Marxismo-leninismo

(Redirecionado de Marxismo-Leninismo)

O marxismo-leninismo é a doutrina oficial da tendência majoritária do movimento comunista em todo o mundo, como nos partidos no poder da China, Cuba, Laos, Vietname e Nepal.[1] Também era a ideologia oficial do Estado da União Soviética e de outros partidos no poder que constituíam o Bloco de Leste, bem como os partidos políticos da Internacional Comunista depois da ascensão do Bolchevismo[2].

Como filosofia política, procura estabelecer um Estado socialista, sendo este um estado de transição, com uma organização económica socialista em que, quando as condições materiais e sociais estiverem desenvolvidas o suficiente, chegará ao comunismo. Os marxistas-leninistas defendem uma vasta gama de pontos de vista, dependendo da sua compreensão do Marxismo e do Leninismo, mas apoiam geralmente a ideia de um partido operário de vanguarda, um estado liderado, mas não subordinante, ao partido comunista, domínio do estado sobre a economia, internacionalismo e oposição ao capitalismo, fascismo, imperialismo e democracia liberal.[3] Como ideologia, foi desenvolvida por Josef Stalin no final dos anos 20, com base na sua compreensão e síntese tanto do Marxismo como do Leninismo[4].

Após a morte de Vladimir Lenin em 1924, o marxismo-leninismo tornou-se um movimento filosófico distinto na União Soviética quando Stalin e os seus apoiantes tomaram o controle do partido. Rejeitaram as noções comuns entre os marxistas ocidentais na altura, sobre a revolução mundial ser pré-requisito para a construção do socialismo, em favor do conceito do socialismo num único país. De acordo com os seus apoiantes, a transição gradual do capitalismo para o socialismo foi assinalada com a introdução do primeiro plano quinquenal e da Constituição Soviética de 1936. O internacionalismo do marxismo-leninismo foi expresso no apoio a revoluções em países estrangeiros (por exemplo, inicialmente através da Internacional Comunista ou através do conceito de países de tendência socialista após a desestalinização). No final da década de 1920, Stalin estabeleceu a ortodoxia ideológica entre o Partido Comunista da União Soviética (Bolcheviques), a União Soviética e a Internacional Comunista para estabelecer a “práxis” marxista-leninista universal.[5][6] No final da década de 1930, o livro de Stalin “História do Partido Comunista da União Soviética (Bolcheviques)” (1938) tornou o termo marxismo-leninismo uma expressão comum entre comunistas e não-comunistas[7].

O objetivo do marxismo-leninismo é a transformação revolucionária de um Estado capitalista num Estado socialista através de uma revolução em duas fases, liderada por um partido de vanguarda de revolucionários profissionais oriundos do proletariado. Para realizar a transformação em duas fases do Estado, o partido de vanguarda estabelece a ditadura do proletariado (em oposição à da burguesia) e determina as suas políticas através do centralismo democrático[8][9]. O partido comunista marxista-leninista é a vanguarda da transformação política, económica e social de uma sociedade capitalista para uma sociedade socialista que é a fase inferior do desenvolvimento sócio-económico e do progresso para a sociedade comunista, de fase superior, sem Estado e sem classes. Caracteriza-se pela propriedade pública dos meios de produção, industrialização acelerada, desenvolvimento pró-ativo das forças produtivas da sociedade (investigação e desenvolvimento) e recursos naturais nacionalizados[10], assim como uma "democracia popular, dirigido pela classe operária e baseado na aliança dos operários e camponeses."[11]

Como instrumento teórico de análise da realidade, é um guia para a acção, que constantemente se renova para dar resposta aos novos fenómenos, situações, processos e tendências de desenvolvimento. O marxismo-leninismo é uma concepção do mundo que inclui o método dialéctico como método de análise. É um sistema científico de ideias filosóficas, económicas e sócio-políticas que constituem a concepção do operariado, a ciência sobre o conhecimento do mundo, sobre as leis de desenvolvimento da natureza, da sociedade e do pensamento humano, mas é principalmente a ciência da luta e da transformação revolucionária da classe operária e de todos os trabalhadores pela superação revolucionária do capitalismo e pela edificação da sociedade nova, da sociedade socialista, do comunismo.[12][13][14]

HistóriaEditar

Bolcheviques, a Revolução de Fevereiro e a Grande Guerra (1903-1917)Editar

A filosofia do Marxismo-leninismo surgiu como a praxis política pró-activa da facção Bolchevique do Partido Operário Social-Democrata Russo, com o objetivo de alcançar mudanças políticas na Rússia Czarista.[15] A liderança de Lenin transformou os Bolcheviques na vanguarda política do partido, composta por revolucionários profissionais que, através do centralismo democrático, elegiam líderes e oficiais, assim como, através da livre discussão, determinavam as políticas que veriam a ser concretizadas por meio de uma ação unitária.[16] O compromisso proactivo e pragmático do vanguardismo para alcançar a revolução, foi a vantagem dos Bolcheviques tinham para derrotar os partidos políticos liberais e conservadores que defendiam a social-democracia sem nenhum plano de ação prático para a sociedade russa que pretendiam governar. O Leninismo permitiu ao partido Bolchevique assumir o controlo da Revolução de Outubro de 1917.[17]

 
Czar Nicolau II dirigindo-se às duas câmaras da Duma no Palácio de Inverno após a fracassada Revolução Russa de 1905 que exilou Lenin da Rússia Imperial para a Suíça

Doze anos antes da Revolução de Outubro de 1917, os bolcheviques falharam em assumir o domínio da Revolução de Fevereiro de 1905 (22 de Janeiro de 1905 - 16 de Junho de 1907) porque os centros de ação revolucionária estavam demasiado afastados para uma coordenação política adequada.[18] Para gerar um impulso revolucionário a partir assassinatos levados a cabo pelo exército czarista no Domingo Sangrento (22 de Janeiro de 1905), os Bolcheviques encorajaram os trabalhadores a usar a violência política para obrigar as classes sociais burguesas (a nobreza, a nobreza rural e a burguesia) a juntarem-se à revolução proletária para derrubar a monarquia absoluta do czar da Rússia.[19] Mais importante ainda, a experiência desta revolução levou Lenin a conceber os meios que ajudariam a promover a revolução socialista através da agitação, propaganda e de um partido político bem organizado, disciplinado e pequeno.[20]

