Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque

Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque (Vertentes, fevereiro de 1943) é uma romancista, historiadora e psiquiatra brasileira.

Cristina de Albuquerque
Nome completo Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque
Nascimento fevereiro de 1943
Vertentes
 Brasil
Nacionalidade Brasileira
Ocupação romancista, historiadora, psiquiatra
Magnum opus Luz do Abismo

BiografiaEditar

Filha do médico e político Emídio Cavalcanti de Albuquerque e de Maria do Carmo Santana Cavalcanti. Desde muito jovem teve o seu interesse desperto pela literatura e pela historiografia ao ouvir as histórias que seus avós e tios lhe contavam sobre a genealogia da Família Albuquerque. É descendente do fidalgo português Jerônimo de Albuquerque.

Graduou-se em Medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e cursou pós-graduação em Psiquiatria na Michigan State University, nos Estados Unidos. Foi professora universitária do Departamento de Neuropsiquiatria da UFPE e presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano.

LiteraturaEditar

Atribui à paixão pela leitura de obras clássicas da literatura universal o seu amadurecimento como escritora ao longo dos anos. Os seus escritores preferidos são, na tragédia, o grego Eurípedes; Shakespeare na tragicomédia; os grandes romancistas russos Liev Tolstói e Dostoiévski. No conto, tem predileção por Tchekov, e em Marcel Proust vê a revolução do conceito de romance. Na poesia é grande admiradora de Rimbaud. Na literatura brasileira, aprecia o estilo esmerado de Machado de Assis e as criações de João Cabral de Mello Neto e Gerardo Mello Mourão. O seu clássico favorito é "Em Busca do Tempo Perdido", de Proust. Como livro de cabeceira, tem a Bíblia de Jerusalém. Considera que o melhor livro de sua autoria é "Luz do Abismo", publicado em 1996.

Em 2012, realizou a palestra “Matias, o magro” no auditório do Museu do Estado de Pernambuco, sob o patrocínio da Associação dos Amigos do Museu[1], tratando sobre a vida e realizações do Conde de Alegrete Matias de Albuquerque, nobre luso que foi governador da Capitania de Pernambuco e um dos Governadores-gerais do Brasil.

Em 2014 segue com os preparativos finais para a publicação do seu novo livro “Múltiplas Verdades”, que trata da interação do leitor-autor, o "útero" da criação literária, segundo a autora. Deu início às pesquisas documentais para a estruturação de outro livro de ficção histórica, “O Seminário”, sobre o tradicional e conceituado Seminário de Olinda, fundado no ano de 1801, e o seu papel preponderante no ciclo revolucionário pernambucano.

ObrasEditar

  • O Magnificat: memórias diacrônicas de dona Isabel Cavalcanti (1990)
  • Luz do Abismo (1996)
  • Príncipe e Corsário (2005)
  • Memórias de Isabel Cavalcanti (2006)
  • Olhos Negros (2010)
  • Matias: romance (2012)

Referências

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar