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Marco de Canaveses

município e cidade de Portugal

O Marco de Canaveses[1] é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região do Norte e sub-região do Tâmega e Sousa, com perto de 10 500 habitantes.[2] É sede de um concelho (desde 1852), que engloba no seu perímetro a cidade de Marco de Canaveses e a vila de Alpendorada.

Marco de Canaveses
Brasão de Marco de Canaveses Bandeira de Marco de Canaveses

Marco de canavezes, praça do mercado.jpg
Rua em Marco de Canaveses. 1904
Localização de Marco de Canaveses
Gentílico marcuense
Área 201,89 km²
População 53 450 hab. (2011)
Densidade populacional 264,7  hab./km²
N.º de freguesias 16
Presidente da
câmara municipal
Cristina Vieira (PS)
Fundação do município
(ou foral)
1852
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Tâmega e Sousa
Distrito Porto
Província Douro Litoral
Orago Nossa Senhora do Castelinho
Feriado municipal 8 de Setembro (Natividade de Maria - Nª Srª do Castelinho)
Código postal 4630
Sítio oficial http://www.cm-marco-canaveses.pt/
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

O município tem 201,89 km² de área[3] e 53 450 habitantes (2011),[4][5] estando subdividido em 16 freguesias.[6] É limitado a norte pelo município de Amarante, a leste por Baião, a sul por Cinfães, a sudoeste por Castelo de Paiva e a oeste por Penafiel.

Por esta terra diz-se "Entre o Douro e o Tâmega, onde começa o Marão".

Nascida num relevo instável a cidade tem a seus pés e como porta principal o Rio Tâmega. É servida de bons acessos Rodoviários, através da A4. Tem também ligações Ferroviárias com a Linha do Douro.

O Marco de Canaveses é berço de figuras ilustres, que projectaram além-fronteiras o nome desta terra, destacando-se no panorama artístico a figura de Carmem Miranda, no ramo empresarial Belmiro de Azevedo, no mundo da ciência, o historiador Aníbal Barreira e no campo religioso o atual bispo titular de Lamego D. António Couto natural da freguesia de Vila Boa do Bispo.

Cidade desde 1993, de meia altitude (217 metros), de face voltada para o Norte, para a Serra da Aboboreira.

HistóriaEditar

O povoamento do território a que corresponde o atual concelho de Marco de Canaveses remonta a épocas bastante recuadas, tendo sido encontrados importantes vestígios do período neolítico, nomeadamente alguns monumentos funerários.

Mais tarde, no que é a atual freguesia do Marco (mais particularmente, na freguesia do Freixo, antes da reorganização administrativa de 2013) havia instalada uma importante cidade romana com o nome de Tongóbriga. Tongobriga terá tido o seu apogeu no século I e início de século II e era um lugar por onde passava várias vias de comunicação, nomeadamente uma estrada romana que ligava Braga a Mérida. A importância histórica do lugar apenas foi descoberta em 1980, quando aquele terreno era utilizado como terreno agrícola, tendo sido começadas imediatamente as escavações. Atualmente, e após as escavações, é possível ver áreas habitacionais, necrópoles, um fórum, um teatro e o edifício das termas, estando, no entanto, ainda uma grande parte do que terá sido a antiga cidade romana subterrada debaixo da atual vila do Freixo. A Estação Arqueológica do Freixo, e as respetivas ruínas, estão abertas para visitas do público, assim como o museu, onde estão dispostos vários artefactos recolhidos nos trabalhos de escavações. No lugar também se encontra a funcionar a Escola Profissional de Arqueologia.

 

Marco de Canaveses é descrito por um relevo, na sua maior parte, instável e por onde passam dois importantes rios: o Douro e o Tâmega. Terá sido nas margens do rio Tâmega, que a importância, do que é hoje cidade, terá sido iniciada. Já na época Romana, terá existido uma ponte que, atravessando o Tâmega, ligava São Nicolau a Sobretâmega (nome de duas freguesias de Marco de Canaveses, antes da reorganização administrativa de 2013), numa área que é conhecida como Canaveses. Contudo, no século XII, foi edificada uma nova ponte sobre essa de origem romana que resistiu ao passar dos séculos, com ligeiras reparações. A edificação desta ponte medieval está associada à Rainha D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal. D. Mafalda também doou um paço, que aí possuía, para a instituição de uma albergaria e de um hospital.

