (Macapá)
  • Carmo do Maruanum (Macapá)
  • Carvão (Mazagão)
  • Casa Grande (Macapá)
  • Cinco Chagas do Matapi (Santana)
  • Conceição do Macacoari (Macapá)
  • Conceição do Maruanum (Macapá)
  • Coração (Macapá)
  • Curiaú (Macapá)
  • Fátima do Maruanum (Macapá)
  • Igarapé do Lago (Santana)
  • Ilha Redonda (Macapá)
  • Joaquina do Maracá (Mazagão)
  • Lagoa de Fora (Macapá)
  • Lagoa dos Índios (Macapá)
  • Maruanum (Macapá)
  • Mazagão Velho (Mazagão)
  • Nossa Senhora do Desterro (Macapá)
  • Nossa Senhora da Conceição do Maruanum (Macapá)
  • Ressaca da Pedreira (Macapá)
  • Rosa (Macapá)
  • Santa Luzia do Maruanum (Macapá)
  • Santo Antônio do Matapi (Macapá)
  • São Francisco do Matapi (Santana)
  • São João do Matapi (Santana)
  • São José do Matapi do Porto do Céu (Santana)
  • São José do Mata Fome (Macapá)
  • São Miguel do Maracá (Mazagão)
  • São Raimundo do Maruanum (Macapá)
  • São Raimundo do Pirativa (Macapá)
  • São Tiago do Matapi (Macapá)
  • Torrão do Matapi (Macapá)

OrigemEditar

No meio acadêmico, a origem do marabaixo é tida como imprecisa, embora seja unanimidade entre os brincantes que o marabaixo foi trazido ao Amapá pelos negros escravizados.[1][2][24] O pesquisador amapaense Fernando Canto propõe que tenha origem no Marrocos, no norte do continente africano, pois há brincantes e comunidades que defendem que o marabaixo foi criado e difundido em Mazagão Velho.[25][3]

O própria palavra marabaixo é também de origem incerta e existem várias versões sobre seu significado. Em uma versão, marabaixo faria referência do trajeto do navio negreiro mar abaixo (ou seja, da África para o Brasil).[1][12] Noutra, seria a uma corruptela de marabiti ("louvar", em árabe).[12] Em outra triste versão, o termo marabaixo teria se originado a partir de um negro africano que faleceu durante a horrenda viagem no navio negreiro e teve seu corpo jogado mar abaixo, sendo posteriormente feita uma dança em sua homenagem.[2]

"O marabaixo, ele veio da África. Eles vinham no fundo do barco, no fundo do navio... Vinham no fundo do navio jogado no fundo do navio... Acorrentado! E desse porão do navio é que eles vinham cantando mar acima e mar abaixo." Raimundo Lino Ramos (1936-2011), o Mestre Pavão, um dos mais respeitados marabaixeiros do Bairro do Laguinho, sobre a origem do marabaixo.[12]

"Ele mandou chamar o negro [...] pegaram ele e embarcaram ele obrigado [..] botaram pra dentro do navio, e saíram e vieram embora. [...] Quando entraram no norte, o velho morreu, fraco, lá emburrado. [...] o velho fedendo, morreu há mais de 3 dias lá, aí a mesma senhora que era dona do grupo [...]: o fulano vai nos fazer mal, o mar é bento, é sagrado, vamos jogar ele no mar. Aí todo mundo rezou pra eles e jogaram ele no mar, aí ele foi descendo, no mar abaixo. A sinhá deu licença e fez um coco, em homenagem a ele. E ela disse que a dança agora, não ia ter mais o nome de coco, mas de Marabaixo." Josefa Pereira Lau (1928-2020), a Tia Zezinha, uma das mais respeitadas mestras do marabaixo e do batuque de Mazagão Velho e da Comunidade Quilombola do Igarapé do Lago, sobre a origem do marabaixo.[2]

CaracterísticasEditar

InstrumentosEditar

 
Detalhe parcial de uma caixa de marabaixo. É possível notar os fios laterais (responsáveis pela afinação) e a "esteira da caixa" (fio de miçangas na parte inferior).

O instrumento musical característico do marabaixo é a caixa de marabaixo (chamadas de zanga no Quilombo do Maruanum).[1] Na maioria das comunidades, é o único instrumento tocado durante as rodas de marabaixo, porém algumas poucas comunidades (como Mazagão Velho e Maruanum) também utilizam os paus-de-chuva (chocalhos comprido feito de bambu).[26]

A caixa de marabaixo é geralmente produzida de madeira nobre. Seu corpo possui formato cilíndrico com duas peles de couro animal (sucuriju, carneiros, veados, bodes) afixadas nas extremidades e tensionadas por meio de aros feitos de madeira flexível. O som é produzido pelo ato de percutir com duas baquetas o couro afixado em uma das extremidades fazendo com que as ondas formadas no interior da caixa atinjam a extremidade oposta desta, onde está afixada a esteira da caixa, um fio em nylon preenchida com miçangas que fica muito próxima ao couro da extremidade inferior da caixa, fundamental produzir o som típico do instrumento. As caixas são atracadas com fios e pedaços de borracha, presos a elas pela lateral, os quais são responsáveis pela afinação do instrumento. Para as caixas serem tocadas, são presas ao ombro por um cordão grosso colorido.[1][2]

Os toques (chamados dobrados ou viradas) produzidos pelos caixeiros são diversos: podem ser mais lentos ou mais acelerados; mais cadenciados ou mais quebrados; dependendo do ladrão (cantiga), da comunidade (Macapá, Mazagão Velho e Maruanum têm ritmos diferentes) e da habilidade do tocador. O diferencial do marabaixo é que os caixeiros evoluem DENTRO da roda junto com os dançantes, ao mesmo tempo que tocam a caixa e jogam ou respondem os ladrões. Uma roda de marabaixo pode ter de três a sete tocadores, geralmente homens (embora seja muito comum que mulheres também toquem caixa).[1][2]

CantoEditar

DançaEditar

VestimentasEditar

Ciclo do Marabaixo: etapas e significadosEditar

Marabaixo e batuque: diferençasEditar

BibliografiaEditar

Azevedo, Maria de Nazaré da Silva (1 de junho de 2018). «Marabaixo: Processo ensino/aprendizagem na música de tradição oral». Anais do SIMPOM. 5 (5). ISSN 2317-398X 

