Mary Miles Minter

Atriz americana

Mary Miles Minter (Shreveport, 25 de abril de 1902Santa Mônica, 4 de agosto de 1984)[1][2] foi uma atriz norte-americana, ativa durante a era do cinema mudo, entre os anos de 1912 e 1923.[3][4]

Mary Miles Minter
Mary cerca de 1917
Nascimento 25 de abril de 1902
Shreveport, Luisiana, Estados Unidos
Nacionalidade britânica
Morte 4 de agosto de 1984 (82 anos)
Santa Mônica, Califórnia, Estados Unidos
Ocupação Atriz, cantora e bailarina
Atividade 1893-1924

Em 1922, Minter envolveu-se em um escândalo sobre a morte do diretor William Desmond Taylor, por quem ela confessou seu amor. Embora boatos tenham implicado sua mãe, a ex-atriz Charlotte Shelby, como a assassina, a reputação de Minter foi manchada, e ela abandonou a carreira em 1923.

BiografiaEditar

Maru nasceu em Shreveport, na Luisiana, em 1902. Era a mais nova das duas filhas de J. Homer Reilly e Lily Pearl Miles, depois conhecida como Charlotte Shelby, grande atriz da Broadway. Sua irmã mais velha era Margaret Reilly, que depois se tornaria a atriz Margaret Shelby.[5] Aos 5 anos, acompanhou sua irmã, Margaret, em uma audição, já que não havia babá disponível. Foi notada pelo diretor e recebeu seu primeiro papel. Começou sua carreira nos palcos e frequentemente foi contratada, chamando a atenção por seu talento e beleza. A fim de evitar problemas com trabalho infantil enquanto Mary atuava em uma peça em Chicago, em 1912, Charlotte conseguiu uma certidão de nascimento de sua falecida sobrinha da Lousiana, e Juliet tornou-se Mary Miles Minter.[5]

Em sua estreia nas telas, no qual ela foi mencionada como Juliet Shelby ela atuou no drama The Nurse (1912). A partir daí seu novo nome artístico foi utilizado e Minter estreou no papel de Viola Drayton, no drama The Fairy and the Waif (1915). A carreira de Minter cresceu rapidamente. Ela especializou-se em interpretar jovens recatadas. Com suas feições fotogênicas, olhos azuis e cabelo louro cacheado, ela imitou e depois rivalizou com Mary Pickford.[5]

Seu primeiro filme com o diretor William Desmond Taylor foi “Anne of Freen Gables” (1919), que foi bem recebido e Taylor promoveu Minter a estrela. De acordo com Minter, estabeleceu-se entre eles uma relação romântica. Entretanto, Minter, (que cresceu sem um pai) disse que Taylor tinha reservas desde o início e posteriormente rompeu o romance, mencionando os 30 anos de diferença entre eles. Outras pessoas que conheceram Taylor e Minter disseram que ele nunca retribuiu seus sentimentos.[5]

EscândaloEditar

Em 1 de fevereiro de 1922, Taylor foi assassinado em sua casa em Los Angeles. O escândalo que se seguiu, logo após o caso Roscoe “Fatty” Arbucke de 1921, e o subsequente julgamento de Arbuckle, foi objeto de grande especulação da imprensa. Os jornais noticiaram que cartas de amor codificadas escritas por Minter foram encontradas na casa de Taylor após sua morte (posteriormente descobriu-se terem sido escritas três anos antes, em 1919). Minter estava no auge de seu sucesso, tendo estrelado mais de 50 filmes, e as revelações dos jornais sobre a garota de 20 anos relacionada ao diretor assassinado de 49 anos foi causa de um escândalo sensacionalista.[5]

Havia vários suspeitos (incluindo a mãe de Minter, Charlotte Shelby) na longa investigação do assassinato de Taylor. Em 1936, Minter anunciou publicamente ao jornal Los Angeles Examiner:

O assassinato de Taylor nunca foi esclarecido.[5]

Fim de carreiraEditar

Minter fez mais quatro filmes pela Paramount, sendo o último “The Trail of the Lonesome Pine” (1923). Quando o estúdio não renovou seu contrato, ela recebeu várias outras propostas, mas declinou todas, dizendo que nunca foi feliz como atriz.[5]

Vida pessoalEditar

No final de 1922, vários meses após a morte de Taylor, Minter começou um relacionamento com um crítico de cinema Louis Sherwin, que no passado havia sido casado com a atriz Maude Fealy. Em 1957, Minter se casou com o incorporador de imóveis Brandon O. Hildebrandt (1898–1965). Eles permaneceram casados até a morte de Hilldebrandt em 1965.[5]

Últimos anosEditar

Minter revelou que era feliz sem sua carreira cinematográfica. Posteriormente ela declarou seu amor por Taylor por toda sua vida. Seu dinheiro foi investido em imóveis em Los Angeles e aparentemente viveu uma vida em relativo conforto e prosperidade.[5]

Em 1981, ela foi brutalmente espancada durante um assalto a sua casa, no qual mais de US$ 300 mil em antiguidades, porcelanas e joias foram levados. Uma ex-cuidadora e outras três pessoas foram acusadas da tentativa de assassinato e assalto. A polícia a descreveu como uma senhora frágil e as pessoas se surpreendiam ao saber que ela um dia foi uma estrela de cinema.[5]

MorteEditar

Mary Miles Minter morreu em 4 de agosto de 1984, aos 82 anos, vítima de um AVC em Santa Mônica. Ela foi cremada e suas cinzas atiradas ao mar. Por sua contribuição ao cinema, tem uma estrela na Calçada da Fama no número 1724 da Vine Street, em Hollywood.[5]

LegadoEditar

Como é frequente no cinema mudo, muito do trabalho de Minter foi perdido. Dos seus 53 filmes, aproximadamente uma dúzia hoje existem.[5]

Referências

  1. Louisiana Birth Certificate, Caddo Parish, No. 119, Book A, Page 97, Birth Date: April 25, 1902, Name: Mary M. Reilly [sic-Original Caddo birth record was recorded as "J.H. Riley's Child"], Sex: Female, Place of Birth: Shreveport, Father: J. Homer Reilly [sic-Original Caddo birth record recorded his name as "J.H. Riley"], Born: Texas, Age: 25, Mother: Pearl Miles, Born: Louisiana, Age: 23.
  2. Social Security Death Index, Name: Mary OHildebrandt, Birth: April 25, 1902, SSN: 564-32-9171, Issued: California, Death: August 1984, Last Address of Record: 90402 (Santa Monica, Los Angeles Co., CA).
  3. «Mary Miles Minter (1902–1984)». goldensilents.com. Consultado em 30 de agosto de 2014 
  4. Michael Redmon, ed. (30 de dezembro de 2013). «Mary Miles Minter». Independent. Consultado em 30 de agosto de 2014 
  5. a b c d e f g h i j k l m «The Mystery of Mary Miles Minter». The Times. Consultado em 26 de outubro de 2019 

Ligações externasEditar

 
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