Em exílio na Suíça, Lenin desenvolveu a filosofia de Marx e extrapolou a descolonização pela revolta colonial como um fortalecimento da revolução proletária na Europa.[21] Em 1912, Lenin resolveu um confronto à sua liderança ideológica do RSDLP pelo Grupo "Vpiriod" (Russo: Вперёд, IPA: [fpʲɪˈrʲɵt] (ouvir)), no partido, usurpando o Congresso de Todos os Partidos para transformar o POSDR no partido Bolchevique.[22] No início da década de 1910, Lenin permaneceu altamente impopular entre o movimento socialista internacional, e era tão impopular que em 1914 consideraram censurá-lo.[23] Ao contrário dos socialistas europeus que escolheram o nacionalismo belicoso ao internacionalismo anti-guerra, cuja ruptura filosófica e política foi consequência da cisma internacionalista-defencista entre os socialistas, os Bolcheviques opuseram-se à Grande Guerra (1914-1918).[24] Essa traição nacionalista ao socialismo foi denunciada por um pequeno grupo de líderes socialistas que se opuseram à Grande Guerra, incluindo Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Lenin, que afirmaram que os socialistas europeus tinham falhado as classes trabalhadoras por preferirem a guerra patriótica ao internacionalismo proletário.[25] Para desmascarar o patriotismo e o chauvinismo nacional, Lenin explicou no livro Imperialismo: Fase Superior do Capitalismo (1917) que a expansão económica capitalista conduz ao imperialismo colonial, que é depois regulado com guerras nacionalistas como a Grande Guerra entre os impérios da Europa.[26][27] Para aliviar as pressões estratégicas da Frente Ocidental (4 de Agosto de 1914 - 11 de Novembro de 1918), a Alemanha Imperial impeliu a retirada da Rússia Imperial da Frente Oriental da guerra (17 de Agosto de 1914 - 3 de Março de 1918), enviando Lenin e a sua coorte Bolchevique num comboio diplomaticamente selado, antecipando a sua participação na actividade revolucionária.[28]

Revolução de Outubro e a Guerra Civil Russa (1917-1922)Editar

 
De 4 a 15 janeiro de 1919, a revolta Espartaquista na República de Weimar contou com uma guerra urbana entre o Partido Comunista da Alemanha, (KPD) e anticomunistas, secretamente ajudados pelo governo imperial alemão liderado pelo Partido Social Democrata da Alemanha (SPD)

Em Março de 1917, a abdicação do czar Nicolau II levou à criação Governo Provisório Russo (Março-Julho de 1917), que proclamou então a República Russa (Setembro-Novembro de 1917). Mais tarde, na Revolução de Outubro, a tomada do poder pelos Bolcheviques contra o Governo Provisório resultou no estabelecimento da República Socialista Federativa Soviética da Rússia (1917-1991), mas partes da Rússia permaneceram ocupadas pelo Movimento Branco, movimento contra-revolucionário de anti-comunistas que se tinham unido para formar o Exército Branco, a fim de combater na Guerra Civil Russa (1917-1922) contra o governo Bolchevique. Além disso, e apesar da guerra civil entre os Vermelhos e os Brancos, a Rússia Imperial era um combatente na Grande Guerra, que os Bolcheviques abandonaram com o Tratado de Brest-Litovsk, o que provocou a Intervenção Aliada na Guerra Civil Russa pelos exércitos de dezassete países capitalistas, com a participação da Grã-Bretanha, França, Itália, Estados Unidos e Japão Imperial.[29]

 
Béla Kun, líder da República Soviética Húngara, dirigindo-se aos seus apoiantes durante a Revolução Húngara de 1919

Noutros locais, a bem sucedida Revolução de Outubro na Rússia tinha facilitado a Revolução Alemã de 1918-1919 e as revoluções e intervenções na Hungria (1918-1920) que originaram a Primeira República Húngara e a República Soviética Húngara. Em Berlim, o governo alemão e os seus mercenários Freikorps combateram e derrotaram a revolta espartaquista, que tinha começado como uma greve geral. Em Munique, os Freikorps locais lutaram e derrotaram a República Soviética da Baviera. Na Hungria, os trabalhadores desorganizados, que tinham proclamado a República Soviética Húngara foram combatidos e derrotados pelos exércitos reais do Reino da Roménia e do Reino da Jugoslávia, bem como pelo exército da Primeira República da Checoslováquia. Estas forças comunistas foram rapidamente esmagadas por forças anticomunistas e as tentativas de criar uma revolução comunista internacional falharam. No entanto, uma revolução bem sucedida ocorreu na Ásia, quando a Revolução Mongol de 1921 estabeleceu a República Popular da Mongólia (1924-1992).

Como prometido aos povos russos em Outubro de 1917, os Bolcheviques abandonaram a participação da Rússia na Grande Guerra a 3 de Março de 1918. Nesse mesmo ano, os Bolcheviques consolidaram o poder governamental expulsando os Mencheviques, os Revolucionários Socialistas e os Socialistas Revolucionários de Esquerda dos sovietes.[30] O governo Bolchevique criou então a polícia secreta Cheka (Comissão Extraordinária) para eliminar a oposição anti-Bolchevique no país. Inicialmente, houve uma forte oposição ao regime Bolchevique porque não tinham resolvido a escassez de alimentos e a pobreza material dos povos russos, tal como prometido em Outubro de 1917. Desse descontentamento social, o Cheka relatou 118 revoltas, incluindo a rebelião de Kronstadt (7-17 de Março de 1921) contra a austeridade económica do comunismo de guerra imposta pelos Bolcheviques.[31] Os principais obstáculos ao desenvolvimento económico e à modernização russa foram a grande pobreza material e a falta de tecnologia moderna, condições que o marxismo ortodoxo considerava desfavoráveis à revolução comunista. A Rússia agrícola estava suficientemente desenvolvida para estabelecer o capitalismo, mas não estava suficientemente desenvolvida para estabelecer o socialismo.[32][33] Para a Rússia Bolchevique, o período 1921-1924 caracterizou-se pela ocorrência simultânea de recuperação económica, fome (1921-1922) e uma crise financeira (1924). Em 1924, tinham sido alcançados progressos económicos consideráveis e em 1926 o governo bolchevique tinha atingido níveis de produção económica iguais aos níveis de produção da Rússia em 1913.[34]

