Marco Pallis

Marco Pallis (19 de junho de 1895 - 5 de junho de 1989) foi um autor de livros e artigos sobre a Filosofia Perene e o budismo tibetano. Foi também alpinista e músico.

Marco Pallis
Nascimento 19 de junho de 1895
Liverpool
Morte 5 de junho de 1989
Cidadania Reino Unido, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda
Progenitores
  • Alexandros Pallis
Irmão(s) Marietta Pallis
Alma mater
Ocupação explorador, filósofo, compositor, escritor, montanhista

BiografiaEditar

Pallis nasceu em Liverpool, Inglaterra, em uma família grega cosmopolita estabelecida no Reino Unido. Na mocidade, foi aluno do grande músico francês e revivalista da música renascentista, Arnold Dolmetsch. Por influência de Dolmetsch, Pallis se aproximou intelectualmente da obra do metafísico francês René Guénon, crítico do materialismo moderno. Mais tarde, vinculou-se também à mensagem do filósofo suíço Frithjof Schuon, em especial dos conceitos de "unidade transcendente das religiões", universalismo e intelectualidade. Foi neste espírito "tradicionalista" que, quando suas expedições montanhistas o levaram ao Himalaia, ele abraçou a tradição budista tibetana.[1]

Pallis fez diversas viagens ao Himalaia até 1947, quando teve a oportunidade de visitar o Tibete pela derradeira vez, antes da invasão do exército vermelho chinês. Budista praticante desde 1936, ele foi iniciado em uma ordem tibetana mais tarde, quando tinha 52 anos.

"Tradição" e Filosofia Perene foram o fio condutor dos livros de Pallis. Seus escritos são em parte inspirado pelo trabalho de René Guénon, Frithjof Schuon e Ananda Coomaraswamy, a quem Pallis conheceu pessoalmente. Em 1947, viajou para a Índia com o filho de Coomaraswamy, Rama Coomaraswamy, que se tornou escritor e teólogo católico mais tarde. Ele se correspondia com Guénon e Schuon, e visitou o primeiro em 1946 em sua casa no Cairo, Egito.

Foi colaborador regular da revista britânica Studies in Comparative Religion, onde colaborava com artigos sobre cultura tibetana, prática religiosa e filosofia perenialista. Em seus livros, Pallis adaptou para o Budismo tibetano o conceito da "Unidade Transcendente das Religiões" (título do livro seminal de Schuon, escrito em 1948 e publicado em São Paulo, Brasil, em 1952).

Ele publicou três livros dedicados à tradição em geral e ao budismo tibetano em particular: Peaks and Lamas[2]; The Way and the Mountain[3]; e A Buddhist Spectrum.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Ver "The Peregrine Falcon" in: revista Sacred Web, número 35, Summer 2015
  2. Shoemaker & Hoard, EUA, 2005
  3. World Wisdom, EUA, 2008

Ligações externasEditar