Masaharu Homma

militar japonês

Masaharu Homma (Sado, 27 de novembro de 1887Los Baños, Filipinas, 3 de abril de 1946) foi um general japonês, comandante das tropas que invadiram e ocuparam as Filipinas durante a II Guerra Mundial, responsável pela Marcha da Morte contra prisioneiros norte-americanos e filipinos em 1942, pela qual seria executado como criminoso de guerra ao fim do conflito.

Masaharu Homma
Nascimento 27 de novembro de 1887
Sado, Niigata, Japão
Morte 3 de abril de 1946 (58 anos)
Los Baños, Filipinas
Nacionalidade Japonês
Cargo Governador-geral da Commonwealth das Filipinas (janeiro-junho de 1942)
Serviço militar
Lealdade Merchant flag of Japan (1870).svg Império do Japão
Serviço War flag of the Imperial Japanese Army.svg Exército Imperial Japonês
Anos de serviço 1907–1943
Patente Tenente-general
Comando 27.ª Divisão
Exército Japonês de Taiwan
Comandante do 14º Corpo do Exército
Conflitos Segunda Guerra Mundial

Homma era conhecido como um militar moderado, não-fanático, escritor amador apelidado de General Poeta, com profundo respeito pela civilização ocidental, tendo morado na Inglaterra e estudado em Oxford no começo do século, a qual se opunha. Após a queda de Nanquim, China, na guerra sino-japonesa, declarou publicamente que “ao menos que a paz seja conseguida imediatamente, haverá um desastre”. Durante as batalhas, ele pintava e compunha poesias.

Crime de guerraEditar

No começo da guerra do Pacífico, Homma comandou com sucesso o 14º Exército japonês na invasão das Filipinas em dezembro de 1941, pouco depois do ataque japonês a Pearl Harbor. Apesar das vitórias conquistadas por suas tropas, seu comportamento com relação aos civis filipinos, ordenando a seus soldados que evitassem roubo e estupro da população civil e que os tratassem como amigos e não inimigos, respeitando seus costumes e religião, causaram desagrado a seus superiores e um princípio de rebelião entre oficiais subordinados mais fanáticos, acabou causando sua remoção para o Japão após a vitória de Corregedor, pelo que o comando central do exército japonês considerava falta de agressividade na guerra, que custou ao Japão uma inesperada demora em derrotar as forças norte-americanas nas Filipinas.

 
Prisioneiros americanos durante a Marcha da Morte.

Entretanto, seu comportamento leniente em relação à população não foi imitado no tocante a militares prisioneiros de guerra. Após a vitória das forças japonesas sob seu comando na Batalha de Bataan, a mais dura das batalhas pela conquista das Filipinas, Homma ordenou que os prisioneiros americanos e filipinos fossem levados, a pé, da península de Bataan até o campo de prisioneiros O'Donnell, numa marcha de mais de 150 kms sem água, sem comida, sob forte calor, atacados pela malária e sem descanso; 75 000 prisioneiros participaram da marcha, que causou a morte de cerca de 650 americanos e de 10 000 filipinos e ficou conhecida nos anais militares como Marcha da Morte. Este fato lhe custaria a vida ao final da guerra.

Julgamento e execuçãoEditar

 
General Homma na prisão aguardando julgamento.

Após a rendição japonesa em 1945, Homma, que se encontrava desligado do exército e na obscuridade em Tóquio desde o episódio das Filipinas, foi preso e levado de volta ao país por ordem do general Douglas MacArthur e submetido a corte marcial perante a Comissão Aliada de Crimes de Guerra.

Sua responsabilidade direta na Marcha da Morte não ficou absolutamente clara, já que ele havia dado as ordens para o transporte de prisioneiros ainda durante as batalhas pela conquista de Corregedor, onde americanos e filipinos ainda lutavam e no qual ele estava focado, e ela foi levada cabo por seus oficiais, sem que ele tomasse conhecimento dos detalhes da operação, assim como das atrocidades cometidas pelos japoneses aos prisioneiros após a chegada ao campo de destino.

Mesmo assim, foi considerado culpado e condenado à morte por crimes de guerra pela Comissão, num veredicto criticado por juristas, que consideraram seu julgamento irregular e carregado de fatores emocionais. A mulher de Homma pediu clemência ao General MacArthur, mas teve seu pedido negado.

Masaharu Homma foi executado por um pelotão de fuzilamento no dia 3 de abril de 1946 em Los Baños, nas cercanias de Manila, a cidade que havia conquistado quatro anos antes.

BibliografiaEditar

  • HANSON W. BALDWIN. Batalhas Ganhas e Perdidas (Capítulo : "A Pedra" - A queda de Corregidor) - Bibliex, 1978