A origem do nome Marco de Canaveses está em parte, e segundo a lenda, associada à importante presença e obra de D. Mafalda nesse lugar: Conta-se, que a rainha D. Mafalda teria passado pelas obras da ponte que mandara construir, e cheia de sede, pediu água aos pedreiros. Como o acesso ao rio era muito difícil, um deles ofereceu uma cana para que a rainha bebesse diretamente do rio. A rainha, ao devolve-la terá dito "Guardai-a porque a cana é boa às vezes".  Contudo, também se associa o segundo elemento do nome, Canaveses, à cultura de cânhamo, outrora abundante na região. O primeiro elemento, Marco, derivará de uma pedra que dividia a freguesia de Fornos, S. Nicolau e Tuías (as três que constituem parte da atual freguesia do Marco).

Este período foi um grande impulsionador para a importância que, várias centenas de anos mais tarde, a cidade de Marco de Canaveses ainda ocupa e, portanto, a história de Marco de Canaveses está intimamente ligada com a história da pequena vila de Canaveses.

Deste período, chegam até os dias de hoje, vários exemplos de arquitetura românica. São exemplo dessa arquitetura no concelho, que ainda hoje podem ser visitados: a Igreja de São Martinho de Soalhães, a ponte do Arco (na Folhada, sobre o rio Ovelha), o Mosteiro de Santa Maria de Vila Boa do Bispo, a Igreja de Santa Maria de Sobretâmega, a Igreja de São Nicolau de Canaveses, a Igreja do Salvador de Tabuado, entre outros.

Nos séculos que se seguem, Marco de Canaveses cresce e é habitação de várias famílias da nobreza que nos deixaram vários solares e casas senhoriais, espalhadas pela cidade. A Casa dos Arcos (construída no século XVII), a Igreja do Mosteiro de Alpendurada (construída no século XVIII) e as inacabadas, mas surpreendentes, Obras do Fidalgo (estilo barroco, com construção entre 1740 e 1760) são exemplos de monumentos em Marco de Canaveses.

Em 1809, com o começo da segunda invasão francesa, liderada por Soult, percorrem notícias de que as tropas francesas estavam perto de Canaveses e, portanto, temendo a violência que já era associada aos invasores, decidiu-se cortar a ponte de Canaveses (a que havia sido edificada por D. Mafalda) e demolir parte dela, impedindo a passagem dos franceses pelo rio. De facto, esta decisão tornou-se eficaz, tendo impedido com sucesso a entrada das tropas invasoras em Canaveses. Contudo, a passagem para a outra margem foi feita mais tarde por Amarante, permitindo que Soult atravessasse o rio, mas por pouco tempo.

Apesar de tudo, é importante lembrar que nesta altura, Marco de Canaveses ainda não existia como concelho. O atual território encontrava-se dividido em distintos concelhos, como por exemplo, o concelho de Soalhães, o concelho de Canaveses, o concelho de Benviver.


Em 7 de Janeiro de 1852, Zé do Telhado, um famoso salteador português, muitas vezes descrito como o “Robin Hood” português, e a sua quadrilha juntam-se junto à Capela de Fandinhães (ainda hoje no mesmo local) para planear um assalto que se realizaria no dia seguinte. No dia 8, uma quadrilha de 30 homens, liderados por Zé do Telhado, assaltaram o solar do Carrapatelo e mataram a tiro o criado que se opôs à entrada da quadrilha. Este evento criou uma grande insegurança na população. Nesse momento, Adriano José de Carvalho e Mello, deputado e administrador do Concelho de Soalhães, jurou que prenderia Zé do Telhado. No entanto, a lei não permitia à justiça de uma comarca entrar noutra, sem autorização do seu administrador. Este entrave burocrático, dificultaria a ação de Adriano de José de Carvalho e Mello e, portanto, este, envolvendo notáveis figuras do movimento da Regeneração, solicita que seja criado um concelho que reúna em si os vários concelhos e comarcas vizinhos.

Em 31 de Março de 1852, D. Maria II satisfaz a vontade de Adriano José de Carvalho e Mello, criando o Concelho de Marco de Canaveses que anexa os concelhos de Benviver, Canaveses, Soalhães, Portocarreiro, parte dos de Gouveia e Santa Cruz de Riba Tâmega. E portanto, Adriano José de Carvalho e Mello fica para a história como o fundador do Concelho de Marco de Canaveses, do qual é possível, hoje, ver um busto no Jardim Municipal.