As políticas económicas iniciais Bolcheviques de 1917 a 1918 foram prudentes, com nacionalizações limitadas dos meios de produção, que tinham sido propriedade privada da aristocracia russa durante a monarquia czarista.[35] Lenin empenhou-se de imediato em evitar antagonizar os camponeses, procurando persuadi-los a afastarem-se dos Revolucionários Socialistas, permitindo uma tomada de posse por parte dos camponeses de propriedades nobres, enquanto que não foram decretadas nacionalizações imediatas dos bens dos camponeses.[35] O Decreto sobre a Terra (8 de Novembro de 1917) cumpriu a promessa de Lenin sobre redistribuir as terras aráveis da Rússia aos camponeses, que recuperaram as suas terras agrícolas dos aristocratas, assegurando a sua lealdade ao partido Bolchevique. Para ultrapassar as interrupções económicas da guerra civil, foi adoptada a política do Comunismo de Guerra (1918-1921), um mercado regulado, meios de distribuição controlados pelo Estado e a nacionalização de grandes quintas agrícolas, para requisitar e distribuir cereais a fim de alimentar os trabalhadores industriais nas cidades enquanto o Exército Vermelho lutava contra a tentativa do Exército Branco de restaurar a dinastia Romanov como monarcas absolutos da Rússia.[35] Além disso, as requisições forçadas de cereais, politicamente impopulares, desencorajaram os camponeses em relação à agricultura, resultando em colheitas reduzidas e escassez de alimentos que provocaram greves trabalhistas e tumultos alimentares. Em resposta, os povos russos criaram uma economia de troca direta e um mercado negro para combater o anulamento da economia monetária por parte do governo Bolchevique.[35]

Em 1921, a Nova Política Económica restaurou algumas empresas privadas para estimular a economia russa.[35] Como parte do compromisso pragmático de Lenin com os interesses financeiros externos em 1918, o capitalismo de estado Bolchevique devolveu temporariamente 91% da indústria à propriedade privada ou aos trustes[35] até os Soviéticos aprenderem a tecnologia e as técnicas necessárias para operar e administrar as indústrias.[36] É de salientar que Lenin declarou que o desenvolvimento do socialismo não poderia ser prosseguido da forma inicialmente pensada pelos marxistas.[35] Um aspecto chave que afectou o regime Bolchevique foram as condições económicas atrasadas na Rússia que foram consideradas desfavoráveis em relação à teoria marxista ortodoxa da revolução comunista.[37] Na altura, os marxistas ortodoxos afirmaram que a Rússia estava madura para o desenvolvimento do capitalismo, ainda não para o socialismo.[38] Lenin defendeu a necessidade do desenvolvimento de um grande corpo de intelligentsia técnica para ajudar no desenvolvimento industrial da Rússia e fazer avançar as fases do desenvolvimento económico marxista, uma vez que tinha muito poucos peritos técnicos na altura. Nessa linha, Lenin explicou-o da seguinte forma: "A nossa pobreza é tão grande que não podemos, de uma só vez, restabelecer a produção industrial, estatal e socialista"[39] Acrescentou que o desenvolvimento do socialismo prosseguiria de acordo com as condições materiais e socioeconómicas existentes na Rússia e não como descrito de forma abstracta por Marx para a Europa industrializada no século XIX. Para superar a falta de russos instruídos, que pudessem operar e administrar a indústria, Lenin defendeu o desenvolvimento de uma intelligentsia técnica que impulsionaria o desenvolvimento industrial da Rússia para a auto-suficiência.[39]

Socialismo num só país (1928-1945)Editar

A partir de 1928, os planos quinquenais de Stalin para a economia nacional da União Soviética alcançaram uma industrialização rápida (carvão, ferro e aço, electricidade e petróleo, entre outros) e a colectivização da agricultura.[40][41] Alcançou 23,6% de colectivização em dois anos (1930) e 98,0% de colectivização em treze anos (1941).[42] Como vanguarda revolucionária, o partido comunista organizou a sociedade russa para realizar programas de industrialização rápida, como defesa contra a interferência ocidental no socialismo da Rússia bolchevique. Os planos quinquenais foram preparados nos anos 20, enquanto o governo bolchevique lutava contra a Guerra Civil Russa (1917-1922), e repelia a intervenção externa dos Aliados na Guerra Civil Russa (1918-1925). A grande industrialização foi iniciada sobretudo com foco na indústria pesada.[43]

Durante a década de 1930, a rápida industrialização do país acelerou a transição sociológica do povo soviético da pobreza para a abundância relativa quando os camponeses politicamente analfabetos passaram da servidão czarista para a autodeterminação, tornando-se cidadãos urbanos politicamente conscientes.[44] O regime económico marxista-leninista modernizou a Rússia, de sociedade camponesa e analfabeta característica da monarquia, para a sociedade literária e socialista de agricultores e trabalhadores industriais, instruídos. A industrialização conduziu a uma urbanização maciça no país.[44] O desemprego foi praticamente eliminado no país durante a década de 1930.[44]

Época Pós-Guerra Fria (1992-presente)Editar

Desde a queda dos regimes marxistas-leninistas da Europa de Leste, da União Soviética, e de uma variedade de regimes marxistas-leninistas africanos, apenas alguns partidos marxistas-leninistas permaneceram no poder. Isto inclui a China, Cuba, Laos e Vietname. A maioria dos partidos comunistas marxistas-leninistas fora destas nações tem tido um desempenho relativamente fraco nas eleições, embora outros partidos tenham permanecido ou se tornado numa potência relativamente forte. Isto inclui a Rússia, onde o Partido Comunista da Federação Russa permaneceu uma força política significativa, tendo ganho as eleições legislativas de 1995, quase vencendo as eleições presidenciais de 1996 e permanecendo geralmente o segundo partido mais popular e o único de oposição. Na Ucrânia, o Partido Comunista da Ucrânia também exerceu influência e governou o país após as eleições parlamentares de 1994, e novamente após as eleições parlamentares de 2006. Contudo, nas eleições parlamentares de 2014, após a Euromaidan resultando na intervenção russa e a anexação da Crimeia a pedido da população local de maioria russa, o presidente Vladimir Putin deslocou militares da antiga base russa em Sebastopol, estes fatos resultaram na perda dos seus 32 membros e na ausência de representação parlamentar, e posteriormente, em 2015, foi banido. No entanto, no leste da Ucrânia, surgiram movimentos de inspiração soviética, e houve a criação das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.[45][46].

 
Países representados no Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, estabelecido em 1998.

