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Maria de Molina
Senhora de Molina de Aragão e Mesa
Gravura com a efígie de Maria de Molina (1838).
Rainha de Castela e Leão
Reinado 4 de abril de 128425 de abril de 1295
 
Cônjuge Sancho IV de Leão e Castela
Descendência Ver descendência
Casa Ivrea
Nascimento c. 1265
Morte 1 de julho de 1321 (56 anos)
  Valladolid
Enterro Mosteiro de Las Huelgas Reales, Valladolid
Pai Afonso de Molina
Mãe Maior Afonso de Meneses

Maria de Molina (c. 1265Valladolid, 1321), senhora de Molina e Mesa, foi rainha consorte de Castela e Leão pelo seu matrimónio com Sancho IV, de 1284 a 1295, e rainha regente durante as minoridades do seu filho Fernando IV e do seu neto Afonso XI.

BiografiaEditar

Maria nasceu em cerca de 1265, filha de D. Afonso de Molina e senhor de Molina (que era filho de Afonso IX de Leão) e de Maior Afonso, 6.ª senhora de Menezes. Em 1282 casou-se com o seu primo Sancho, segundo filho de Afonso X, o Sábio. Apesar de não terem obtido previamente a necessária dispensa canónica de parentesco, a sua união foi legitimada em 1301 pelo papa Bonifácio VIII, seis anos depois da morte do seu esposo, em 1295.

Com a morte de Afonso X em 1284 e a proclamação de Sancho IV de Leão e Castela, passou a ser rainha consorte. O reinado de Sancho foi breve, tendo morrido em 1295, e o seu filho primogénito Fernando IV foi proclamado rei aos 9 anos de idade, com Maria de Molina como rainha regente até à sua maioridade.

Leão e Castela viram-se envolvidos em conflitos internos. O trono era pretendido por Afonso de Lacerda, apoiado por uma facção de nobres encabeçada pelo seu cunhado, o infante D. João. Esta pretensão fôra originada quando Sancho IV de Leão e Castela se apoderara do trono legado a Afonso de Lacerda, em desrespeito à vontade testamentária do anterior rei Afonso X.

A legitimidade de Fernando IV também foi disputada, devido a Sancho IV e Maria de Molina não terem pedido dispensa papal para o seu matrimónio. Os principais opositores a Fernando foram os seus tios, os infantes João e Henrique o Senador, irmãos de Afonso X, e os seus primos, os infantes de La Cerda, filhos do infante Fernando de La Cerda, primogénito de Afonso X.

Era um tempo de relativa anarquia. Os nobres levantaram-se contra o rei e pediam novos benefícios em troca de uma certa lealdade, mas uma vez obtidos estes, voltavam aos seus feudos para maquinar novas sublevações. Foram apoiados por Jaime II de Aragão e Dinis de Portugal, cujas tropas entraram em Castela em 1296.

 
Túmulo de Maria de Molina no Mosteiro de Las Huelgas Reales, Valladolid.

D. Dinis acabou por aceitar terminar a invasão em troca das vilas de Serpa e Moura. Pelo Tratado de Alcanises (1297) firmou a Paz com Castela, definindo-se nesse tratado as fronteiras actuais entre os dois países ibéricos. Por este tratado previa-se também uma paz de 40 anos, amizade e defesa mútuas.

 
Maria com o filho Fernando IV de Castela, em pintura de Antonio Gisbert de 1863.

Pouco a pouco, e graças ao grande prestígio político que ganhou durante o seu governo, Maria de Molina foi conseguindo desarmar estes nobres revoltosos. O próprio infante D. João, seu cunhado, chegou a prestar vassalagem ao rei. A habilidade política e a perseverança de Maria de Molina conseguiram dominar os seus adversários. As intervenções de Aragão e Filipe IV de França, senhor de Navarra, também foram rechaçadas, e os direitos de Fernando IV foram confirmados. E em 1301 uma bula papal declarou válido o seu casamento de Sancho IV.

Quando Fernando alcançou a maioridade, Maria entregou-lhe o governo e afastou-se da política. No entanto, ainda sofreu diversas ofensas do seu ingrato filho. Lutara com todas as suas armas para manter o reino em paz e para o entregar ao seu filho em condições bastante favoráveis, mas os historiadores contam que Fernando IV mostrou-se ingrato com a sua mãe. Pediu contas dos gastos do reino, que tinham sido empregues para manter a paz. A rainha-mãe enfrentou a situação humilhante com firmeza e dignidade e apresentou as contas em pormenor, onde se podia ver como tinha usado o seu próprio dinheiro para o erário público. Também apresentou as jóias de Sancho IV intactas, a pedido do seu filho, juntamente com as suas próprias jóias.

Mas Fernando morreria em campanha contra o Reino de Granada a 7 de Setembro de 1312, deixando dois filhos pequenos e a sua consorte viúva, que veio a falecer um ano depois. Maria voltou à regência durante os primeiros tempos da minoridade do seu neto Afonso XI. Morreria em Valladolid em 1321.

Casamento e descendênciaEditar

Do seu casamento em 1282 com Sancho IV de Leão e Castela, teve:

BibliografiaEditar

Precedida por:
Branca Afonso de Molina
 
Senhora de Molina e Mesa

1293 - 1321
Sucedida por:
para o domínio real
Precedida por:
Violante de Aragão
 
Rainha consorte de Leão e Castela

1284 - 1295
Sucedida por:
Constança de Portugal
Precedida por:
Sancho IV
(rei)
 
Regente de Leão e Castela
em nome de Sancho IV

1295 - 1301
Sucedida por:
Fernando IV
(rei)
Precedida por:
Fernando IV
(rei)
 
Regente de Leão e Castela
em nome de Afonso XI

1312 - 1321
Sucedida por:
Afonso XI
(rei)
 
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