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Marateca (Palmela)

localidade e antiga freguesia de Palmela, Portugal
Portugal Marateca 
  Freguesia portuguesa extinta  
2007.03.30. Aguas de Moura, Palmela Portugal.jpg
Localização
Concelho primitivo Palmela
História
Extinção 28 de janeiro de 2013
Características geográficas
Área total 103,37 km²
Outras informações
Orago S. Pedro

Marateca é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Palmela, distrito de Setúbal com 103,37 km² de área.


A freguesia da Marateca foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Poceirão e Marateca.[1].

PopulaçãoEditar

População da freguesia de Santo Isidro de Sarilhos Grandes [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
3 120 3 836 4 444 4 573 3 011 4 615 3 644 3 586 3 724

Nos censos de 1864 a 1920 esta freguesia pertencia ao concelho de Setúbal, inserida na freguesia de Palmela. Pelo decreto lei nº 12.615, de 01/11/1926, que criou o concelho de Palmela, passou a fazer parte deste concelho, como freguesia autónoma. Com lugares desta feguesia foi criada em 1957 a freguesia de Santo Isidro de Pegões, do concelho do Montijo e em 1988 a freguesia de Poceirão

Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 559 487 1 959 581 15,6% 13,6% 54,6% 16,2%
2011 573 370 1 982 799 15,4% 9,9% 53,2% 21,5%

Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4%

Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0%

HistóriaEditar

  • O povoamento da freguesia remonta à época da colonização romana, tendo começado por ser ponto de apoio aos viajantes, dada a sua proximidade com a estrada que ligava Lisboa a Mérida, sendo este facto comprovado com os achados arqueológicos do Zambujalinho.
  • O seu nome data do século XII, existindo uma lenda popular que conta que um cavaleiro português se apaixonou por uma bela mourisca. Este cavaleiro residia no local onde hoje em dia é a Marateca. Para ficar com a sua amada, raptou-a e entregou-a aos de sua confiança, para que estes a entregassem, sem que fosse encontrada, a sua família. A bela muçulmana fez a viagem por mar e depois pelo Rio Sado, até chegar ao destino. Como não dominava a língua portuguesa, quando lhe perguntavam como tinha ali chegado, ela respondia “ Mar até cá”.
  • Actualmente esta designação dá o nome à freguesia, contudo o local da Marateca é de todos o menos povoado e onde se encontram as ruínas da igreja, que testemunhou a existência de um antiga comunidade habitacional humana, o cemitério anexo à igreja e a ponte de ferro sobre o rio que tem o mesmo nome da povoação, formando um troço de estrada em direcção ao Alentejo e Algarve.

LocalidadesEditar

EconomiaEditar

  • Nesta freguesia predominam as grandes herdades, ricas em montado de sobro, pinhal e olival. O montado constitui-se como importante fonte de riqueza, pois favorece a criação de gado, a exploração de cortiça, a orizicultura, a apicultura e ainda o desenvolvimento das actividades cinegéticas. No entanto, a mais importante da região é a viticultura, pois produzem-se vinhos encorpados, de óptima qualidade, características da casta Periquita. Ainda existem outras actividades económicas exploradas nesta freguesia, como a cultura do tomate e indústrias de lacticínios (fábrica da Parmalat).
  • A localidade é também conhecida pela sua conceituada hotelaria, sendo este reconhecimento atribuído devido ao maior e simultaneamente único hotel da Marateca, o "O Grande Hotel da Marateca". Este ícone da hotelaria portuguesa tem apenas 2 estrelas, embora seja consensual que esta é uma avaliação injusta e que o hotel merecia no mínimo 4 estrelas

EventosEditar

  • A primeira Mostra de Vinhos, em Fernando Pó, foi realizada por iniciativa dos produtores de vinho da Marateca e do Poceirão em 1996, tendo alcançado um grande êxito, já fazendo parte das festas da freguesia.
  • As festas de S. Pedro da Marateca são também muito apreciadas pelas gentes da terra e têm como objectivo a divulgação da cultura tradicional, bem como o reforço das raízes populares. Estas festas são de cariz religioso e profano, sendo um dos pontos de referência das localidades. A procissão e as marchas populares são consideradas a alma destas festas, que atraem anualmente um grande número de visitantes.
  • Os 3 encontros de Rogério Fagundes com a tia Genoveva que resultaram numa relação forte de amizade, respeito e amor entre os dois. Estes encontros alem de criarem uma relação inabalável entre ambos também serviram para a tia Genoveva atribuir o titulo de "Sobrinho Favorito" a Rogério (sendo este também o único) e decidir que o mesmo seria detentor da sua herança.

PatrimónioEditar

  • Igreja de Águas de Moura - Com traça dos anos 50, é um edifício de destaque na povoação, pela sua volumetria e pela torre coroada pelo tradicional ninho de cegonha. A antiga Igreja, actualmente em ruína, situa-se junto ao cemitério local.
  • Tanque público de Águas de Moura - Datado de 1899, constitui um bem preservado local de convívio e trabalho feminino ao longo de décadas, marcando as relações de sociabilidade locais.

Referências

  1. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias). Acedido a 21 de junho de 2016.
  2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
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