Na Europa, vários partidos marxistas-leninistas continuam fortes. No Chipre, Dimitris Christofias do AKEL ganhou as eleições presidenciais de 2008. AKEL tem sido consistentemente o primeiro e terceiro partido mais popular, ganhando as eleições legislativas de 1970, 1981, 2001 e 2006. Na República Checa e em Portugal, o Partido Comunista da Boémia e Morávia e o Partido Comunista Português têm sido ambos os quartos partidos mais populares, tendo o primeiro caído para 5º lugar nas eleições legislativas de 2017. Desde 2017, o Partido Comunista da Boémia e Morávia apoia o governo da minoria ANO 2011-ČSSD, enquanto que o Partido Comunista Português tem prestado confiança e fornecimento, juntamente com o Partido Ecologista "Os Verdes" e o Bloco de Esquerda, ao governo da minoria socialista de 2015 a 2019. Na Grécia, o Partido Comunista da Grécia liderou um governo de provisório e posteriormente de unidade nacional entre 1989 e 1990, permanecendo constantemente o terceiro ou quarto partido mais popular. Na Moldávia, o Partido dos Comunistas da República da Moldávia ganhou as eleições parlamentares de 2001, 2005 e Abril de 2009. No entanto, os resultados das eleições moldavas de Abril de 2009 foram protestados e outra volta realizou-se em Julho, resultando na formação da Aliança para a Integração Europeia. Na incapacidade de eleger o presidente, foram realizadas novas eleições parlamentares em Novembro de 2010, que resultaram aproximadamente na mesma representação no parlamento. De acordo com Ion Marandici, um cientista político moldavo, o Partido dos Comunistas difere dos de outros países porque conseguiu apelar às minorias étnicas e aos romenos anti-moldavos. Após ter traçado a estratégia de adaptação do partido, encontrou cinco dos factores que contribuíram para o seu sucesso eleitoral, já mencionados na literatura teórica sobre os antigos partidos marxistas-leninistas, nomeadamente a situação económica, a fraqueza dos opositores, as leis eleitorais, a fragmentação do espectro político e o legado do antigo regime. Contudo, Marandici identificou sete factores explanatórios adicionais em jogo no caso moldavo, nomeadamente o apoio estrangeiro a certos partidos políticos, o separatismo, o apelo às minorias étnicas, a capacidade de construção de alianças, a dependência da noção soviética da identidade moldava, o processo de construção do Estado e o controlo sobre uma parte significativa dos meios de comunicação social. É devido a estes sete factores adicionais que o partido conseguiu consolidar e expandir a sua circunscrição eleitoral. Nos estados pós-soviéticos, o Partido dos Comunistas é o único que esteve no poder durante tanto tempo e não mudou o nome do partido.[47]

Na Ásia, continuam a existir vários regimes e movimentos marxistas-leninistas. A República Popular da China prosseguiu a agenda das reformas da década de 1980 de Deng Xiaoping, iniciando uma privatização moderada da economia nacional, como meio de desenvolver as forças produtivas. A insurreição Naxalite-Maoista tem continuado entre os governos do Bangladesh e da Índia contra vários movimentos marxistas-leninistas, tendo sido imparável desde os anos 60. Na Índia, o governo Manmohan Singh dependia do apoio parlamentar do Partido Comunista da Índia (Marxista), que liderou governos estatais na Kerala, Tripura e Bengala Ocidental. A ala armada do Partido Comunista da Índia (Maoísta) tem vindo a travar uma guerra contra o governo da Índia desde 1967 que continua activa em metade do país. Os rebeldes maoístas no Nepal envolveram-se numa guerra civil de 1996 a 2006 que conseguiu derrubar a monarquia naquele país e criar uma república. O líder do Partido Comunista do Nepal (Marxista-Leninista Unificado) Man Mohan Adhikari tornou-se, brevemente, primeiro-ministro e líder nacional de 1994 a 1995, e o líder guerrilheiro maoísta Prachanda foi eleito primeiro-ministro pela Assembleia Constituinte do Nepal em 2008. Prachanda foi desde então deposto como primeiro-ministro, levando os maoístas, que consideram a remoção de Prachanda injusta, a abandonar a sua abordagem legalista e a regressar às suas acções de rua e militância e a liderar greves gerais esporádicas usando a sua influência substancial no movimento laboral nepalês. Estas acções têm oscilado entre suaves e intensas. Nas Filipinas, o Partido Comunista das Filipinas, orientado para o Maoismo, e a sua ala armada, o Novo Exército Popular, têm vindo a fazer uma revolução armada contra o actual governo filipino desde 1968 e continuam a participar numa insurreição guerrilheira de baixa escala.

Em África, vários Estados marxistas-leninistas reformaram-se e mantiveram o poder. Na África do Sul, o Partido Comunista Sul-Africano é membro da aliança tripartida junto com o Congresso Nacional Africano e o Congresso dos Sindicatos Sul-africanos. O Partido dos Combatentes da Liberdade Económica é um partido pan-africano, marxista-leninista, fundado em 2013 por Julius Malema, expelido ex-presidente da Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano e seus aliados. O Sri Lanka tem tido ministros marxistas-leninistas nos seus governos nacionais. No Zimbabué, o ex-presidente Robert Mugabe da União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica, o líder de longa data do país, era um declarado marxista-leninista.[48][49]

Nas Américas, tem havido várias insurreições. Na América do Norte, o Partido Comunista Revolucionário, EUA liderado pelo seu presidente Bob Avakian organiza uma revolução para derrubar o sistema capitalista e substituí-lo por um Estado socialista[50][51]. Na América do Sul, a Colômbia tem estado no meio de uma guerra civil que tem sido travada desde 1964 entre o governo colombiano e paramilitares de direita alinhados contra dois grupos guerrilheiros marxistas-leninistas, nomeadamente o Exército de Libertação Nacional e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. No Peru, tem havido um conflito interno entre o governo peruano e militantes Marxistas-Leninistas-Maoístas, como o Sendero Luminoso.

