Abrir menu principal

A Família Martins Alfena é a mesma Família Martins Borralho, da Freguesia de São Vicente da Alfena, Portugal, cujo antepassado mais antigo deste ramo, até agora estudado, foi Isabel Martins Borralho (filha de Manuel Martins e de Maria Duarte) que, a 12 de novembro de 1694, casou-se com Manuel Antônio (filho de António Brás e de Isabel Francisca), na mesma freguesia, segundo pesquisa de Celso do Lago Paiva, tendo pelo menos oito filhos: Maria Martins Borralho, Ana Ferreira, Manuel Martins Borralho, Águeda Martins Borralho, Vicente Martins Borralho, Francisco Martins Borralho, António Martins Borralho e José Martins Borralho[1]. Dois filhos deste casal, José e Francisco, passaram para o Brasil, estabelecendo-se nas Minas Gerais do século XVIII. Seguindo o costume português, acrescentaram o toponímico de seu local de origem ao apelido (sobrenome) de família. Segundo Marta Amato[2], a família Martins Alfena, em Minas Gerais, começa em Aiuruoca com estes dois irmãos, José Martins Borralho e Francisco Martins Borralho, naturais da freguesia de São Vicente da Alfena, Concelho de Valongo, Distrito, Comarca e Diocese do Porto, na província de Douro Litoral, Portugal. No século XIX, este nome se estendeu à cidade de Alfenas.

Índice

Brasão de ArmasEditar

Os Martins Borralhos procedem da união de duas antigas famílias portuguesas:
_ Os Martins, cuja origem é patronímica de Martinho ou Martim, sua forma abreviada, tendo havido diversos membros deste apelido que se destacaram na história portuguesa, sendo o mais afamado Diogo Martins, cavaleiro-fidalgo da Casa de Dom Sebastião;
_ Os Borralhos, antiga família que já existia no reinado de Dom João I e , embora espalhada por todo Portugal, encontrava-se mais difundida no Alentejo, o que sugere ser oriunda desta província ou de suas proximidades, destacando-se nela, entre muitos outros, Heitor Borralho que viveu em tempo de Dom João II e entrou em diversas expedições.

Os Martins Alfenas usam as armas dos Martins Borralhos[3] que são:
_ Escudo ibérico partido:

  • o primeiro de blau com três estrelas de oito raios de jalde, postas 2 e 1, chefe endentado do mesmo - armas dos Borralhos;
  • o segundo cortado, sendo I de sable com duas palas de jalde e II de jalde com três flores-de-lis de goles postas 1 e 2 - armas dos Martins. Elmo de nobre com paquifes de azul e amarelo.

Timbre: Um leão sainte de blau, armado e lampassado de goles e carregado de uma estrela do escudo na espádua. (de Borralho) ,br>

O Sobrenome (Apelido) AlfenaEditar

Quanto ao sobrenome Alfena, Marcos Rodrigues Chaves afirma que em Genealogia, chamamos os nomes de família de Apelido. Aliás, ao contrário do Brasil, onde generalizou-se chamar de apelido aos cognomes e alcunhas, em Portugal esta a é denominação corrente dos sobrenomes. Sempre foi costume generalizado dos portugueses que emigravam acrescentar o nome de seu local de origem ao apelido (sobrenome) de família. Exemplo muito conhecido é o de João Francisco Junqueira, patriarca daquela nobre linhagem, que nasceu em 1727, na aldeia de São Simão da Junqueira, então termo de Barcelos (hoje, pertencente a Vila do Conde) no Arcebispado de Braga. Assim também procederam os membros da família Martins Borralho, da Freguesia de São Vicente de Alfena, cujos descendentes tomaram o apelido Martins Alfena como seu nome de família. Tal origem do sobrenome Alfena sempre foi conhecida pelos descendentes desta família, portanto não procedem as informações de Alexandre da Silva Mariano, em discurso de 14 de junho de 1932; de Romeu Vieira e Nelson Ferreira Lopes, dizendo: “.... arbusto da família das oleínas, abundante no lugar onde residiam os Martins”, dando a entender que os Martins acrescentaram o nome Alfena ao seu apelido por causa da existência de alfeneiros em sua propriedade. Além do que, o celebrado agrônomo Celso do Lago Paiva afirmou em suas pesquisas que no Brasil nunca foram encontrados Alfeneiros verdadeiros. Quanto à grafia do Nome de Família: Martins Alfena ou Martins Alfenas, é óbvio que quando se refere a uma só pessoa, fala-se no singular: o Martins Alfena; quando se refere a mais de uma pessoa, fala-se: os Martins Alfenas. Artur Nogueira Campos, no magistral artigo NOMES PRÓPRIOS – Flexão, Ortografia e Indexação Alfabética (CAMPOS, Arthur Nogueira – NOMES PRÓPRIOS – Flexão, Ortografia e Indexação Alfabética – in Revista da ASBRAP Nº 2 – Rumograf – 1995 – p. 261-166), muito bem fundamentado nas melhores gramáticas da língua portuguesa, afirma que se os substantivos comuns são flexíveis, os próprios também são; flexionam-se segundo o gênero, o número e o grau. E, citando Aurélio Buarque de Holanda, diz: “Os nomes próprios personativos, locativos e de qualquer natureza, sendo portugueses ou aportuguesados, estão sujeitos às mesmas regras estabelecidas para os nomes comuns”. Citando também o Dicionário de Questões Vernáculas, do respeitado filólogo Napoleão Mendes de Almeida, diz: “ O plural dos nomes próprios segue as mesmas regras dos nomes comuns: os Andradas, os Ferreiras, os Sotomaiores, as Peixotas, os Meneses, os Luíses, as Ineses, os Queiroses, os Joães, os Loureiros de Melo, dois Rafaéis, vários Canalettos, os Miguel-Ângelos (Miquelângelos) do Vaticano”. Os nomes pessoais, os prenomes, os sobrenomes ou nomes de família, os patronímicos, os apelidos, os hipocorísticos, as alcunhas, os ápodos, os cognomes, os epítetos, os pseudônimos, os títulos, os toponímicos e os topônimos são todos flexíveis segundo as mesmas regras autorizadas para os substantivos comuns. Continuando com Napoleão Mendes de Almeida, o autor observa no inciso 2, que nos nomes compostos, só um elemento do composto varia quando só ele é variável: o Pires de Camargo, os Pires de Camargo; o Oliveira Pires, os Oliveiras Pires. Tal é o caso do sobrenome Martins Alfena ! Ora, Martins já está no plural, portanto não pode variar, restando a flexão numérica apenas ao nome Alfena. Portanto diz-se 'os Martins Alfenas ou a família Martins Alfena, ou os Alfenas ou a família Alfena. Esta é a norma culta da língua Portuguesa, que os antigos tanto prezavam. Portanto não procede a afirmação contida em “Pioneiros Desconhecidos” : “Os Martins Alfena (sic) também foram pioneiros. Trouxeram o seu nome da Alfena portuguesa. Aqui foi-lhe acrescentado um ‘S’, que tornou o nome mais elegante e mais sonoro” (cf. AYER, Aspásia Vianna Manso Vieira – Pioneiros Desconhecidos –Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais – Volume XX – Imprensa Oficial-BH-MG – 1986 - p. 96).

Ver tambémEditar

  • Alfena, freguesia de Portugal
  • Alfenas, cidade do Estado de Minas Gerais, no Brasil
  • Alfeneiro, espécie vegetal


Referências

Ligações ExternasEditar

Alfenas"]