Já com Marco de Canaveses como concelho, dá-se a 15 de setembro de 1878 a inauguração de da Estação Ferroviária de Marco de Canaveses, um importante marco para o concelho, na extinta freguesia de Rio de Galinhas (atual freguesia do Marco). Esta estação faz parte do troço da Linha do Douro, o que permitiu aproximar o Marco tanto do Grande Porto como da Régua e do Pinhão, assim como impulsionando o desenvolvimento de toda a região. Importante também é notar a eletrificação da mesma linha, entre Caíde e Marco de Canaveses, concluída em 2019, que permitiu reduzir o tempo de viagem e aumentar a frequência de comboios que circulam entre Marco de Canaveses e Porto.

Em 1909, nasce em Marco de Canaveses Carmen Miranda. “A Pequena Notável”, como ficou conhecida, tornou-se famosa no Brasil, enquanto atriz e cantora e mais tarde nos Estados Unidos da América, onde participou em vários filmes de Hollywood. Tem a sua própria estrela na Calçada da Fama (Los Angeles). Morreu em 1955, em Beverly Hills, sem nunca voltar à sua cidade natal, Marco de Canaveses, e ao seu país de origem, Portugal, depois de o ter deixado rumo ao Brasil com menos de 1 ano de idade. Contudo, hoje, em Marco de Canaveses é possível visitar um Museu dedicado à artista (Museu Municipal Carmen Miranda) e uma estátua em granito no centro da cidade.  

Em 1933, dá-se um acontecimento mediático e macabro em Marco de Canaveses. Na atual freguesia de Soalhães, Arminda de Jesus Pereira é queimada viva numa fogueira a céu aberto. Este crime, teve como principal motivadora a vizinha da vítima, Joaquina de Jesus Couto. Joaquina acreditava que Arminda encontrava-se possuída pelo demónio e que a única maneira de a libertar desse demónio era queimando-a, pois ela ressuscitaria no dia seguinte salva. Portanto, o marido de Joaquina, juntamente com um pequeno grupo de populares, acende a fogueira na qual colocam Arminda. Tudo isto, preencheu os jornais de Marco de Canaveses e nos dias seguintes chega à impressa nacional. Por esta razão, a freguesia de Soalhães é, ainda hoje, conhecida como “a terra do mata e queima”.[7]

É apenas em 1993 que Marco de Canaveses é elevado a cidade, solidificando o seu estatuto e a sua importância na região. Na mesma década, em 1996, é inaugurada a Igreja de Santa Maria do Marco de Canaveses. Projetada pelo famoso arquiteto Álvaro Siza Vieira, a igreja representa um novo conceito na arquitetura religiosa contemporânea, tornando-se um dos principais ex-libris da cidade.


Nos dias de hoje, a cidade e concelho de Marco de Canaveses tem-se desenvolvido a um passo rápido e é uma escolha para muitos que procuram a tranquilidade perto de um grande centro urbano. Nutrido de várias infraestruturas municipais e públicas, de múltiplas áreas verde de lazer, bons acessos e redes de transporte, um comércio forte e uma indústria presente, várias romarias e festas ao longo do ano, um vida noturna ímpar na região, Marco de Canaveses é uma cidade para o presente e para o futuro.

Organização AdministrativaEditar

Administração MunicipalEditar

O Município de Marco de Canaveses é administrado por uma Câmara Municipal, composta pelo Presidente e vários vereadores. Da mesma maneira, existe uma Assembleia Municipal, órgão deliberativo do Município, constituído por deputados.

FreguesiasEditar

O concelho de Marco de Canaveses está dividido em 16 freguesias:[6]

 
Freguesias do concelho de Marco de Canaveses.

Até a reforma administrativa de 2013, o concelho dividia-se em 31 freguesias.[6]

GeminaçõesEditar

  • Saint Georges les Baillargeaux, França.
  • Santo António do Príncipe, São Tomé e Príncipe.

Paisagem e Zonas Verde de LazerEditar

O concelho do Marco de Canaveses tem um destino e uma vocação marcados por dois dos mais belos rios com que a Natureza nos brindou: o Douro e o Tâmega. As albufeiras artificiais de Carrapatelo, no Douro, e do Torrão, no Tâmega, possuem condições extraordinárias para os desportos e passatempos náuticos, como a pesca desportiva, stand up paddle e a canoagem de turismo e competição.