Ligações externasEditar

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s VIDEIRA, Piedade Lino. Marabaixo, Dança Afrodescendente: Significando a Identidade Étnica Amapaense. Fortaleza. Edições UFC, 2009.
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Dossiê de Registro - Marabaixo. Brasília: IPHAN, 2018. Disponível em http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/DOSSIE_MARABAIXO.pdf. Acesso em 24/06/2021.
  3. a b c d e f OLIVEIRA, Maria dos Santos Socorro. Marabaixo: memoria y urbanización de un ritual de selva. Tese de Doutorado. Universidade de Barcelona: 2012. Disponível em http://diposit.ub.edu/dspace/bitstream/2445/35235/5/SANTOS_OLIVEIRA_TESIS.pdf. Acesso em 24/06/2021. Pg. 47, 50, 51.
  4. INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Livro de Registro das Formas de Expressão - Bens Culturais Imateriais. Brasília: IPHAN, sem data. Disponível em http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/497. Acesso em 24/06/2021.
  5. LEI N. 1.521, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2010. Publicada no Diário Oficial do Estado nº. 4869, de 12/11/2010. Autor: Deputado  Dalto Martins. Declara o dia 16 de junho, Dia Estadual do Marabaixo   Amapaense,    como    data comemorativa no âmbito do Estado do Amapá e dá outras providências.
  6. SLAVE VOYAGES. Tráfico Transatântico de Escravos. Banco de dados: Estimativas. Viagens: O Banco de Dados do Tráfico de Escravos Transatlântico. Disponível em: https://www.slavevoyages.org/assessment/estimates Acesso em 02/07/2021.
  7. a b c SALLES, Vicente. O Negro no Pará. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1971. Pg. 16, 17, 24, 32, 36.
  8. a b c d e LUNA, Verônica Xavier. Entre o Porteau e o Volante: Africanos Redesenhando a Vila de São José de Macapá 1840-1856. Tese de mestrado. Teresina, 2009. Pg. 51, 60, 65, 88, 89.
  9. a b c VIDAL, Laurent. Mazagão, a Cidade que Atravessou o Atlântico: do Marrocos à Amazônia. São Paulo: Martins, 2008. Pg. 88, 94, 113, 114, 144.
  10. a b c d HENRY, Anaíza Virgolino; FIGUEIREIDO, Napoleão. Escravidão Negra na Amazônia Colonial: Uma Notícia Histórica. Belém: APEP, 1990. Pg. 79, 176, 109, 111, 112, 148, 179.
  11. a b BEZERRA NETO, José Maia. Escravidão Negra no Grão-Pará. Belém: Editora Paka-Tatu, formato e-pub, 2014. P. 3020, 3480.
  12. a b c d ASSOCIAÇÃO BRASILEIRAS DE DOCUMENTARISTAS E CURTAMETRAGISTAS - SESSÃO AMAPÁ. Marabaixo, Ciclo de Amor, Fé e Esperança. Macapá, 2008. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=ELLQrKDNgzI&t=13s. Acesso em 24/06/2021.
  13. UM ESPECTADOR DA BRIGA DOS BARRIGUDOS. Macapá 6 de junho de 1872. Jornal O Liberal do Pará. Belém do Pará, ano 4, nº 132, s. pg., 14 de junho de 1872. Disponível em https://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/. Acesso em 02/07/2021.
  14. G1 Amapá. Cortejo da Murta reúne 27 comunidades do marabaixo. Disponível em http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2014/06/cortejo-da-murta-reune-27-comunidades-do-marabaixo.html. Acesso em 02/04/2021.
  15. CENTRAL GLOBO DE JORNALISMO. Globo Repórter. O Poder do Machado de Xangô. Diretor Responsável: Armando Nogueira. 1976. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=8gJrCyge5TI. Acesso em 02/07/2021.
  16. a b CANTO, Fernando. A Água Benta e o Diabo. Macapá: FUNDECAP, 1998.
  17. a b TV GLOBO, Rede Amazônica de Televisão (2014). APTV: Cortejo da Murta do Marabaixo em Macapá. Jornal do Amapá. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=fdBtIT_c5qs. Acesso em 02/07/2021.
  18. DECRETO-LEI Nº 5.812, DE 13 DE SETEMBRO DE 1943. Cria os Territórios Federais do Amapá, do Rio Branco, do Guaporé, de Ponta Porã e do Iguassú. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/del5812.htm. Acesso em 02/07/2021.
  19. DECRETO-LEI No 6.550, DE 31 DE MAIO DE 1944. Retifica os limites e a divisão administrativa dos Territórios do Amapá, do Rio Branco, do Guaporé, de Ponta Porã, e do Iguassú. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/Del6550.htm#art2. Acesso em 02/07/2021.
  20. a b FUTURA, Canal (2015). «Ladrões de Marabaixo». Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=xxhu6RIwmcw. Acesso em 02/07/2021.
  21. COSTA, Marco Antônio P. Tia Zefa: 103 anos de marabaixo, luta e alegria. Blog Seles Nafes, 20/11/2019. Disponível em https://selesnafes.com/2019/11/tia-zefa-103-anos-de-marabaixo-luta-e-alegria/. Acesso em 02/07/2021.
  22. TV GLOBO, Rede Amazônica de Televisão (2016). Marabaixo a Tradição do Amapá - As irmãs Coragem da Favela. Jornal do Amapá. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=1TzF5cmi3kY&t=37s. Acesso em 02/07/2021.
  23. LEI Nº 2.077, DE 18 DE JULHO DE 2016 Publicada no Diário Oficial do Estado nº 6242, de 18.07.2016 Autora: Deputada Cristina Almeida Dispõe sobre o reconhecimento do Encontro dos Tambores como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Amapá e sua inclusão no Calendário Oficial de Eventos Culturais do Estado.
  24. FUTURA, Canal (2015). Ladrões de Marabaixo. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=xxhu6RIwmcw. Acesso em 24/06/2021.
  25. CANTO, Fernando. O Marabaixo Através da História. Macapá: Editora PrintGraf, 2017.
  26. SESC SÃO PAULO. Percursos da Tradição - Marabaixo. São Paulo: 2019. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=Wmud0XEqN4s. Acesso em 24/06/2021.