IdeologiaEditar

EconomiaEditar

 
Propaganda soviética de 1933 a encorajar os camponeses e agricultores a reforçar a sua disciplina de trabalho em quintas coletivas na República Socialista Soviética do Azerbaijão

O objetivo da economia política marxista-leninista é a emancipação dos homens e mulheres da desumanização causada pelo trabalho mecanicista psicologicamente alienante (sem equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar) que é realizado em troca de salários que dão acesso financeiro limitado às necessidades materiais da vida (isto é, alimentação e abrigo). Essa emancipação pessoal e social da pobreza (necessidade material) maximizaria a liberdade individual, permitindo a homens e mulheres perseguir os seus interesses e talentos inatos (artísticos, industriais e intelectuais), isto é, trabalham por opção, sem a coerção económica e o risco de pobreza. No desenvolvimento económico de uma sociedade comunista numa fase superior, a eliminação do trabalho alienante (trabalho mecanicista) depende dos desenvolvimentos da alta tecnologia que, melhoram os meios de produção, e os meios de distribuição. Para satisfazer as necessidades materiais de uma sociedade socialista, o Estado utiliza uma economia planificada para coordenar os meios de produção e de distribuição para fornecer e entregar os bens e serviços necessários a toda a sociedade, e em consequência a economia nacional. O Estado serve de salvaguarda para a propriedade, e como coordenador da produção através de um plano económico universal. O planeamento da economia pode ser centralizado ou descentralizado.[52]

Com o objetivo de reduzir o desperdício e aumentar a eficiência, o planeamento científico substitui os mecanismos de mercado e os mecanismos de preços como princípio orientador da economia.[53] O enorme poder de compra do Estado substitui o papel das forças de mercado, sendo que o equilíbrio macroeconómico não é alcançado através das forças de mercado, mas sim através do planeamento económico baseado na avaliação científica.[54] Os salários do trabalhador são determinados de acordo com as competências e o trabalho que pode realizar na economia nacional.[55] Além disso, o valor económico dos bens e serviços produzidos baseiam-se no seu valor de utilização (como objetos materiais) e não no custo de produção (valor) ou no valor de troca (utilidade marginal). A motivação do lucro como força motriz da produção é substituída pela obrigação social de cumprir o plano económico.[54] Os salários são fixos e diferenciados de acordo com a competência e a intensidade do trabalho. Enquanto os meios de produção socialmente utilizados estão sob controlo público, os bens pessoais ou de natureza pessoal que não envolvem a produção em massa de bens permanecem inalterados pelo Estado.[55]

Devido ao marxismo-leninismo ter sido historicamente a ideologia estatal de países que eram economicamente subdesenvolvidos antes da revolução socialista, ou cujas economias eram quase obliteradas pela guerra, como a República Democrática Alemã, o principal objetivo antes de alcançar o comunismo era o desenvolvimento do socialismo. Foi o caso da União Soviética, onde a economia era largamente agrária e a indústria urbana se encontrava numa fase primitiva. Para desenvolver o socialismo, a União Soviética passou por uma rápida industrialização com programas pragmáticos de engenharia social que transplantaram populações camponesas para as cidades, onde foram educadas e formadas como trabalhadores industriais e que depois se tornaram a força de trabalho das novas fábricas e indústrias. Do mesmo modo, as populações camponesas trabalharam no sistema de quintas agrícolas coletivas, cultivando alimentos para alimentar os trabalhadores industriais as cidades industrializadas. Desde meados da década de 1930, o marxismo-leninismo tem defendido uma qualidade social austera baseada na ascese e no igualitarismo. Na década de 1920, o partido bolchevique instaurou alguma desigualdade salarial limitada para impulsionar a produtividade laboral na economia da União Soviética. Estas reformas foram promovidas para encorajar o materialismo e a aquisitividade a fim de estimular o crescimento económico.[56] Esta política pró-consumista tem avançado na linha do pragmatismo industrial à medida que avança o progresso económico através do reforço da industrialização.[57]

Na “práxis” económica da Rússia bolchevique, havia uma diferença determinante da economia política entre o socialismo e o comunismo. Lenin explicou a sua semelhança conceptual com as descrições de Marx da fase inferior e da fase superior do desenvolvimento económico, nomeadamente que imediatamente após uma revolução proletária na sociedade socialista da fase inferior, a economia prática deve ser baseada no trabalho individual contribuído por homens e mulheres[58] e que o trabalho remunerado seria a base da sociedade comunista da fase superior, que causou o preceito social do “slogan”: "De cada qual, segundo a sua capacidade; a cada qual, segundo as suas necessidades"[59]

Relações internacionaisEditar

Marxismo-Leninismo visa criar uma sociedade comunista internacional. Opõe-se ao colonialismo e ao imperialismo e defende a descolonização e forças anticoloniais. Apoia alianças intenacionais antifascistas e tem defendido a criação de frentes populares entre comunistas e não comunistas antifascistas contra movimentos fascistas.[60] Esta abordagem marxista-leninista das relações internacionais deriva das análises (políticas, económicas, sociológicas e geopolíticas) que Lenin apresentou no livro Imperialismo: Fase Superior do Capitalismo (1917). Extrapolando de cinco bases filosóficas do marxismo, nomeadamente que a história humana é a história da luta de classes entre uma classe dominante e uma classe explorada; que o capitalismo cria classes sociais antagónicas, ou seja os exploradores burgueses e o proletariado explorado; que o capitalismo emprega a guerra nacionalista para promover a expansão económica privada; que o socialismo é um sistema económico que anula as classes sociais através da propriedade pública dos meios de produção e assim eliminará as causas económicas da guerra; e que uma vez que o Estado (socialista ou comunista) se extingue, as relações internacionais também se extinguirão, porque são projecções das forças económicas nacionais, Lenin disse que o esgotamento das fontes internas de lucro dos capitalistas através da fixação de preços através truste e cartéis, leva então os capitalistas a exportar capital de investimento para países subdesenvolvidos para financiar a exploração dos recursos naturais e das populações nativas e para criar novos mercados. Que o controlo da política nacional pelos capitalistas assegura ao governo a salvaguarda militar dos investimentos coloniais e a consequente competição imperial pela supremacia económica que provoca guerras internacionais para proteger os seus interesses nacionais.[61]

 
Retratos de Marx, Engels, Lenin e Stalin durante comemoração do 1º de maio, em Berlim, RDA, 1953.