Para além disso, pelo Douro passam anualmente milhares de turistas, que certamente jamais esquecerão a perfeita simbiose entre o rio e a montanha. É, aliás, esmagadora a grandiosidade proporcionada pelas serras da Aboboreira e de Montedeiras, que fazem desta região um dos locais mais sublimes de Portugal do ponto de vista paisagístico.

Marco de Canaveses é, ainda, detentor de um grande número de áreas verde de lazer, com parques infantis, máquinas de exercício físico e mesas para a realização de piqueniques.


Algumas destas Zonas Verde de Lazer são:

  • Parque de Lazer da Cidade: No centro da cidade, dispõe de mesas de piquenique, bancos, campo de futebol e basquetebol, parque infantil e vistas para o rio Tâmega.
  • Jardim Municipal: No coração da cidade, é obra de José Cabral de Matos, presidente da Câmara Municipal do Marco entre 1949 e 1953, foi inspirado na utopia romântica das cidades-jardim. Hoje, conta com um parque infantil e é palco de muitos eventos que acontecem na cidade, ao longo do ano.
  • Alameda do Hospital: No centro da cidade, dispõe de um parque infantil, bancos e de esplanadas. É nesta alameda que se situa a Biblioteca Municipal, o Museu Carmen Miranda e o Posto de Turismo.
  • Parque Fluvial do Tâmega: Junto às margens do rio Tâmega, próximo do centro da cidade. Apresenta mesas para piquenique, máquinas de exercício físico, parque infantil, cais para embarcações de pequenas dimensões e possibilidade de realização de desportos náuticos, como a canoagem. É possível ver a Igreja de Santa Maria de Sobretâmega e a Igreja de São Nicolau de Canaveses (na outra margem do rio) - duas igrejas românicas.
  • Parque de Merendas de Montedeiras: Parque de grandes dimensões, na serra de Montedeiras, perto do centro da cidade. Destina-se ao convívio e a piqueniques.
  • Parque de Lazer de Alpendurada: É um espaço de lazer e desportivo, junto ao rio Tâmega e perto da barragem do Torrão.
  • Praia Fluvial de Bitetos: Praia banhada pelo rio Douro, é muito procurada na época balnear, não só para mergulhos, mas também para a prática de desportos aquáticos, como a canoagem, ski aquático e motonáutica.
  • Praia Fluvial da Pontinha: Encontrando-se perto do centro da cidade, no rio Ovelha, era muito procurada e visitada por famílias durante a época balnear. Neste momento, os banhos encontram-se interditos para estudo sobre a qualidade da água.
  • Existem vários outros parques e jardins pelo concelho.


Da mesma maneira, existem, espalhados pelo Concelho, 7 percursos pedestres que permitem uma maior envolvência com a paisagem natural presente no território marcuense, tendo estes sido criados garantindo a segurança e a tranquilidade dos visitantes:

  • PR1 - Pedras, Moinhos e Aromas de Santiago.
  • PR2 - Dois Rios, Dois Mosteiros.
  • PR3 - Caminho do Rio.
  • PR4 - BAO/MCN/ATM Trilho dos Dólmens.
  • PR5 - Caminhos de Canaveses.
  • PR6 - Caminhos de Tongóbriga.
  • PR7 - Aldeias e Margens do Rio Ovelha.

Monumentos e PatrimônioEditar

Do Período Neolítico à Época RomanaEditar

A arqueologia constitui um elemento fundamental do ponto de vista do patrimônio do concelho.

Foram encontrados importantes vestígios neolíticos, nomeadamente monumentos funerários. Da Idade do Ferro, chega-nos vestigios de muralhas e habitações castrejas, como é exemplo Castro de Arados, em Alpendurada e Matos.

Da época romana, sendo atualmente um dos ex-libris do concelho, chega-nos a Estação Arqueológica de Tongobriga, uma importante cidade romana, com apogeu no século I e século II e da qual resta as termas, o fórum, zonas habitacionais e uma necrópole. Uma grande parte do que era Tongobriga ainda se encontra debaixo da atual vila do Freixo. É possível fazer visitas às ruínas, assim como ao recente museu onde se encontram expostos vários artefatos e objetos que foram descobertos nos trabalhos arqueológicos.

