Marco de Canaveses

município e cidade de Portugal

Marco de Canaveses[nota 1] é uma cidade portuguesa no distrito do Porto, região do Norte e sub-região do Tâmega e Sousa, com perto de 10 500 habitantes.[2] É, desde 1852, sede do município de Marco de Canaveses[3] que engloba a cidade de Marco de Canaveses e a vila de Alpendorada.

Marco de Canaveses
Município de Portugal
Marco de canavezes, praça do mercado.jpg
Rua em Marco de Canaveses. 1904

Brasão de Marco de Canaveses Bandeira de Marco de Canaveses

Localização de Marco de Canaveses

Gentílico marcuense, marquense ou canavês[1]
Área 201,89 km²
População 53 450 hab. (2011)
Densidade populacional 264,7  hab./km²
N.º de freguesias 16
Presidente da
câmara municipal
Cristina Vieira (PS)
Fundação do município
(ou foral)
1852
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Tâmega e Sousa
Distrito Porto
Província Douro Litoral
Orago Nossa Senhora do Castelinho
Feriado municipal 8 de setembro (Natividade de Maria - Nª Srª do Castelinho)
Código postal 4630
Sítio oficial http://www.cm-marco-canaveses.pt/

O município de Marco de Canaveses tem 201,89 km² de área[4] e 53 450 habitantes (2011),[5][6] estando subdividido em 16 freguesias.[3] É limitado a norte pelo município de Amarante, a leste por Baião, a sul por Cinfães, a sudoeste por Castelo de Paiva e a oeste por Penafiel.

Nascida num relevo instável a cidade tem a seus pés e como porta principal o Rio Tâmega. É servida pela autoestrada A4 e tem ligação ferroviária à Linha do Douro através da Estação de Marco de Canaveses.

O Marco de Canaveses é berço de figuras ilustres, que projetaram além-fronteiras o nome desta terra, destacando-se no panorama artístico a figura de Carmen Miranda, no ramo empresarial Belmiro de Azevedo, no mundo da ciência, o historiador Aníbal Barreira e no campo religioso o atual bispo titular de Lamego D. António Couto natural da freguesia de Vila Boa do Bispo.

TopónimoEditar

O topónimo "Marco de Canaveses" é composto por dois elementos. Para o primeiro, "Marco", são apresentadas duas principais possibilidades: um marco fronteiriço que separava as antigas freguesias de Fornos, S. Nicolau e Tuías ou um marco/poial que facilitava o apear do cavaleiro no seu cavalo e que se localizaria muito perto da atual Praça Movimentos da Forças Armadas, freguesia do Marco.[7] O segundo elemento, "Canaveses", plural de canavês, designa os campos de cânhamo, outrora abundantes nesta região, nomeadamente nas encostas do rio Tâmega.

Uma explicação alternativa tem por base uma lenda na qual a rainha D. Mafalfa, enquanto observava a reconstrução da ponte sobre o rio Tâmega (a metros da ponte atual que liga as freguesias do Marco e de Sobretâmega) terá tido sede e pediu água a um pedreiro que lhe terá uma cana para que a rainha bebesse diretamente do rio. Com isto, D. Mafalda, terá-lhe dito "Guardai-a porque a cana é boa às vezes".[8]

HistóriaEditar

Da antiguidade até meados do século XIXEditar

O povoamento do território a que corresponde o atual município de Marco de Canaveses remonta a épocas bastante recuadas, tendo sido encontrados importantes vestígios do período neolítico, nomeadamente alguns monumentos funerários.

Mais tarde, no que é a atual freguesia do Marco (mais particularmente, na freguesia do Freixo, antes da reorganização administrativa de 2013) havia instalada uma importante cidade romana com o nome de Tongóbriga (em latim: Tongobriga). Tongóbriga terá tido o seu apogeu no século I e início de século II e era um lugar por onde passavam várias vias de comunicação, nomeadamente uma estrada romana que ligava Braga a Mérida. A importância histórica do lugar apenas foi descoberta em 1980, quando aquele terreno era utilizado como terreno agrícola, tendo sido começadas imediatamente as escavações. Atualmente, e após as escavações, é possível ver áreas habitacionais, necrópoles, um fórum, um teatro e o edifício das termas, estando, no entanto, ainda uma grande parte do que terá sido a antiga cidade romana soterrada sob a atual vila do Freixo. A Estação Arqueológica do Freixo, e as respetivas ruínas, estão abertas para visitas do público, assim como o museu, onde estão dispostos vários artefactos recolhidos nos trabalhos de escavações. No lugar também se encontra a funcionar a Escola Profissional de Arqueologia.