Na perspectiva vertical (relações de classe social) do marxismo-leninismo, os assuntos internos e internacionais de um país são um continuum político, não domínios separados da actividade humana. Este é o oposto filosófico das perspectivas horizontais (país a país) das abordagens liberais e realistas das relações internacionais. O imperialismo colonial é a consequência inevitável no decurso das relações económicas entre países quando a fixação de preços internos do capitalismo monopolista tem vociferado a concorrência lucrativa na pátria capitalista. A ideologia do Novo Imperialismo, racionalizada como uma missão civilizadora, permitiu a exportação de capital de investimento de elevado lucro para países não desenvolvidos com populações nativas não instruídas (fontes de mão-de-obra barata), matérias-primas abundantes para exploração (factores de fabrico) e um mercado colonial para consumir o excedente de produção, que a pátria capitalista não pode consumir. O exemplo é a luta europeia pela África (1881-1914), na qual o imperialismo foi salvaguardado pelos militares nacionais.[61]

Para assegurar as colónias económicas e de colonos, fontes estrangeiras de novos lucros de investimento de capital, o Estado imperialista procura o controlo político ou militar dos recursos limitados (naturais e humanos). A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) resultou de tais conflitos geopolíticos entre os impérios da Europa sobre as esferas de influência colonial. Para as classes trabalhadoras colonizadas que criam a riqueza (bens e serviços), a eliminação da guerra pelos recursos naturais (acesso, controlo e exploração) é resolvida derrubando o Estado capitalista militarista e estabelecendo um Estado socialista porque uma economia mundial pacífica só é viável através de revoluções proletárias que derrubam sistemas de economia política baseados na exploração do trabalho. [61]

Sistema políticoEditar

O marxismo-leninismo apoia a criação de um estado de partido único liderado por um partido comunista como meio para desenvolver o socialismo e depois o comunismo.[62] A estrutura política do estado marxista-leninista envolve o domínio de um partido de vanguarda comunista sobre um estado socialista revolucionário que representa a vontade e o domínio do proletariado. Através da política do centralismo democrático, o partido comunista é a instituição política suprema do Estado marxista-leninista.[63]

No marxismo-leninismo, são realizadas eleições para todos os cargos dentro da estrutura legislativa, conselhos municipais, legislaturas nacionais e presidências. Na maioria dos estados marxistas-leninistas, este sistema assumiu a forma de eleição directa de representantes para preencher cargos, embora em alguns estados como a República Popular da China, a República de Cuba e a República Federal Socialista da Jugoslávia, este sistema tenha também incluído eleições indirectas, tais como a eleição de deputados pelos deputados como o próximo nível inferior do governo. O marxismo-leninismo afirma que a sociedade está unida sobre interesses comuns representados através do partido comunista e outras instituições do estado marxista-leninista. [63]

SociedadeEditar

O Marxismo-Leninismo apoia o bem-estar social e universal. O Estado Marxista-Leninista providencia bem-estar nacional com cuidados de saúde pública, educação pública gratuita (académica, técnica e profissional) e os benefícios sociais (cuidados infantis e educação contínua) necessários para aumentar a produtividade dos trabalhadores e da economia socialista para desenvolver uma sociedade comunista. Como parte da economia planificada, o estado marxista-leninista destina-se a desenvolver a educação universal do proletariado (académica e técnica) e a sua consciência de classe (educação política) para facilitar a sua compreensão contextual do desenvolvimento histórico do comunismo, tal como apresentado na teoria da história de Marx[64].

 
Propaganda pró-educação Bolchevique de 1920 que diz o seguinte: "Para ter mais, é necessário produzir mais. Para se produzir mais, é necessário saber mais".

O marxismo-leninismo apoia a emancipação das mulheres e o fim da exploração das mulheres. A política marxista-leninista de direito da família tem tipicamente envolvido a eliminação do poder político da burguesia, a abolição da propriedade privada e uma educação que ensina os cidadãos a respeitarem um estilo de vida disciplinado e auto-realizante ditado pelas normas sociais do comunismo, como meio para estabelecer uma nova ordem social. A reforma judicial do direito de família garante no sistema legal direitos e deveres para a participação política das mulheres na sociedade contra a sua exploração económica. A reforma do direito civil tornou o casamento secular numa "união livre e voluntária" entre pessoas que são iguais em termos sociais e jurídicos; facilitou o divórcio, eliminou o bastardo ("filhos ilegítimos"); e anulou o poder político da burguesia e o estatuto de propriedade privada dos meios de produção. Com o advento de uma sociedade sem classes e a abolição da propriedade privada, a sociedade assume colectivamente muitos dos papéis tradicionalmente atribuídos às mães e às esposas, com a integração das mulheres no trabalho industrial. Isto tem sido promovido pelo marxismo-leninismo como meio para alcançar a participação das mulheres na ditadura do proletariado em contraste com a politica identitária da nova esquerda que as usa em favor do lucro do capitalista.[65][66][67]

A política cultural marxista-leninista moderniza as relações sociais entre cidadãos, eliminando o sistema de valores capitalistas do chamado "conservadorismo liberal" ou a monarquia absolutista, pela qual o czarismo classificava, dividia e controlava pessoas com classes sociais estratificadas sem qualquer mobilidade sócio-económica. Concentra-se na modernização e distanciamento da sociedade do passado, da burguesia e da velha intelectualidade As mudanças sócio-culturais necessárias ao estabelecimento de uma sociedade comunista são realizadas com educação e agitprop (agitação e propaganda) que reforçam os valores comunais e comunistas A modernização das políticas educativas e culturais elimina a atomização da sociedade, incluindo a anomia e a alienação social, causada pelo atraso cultural. O marxismo-leninismo desenvolve o novo homem soviético, um cidadão educado e culto possuidor de uma consciência de classe proletária orientada para a coesão social necessária ao desenvolvimento de uma sociedade comunista em oposição ao individualista burguês antitético associado à atomização social.[68]