Monumentos ReligiososEditar

A edificação religiosa é outra das mais-valias deste concelho, sendo obrigatório falar-se dos circuitos do românico e do barroco, presentes em grande força no concelho. Marco de Canaveses contribui com 10 monumentos para a Rota do Românico, sendo, atualmente, um dos concelhos (a par de Amarante) com mais monumentos nessa rota. Alguns dos principais monumentos religiosos do concelho são:

  • Igreja Matriz de São Martinho de Soalhães (origem remonta ao século IX).
  • Convento de Alpendurada (século XI).
  • Mosteiro de Santa Maria de Vila Boa do Bispo (século XII e XIII).
  • Igreja de Santa Maria de Sobretâmega (fundação posterior a 1320).
  • Igreja de Santo André de Vila Boa de Quires (século XIII).
  • Igreja de São Nicolau de Canaveses (fundação posterior a 1330).
  • Igreja do Salvador de Tabuado (meados do século XIII).
  • Igreja de Santo Isidoro (século XIII).
  • Capela da Senhora da Livração de Fandinhães.
  • Igreja da Senhora da Livração (1721).
  • Igreja Paroquial de Carvalhosa (1779).
  • Capela de São Lázaro (século XVIII).
  • Igreja Paroquial de Manhuncelos.
  • Igreja Paroquial de Maureles.
  • Igreja Paroquial de Paços de Gaiolo.
  • Igreja Paroquial de Rosem.
  • Convento de Avessadas.


Importante é também destacar a Igreja da Santa Maria, no centro da cidade, que desenhada pelo arquiteto português Siza Vieira projetou Marco de Canaveses internacionalmente. Inaugurada em 1996, é uma igreja ímpar e única com as suas linhas minimalistas e modernas.

Outros MonumentosEditar

Marco de Canaveses é dotado de várias casas senhoriais, erguidas ao longo dos tempos, por todo o concelho. Da mesma maneira, também são muitos os pelourinhos que figuram nas ruas do concelho. Segue-se uma lista de outros monumentos no concelho:

  • Casa dos Arcos (século XVII).
  • Obras de Fidalgo (1740-1760)
  • Ponte do Arco.
  • Memorial de Alpendurada.
  • Pelourinho de Canaveses (São Nicolau).
  • Torre de Nevões.
  • Campa Medieval de Granito (Alpendurada e Matos).
  • Pelourinho da Torre.
  • Pelourinho de Fornos.
  • Pelourinho de Magrelos.
  • Pelourinho de Soalhães.
  • Pelourinho de Toutosa.


Da mesma maneira, é de referir o Museu Municipal Carmen Miranda, as várias fontes luminosas no centro da cidade e o Jardim Municipal.

Figuras IlustresEditar

Algumas das figuras mais ilustres que nasceram, ou estão de alguma maneira associados a Marco de Canaveses, são:

  • Carmen Miranda (1909-1955): Nasceu em Marco de Canaveses, na atual freguesia de Várzea, Aliviada e Folhada, mas emigrou com menos de 1 ano de idade para o Brasil. Lá, tornou-se famosa como cantora e atriz, muitas das vezes apelidada de "A Pequena Notável", "The Brazilian Bombshell" ou ainda "Embaixatriz do Samba". Nas décadas de 1940 e 1950, fez um total de 14 filmes em Hollywood, Estados Unidos da América, recebendo a sua própria estrela na Calçada da Fama. Nunca voltou a Portugal, mas em Marco de Canaveses é possível visitar o Museu Municipal Carmen Miranda para além de diversas referências, pela cidade, à atriz.
  • Belmiro de Azevedo (1938-2017): Nasceu em Marco de Canaveses, na antiga freguesia de Tuías (hoje parte da freguesia do Marco), e aí viveu até os 11 anos, quando se mudou para o Porto para seguir o ensino secundário. Belmiro de Azevedo foi, durante vários anos, o Presidente do Grupo Sonae, um dos homens mais ricos de Portugal e um dos principais agentes de democratização e social e econômica no país.
  • Aníbal Barreira (1945): Nascido em Marco de Canaveses, é um historiador e professor universitário português.
  • Avelino Ferreira Torres (1945-2019): Apesar de ter nascido em Amarante, Avelino Ferreira Torres foi o presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses durante 22 anos, pelo CDS-PP. Ferreira Torres foi também Presidente do Futebol Clube do Marco. Controverso e mediático, era uma figura regular nos meios de comunicação, tendo inclusive participado no reality-show televisivo Quinta das Celebridades, em 2004. Aos seus sucessivos e muitos mandatos é, normalmente, reconhecido um grande desenvolvimento do Concelho, com a construção de várias infraestruturas públicas, como o Estádio Municipal de Marco de Canaveses.

