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BiografiaEditar

É filho de Fernando Maia e Atalicia Erna Spall Maia. Iniciou sua militância política no Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas, na década de 1980. Foi ainda membro do Sindicato dos Metalúrgicos de Nova Santa Rita, da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos, Confederação Nacional dos Metalúrgicos e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Foi secretário estadual da Administração e Recursos Humanos do Rio Grande do Sul e presidente da Trensurb em Porto Alegre.

Deputado federalEditar

É filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 1985 e assumiu o mandato de deputado federal em 3 de janeiro de 2006, e em 2010 foi reeleito para a legislatura seguinte.[4]

Em 2007 foi escolhido pelos colegas para a relatoria da CPI do Apagão Aéreo.

Em 2011 foi apurado que Maia usou avião da Unimed-RS para ir a um encontro partidário do PT.[5]

Presidência da Câmara dos DeputadosEditar

Em 17 de dezembro de 2010, assumiu a Presidência da Câmara dos Deputados após a renúncia de Michel Temer para assumir a vice-presidência da República no Governo Dilma Rousseff. Foi escolhido pelo partido para ser candidato a se manter na presidência da Casa pelos próximos dois anos.[6]

Em fevereiro de 2011, concorreu a reeleição como presidente da câmara, sendo reeleito com 357 votos, vencendo Sandro Mabel que teve 106 votos, Chico Alencar com 16 votos, e Jair Bolsonaro que teve 9 votos.[7][8]

Assumiu o cargo de Presidente da República interinamente, de 25 a 29 de março de 2012.

Histórico eleitoralEditar

Deputado Federal eleito em 2006[9]

  • Marco Maia 70.983 1,19%

Deputado Federal eleito em 2010[10]

  • Marco Maia 122.134 2,04%

Deputado Federal eleito em 2014

Voto no processo de impedimento de Dilma RousseffEditar

Na sessão histórica do dia 17 de abril de 2016, votou contra a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef.[14]

CPI da PetrobrasEditar

 Ver artigo principal: CPI da Petrobras

Marco Maia foi citado na delação premiada de Delcídio do Amaral, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2016, por ter recebido propina para não convocar empreiteiros para a CPMI da Petrobras em 2014.[15]

Operação Lava JatoEditar

Em 19 de maio de 2016, o ministro Teori Zavascki determinou a abertura do inquérito que investiga Marco Maia pela Operação Lava Jato, por suposta cobrança de propina de empreiteiras para evitar a convocação delesà Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras no Congresso. Marco Maia foi relator da CPI em 2014.[16]

Em março de 2017, o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot enviou uma nova relação de nomes de políticos investigados na Operação Lava Jato ao Supremo Tribunal Federal. O nome de Marco Maia constou na lista de abertura de inquérito do PGR.[17]

Referências

  1. «Deputado Marco Maia». Consultado em 29 de agosto de 2011 
  2. «Marco Maia: Torneiro mecânico chega novamente à presidência da República». Partido dos Trabalhadores. Consultado em 26 de junho de 2012 
  3. «Presidente da Câmara - Deputado Federal Marco Maia». Consultado em 29 de agosto de 2011. Arquivado do original em 20 de agosto de 2013 
  4. «Presidente - Biografia». Câmara dos Deputados. Consultado em 21 de dezembro de 2010 
  5. Colon, Leandro; Barata, Beto (26 de agosto de 2011). «Presidente da Câmara usou avião de plano de saúde para ir a reunião do PT». Estadão. Consultado em 11 de dezembro de 2013 
  6. Cabral, Maria Clara (16 de dezembro de 2010). «Michel Temer formaliza renúncia da presidência da Câmara». Folha de S. Paulo. Consultado em 21 de dezembro de 2010 
  7. «Marco Maia (PT-RS) é eleito presidente da Câmara com 375 votos». O Globo. Consultado em 29 de agosto de 2011 
  8. «Petista Marco Maia é eleito presidente da Câmara dos Deputados». Folha.com. Consultado em 29 de agosto de 2011 
  9. «Deputado Federal/RS». G1. Consultado em 29 de agosto de 2011 
  10. «Eleições 2010/Rio Grande do Sul». G1. Consultado em 29 de agosto de 2011 
  11. Eleições 2014 - Marco Maia 1314
  12. Marco Maia - PT/RS. Biografia na página da Câmara dos Deputados
  13. Deputados federais eleitos tomam posse na Câmara. Bancada gaúcha tem 22 parlamentares reeleitos e oito eleitos como titular pela primeira vez
  14. «Veja como votou cada deputado gaúcho na sessão de impeachment». G1. 18 de abril de 2016. Consultado em 20 de abril de 2016 
  15. «Propina na CPI da Petrobras era paga em dinheiro vivo, diz Delcídio». Estadão. 15 de março de 2016. Consultado em 16 de março de 2016 
  16. Mariana Oliveira (19 de maio de 2016). «Teori autoriza investigação de Vital do Rêgo e Marco Maia na Lava Jato». G1. Globo.com. Consultado em 22 de maio de 2016 
  17. Vladimir Netto. «Veja os novos nomes de políticos da 'lista do Janot' revelados pela TV Globo». G1. Globo.com 

Ligações externasEditar