Referências

  1. Cook, Chris (1998). «S». London: Palgrave Macmillan UK: 315–340. ISBN 978-0-333-67348-5 
  2. Rutman, Thomas; Bottomore, Tom (1985). «A Dictionary of Marxist Thought». Labour / Le Travail. 16. 354 páginas. ISSN 0700-3862. doi:10.2307/25142563 
  3. «Comparative political systems: policy performance and social change». Choice Reviews Online. 32 (04): 32–2358-32-2358. 1 de dezembro de 1994. ISSN 0009-4978. doi:10.5860/choice.32-2358 
  4. Frankel, Edith Rogovin; Lakshin, Vladimir; Glenny, Michael (outubro de 1981). «Solzhenitsyn, Tvardovsky, and Novy Mir». Russian Review. 40 (4). 477 páginas. ISSN 0036-0341. doi:10.2307/129949 
  5. Todd, D. D. (dezembro de 1984). «The Fontana Dictionary of Modern ThoughtAllan Bullock and Oliver Stallybrass, editors London: Fontana/Collins, 1978. Pp. xix, 684. $12.95 C.F.». Dialogue. 23 (4): 738–740. ISSN 0012-2173. doi:10.1017/s0012217300046461 
  6. Frankel, Edith Rogovin; Lakshin, Vladimir; Glenny, Michael (outubro de 1981). «Solzhenitsyn, Tvardovsky, and Novy Mir». Russian Review. 40 (4). 477 páginas. ISSN 0036-0341. doi:10.2307/129949 
  7. Wilczynski, J. (1981). «An Encyclopedic Dictionary of MARXISM, SOCIALISM AND COMMUNISM». doi:10.1007/978-1-349-05806-8 
  8. Cooke, Chris, ed. (1998). Dictionary of Historical Terms (2nd ed.). pp. 221–222.
  9. Albert, Michael; Hahnel, Robin (1981). Socialism Today and Tomorrow. Boston, Massachusetts: South End Press. pp. 24–25.
  10. Andrain, Charles F.; Apter, David E. (1995). «Political Protest and Social Change». doi:10.1057/9780230377004 
  11. Zedong, Mao (1949). «Sobre a Ditatura da Democracia Popular». marxists.org. Consultado em 20 de novembro de 2020 
  12. Karl Marx e o nosso tempo, Álvaro Cunhal em pcb.org.br
  13. Marxismo-leninismo - Uma teoria para o nosso tempo, João Frazão. Em omilitante.pcp.pt
  14. O Materialismo Dialético e Histórico, Fundamento Teórico do Comunismo, V. P. Tchertkov em marxists.org
  15. Bottomore, T. B. (1991). A Dictionary of Marxist Thought. Wiley-Blackwell. p. 53–54
  16. Lenin, Vladimir (1906). "Report on the Unity Congress of the R.S.D.L.P." Archived from the original on 14 December 2019.
  17. Bottomore, T. B. (1991). A Dictionary of Marxist Thought. Wiley-Blackwell. p. 54
  18. Bottomore, T. B. (1991). A Dictionary of Marxist Thought. Wiley-Blackwell p. 259
  19. Ulam, Adam (1965) [1998]. The Bolsheviks: The Intellectual and Political History of the Triumph of Communism in Russia. Cambridge: Harvard University Press. ISBN 0674078306. p. 204
  20. Ulam, Adam (1965) [1998]. The Bolsheviks: The Intellectual and Political History of the Triumph of Communism in Russia. Cambridge: Harvard University Press. ISBN 0674078306. p. 207
  21. Bottomore, Thomas (1991). A Dictionary of Marxist Thought. Malden, Massachusetts; Oxford, England; Melbourne, Victoria; Berlin, Germany: Wiley-Blackwell. ISBN 0631180826. p. 98.
  22. Ulam, Adam (1965) [1998]. The Bolsheviks: The Intellectual and Political History of the Triumph of Communism in Russia. Cambridge: Harvard University Press. ISBN 0674078306. pp. 282–284
  23. Ulam, Adam (1965) [1998]. The Bolsheviks: The Intellectual and Political History of the Triumph of Communism in Russia. Cambridge: Harvard University Press. ISBN 0674078306. p. 270.
  24. Anderson, Kevin (1995). Lenin, Hegel, and Western Marxism: A Critical Study. Chicago: University of Illinois Press. p. 3.
  25. Anderson, Kevin (1995). Lenin, Hegel, and Western Marxism: A Critical Study. Chicago: University of Illinois Press. p. 3.
  26. Evans, Graham; Newnham, Jeffrey, eds. (1998). Penguin Dictionary of International Relations. p. 317.
  27. Cavanagh Hodge, Carl (2008). Encyclopedia of the Age of Imperialism, 1800–1914 (vol. 2) Westport: Greenwood Publishing Group. p. 415.
  28. Beckett, Ian Frederick William (2009). 1917: Beyond the Western Front (2009). Leiden: Koninklijke Brill NV. p. 1.
  29. Lee, p. 31.
  30. Lee, p. 37.
  31. Lee, p. 37.
  32. Bottomore, Thomas (1991). A Dictionary of Marxist Thought. Malden, Massachusetts; Oxford, England; Melbourne, Victoria; Berlin, Germany: Wiley-Blackwell. ISBN 0631180826. p. 259.
  33. Ulam, Adam (1965) [1998]. The Bolsheviks: The Intellectual and Political History of the Triumph of Communism in Russia. Cambridge: Harvard University Press. ISBN 0674078306. p. 249
  34. Lee, p. 39
  35. a b c d e f g Lee, p. 38.
  36. Cook, Chris, ed. (1998). Dictionary of Historical Terms (2nd ed.). p. 306.
  37. Bottomore, Thomas (1991). A Dictionary of Marxist Thought. Malden, Massachusetts; Oxford, England; Melbourne, Victoria; Berlin, Germany: Wiley-Blackwell. ISBN 0631180826. p. 259.
  38. Ulam, Adam (1965) [1998]. The Bolsheviks: The Intellectual and Political History of the Triumph of Communism in Russia. Cambridge: Harvard University Press. ISBN 0674078306. p. 249.
  39. a b Bottomore, Thomas (1991). A Dictionary of Marxist Thought. Malden, Massachusetts; Oxford, England; Melbourne, Victoria; Berlin, Germany: Wiley-Blackwell. ISBN 0631180826. p. 259.
  40. Lee, Stephen J. (2000). European Dictatorships, 1918–1945 (2nd edition). London, England; New York, New York: Routledge. ISBN 0415230462., p. 49.
  41. Hobsbawm, Eric (1996). The Age of Extremes: A History of the World, 1914–1991. pp. 380–381.
  42. Lee, Stephen J. (2000). European Dictatorships, 1918–1945 (2nd edition). London, England; New York, New York: Routledge. ISBN 0415230462. p. 60.
  43. Lee, Stephen J. (2000). European Dictatorships, 1918–1945 (2nd edition). London, England; New York, New York: Routledge. ISBN 0415230462. p 59.
  44. a b c Lee, Stephen J. (2000). European Dictatorships, 1918–1945 (2nd edition). London, England; New York, New York: Routledge. ISBN 0415230462. pg 62.
  45. "People's Front 0.33% ahead of Poroshenko Bloc with all ballots counted in Ukraine elections - CEC". Archived 12 November 2014 at the Wayback Machine. Interfax-Ukraine. 8 November 2014. Retrieved 6 December 2019.