PopulaçãoEditar

Número de habitantes [8]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
23 820 25 398 27 564 28 188 29 480 30 293 32 354 36 888 38 400 39 270 42 125 46 131 48 133 52 419 53 450

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário [9]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 10 532 10 906 10 935 12 119 13 628 13 395 14 342 16 090 15 426 12 138 11 274 9 655
15-24 Anos 5 053 5 267 5 541 5 744 6 159 6 924 6 519 7 235 9 288 9 970 8 477 7 248
25-64 Anos 10 989 11 784 12 070 12 829 14 195 14 971 15 432 15 635 17 294 21 274 26 801 29 588
= ou > 65 Anos 1 520 1 443 1 581 1 904 2 108 2 489 2 977 3 165 4 123 4 751 5 867 6 959
> Id. desconh 78 23 59 42 100

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

PolíticaEditar

Eleições autárquicasEditar

Data % V % V % V % V % V
PPD/PSD PS CDS-PP AD IND
1976 40,03 3 30,50 3 17,46 1
1979 AD 28,50 2 AD 58,44 5
1982 29,86 2 29,76 2 30,59 3
1985 20,10 1 15,17 1 57,51 5
1989 21,78 1 15,61 1 56,59 5
1993 14,79 1 12,14 1 63,40 5
1997 35,83 3 56,04 4
2001 18,02 1 23,53 2 52,03 4
2005 46,43 4 17,76 1 30,19 2
2009 43,11 4 12,94 1 29,70 2
2013 40,82 4 20,38 1 22,20 2
2017 30,67 2 44,21 4 18,18 1

Eleições legislativasEditar

Data %
PPD/PSD PS CDS-PP PCP UDP AD APU/CDU FRS PRD PSN BE PAN PàF
1976 40,99 28,23 16,11 2,91 1,06
1979 AD 32,14 AD APU 1,69 52,36 6,57
1980 FRS 1,04 56,44 5,46 27,78
1983 35,04 41,07 11,75 UDP-PSR 5,49
1985 34,31 23,51 15,41 1,18 6,49 13,32
1987 60,70 19,06 7,49 CDU 0,55 4,11 2,00
1991 61,63 24,21 6,20 2,20 0,54 0,97
1995 43,25 42,29 8,31 0,28 2,04 0,66
1999 36,29 47,80 8,83 2,85 0,52 0,86
2002 45,99 35,28 12,52 2,25 1,04
2005 32,04 48,77 8,66 2,75 3,55
2009 29,88 43,04 12,52 3,53 6,69
2011 43,52 33,55 10,46 3,25 3,01 0,55
2015 PàF 30,72 PàF 4,05 8,54 0,84 48,44

GeografiaEditar

O Concelho do Marco de Canaveses é fortemente marcado pelo seu relevo, com áreas a altitudes principalmente compreendidas entre 200 e os 600 metros, atingindo valores mais elevados nas Serras da Aboboreira e Montedeiras. O ponto mais alto do concelho situa-se a uma altitude de 962 metros, na Serra da Aboboreira, que é partilhada pelos Concelhos do Marco de Canaveses, Amarante e Baião. Na Serra de Montedeiras são atingidos valores de 640 metros. A norte encontra-se a Serra do Marão, no Concelho de Amarante. A região é também percorrida por dois dos mais importantes rios portugueses, o Rio Douro e o Rio Tâmega. O Douro, vindo de regiões transmontanas, com curso de este para oeste, delimita o Concelho a sul, separando-o dos Concelhos de Cinfães e Castelo de Paiva. O Tâmega, com curso de norte para sul, delimita grande parte do Concelho a oeste, separando-o do Concelho de Penafiel. Outro rio que passa ao longo do concelho é o Ovelha, que vem directamente do Concelho de Amarante. A Cidade do Marco de Canaveses está localizada a 56 km do Porto, a 18 km de Amarante, a 19 km de Penafiel, a 23 km de Baião e a 30 km de Cinfães.

