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Marcação é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na Região Geográfica Imediata de Mamanguape-Rio Tinto. De acordo com o Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2006 sua população era estimada em 6 799 habitantes, 77,5% dos quais indígenas do povo Potiguara.[6] O município possui uma área de 123 km².

Município de Marcação
Praia de Coqueirinho de Marcação-PB

Praia de Coqueirinho de Marcação-PB
Bandeira de Marcação
Brasão de Marcação
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 5 de maio de 1994 (25 anos)
Gentílico marcacense
Prefeito(a) Eliselma Silva de Oliveira (PDT)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Marcação
Localização de Marcação na Paraíba
Marcação está localizado em: Brasil
Marcação
Localização de Marcação no Brasil
06° 46' 12" S 35° 00' 54" O06° 46' 12" S 35° 00' 54" O
Unidade federativa Paraíba
Região intermediária

João Pessoa IBGE/2017[1]

Região imediata

Mamanguape-Rio Tinto IBGE/2017[1]

Região metropolitana Vale do Mamanguape
Municípios limítrofes Baía da Traição e Rio Tinto
Distância até a capital 66 km km
Características geográficas
Área 122,897 km² [2]
População 8 475 hab. IBGE/2016[3]
Densidade 68,96 hab./km²
Altitude 89 m
Clima Quente e úmido com chuvas de outono e inverno
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,526 baixo PNUD/2000 [4]
PIB R$ 28 317,824 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 784,79 IBGE/2008[5]

Marcação está localizado a 66 km da capital do estado, João Pessoa, na Microrregião do Litoral Norte. Apresenta uma superfície aproximada de 123 km², representando 0,2177 do percentual da área do Estado da Paraíba, 0,0079 da microrregião e apenas 0,0014 de todo território brasileiro.[carece de fontes?]

O município acha-se situado entre as coordenadas geográficas de 06º 46' 12" de latitude sul e 35º 00' 48" de longitude oeste de Greenwich. Limita-se ao norte com os municípios de Baía da Traição e Rio Tinto, ao Sul e oeste com o município de Rio Tinto e a leste com o Oceano Atlântico.

HistóriaEditar

O distrito de Marcação foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.913, de 29 de maio de 1994, desmembrado de Rio Tinto.[7]

GeografiaEditar

Divisão territorialEditar

O município de Marcação apresenta, além do distrito sede, o distrito de Camurupim e 15 aldeias indígenas do povo Potiguara, distribuídas por todo o seu território.

As aldeias são: Brejinho, Camurupim, Tramataia, Jacaré de Cezar, Jacaré de São Domingos, Estiva Velha, Grupiúna, Caieira, Lagoa Grande, Ybykuara, Os Candios, Carneira, Três Rios, Val e Coqueirinho.

GeologiaEditar

 
Camurupim.

Em virtude de estar localizado no litoral, o município apresenta terrenos mais recentes, menos resistentes, sedimentares, datados das eras Mesozóica e Cenozóica. Destacam-se a presença de minerais não-metálicos.

RelevoEditar

Apresenta relevo bem diferenciado, destacando-se duas unidades geomorfológicas distintas:

  • Planície costeira, onde se encontram os mangues e as planícies aluviais inseridas entre os tabuleiros, as quais são denominadas de várzeas.
  • Tabuleiros, que são os baixos planaltos sedimentares costeiros, cujo solo se apresenta distribuído em três unidades: areias quartzosas marinhas distróficas (dunas), associação de areias quartzosas distróficas e podzol hidromórfico, assim como solos indiscriminados de mangues.

ClimaEditar

O município apresenta clima quente e úmido com chuvas de outono e inverno, segundo a classificação de Köppen.

A temperatura média anual oscila em torno de 29 °C, e a umidade relativa do ar é de 80%. As precipitações pluviométricas variam em torno de 1.500 a 1.700 mm.

HidrografiaEditar

A área abrangida pelo município é banhada pela bacia hidrográfica do rio Mamanguape e seus afluentes, entre os quais destacam-se os rios Grupiúnas e Jacaré.

VegetaçãoEditar

Marcação apresenta quatro tipos de vegetação nativa: pioneira, campos e matas de restingas, manguezais e mata úmida. Na vegetação pioneira destaca-se as espécies como salsa-da-praia e o bredo-de-praia, o pinheiro-de-praia e o capim-gengibre. Já nos campos e matas de restingas destacam-se espécies de vegetação arbustiva, entre as quais o murici-de-praia, a paquevira, os cajueiros, as mangabas e as aroeiras de praias.

Os manguezais encontra-se nos estuários e expandem-se para todo o interior da planície, constituindo uma formação florestal perenifólia, com alto teor de matéria orgânica em decomposição, na sua vegetação arbórea ou arbustiva adaptadas a solos salinos, instáveis e pantanosos. Entre as espécies destacam-se o mangue-vermelho, o mangue-de-botão e o mangue-branco.

A mata úmida é representada pela Mata Atlântica, na qual se destacam espécies como o Pau-d'arco amarelo, louro, entre outras

Meio ambienteEditar

O meio ambiente é realçado pela presença dos ecossistemas costeiros que, por si só, criam as belezas cênicas, privilegiado a formação dos recursos faunísticos e florísticos, nesta região do Litoral Norte.

No município estão inseridas duas unidades de conservação, representadas pela Área de Proteção Ambiental da Barra do Rio Mamanguape (APA–Mamanguape) e Área de Relevante Interesse Ecológico Manguezais da Foz do Rio Mamanguape (ARIE–Mamanguape).

O município conta com 5 km de litoral, o qual é protegido por uma extensa linha de arrecifes de corais. A praia de Coqueirinho, localizada ao sul da cidade, é um dos balneários mais conhecidos do litoral norte paraibano.

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 17 de agosto de 2017. Cópia arquivada em 10 de agosto de 2017 
  2. IBGE; IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. Diretoria de Pesquisas (2010). «Os indígenas no Censo Demográfico 2010» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 6 de março de 2014 
  7. Da redação (24 de maio de 2013). «Nos 19 anos de Emancipação Política, prefeito de Marcação presta contas das ações de governo e realiza dia festivo». Prefeitura de Marcação. Consultado em 6 de março de 2014 

Ligações externasEditar