Nas margens do Rio Tâmega, muito perto da ponte atual que faz ligação entre as freguesias de Sobretâmega e do Marco, terá existido uma ponte romana. Perto desta ponte, existiam águas termais (que, mais tarde, deram origem às Caldas de Canaveses) que eram aproveitadas pelos romanos e onde foram encontrados vários vestígios da sua presença. Mais tarde, no século XII, D. Mafalda, a primeira rainha de Portugal, mandou reconstruir a velha ponte romana, tendo sido terminada no reinado de D. Dinis. Perto da ponte, na atual Rua de S. Nicolau, construiu o seu Paço Real onde viveu enquanto dirigia a construção da ponte, uma albergaria, capela e um hospital de leprosos. O primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, também se terá prolongando em Canaveses durante visitas à sua esposa. O Paço Real, a albergaria e a capela ainda hoje existem, contudo, sofreram várias alterações ao longo do ano.[9] O hospital de leprosos desapareceu durante a construção da estada nacional e a ponte foi desmontada para a construção de uma nova em 1944 mais adequada para o trânsito automóvel (esta última, ficou em parte submersa,em 1988, após a construção da Barragem do Torrão e foi consequentemente destruída, sendo construída a ponte atual a montante dessas antigas). Este local, em território de ambas margens do rio, recebia o nome de Canaveses e foi Beetria por testamento de D. Mafalda. Mais tarde, a Beata Mafalda de Portugal, D. Sancho I e, portanto, neta de D. Mafalda também viveu algum tempo no Paço Real edificado pela sua avó em S. Nicolau. Esta vila de Canaveses foi um dos grandes impulsionadores para a importância que, várias centenas de anos mais tarde, a cidade de Marco de Canaveses ainda ocupa. Portanto, a história de Marco de Canaveses está intimamente ligada com a história da pequena vila de Canaveses.

Deste período, chegam até aos dias de hoje, vários exemplos de arquitetura românica. São exemplo dessa arquitetura no concelho, que ainda hoje podem ser visitados: a Igreja de São Martinho de Soalhães, a ponte do Arco (na Folhada, sobre o rio Ovelha), o Mosteiro de Santa Maria de Vila Boa do Bispo, a Igreja de Santa Maria de Sobretâmega, a Igreja de São Nicolau de Canaveses, a Igreja do Salvador de Tabuado, entre outros.

Por terras de Canaveses, durante o século XIV, também terão passeado os dois apaixonados amantes D. Pedro e D. Inês de Castro, antes desta ser assassinada a mando do pai do então infante D.Pedro, o rei D. Afonso IV. Foi, também, em Canaveses, mais precisamente na Rua Direita de Sobretâmega que D.Pedro acampou com o seu exército durante a luta contra seu pai. A paz entre ambos acabou por ser assinada com mediação de D. Gonçalo Pereira, arcebispo de Braga, que ia e vinha do Porto a Guimarães e a Canaveses, onde se encontrava D. Pedro [10].

Nos séculos que se seguem, o território que atualmente corresponde ao concelho de Marco de Canaveses é habitação de várias famílias da nobreza que nos deixaram vários solares e casas senhoriais. A Casa dos Arcos (construída no século XVII), a Igreja do Mosteiro de Alpendurada (construída no século XVIII) e as inacabadas Obras do Fidalgo (estilo barroco, com construção entre 1740 e 1760) são exemplos de monumentos em Marco de Canaveses.

Em 1809, com o começo da segunda invasão francesa, liderada pelo Marechal Soult, percorrem notícias de que as tropas francesas estavam perto de Canaveses e, portanto, temendo a violência que já era associada aos invasores, decidiu-se cortar a ponte de Canaveses (a que havia sido edificada por D. Mafalda) e demolir parte dela, impedindo a passagem dos franceses pelo rio. De facto, esta decisão tornou-se eficaz, tendo impedido com sucesso a entrada das tropas invasoras em Canaveses. Contudo, a passagem para a outra margem foi feita mais tarde por Amarante, permitindo que Soult atravessasse o rio, mas por pouco tempo. Da defesa da ponte de Canaveses contra os invasores, fica este relato de um soldado francês:

