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Marsha P. Johnson
Nascimento 24 de agosto de 1945
Elizabeth
Morte 6 de julho de 1992 (46 anos)
Manhattan
Cidadania Estados Unidos
Ocupação drag queen, ativista LGBT
Causa da morte afogamento

Marsha P. Johnson (Elizabeth, 24 de agosto de 1945Nova Iorque, 6 de julho de 1992) foi uma Travesti Negra ativista pela libertação gay norte-americana.[1][2][3] Conhecida pela luta a favor da libertação gay, Johnson foi uma dos personagens proeminentes da Rebelião de Stonewall, em 1969.[4] Fundadora da Frente de Libertação Gay, co-fundou, ao lado de Sylvia Rivera,[5] a organização de apoio aos direitos gays e transexuais S.T.A.R. (Street Transvestite Action Revolutionaries). De 1987 a 1992, Johnson lutou contra a AIDS e aderiu ao movimento ACT UP, cujo objetivo era erradicar a pandemia da doença.

VidaEditar

Nascida como Malcolm Michaels Jr. em 24 de agosto de 1945, na cidade de Elizabeth, em Nova Jérsei, filha de Malcolm Michaels Sr., um operário de linha de produção na General Motors; Alberta Claiborne, mãe de Johnson, era empregada doméstica. Johnson frequentava a Igreja Episcopal Metodista Africana, em Nashville, sendo uma devota religiosa e, de certo modo, interessada no catolicismo.[6][7] O início do transformismo de Johnson ocorreu aos cinco anos de idade, período na qual ela começou a usar vestidos, mas parou devido ao assédio dos garotos de seu bairro. Numa entrevista concedida no ano de 1992, Johnson descreve ter sido vítima de assédio sexual por um adolescente.[8][9] Após isso, descreveu que a ideia de ser gay era "um sonho ao invés de algo possível", o que a levou a permanecer assexual até os 17 anos de idade, quando se mudou para Nova Iorque. A mãe de Johnson afirmou, à época, que "ser gay era ser menor que um cachorro" Johnson, no entanto, afirmou que a mãe não tinha conhecimento sobre a comunidade LGBT. Após o término do ensino médio na Edison High School, em 1963, abandonou sua casa e foi para Nova Iorque com apenas US$ 15 dólares e uma mala com roupas. Na cidade, trabalhou como garçonete até ir para Greenwich Village, em 1966. Depois de conhecer outras pessoas gays no local, Johnson finalmente acreditou que era possível se revelar gay.[10][11][7]

Saúde mental e morteEditar

Em 1966, Johnson vivia nas ruas e se dedicada à sobrevivência sexual.[12] and engaged in survival sex.[13][6] Em conexão com seu trabalho sexual, Johnson foi presa inúmeras vezes — cerca de 100 vezes, segundo afirmava — e baleada uma vez, no final da década de 1970. No mesmo ano, falou sobre o primeiro colapso mental que teve. De acordo com Bob Kohler, Johnson andava nua na Christopher Street e foi levada por dois ou três meses para ser tratada com clorpromazina, um medicamento antipsicótico receitado para pacientes esquizofrênicos.[14] Entre 1990 e 1992, ano de sua morte, Johnson viveu com sua amiga Randy Wicker, que a convidou para passar a noite em casa numa noite extremamente fria, com cerca de 12 ºC negativos.[15]

Embora considerada generosa e calorosa sob sua persona Marsha, o lado sombrio de Johnson, às vezes, emergia sob sua persona masculina, frequentemente levando-a à hospitalização e à sedação.[16] De acordo com Robert Heide, durante os momentos de pura violência, Johnson era mal-humorada, agressiva e se utilizava de um tom profundo de voz. Em contrapartida, enquanto Malcolm, "era um homem agradável e cruel e que sempre procurava confusão". A dupla personalidade de Johnson foi descrita como esquizofrênica. Por esse motivo, ativistas gays relutaram, inicialmente, em dar crédito a Johnson por ajudar a estimular o movimento de libertação gay no início dos anos 1970, devido ao seu estado mental.[17]

Referências

  1. Kasino 2012.
  2. Feinberg, Leslie (24 de setembro de 2006). «Street Transvestite Action Revolutionaries». Workers World Party. Consultado em 15 de julho de 2017. Stonewall combatants Sylvia Rivera and Marsha "Pay It No Mind" Johnson... Both were self-identified drag queens. 
  3. «Two Transgender Activists Are Getting a Monument in New York». 29 de maio de 2019. 'I was no one, nobody, from Nowheresville, until I became a drag queen,' Ms. Johnson said in 1992. 
  4. Carter, David (2004). Stonewall: The Riots that Sparked the Gay Revolution. [S.l.]: St. Martin's. pp. 64, 261, 298. ISBN 0-312-20025-0 
  5. Giffney, Noreen (28 de dezembro de 2012). Queering the Non/Human. [S.l.: s.n.] p. 252. ISBN 9781409491408. Consultado em 9 de julho de 2017 
  6. a b Chan 2018.
  7. a b Watson, Steve (15 de junho de 1979). «Stonewall 1979: The Drag of Politics». The Village Voice. Consultado em 23 de junho de 2019 
  8. Kasino 2012: events occur at 4:21 and 4:41.
  9. Chan 2018: "Later, Johnson said in an interview toward the end of her life, she was sexually assaulted by another boy, who was around 13."
  10. Kasino 2012: event occurs at 47:22.
  11. Carter 2010.
  12. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome pioneer
  13. Kasino 2012: event occurs at 17:34.
  14. Kasino 2012: event occurs at 19:42.
  15. Kasino 2012: event occurs at 9:40.
  16. Carter, David (2004). Stonewall: The Riots that Sparked the Gay Revolution. [S.l.]: St. Martin's. 66 páginas. ISBN 0-312-20025-0 
  17. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome CarterWholeBook
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