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Maria Matos
Maria Matos
Nome completo Maria da Conceição de Matos Ferreira da Silva
Nascimento 29 de setembro de 1886
São Mamede, Lisboa, Portugal
Nacionalidade portuguesa
Morte 19 de setembro de 1952 (65 anos)
São Sebastião da Pedreira, Lisboa, Portugal
Ocupação Atriz
Cônjuge Francisco Mendonça de Carvalho (divórcio)

Maria da Conceição de Matos Ferreira da Silva (Lisboa, 29 de setembro de 1886Lisboa, 19 de setembro de 1952) foi uma atriz portuguesa.

Índice

BiografiaEditar

Era filha de José de Matos Ferreira da Silva, empregado de servir de São Martinho do Bispo, e de Carolina da Conceição Caldas da Silva, de Lisboa, tendo nascido na Rua da Penha de França, em Lisboa, a 29 de setembro de 1886 (por vezes ocultou a verdadeira data de nascimento, referindo o ano de 1890).

Seguiu o Curso de Piano, Canto e Arte Dramática no Real Conservatório de Lisboa, sob a orientação dos Professores Dom João da Câmara, José António Moniz e Augusto de Melo. Apresentou-se para o exame final de Curso com a peça “Rosas de Todo o Ano”, expressamente escrita por Júlio Dantas, para o efeito.

Estreou-se profissionalmente no Teatro Nacional D. Maria II na peça Judas (1907), de Augusto de Lacerda. Em 1908, tornou-se sócia daquele teatro, de cujo elenco faziam parte Ferreira da Silva, Adelina Abranches e outros vultos importantes da cena teatral portuguesa.

Casou-se em Lisboa, a 4 de maio de 1911, com o ator Francisco Mendonça de Carvalho, natural do Porto, com quem fundou a empresa teatral Maria Matos-Mendonça de Carvalho, companhia que obteve considerável prestígio, e de quem teve uma filha, a também atriz Maria Helena Matos (1910-2002), casada com o ator Henrique Santana (1924-1995), filho de Vasco Santana. Tornou-se, posteriormente, empresária do Teatro Gymnasio.

O seu empenho na ajuda aos soldados portugueses durante a Primeira Guerra Mundial foi noticiado na revista "Ilustração Portuguesa" de 10 dezembro de 1917[1].

Das peças que representou, destacam-se: “O Senhor Roubado”, “Em Boa Hora o Diga”, “A Vizinha do Lado”, “Domador de Sogras”, “A Dama das Camélias”, “A Doida”, “Isabel de Inglaterra e Benilde”, entre muitas outras. O seu talento evidenciou-se na farsa e na comédia, géneros em que se consagrou[2][3]. No cinema participou em películas de sucesso como O Costa do Castelo (1943) e A Menina da Rádio (1944) de Arthur Duarte em que contracenava com António Silva, participando também noutros filmes, como As Pupilas do Sr. Reitor (1935) [4] e Varanda dos Rouxinóis (1939) de José Leitão de Barros ou A Morgadinha dos Canaviais (1949) de Caetano Bonucci e Amadeu Ferrari.

Em 1940, foi nomeada Professora do Conservatório Nacional de Teatro, lecionando as cadeiras de Estética Teatral e de Arte de Dizer. A grande popularidade de que desfrutou como atriz cómica, no Teatro e no Cinema, relegou para segundo plano a sua atividade de Escritora, representada por dois livros de crónicas e versos, África e Dizeres de Amor e de Saudade (1935), três comédias de factura convencional, Direitos do Coração, em 1 ato, A Tia Engrácia, em 3 atos (1936), e Escola de Mulheres, em 3 atos (1937), e várias traduções de obras teatrais de P. Frondaie, J. Benavente, Zola e Pirandello. Postumamente, foram publicadas as suas Memórias da Actriz Maria Matos, revistas por Alice Ogando (1955).

Em 1947, divorcia-se do marido. Atuou pela última vez, em 1951, no Teatro Sá da Bandeira, ao lado de Maria Helena (sua filha), Alves da Cunha e Vasco Santana, nas peças “Multa Provável e 3 Gerações”. Faleceu aos 65 anos, de arteriosclerose, na Avenida Fontes Pereira de Melo, n.º33, 1.º andar, em Lisboa, sendo sepultada no Cemitério do Alto de São João.

Maria Matos foi, ainda, agraciada com um louvor publicado no Diário do Governo pelos serviços prestados ao Teatro (1915), o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1934) e, em 22 de outubro de 1969, abriu em Lisboa o conceituado Teatro com o seu nome, Teatro Maria Matos. Pertenceu à Sociedade de Autores Portugueses e Brasileiros.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Albufeira; Almada (Freguesia da Charneca de Caparica); Barreiro (Freguesia do Lavradio); Caldas da Rainha (Cidade das Caldas e Freguesia da Serra do Bouro); Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana); Lisboa (Freguesia de Benfica, Edital de 10-11-1966, ex-Rua F à Quinta do Charquinho); Matosinhos (Freguesia da Senhora da Hora); Moita; Montijo; Odivelas (Freguesias de Odivelas e Ramada); Oeiras (Freguesia de Linda-a-Velha); Portimão; Seixal; Sesimbra (Vila de Sesimbra e Freguesia da Quinta do Conde); Sintra (Freguesia de Algueirão-Mem Martins); Vila Franca de Xira.

FilmografiaEditar

 
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Referências

Ligações externasEditar

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