"O General Caulaincourt, que nos comandava, pretendeu apoderar-se de Canaveses a fim de não deixar inimigos entre si e o Porto. Formou um destacamento de 500 cavalos e marchámos para Canaveses; não encontrámos ninguém até à nossa chegada a uma altura que domina a povoação: aí avistámos a alguma distância bandos de 15 a 20 paisanos que aparentavam não esperar senão o sinal para nos atacarem. Vestidos de negro ou de cor sombria, entre rochedos acinzentados, tinham o ar de fantasmas devotados à nossa perseguição e que nos vinham acusar da infelicidade do seu país: seguiam de longe os nossos movimentos e paravam quando nós fazíamos alto (...) Após duas horas de um combate muito vivo (sic) no qual tivemos oitenta homens feridos todos pela frente, o destacamento regressou às alturas onde lutámos com os habitantes que nos tinham atacado de todos os lados, desde que a luta se tinha desencadeado sobre a ponte. (...) Operámos uma retirada sobre Penafiel, conduzindo os feridos. Fomos perseguidos até aos nossos bivaques por uma multidão de paisanos que pareciam sair da terra ou tombar das nuvens, desde que nos afastássemos um pouco." [11]

Da formação do atual concelho à atualidadeEditar

É importante lembrar que, por esta altura, Marco de Canaveses ainda não existia como concelho. Ao longo da história, o atual território esteve dividido em cinco concelhos - Benviver, Soalhães, Canaveses, Riba Tâmega e Portocarreiro -, seis Coutos - Alpendorada, Tabuado, Entre os Rios, Tuías, Vila Boa do Bispo e Vila Boa de Quires - e uma Beetria - Canaveses.

Em 1836, a Vila de Canaveses e o concelho de Tuías unem-se ao concelho de Soalhães, formando o concelho do Marco de Soalhães, administrado por Adriano José de Carvalho e Melo (que também foi comissário da Polícia no Porto e Governador Civil do Distrito de Bragança). Em 1852, com a união dos concelhos de Benviver e Marco de Soalhães, dá-se a fundação do atual concelho de Marco de Canaveses. Em 1853, Marco de Canaveses absorve uma parcela do concelho de Portocarreiro - Vila Boa de Quires, Maureles e uma parte de S. Pedro de Canaveses.

E, por último, em 1855 a superfície total e atual do concelho de Marco de Canaveses fica completa com a entrada das freguesias de Constance, Banho, Carvalhosa, St.º Isidoro e Toutosa (que, antes, pertenciam ao ex-concelho de St.ª Cruz de Riba Tâmega).

Em 7 de janeiro de 1852, ano da fundação do concelho, Zé do Telhado, um famoso salteador português, muitas vezes descrito como o “Robin Hood português", e a sua quadrilha juntam-se junto à Capela de Fandinhães (ainda hoje no mesmo local) para planear um assalto que se realizaria no dia seguinte. No dia 8, uma quadrilha de trinta homens, liderados por Zé do Telhado, assaltaram o solar do Carrapatelo e mataram a tiro o criado que se opôs à entrada da quadrilha. Este evento criou uma grande insegurança na população. Nesse momento, Adriano José de Carvalho e Mello, deputado e administrador do concelho de Soalhães, jurou que prenderia Zé do Telhado. No entanto, a lei não permitia à justiça de uma comarca entrar noutra, sem autorização do seu administrador. Este entrave burocrático, dificultaria a ação de Adriano de José de Carvalho e Mello e, portanto, este, envolvendo notáveis figuras do movimento da Regeneração, solicita que seja criado um concelho que reúna em si os vários concelhos e comarcas vizinhos.

Em 31 de março de 1852, D. Maria II satisfaz a vontade de Adriano José de Carvalho e Mello, criando o concelho de Marco de Canaveses que anexa os concelhos de Benviver, Canaveses, Soalhães, Portocarreiro, parte dos de Gouveia e Santa Cruz de Riba Tâmega. E portanto, Adriano José de Carvalho e Mello fica para a história como o fundador do concelho de Marco de Canaveses, do qual é possível, hoje, ver um busto no Jardim Municipal.

Já com Marco de Canaveses como concelho, dá-se a 15 de setembro de 1878 a inauguração de da Estação Ferroviária de Marco de Canaveses, um importante marco para o concelho, na extinta freguesia de Rio de Galinhas (atual freguesia do Marco). Esta estação faz parte do troço da Linha do Douro, o que permitiu aproximar o Marco tanto do Grande Porto como da Régua e do Pinhão, assim como impulsionando o desenvolvimento de toda a região. Importante também é notar a eletrificação da mesma linha, entre Caíde e Marco de Canaveses, concluída em 2019, que permitiu reduzir o tempo de viagem e aumentar a frequência de comboios que circulam entre Marco de Canaveses e Porto. Atualmente, no território deste concelho, existem três estações: a estação da Livração, a estação do Marco de Canaveses (em Rio de Galinhas) e a estação do Juncal (em Soalhães).