ClimaEditar

Devido ao seu relevo, o Marco de Canaveses tem um clima instável e marcadamente de extremos, com Invernos frios e rigorosos e com Verões quentes. A estação mais fria do ano é normalmente prolongada, descendo as temperaturas muitas vezes abaixo de 0 °C. Nesta época, as temperaturas diurnas raramente ultrapassam os 13 °C, e a precipitação que dá origem à verdura do Concelho, pode ser uma constante. O nevoeiro é também presença constante. O frio é mais evidente, nas zonas a norte, bem como nas Serras da Aboboreira e Montedeiras, nas quais é comum nevar, registando-se por vezes temperaturas negativas na ordem dos -8 °C. Com ventos dominantes dos quadrantes oeste e sudoeste, são normalmente proporcionadas fortes precipitações nas áreas mais altas e que diminuem à medida que as vertentes baixam para os vales. Durante os meses mais secos de Verão, poderão ser registadas temperaturas acima dos 30 °C, podendo por vezes chegarem a valores perto de 40 °C. No entanto, agradáveis dias de Verão poderão ser interrompidos por dias constantes de nebulosidade e alguma chuva. Independentemente da estação do ano, a nebulosidade é frequente, sendo esta mais notória nos dias de Inverno. A humidade relativa é bastante elevada, situando-se entre os 75% e os 80%. Os dias intermédios são raros, sendo as diferenças de temperatura bastante bruscas.

EnsinoEditar

  • Cerca de 60 Jardins de Infância, alguns deles extintos para serem agrupados aos Centros Escolares
  • Cerca de 50 Escolas Primárias, algumas delas modernizadas para Centros Escolares
  • 4 Escolas de 2ª e 3ª Ciclo
  • 2 Escolas Secundárias
  • Escola Profissional de Arqueologia
  • Escola Profissional da Pedra
  • Escola Profissional de Agricultura
  • Cesae
  • Multiformativa
  • Artâmega - Academia das Artes do Marco de Canaveses

EconomiaEditar

No Concelho do Marco de Canaveses predomina actualmente o sector dos Serviços. Contudo a Indústria e Agricultura desempenham também um importante papel no desenvolvimento económico concelhio. A indústria têxtil e a exploração da pedra são dois exemplos. A agricultura, embora marcadamente para consumo próprio, marca também a paisagem concelhia.

ComércioEditar

  • Comércio tradicional
  • Centro Comercial Praça da Cidade
  • Centro Comercial Marco Shopping e Edifício Sonae
  • Centro Comercial Memorial Center
  • Vários Super e Hiper Mercados
  • Diversas pastelarias e padarias

TransportesEditar

  • A4 - Porto - Amarante -» Saída Marco de Canaveses
  • A11-"Apulia-Castelões-A4 (Porto/Amarante)-" Saída Marco de Canaveses
  • CP - Linha Urbana - Porto - Marco e transporte regional para o Alto Douro.
  • Autocarros

Artesanato e GastronomiaEditar

O artesanato e a gastronomia são outros tesouros desta terra, que integra a Rota dos Vinhos Verdes e onde o Anho Assado com Arroz do Forno (prato original deste concelho), as cavacas e fatias do Freixo, e os biscoitos de Soalhães constituem tentações irresistíveis.

FestividadesEditar

As festas da Cidade do Marco, em honra a Sta. Maria, realizam-se no mês de Julho. Ao longo do concelho há lugar a outras festas e romarias que atraem cada vez mais pessoas ao Marco de Canaveses, como o S. João, a 24 de Junho, em Alpendorada.

A 8 de Setembro celebra-se a Senhora da Natividade do Castelinho, padroeira do Concelho.

Galeria de imagensEditar

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

  1. Antes da reforma ortográfica de 1945 escrevia-se Marco de Canavezes
  2. INE (2013). Anuário Estatístico da Região Norte 2012 (PDF). Lisboa: Instituto Nacional de Estatística. p. 32. ISBN 978-989-25-0218-2. ISSN 0871-911X. Consultado em 13 de março de 2014 
  3. Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013». Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28 de novembro de 2013. Arquivado do original (XLS-ZIP) em 9 de dezembro de 2013 
  4. INE (2012). Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Norte (PDF). Lisboa: Instituto Nacional de Estatística. p. 115. ISBN 978-989-25-0186-4. ISSN 0872-6493. Consultado em 27 de julho de 2013 
  5. INE (2012). «Quadros de apuramento por freguesia» (XLSX-ZIP). Censos 2011 (resultados definitivos). Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_NORTE". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 27 de julho de 2013. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2014 
  6. a b c Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  7. Cipriano, Rita. «Diziam que tinha o diabo no corpo: há 85 anos, Arminda de Jesus foi queimada viva». Observador. Consultado em 24 de novembro de 2019 
  8. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  9. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros

Ligações externasEditar