  46. «Court rules complete ban of Communist Party of Ukraine». Unian (Inglês). 2015 
  47. Marandici, Ion (23 April 2010). "The Factors Leading to the Electoral Success, Consolidation and Decline of the Moldovan Communists' Party During the Transition Period". Presented at the Midwestern Political Science Association Convention. SSRN.
  48. Talbot, Stephen (27 June 2006). "From Liberator to Tyrant: Recollections of Robert Mugabe". Frontline/World. Public Broadcasting Service. Retrieved 7 December 2019.
  49. Smith, David (24 May 2013). "Mugabes under the spotlight – Zimbabwe's first family filmed at home". The Guardian. Retrieved 7 December 2019.
  50. USA, Revolutionary Communist Party (2010). Constitution for the New Socialist Republic in North America: (Draft Proposal). RCP Publications. ISBN 9780898510072.
  51. Scott, Dylan (21 August 2014). "What the Heck is the Revolutionary Communist Party' Doing In Ferguson?". Talking Points Memo. Retrieved 21 March 2019.
  52. Pons, Silvo; Service, Robert (eds.). A Dictionary of 20th Century Communism. Princeton, New Jersey; Oxfordshire, England: Princeton University Press ISBN 0691154295. p. 138
  53. Pons, Silvo; Service, Robert (eds.). A Dictionary of 20th Century Communism. Princeton, New Jersey; Oxfordshire, England: Princeton University Press ISBN 0691154295. p. 138
  54. a b Pons, Silvo; Service, Robert (eds.). A Dictionary of 20th Century Communism. Princeton, New Jersey; Oxfordshire, England: Princeton University Press ISBN 0691154295. p. 139
  55. a b Pons, Silvo; Service, Robert (eds.). A Dictionary of 20th Century Communism. Princeton, New Jersey; Oxfordshire, England: Princeton University Press ISBN 0691154295. p. 140
  56. Pons, Silvo; Service, Robert (eds.). A Dictionary of 20th Century Communism. Princeton, New Jersey; Oxfordshire, England: Princeton University Press ISBN 0691154295. p. 731
  57. Pons, Silvo; Service, Robert (eds.). A Dictionary of 20th Century Communism. Princeton, New Jersey; Oxfordshire, England: Princeton University Press ISBN 0691154295. p. 732
  58. Cook, Chris, ed. (1989). Dictionary of Historical Terms (2nd ed.). pp. 221–222.
  59. «The Oxford Companion to Comparative Politics2013 257 Editor-in-chief Joel Krieger The Oxford Companion to Comparative Politics Oxford Oxford University Press 2013 9780199739196 Contact publisher for pricing information». Reference Reviews. 27 (7): 27–28. 16 de setembro de 2013. ISSN 0950-4125. doi:10.1108/rr-05-2013-0103 
  60. Feagin, Joe; Albert, Michael; Hahnel, Robin (março de 1981). «Unorthodox Marxism: An Essay on Capitalism, Socialism and Revolution.». Contemporary Sociology. 10 (2). 271 páginas. ISSN 0094-3061. doi:10.2307/2066923 
  61. a b c Tessier, Manon (1991). «EVANS, Graham et NEWNHAM, Jeffrey. The Dictionary of World Politics: A Reference Guide to Concepts, Ideas and Institutions. New York, Simon and Schuster, 1990, 463p.». Études internationales. 22 (3). 656 páginas. ISSN 0014-2123. doi:10.7202/702906ar 
  62. BOWE, G.S. (15 de fevereiro de 2016). «Soul, World and Idea: An Interpretation of Plato's Republic and Phaedo DANIEL SHERMAN Lanham, Maryland: Lexington Books, 2013; vii + 410 pp.; $110.00 (hardback)». Dialogue. 57 (4): 920–921. ISSN 0012-2173. doi:10.1017/s0012217316000093 
  63. a b BOWE, G.S. (15 de fevereiro de 2016). «Soul, World and Idea: An Interpretation of Plato's Republic and Phaedo DANIEL SHERMAN Lanham, Maryland: Lexington Books, 2013; vii + 410 pp.; $110.00 (hardback)». Dialogue. 57 (4): 920–921. ISSN 0012-2173. doi:10.1017/s0012217316000093 
  64. Shtromas, Alexander; Faulkner, Robert K.; Mahoney, Daniel J., eds. (2003). Totalitarianism and the Prospects for World Order: Closing the Door on the Twentieth Century. Oxford, England; Lanham, Maryland: Lexington Books. p. 18.
  65. Oosterhuis, Harry. The ”Jews” of the Antifascist Left: Homosexuality and the Socialist Resistance to Nazism. in Journal of Homosexuality, Vol. 29, Nº 2/3.* Depois de ler o panfleto de Inessa Armand direcionado às mulheres trabalhadoras, Lênin escreveu-lhe: “Sugiro-lhe que elimine todo o parágrafo terceiro que trata da "luta (das mulheres) pelo amor livre". Esta é, de fato, uma questão burguesa, não uma questão proletária.” (Jan. 17, 1915 carta para Inessa Armand, Collected Works vol. 34).* Clara Zetkin ressalta que Lênin criticou o amor livre defendido pela comunista Alexandra Kollontai como “completamente anti-marxista, e, acima de tudo, anti-social”, apresentando a procriação no âmbito de um casamento monogâmico como o contexto mais legítimo para a sexualidade. (Zetkin, Clara, 1934. Lenin on the Woman Question, New York: International , p.7).
  66. Hekma, Oosterhuis and Steakley (1995). p. 23. Os autores também citam: Fannina W. Halle, Women in Soviet Russia, traduzido por Margaret M. Green (New Yoork, Viking, 1933). pp. 112-114.
  67. Zetkin, Clara, 1934. op cit.
  68. Shtromas, Alexander; Faulkner, Robert K.; Mahoney, Daniel J., eds. (2003). Totalitarianism and the Prospects for World Order: Closing the Door on the Twentieth Century. Oxford, England; Lanham, Maryland: Lexington Books. p. 18.

BibliografiaEditar

  • (em francês) Colas, Dominique. Lénine et le léninisme. Presses universitaires de France, 1987 ISBN 978-2130414469
  • (em francês) Labica, Georges e Bensussan, Gérard (orgs) Dictionnaire critique du marxisme. Presses universitaires de France, 1985 ISBN 978-2130387398
  • (em inglês) Brown, Archie. The Rise and fall of communism. Vintage Books, 2009 ISBN 978-1845950675
  • (em francês) Courtois, Stéphane (org.) Dictionnaire du communisme. Paris: Larousse, 2007 ISBN 978-2035837820
  • (em francês) Riasanovsky, Nicholas. Histoire de la Russie. Robert Laffont, 1999 ISBN 978-2221083994
  • (em inglês) Lee, Stephen J. (2000). European Dictatorships, 1918–1945 (2nd edition). London, England; New York, New York: Routledge. ISBN 0415230462.