Contudo, é importante notar que até à formação do atual concelho em 1852, o sítio do Marco - o alto do outeiro ao qual corresponde o atual centro da cidade de Marco de Canaveses - era uma zona maioritariamente rural, onde poucas casas existiam. Essa é uma das razões pelas quais, hoje, o centro da cidade é desprovido de edifícios antigos ou de monumentos (à exceção de alguns edifícios da segunda metade do século XIX). Tanto Canaveses, como Soalhães ou ainda Ariz eram mais urbanizados nessa altura do que propriamente o sítio escolhido para sede do concelho. Contudo, era no Marco que se realizavam as centenárias e importantíssimas feiras, na altura, consideradas das melhores do Norte de Portugal. Essas feiras, onde também se vendia gado, eram realizadas no dia 3 e 15 de cada mês (nos mesmos dias que ainda hoje acontecem) e tiveram lugar até 1952 onde hoje se situa o Jardim Municipal. Além disso, o Marco também era lugar onde se encruzilhavam várias estradas que davam a Baião, vários cais do Douro, Penafiel, Porto e Amarante. Só com a inauguração da Câmara Municipal em 1912 e com aterros, desaterros, terraplanagens e calcetamentos é que o centro começou a ganhar algum aspeto urbano. É, então nas décadas de 1910, 1920, e 1930 que começa o verdadeiro progresso do Marco que incluiu a chegada da luz elétrica (1927), o levantamento do Monumento aos Mortos da Grande Guerra na atual Praça Movimento das Forças Armadas (hoje o monumento encontra-se no patamar inferior do Jardim Municipal), o alinhamento de casas, o alargamento de espaços medievais, a construção do varandim do Jardim Municipal, o rasgar de avenidas e praças, a fundação do Futebol Clube do Marco, do Hospital e dos Bombeiros Voluntários.Tal foi a transformação que se operou nessas décadas que a primeira ata da reunião da Comissão Administrativa de 1920 escreve "nesta vila de Marco de Canaveses" e não "nesta Aldêa do Marco" como até então se escrevia [12].

Em 1933, dá-se um acontecimento mediático e macabro em Marco de Canaveses. Na atual freguesia de Soalhães, Arminda de Jesus Pereira é queimada viva numa fogueira a céu aberto. Este crime, teve como principal motivadora a vizinha da vítima, Joaquina de Jesus Couto. Joaquina acreditava que Arminda encontrava-se possuída pelo demónio e que a única maneira de a libertar desse demónio era queimando-a, pois ela iria ressuscitar salva no dia seguinte. Portanto, o marido de Joaquina, juntamente com um pequeno grupo de populares, acende a fogueira na qual colocam Arminda. Tudo isto, preencheu os jornais de Marco de Canaveses e nos dias seguintes chega à impressa nacional. Por esta razão, a freguesia de Soalhães é, ainda hoje, conhecida como “a terra do mata e queima”.[13]

É apenas em 1993 que Marco de Canaveses é elevado a cidade, solidificando o seu estatuto e a sua importância na região. Na mesma década, em 1996, é inaugurada a Igreja de Santa Maria do Marco de Canaveses. Projetada pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira, a igreja representa um novo conceito na arquitetura religiosa contemporânea, tornando-se um dos principais ex-libris da cidade.

Nos dias de hoje, a cidade e concelho de Marco de Canaveses tem-se desenvolvido a um passo rápido e é uma escolha para muitos que procuram a tranquilidade perto de um grande centro urbano. Nutrido de várias infraestruturas municipais e públicas, de múltiplas áreas verde de lazer, bons acessos e redes de transporte, um comércio forte e uma indústria presente, várias romarias e festas ao longo do ano, um vida noturna ímpar na região, Marco de Canaveses é uma cidade para o presente e para o futuro.

Organização AdministrativaEditar

Administração MunicipalEditar

O Município de Marco de Canaveses é administrado por uma Câmara Municipal, composta pelo Presidente e vários vereadores. Da mesma maneira, existe uma Assembleia Municipal, órgão deliberativo do Município, constituído por deputados.

FreguesiasEditar

O município de Marco de Canaveses está dividido em 16 freguesias:[3]

 
Freguesias do município de Marco de Canaveses.

Até a reforma administrativa de 2013, o município dividia-se em 31 freguesias.[3]

GeminaçõesEditar

  • Saint Georges les Baillargeaux, França.
  • Santo António do Príncipe, São Tomé e Príncipe.

Paisagem e Zonas Verde de LazerEditar

O concelho do Marco de Canaveses tem um destino e uma vocação marcados por dois dos mais belos rios com que a Natureza nos brindou: o Douro e o Tâmega. As albufeiras artificiais de Carrapatelo, no Douro, e do Torrão, no Tâmega, possuem condições extraordinárias para os desportos e passatempos náuticos, como a pesca desportiva, stand up paddle e a canoagem de turismo e competição.

