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Marcelo Miranda

Ex-Governador do Estado do Tocantins
Disambig grey.svg Nota: Se procura o político sul-matogrossense, veja Marcelo Miranda Soares.
Marcelo Miranda
Marcelo Miranda
10º Governador do Tocantins
Período 1 de janeiro de 2015
até 22 de março de 2018
Antecessor Sandoval Cardoso
Sucessor Mauro Carlesse
6.º Governador do Tocantins
Período 1 de janeiro de 2003
até 8 de setembro de 2009
Antecessor José Wilson Siqueira Campos
Sucessor Carlos Henrique Gaguim
Dados pessoais
Nascimento 10 de outubro de 1961 (58 anos)
Goiânia, GO
Cônjuge Dulce Miranda
Partido MDB
Profissão Agropecuarista

Marcelo de Carvalho Miranda (Goiânia, 10 de outubro de 1961) é um agropecuarista e político brasileiro, filiado ao MDB. Atualmente teve seu mandato como Governador do Estado do Tocantins cassado, cargo este que ocupava pela terceira vez. É casado com a deputada federal Dulce Miranda (MDB) com quem tem dois filhos.[1]

Em 2010 foi eleito senador de Tocantins, mas não pode assumir em razão de estar impedido pela Lei da Ficha Limpa, por ter seu mandato cassado em 2009.[2]

Em 28 de novembro de 2016, foi alvo de condução coercitiva em uma operação da Polícia Federal (PF), batizada de Reis do Gado.[3] A PF diz que já tem indícios de que os suspeitos movimentaram mais de R$ 200 milhões e que parte do dinheiro foi regularizada através da ocultação em meio ao patrimônio de parentes do governador Marcelo Miranda.[4] O governador e seu pai tiveram os bens bloqueados pela Justiça.[5][6]

BiografiaEditar

Natural de Goiânia (GO), o governador do Estado do Tocantins, Marcelo de Carvalho Miranda (PMDB/TO), 56 anos, é agropecuarista. Filho de Marly de Carvalho e Brito Miranda, é casado com a deputada federal Dulce Miranda (PMDB) com quem tem dois filhos: Marcella e Guilherme. Sua ligação com a política começou ainda no Estado de Goiás, assessorando o pai, então deputado estadual Brito Miranda, representante da região do antigo norte goiano, hoje Tocantins, na Assembleia Legislativa daquele Estado.[1] 

Carreira políticaEditar

Foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1990, sendo reeleito em 1994 e 1998. Por duas vezes consecutivas chegou a presidir a Assembleia Legislativa do Tocantins. Naquele período, integrou a União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), quando articulou a criação do Parlamento Amazônico, do qual foi presidente de 2001 a 2002.[1]

Em 2002 foi eleito pela primeira vez para o cargo de Governador do Estado do Tocantins com 60% dos votos válidos e assumiu o mandato de 2003 a 2006. Seu trabalho foi reconhecido pelos tocantinenses, que o reelegeram para o seu segundo mandato à frente do Estado. Em 2014, Marcelo Miranda retornou ao cargo de chefe do Executivo tocantinense em uma eleição na qual obteve 51,3% dos votos validos, a frente de Sandoval Cardoso (SD).[1]

Em 22 de março de 2018 o TSE cassou o governador e a vice-governadora Cláudia Lelis.[7] Em 6 de abril de 2018,uma determinação cautelar imposta pelo ministro Gilmar Mendes determinou a volta do governador e da vice-governadora Cláudia Lelis.[8] No entanto, em 17 de abril de 2018, o TSE negou o recurso de defesa e manteve a cassação da chapa eleita em 2014.[9]

Prisão durante operação da PFEditar

Em 26/09/2019, o ex-governador Marcelo Miranda foi preso durante a operação chamada de "12º Trabalho", em Brasília/DF, assim como o pai, José Edmar Brito Miranda, e o irmão, José Edmar Brito Miranda Júnior, por ser suspeito de integrar uma organização criminosa que teria causado prejuízo de R$ 300 milhões aos cofres públicos.[10]

Além disso, como consta na decisão que autorizou as prisões do ex-governador, do pai e do irmão dele, Marcelo Miranda teria "presenteado" o desembargador Ronaldo Eurípedes, do Tribunal de Justiça do Tocantins, com uma caminhonete modelo "Hilux", na época em que ainda era governador e Eurípedes presidia o Tribunal de Justiça. O veículo seria para que o TJ firmasse contratos com a empresa Construarte Construção Eireli, que os investigadores acreditam ser de um "laranja" de Marcelo Miranda.[11] O Desembargador Ronaldo Eurípedes é também investigado por vendas de sentenças e enriquecimento ilícito pelo CNJ desde junho de 2018.[12]

Referências

  1. a b c d Fabrício Soveral e Elisangela Farias. «Marcelo Miranda, do PMDB, é eleito governador do Tocantins». G1. Globo.com. Consultado em 28 de novembro de 2016 
  2. «MARCELO DE CARVALHO MIRANDA». Movimento Ficha Limpa. Consultado em 28 de novembro de 2016 
  3. «Operação da PF mira em Marcelo Miranda, governador do Tocantins». IstoÉ. Consultado em 28 de novembro de 2016 
  4. «Parentes do governador do Tocantins são alvo de operação da PF». Agência Brasil. EBC. Consultado em 28 de novembro de 2016 
  5. «Governador bloqueado». O Antagonista. Consultado em 28 de novembro de 2016 
  6. «Justiça determina bloqueio dos bens do governador de Tocantins». Último Segundo. iG. Consultado em 28 de novembro de 2016 
  7. «TSE cassa mandato do governador de Tocantins, Marcelo Miranda». G1 
  8. «Gilmar Mendes determina volta de Marcelo Miranda ao governo do Tocantins». G1 
  9. «TSE nega recurso e mantém cassação do governador do Tocantins e da vice». G1. 17 de abril de 2018. Consultado em 21 de abril de 2018 
  10. «Ex-governador Marcelo Miranda chega a Palmas após ser preso pela Polícia Federal em Brasília». G1. Consultado em 27 de setembro de 2019 
  11. «PF diz que Marcelo Miranda deu caminhonete de presente para desembargador do TJ contratar empresa de laranja». G1. Consultado em 27 de setembro de 2019 
  12. «Testemunhas começam a ser ouvidas em investigação sobre suposta venda de sentenças no TJ do Tocantins». G1. Consultado em 27 de setembro de 2019 

Ligações externasEditar

Precedido por
José Wilson Siqueira Campos
Governador do Tocantins
2003 — 2009
Sucedido por
Carlos Henrique Gaguim
Precedido por
Sandoval Cardoso
Governador do Tocantins
2015 — 2018
Sucedido por
Mauro Carlesse


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