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Maria Carolina de Bourbon-Duas Sicílias (1798-1870)

Carolina
Duquesa de Berry
Princesa de Nápoles e da Sicília
La Duchesse de Berry.jpg
Retrato de 1825 por Thomas Lawrence.
Cônjuge Carlos Fernando, Duque de Berry
Ettore Carlo Lucchesi-Palli
Descendência Luísa Isabel de França
Luís de França
Luísa de França
Henrique, Conde de Chambord
Anna Maria Rosalia Lucchesi-Palli
Clementina Lucchesi-Palli
Francesca di Paola Lucchesi-Palli
Maria Isabella Lucchesi-Palli
Adinolfo Lucchesi-Palli
Casa Bourbon-Duas Sicílias (por nascimento)
Bourbon (por casamento)
Nascimento 5 de novembro de 1798
  Reggia di Caserta, Caserta, Itália
Morte 17 de abril de 1870 (71 anos)
  Estíria, Áustria
Pai Francisco I das Duas Sicílias
Mãe Maria Clementina da Áustria
Assinatura Assinatura de Carolina

Maria Carolina Fernanda Luísa de Bourbon-Duas Sicílias (em italiano: Maria Carolina Ferdinanda Luisa di Borbone; 5 de novembro de 179817 de abril de 1870) foi uma filha do rei Francisco I das Duas Sicílias e esposa de Carlos Fernando, Duque de Berry, um pretendente ao trono francês.

Índice

FamíliaEditar

Carolina era a única filha sobrevivente do primeiro casamento do rei Francisco I das Duas Sicílias com a arquiduquesa Maria Clementina da Áustria. Os seus avós paternos eram o rei Fernando I das Duas Sicílias e a arquiduquesa Maria Carolina da Áustria. Os seus avós maternos eram o imperador Leopoldo II e a infanta Maria Luísa de Espanha.[1]

BiografiaEditar

Carolina foi baptizada com os nomes dos seus avós paternos, a arquiduquesa Maria Carolina da Áustria e o rei Fernando de Nápoles.

Passou a sua juventude em Palermo e em Nápoles. A sua mãe morreu em 1801, tendo dado à luz um filho num parto complicado no ano anterior. Morreu aos vinte e quatro anos. O seu pai voltou a casar, desta vez com a infanta Maria Isabel de Espanha, outra prima direita. O casal teve doze filhos.

Carolina casou-se com o sobrinho do rei Luís XVIII de França, o duque Carlos Fernando d'Artois, a 24 de abril de 1816 em Nápoles, após negociações com os reinos de Nápoles e da Sicília levadas a cabo pelo embaixador francês Pierre Louis Jean Casimir de Blacas, o que fez com que se tornasse duquesa de Berry em França.

Apesar de este ter sido um casamento arranjado, foi feliz e Carolina passou a viver no Palácio do Eliseu em Paris, que lhe tinha sido oferecido como prenda de casamento.

Tornou-se uma figura importante durante a Restauração dos Bourbon, após o assassinato do seu marido em 1820. O seu filho, Henrique, Conde de Chambord, foi chamado de a criança milagre, visto que nasceu depois da morte do pai e continuou a linha de descendência directa dos Bourbon descendentes do rei Luís XIV de França.

Em 1824, o rei Luís XVIII morreu e foi sucedido pelo sogro de Carolina, o rei Carlos X.

Em 1830, Carolina foi forçada a fugir de França quando Carlos X foi deposto durante a Revolução de Julho. Viveu em Bath e em Regent Terrace, Edimburgo, durante algum tempo.[2]

Em 1831, regressou com a sua família para Nápoles pelos Países Baixos, Prússia e Áustria. Contudo, mais tarde, com a ajuda do visconde Emmanuel Louis Marie de Guignard, tentou restaurar a dinastia Bournon legitimista ao trono sem sucesso durante o reinado do monarca de Orleães, o rei Luís Filipe.

Depois da sua rebelião falhada em Vendée em 1832, foi presa em novembro do mesmo ano. Foi libertada em junho de 1833 depois de dar à luz uma filha e de confessar o seu casamento secreto com um nobre italiano, Ettore Carlo Lucchesi-Palli, oitavo duque da Grazia. Em 1844, comprou o palazzo Ca' Vendramin Calergi no Grande Canal de Veneza ao último membro da família Vendramin. Durante o Risorgimento, viu-se obrigada a vendê-lo ao seu neto, o príncipe Henrique, conde de Bardi e muitas das obras de arte que lá se encontravam foram leiloadas em Paris.

Regressou à Sicilia, rejeitada pelos membros da Casa de Bourbon, e morreu perto de Graz, no Império Austro-Húngaro, em 1870.

O romancista francês Alexandre Dumas escreveu duas histórias sobre ela.

DescendênciaEditar

 
Maria Carolina de luto com sua filha Luísa Maria Teresa. As duas olham longamente para um busto de Carlos Fernando.
  1. Luísa Isabel de Artois (13 de julho de 1817 - 14 de julho de 1817)
  2. Luís de Artois (nascido e morto em 13 de setembro de 1818)
  3. Luísa Maria Teresa de Artois (21 de setembro de 1819 - 1 de fevereiro de 1864), casou-se com Carlos III, Duque de Parma, com descendência.
  4. Henrique, Conde de Chambord (29 de setembro de 1820 - 24 de agosto de 1883), casou-se com Maria Teresa de Áustria-Este, sem descendência.
  • Filhos com Ettore Carlo Lucchesi-Palli, 8º Duque della Grazia:
  1. Anna Maria Rosalia Lucchesi-Palli (10 de maio de 1833 - 19 de agosto de 1833); Nascida durante a prisão de sua mãe em Blaye, em junho de 1833 ela foi libertada com ela e se mudou para a Itália, onde seus pais a colocaram aos cuidados de um casal adotivo até sua morte, com três meses de idade.
  2. Clementina Lucchesi-Palli, Condessa Zileri dal Verme (19 de novembro de 1835 - 22 de março de 1925)
  3. Francesca de Paola Lucchesi-Palli, Princesa di Arsoli (12 de outubro de 1836 - 10 de maio de 1923);
  4. Maria Isabella Lucchesi-Palli, Marchesa Cavriani e depois Contessa di Conti (18 de março de 1838 - 1 de abril de 1873)
  5. Adinolfo Lucchesi-Palli, 9º Duque della Grazia (10 de março de 1840 - 4 de fevereiro de 1911); seu filho Pietro Lucchesi-Palli casou com a princesa Beatriz de Bourbon-Parma, filha de Roberto I de Parma e sua primeira esposa, a princesa Maria Pia das Duas Sicílias.
Precedida por:
Maria Teresa de Saboia
Duquesa de Berry
 

24 de abril de 1815 - 14 de fevereiro de 1820
Sucedida por:
-

Referências

  1. The Peerage
  2. Mackenzie-Stuart, A.J. A French King at Holyrood" John Donald Publishers Ltd., Edinburgh, (1995), ISBN 0 85976 413 3
 
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