Para além disso, pelo Douro passam anualmente milhares de turistas, que certamente jamais esquecerão a perfeita simbiose entre o rio e a montanha. É, aliás, esmagadora a grandiosidade proporcionada pelas serras da Aboboreira e de Montedeiras, que fazem desta região um dos locais mais sublimes de Portugal do ponto de vista paisagístico.

Marco de Canaveses é, ainda, detentor de um grande número de áreas verde de lazer, com parques infantis, máquinas de exercício físico e mesas para a realização de piqueniques.

Algumas destas Zonas Verde de Lazer são:

  • Parque de Lazer da Cidade: No centro da cidade, dispõe de mesas de piquenique, bancos, campo de futebol e basquetebol, parque infantil e vistas para o rio Tâmega.
  • Jardim Municipal: No coração da cidade, é obra de José Cabral de Matos, presidente da Câmara Municipal do Marco entre 1949 e 1953, foi inspirado na utopia romântica das cidades-jardim. Hoje, conta com um parque infantil e é palco de muitos eventos que acontecem na cidade, ao longo do ano.
  • Alameda do Hospital: No centro da cidade, dispõe de um parque infantil, bancos e de esplanadas. É nesta alameda que se situa a Biblioteca Municipal, o Museu Carmen Miranda e o Posto de Turismo.
  • Parque Fluvial do Tâmega: Junto às margens do rio Tâmega, próximo do centro da cidade. Apresenta mesas para piquenique, máquinas de exercício físico, parque infantil, cais para embarcações de pequenas dimensões e possibilidade de realização de desportos náuticos, como a canoagem. É possível ver a Igreja de Santa Maria de Sobretâmega e a Igreja de São Nicolau de Canaveses (na outra margem do rio) - duas igrejas românicas.
  • Parque de Merendas de Montedeiras: Parque de grandes dimensões, na serra de Montedeiras, perto do centro da cidade. Destina-se ao convívio e a piqueniques.
  • Parque de Lazer de Alpendurada: É um espaço de lazer e desportivo, junto ao rio Tâmega e perto da barragem do Torrão.
  • Praia Fluvial de Bitetos: Praia banhada pelo rio Douro, é muito procurada na época balnear, não só para mergulhos, mas também para a prática de desportos aquáticos, como a canoagem, ski aquático e motonáutica.
  • Praia Fluvial da Pontinha: Encontrando-se perto do centro da cidade, no rio Ovelha, era muito procurada e visitada por famílias durante a época balnear. Neste momento, os banhos encontram-se interditos para estudo sobre a qualidade da água.
  • Existem vários outros parques e jardins pelo concelho.


Da mesma maneira, existem, espalhados pelo concelho, 8 percursos pedestres que permitem uma maior envolvência com a paisagem natural presente no território marcuense, tendo estes sido criados garantindo a segurança e a tranquilidade dos visitantes:

  • PR1 - Pedras, Moinhos e Aromas de Santiago.
  • PR2 - Dois Rios, Dois Mosteiros.
  • PR3 - Caminho do Rio.
  • PR4 - BAO/MCN/ATM Trilho dos Dólmens.
  • PR5 - Caminhos de Canaveses.
  • PR6 - Caminhos de Tongóbriga.
  • PR7 - Aldeias e Margens do Rio Ovelha.
  • PR8 - Trilhos de Portocarreiro - Vila Boa de Quires e Maureles

Monumentos e PatrimónioEditar

Do Período Neolítico à Época RomanaEditar

A arqueologia constitui um elemento fundamental do ponto de vista do património do concelho. O século XIX e a primeira metade do séc. XX foram especialmente marcados por descobertas de vários artefactos arqueológicos por todo o concelho, que acabaram por ser distribuídos por vários museus do país, mas mantendo-se alguns no Museu Municipal Carmen Miranda.

Foram encontrados importantes vestígios neolíticos, nomeadamente monumentos funerários. Da Idade do Ferro, chega-nos vestígios de muralhas e habitações castrejas, como é exemplo Castro de Arados, em Alpendurada e Matos.

Da época romana, sendo atualmente um dos ex-libris do concelho, chega-nos a Estação Arqueológica de Tongóbriga, uma importante cidade romana, com apogeu no século I e século II e da qual resta as termas, o fórum, zonas habitacionais e uma necrópole. Uma grande parte do que era Tongóbriga ainda se encontra debaixo da atual vila do Freixo. É possível fazer visitas às ruínas, assim como ao recente museu onde se encontram expostos vários artefactos e objetos que foram descobertos nos trabalhos arqueológicos.

Monumentos ReligiososEditar

A edificação religiosa é outra das mais-valias deste concelho, sendo obrigatório falar-se dos circuitos do românico e do barroco, presentes em grande força no concelho. Marco de Canaveses contribui com 10 monumentos para a Rota do Românico, sendo, atualmente, um dos concelhos (a par de Amarante) com mais monumentos nessa rota. Alguns dos principais monumentos religiosos do concelho são:

  • Igreja Matriz de São Martinho de Soalhães (origem remonta ao século IX).
  • Convento de Alpendurada (século XI).
  • Mosteiro de Santa Maria de Vila Boa do Bispo (século XII e XIII).
  • Igreja de Santa Maria de Sobretâmega (fundação posterior a 1320).
  • Igreja de Santo André de Vila Boa de Quires (século XIII).
  • Igreja de São Nicolau de Canaveses (fundação posterior a 1330).
  • Igreja do Salvador de Tabuado (meados do século XIII).
  • Igreja de Santo Isidoro (século XIII).
  • Capela da Senhora da Livração de Fandinhães.
  • Igreja da Senhora da Livração (1721).
  • Igreja Paroquial de Carvalhosa (1779).
  • Capela de São Lázaro (século XVIII).
  • Igreja Paroquial de Manhuncelos.
  • Igreja Paroquial de Maureles.
  • Igreja Paroquial de Paços de Gaiolo.
  • Igreja Paroquial de Rosem.
  • Convento de Avessadas.

Importante é também destacar a Igreja da Santa Maria, no centro da cidade, que desenhada pelo arquiteto português Siza Vieira projetou Marco de Canaveses internacionalmente. Inaugurada em 1996, é uma igreja ímpar e única com as suas linhas minimalistas e modernas.

Outros MonumentosEditar

Marco de Canaveses é dotado de várias casas senhoriais, erguidas ao longo dos tempos, por todo o concelho. Da mesma maneira, também são muitos os pelourinhos que figuram nas ruas do concelho. Segue-se uma lista de outros monumentos no concelho:

  • Casa dos Arcos (século XVII).
  • Obras de Fidalgo (1740-1760)
  • Ponte do Arco.
  • Memorial de Alpendurada.
  • Pelourinho de Canaveses (São Nicolau).
  • Torre de Nevões.
  • Campa Medieval de Granito (Alpendurada e Matos).
  • Pelourinho da Torre.
  • Pelourinho de Fornos.
  • Pelourinho de Magrelos.
  • Pelourinho de Soalhães.
  • Pelourinho de Toutosa.

Da mesma maneira, é de referir o Museu Municipal Carmen Miranda, as várias fontes luminosas no centro da cidade e o Jardim Municipal.

Figuras IlustresEditar

Algumas das figuras mais ilustres que nasceram, ou estão de alguma maneira associados a Marco de Canaveses, são:

  • António Joaquim Vieira de Magalhães (1822-1903) Nasceu em Marco de Canavezes, e em 1870, foi ministro da fazenda de Portugal
  • Carmen Miranda (1909-1955): Nasceu em Marco de Canaveses, na atual freguesia de Várzea, Aliviada e Folhada, mas emigrou com menos de um ano de idade para o Brasil. Lá, tornou-se famosa como cantora e atriz, muitas das vezes apelidada de "A Pequena Notável", "The Brazilian Bombshell" ou ainda "Embaixatriz do Samba". Nunca voltou a Portugal, mas em Marco de Canaveses é possível visitar o Museu Municipal Carmen Miranda.
  • Belmiro de Azevedo (1938-2017): Nasceu em Marco de Canaveses, na antiga freguesia de Tuías (hoje parte da freguesia do Marco), e aí viveu até aos onze anos, quando se mudou para o Porto para seguir o ensino secundário.
  • Aníbal Barreira (1945): Nascido em Marco de Canaveses, é um historiador e professor universitário português.
  • Avelino Ferreira Torres (1945-2019): Apesar de ter nascido em Amarante, Avelino Ferreira Torres foi o presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses durante 22 anos, pelo CDS-PP. Ferreira Torres foi também Presidente do Futebol Clube do Marco. Controverso e mediático, era uma figura regular nos meios de comunicação, tendo inclusive participado no reality-show televisivo Quinta das Celebridades, em 2004. Aos seus sucessivos e muitos mandatos é, normalmente, reconhecido um grande desenvolvimento do concelho, com a construção de várias infraestruturas públicas, como o Estádio Municipal de Marco de Canaveses.

PopulaçãoEditar

Número de habitantes [14]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
23 820 25 398 27 564 28 188 29 480 30 293 32 354 36 888 38 400 39 270 42 125 46 131 48 133 52 419 53 450

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário [15]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 10 532 10 906 10 935 12 119 13 628 13 395 14 342 16 090 15 426 12 138 11 274 9 655
15-24 Anos 5 053 5 267 5 541 5 744 6 159 6 924 6 519 7 235 9 288 9 970 8 477 7 248
25-64 Anos 10 989 11 784 12 070 12 829 14 195 14 971 15 432 15 635 17 294 21 274 26 801 29 588
= ou > 65 Anos 1 520 1 443 1 581 1 904 2 108 2 489 2 977 3 165 4 123 4 751 5 867 6 959
> Id. desconh 78 23 59 42 100

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

PolíticaEditar

Eleições autárquicasEditar

Data % V % V % V % V % V
PPD/PSD PS CDS-PP AD IND
1976 40,03 3 30,50 3 17,46 1
1979 AD 28,50 2 AD 58,44 5
1982 29,86 2 29,76 2 30,59 3
1985 20,10 1 15,17 1 57,51 5
1989 21,78 1 15,61 1 56,59 5
1993 14,79 1 12,14 1 63,40 5
1997 35,83 3 56,04 4
2001 18,02 1 23,53 2 52,03 4
2005 46,43 4 17,76 1 30,19 2
2009 43,11 4 12,94 1 29,70 2
2013 40,82 4 20,38 1 22,20 2
2017 30,67 2 44,21 4 18,18 1

Eleições legislativasEditar

Data %
PSD PS CDS PCP UDP AD APU/

CDU

FRS PRD PSN BE PAN PàF L IL CH
1976 40,99 28,23 16,11 2,91 1,06
1979 AD 32,14 AD APU 1,69 52,36 6,57
1980 FRS 1,04 56,44 5,46 27,78
1983 35,04 41,07 11,75 UDP-

PSR

5,49
1985 34,31 23,51 15,41 1,18 6,49 13,32
1987 60,70 19,06 7,49 CDU 0,55 4,11 2,00
1991 61,63 24,21 6,20 2,20 0,54 0,97
1995 43,25 42,29 8,31 0,28 2,04 0,66
1999 36,29 47,80 8,83 2,85 0,52 0,86
2002 45,99 35,28 12,52 2,25 1,04
2005 32,04 48,77 8,66 2,75 3,55
2009 29,88 43,04 12,52 3,53 6,69
2011 43,52 33,55 10,46 3,25 3,01 0,55
2015 PàF 30,72 PàF 4,05 8,54 0,84 48,44 0,26
2019 33,30 41,57 4,65 2,41 6,94 2,16 0,42 0,60 0,44

GeografiaEditar

O concelho do Marco de Canaveses é fortemente marcado pelo seu relevo, com áreas a altitudes principalmente compreendidas entre 200 e os 600 metros, atingindo valores mais elevados nas Serras da Aboboreira e Montedeiras. O ponto mais alto do concelho situa-se a uma altitude de 962 metros, na Serra da Aboboreira, que é partilhada pelos concelhos do Marco de Canaveses, Amarante e Baião. Na Serra de Montedeiras são atingidos valores de 640 metros. A norte encontra-se a Serra do Marão, no concelho de Amarante. A região é também percorrida por dois dos mais importantes rios portugueses, o Rio Douro e o Rio Tâmega. O Douro, vindo de regiões transmontanas, com curso de este para oeste, delimita o concelho a sul, separando-o dos concelhos de Cinfães e Castelo de Paiva. O Tâmega, com curso de norte para sul, delimita grande parte do concelho a oeste, separando-o do concelho de Penafiel. Outro rio que passa ao longo do concelho é o Ovelha, que vem diretamente do concelho de Amarante. A Cidade do Marco de Canaveses está localizada a 56 km do Porto, a 18 km de Amarante, a 19 km de Penafiel, a 23 km de Baião e a 30 km de Cinfães.

ClimaEditar

Devido ao seu relevo, o Marco de Canaveses tem um clima instável e marcadamente de extremos, com Invernos frios e rigorosos e com Verões quentes. A estação mais fria do ano é normalmente prolongada, descendo as temperaturas muitas vezes abaixo de 0 °C. Nesta época, as temperaturas diurnas raramente ultrapassam os 13 °C, e a precipitação que dá origem à verdura do concelho, pode ser uma constante. O nevoeiro é também presença constante. O frio é mais evidente, nas zonas a norte, bem como nas Serras da Aboboreira e Montedeiras, nas quais é comum nevar, registando-se por vezes temperaturas negativas na ordem dos -8 °C. Com ventos dominantes dos quadrantes oeste e sudoeste, são normalmente proporcionadas fortes precipitações nas áreas mais altas e que diminuem à medida que as vertentes baixam para os vales. Durante os meses mais secos de Verão, poderão ser registadas temperaturas acima dos 30 °C, podendo por vezes chegarem a valores perto de 40 °C. No entanto, agradáveis dias de Verão poderão ser interrompidos por dias constantes de nebulosidade e alguma chuva. Independentemente da estação do ano, a nebulosidade é frequente, sendo esta mais notória nos dias de Inverno. A humidade relativa é bastante elevada, situando-se entre os 75% e os 80%. Os dias intermédios são raros, sendo as diferenças de temperatura bastante bruscas.

EnsinoEditar

  • Cerca de sessenta jardins de infância, alguns deles extintos para serem agrupados aos centros escolares
  • Cerca de cinquenta escolas primárias, algumas delas modernizadas para centros escolares
  • Quatro escolas de 2ª e 3ª Ciclo
  • Duas escolas secundárias
  • Escola Profissional de Arqueologia
  • Escola Profissional da Pedra
  • Escola Profissional de Agricultura
  • Cesae
  • Multiformativa
  • Artâmega - Academia das Artes do Marco de Canaveses

EconomiaEditar

No concelho do Marco de Canaveses predomina atualmente o sector dos serviços. Contudo a indústria e agricultura desempenham também um importante papel no desenvolvimento económico concelhio. A indústria têxtil e a exploração da pedra são dois exemplos. A agricultura, embora marcadamente para consumo próprio, marca também a paisagem concelhia.

TransportesEditar

  • A4 - Porto - Amarante -» Saída Marco de Canaveses
  • A11-"Apulia-Castelões-A4 (Porto/Amarante)-" Saída Marco de Canaveses
  • CP - Linha Urbana - Porto - Marco e transporte regional para o Alto Douro.

Artesanato e GastronomiaEditar

O artesanato e a gastronomia são outros tesouros desta terra, que integra a Rota dos Vinhos Verdes e onde o Anho Assado com Arroz do Forno (prato original deste concelho), as cavacas e fatias do Freixo, e os biscoitos de Soalhães constituem tentações irresistíveis.

FestividadesEditar

As festas da Cidade do Marco, em honra a Sta. Maria, realizam-se no mês de julho. Ao longo do concelho há lugar a outras festas e romarias que atraem cada vez mais pessoas ao Marco de Canaveses, como o S. João, a 24 de junho, em Alpendorada.

A 8 de setembro celebra-se a Senhora da Natividade do Castelinho, padroeira do concelho.

Galeria de imagensEditar

Ver tambémEditar

Notas

  1. Escrevia-se Marco de Canavezes segundo o Acordo Ortográfico de 1945.

Referências

  1. «Marco de Canaveses». Infopédia. Consultado em 19 de março de 2020 
  2. INE (2013). Anuário Estatístico da Região Norte 2012 (PDF). Lisboa: Instituto Nacional de Estatística. p. 32. ISBN 978-989-25-0218-2. ISSN 0871-911X. Consultado em 13 de março de 2014 
  3. a b c d Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  4. Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013». Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28 de novembro de 2013. Arquivado do original (XLS-ZIP) em 9 de dezembro de 2013 
  5. INE (2012). Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Norte (PDF). Lisboa: Instituto Nacional de Estatística. p. 115. ISBN 978-989-25-0186-4. ISSN 0872-6493. Consultado em 27 de julho de 2013 
  6. INE (2012). «Quadros de apuramento por freguesia» (XLSX-ZIP). Censos 2011 (resultados definitivos). Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_NORTE". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 27 de julho de 2013. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2014 
  7. Monteiro, Emília (1997). Monografia do Marco de Canaveses II. Século e Meio de História. [S.l.]: Câmara Municipal de Marco de Canaveses 
  8. Câmara Municipal do Marco de Canaveses. «História» 
  9. Vasconcelos, Manuel de (1935). Vila de Canaveses. Notas para a sua história. [S.l.]: Imprensa Nacional de Lisboa 
  10. Aguiar, P. M. Vieira (1947). Descrição Histórica, Corográfica e Folclórica de Marco de Canaveses. Porto: [s.n.] 
  11. Nayles, M. de (1817). Memoires sur da Guerre d'Espagne pendante les années 1808, 1809 e 1811. Paris: [s.n.] 
  12. Monteiro, Emília (1997). Monografia do Marco de Canaveses - Volume II: Século e Meio de História. Marco de Canaveses: Câmara Municipal de Marco de Canaveses 
  13. Cipriano, Rita. «Diziam que tinha o diabo no corpo: há 85 anos, Arminda de Jesus foi queimada viva». Observador. Consultado em 24 de novembro de 2019 
  14. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  15. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros

Ligações externasEditar

 
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