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Maurício da Saxônia (1696-1750)

Marshal General de França
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Maurício da Saxônia
Maurice de Saxe (1696-1750).PNG
Título de nobreza
Conde
Biografia
Nascimento
Morte
Sepultamento
Saint Thomas Church (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Nome nativo
Maurice de SaxeVisualizar e editar dados no Wikidata
Nome no idioma nativo
Maurice de SaxeVisualizar e editar dados no Wikidata
Atividades
Líder militar, oficial, políticoVisualizar e editar dados no Wikidata
Família
Pai
Mãe
Maria Aurora von Königsmarck (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Irmãos
Anna Karolina Orzelska (en)
Fryderyk August Cosel (d)
Friedrich August von Rutowsky (en)
Augusto III da Polónia
Maria Anna Katharina Rutowska (en)
Friederike Alexandrine Moszyńska (d)
Johann Georg, Chevalier de Saxe (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Descendentes
Marie-Aurore de Saxe (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Outras informações
Proprietário de
Grau militar
Conflito
Distinções
Maurício da Saxônia (1696-1750).

Hermano Maurício da Saxônia (Goslar, 28 de outubro de 1696 - Castelo de Chambord, 20 de novembro de 1750) - filho bastardo de um eleitor da Saxônia - iniciou sua carreira muito cedo, no exército austríaco, sob as ordens de Eugénio de Saboia (1709). Em 1719, graças a intervenção do pai, comprou o posto de coronel no exército da França, país ao qual serviria até a morte. Foi conde da Saxônia e Marechal da França em 1746, Duque da Curlândia.

Índice

Primeiros dadosEditar

Filho da condessa Maria Aurora von Königsmark, foi um dos mais ilustres capitães de sua época. Seu pai era o devasso Frederico Augusto I da Saxônia conhecido como Augusto II da Polónia, nascido em Dresde em 1670 e morto em Varsóvia em 1733. Eleitor da Saxônia, conde palatino da Saxônia, marquês da Mísnia ou Meissen desde 1694, Rei da Polônia de 1697 a 1706 e em 1709. Deixou um filho legítimo e mais de 350 bastardos recenseados, sendo o mais célebre o Marechal da Saxônia de que nos ocupamos.

Durante a Guerra de Sucessão Austríaca, executou o espetacular assalto que resultou na captura de Praga (1741).

Feito marechal em 1744, disputou no ano seguinte [carece de fontes?] sua mais famosa batalha, em Fontenoy.[1] Fazendo uso de um terreno bem escolhido e de fortificações de campanha, resistiu ao ataque dos britânicos, comandados por Cumberland. A infantaria francesa mostrou sua inferioridade técnica mas a artilharia francesa e a capacidade de Maurício em reagrupar seus soldados assustados lhe deram a vitória que, estrategicamente, rendeu muitos frutos (captura de Gante, Bruxelas, Antuérpia, Mons e Namur). Foi governador de Flandres.

Sua obra sobre a arte da guerra, Mes réveries, foi muito valorizada em tática militar.[1]

Frederico II da Prússia, que esteve com Maurício em 1749, escreveu: “Eu vi aqui o herói da França, este saxão, este Turenne do século de Luís XV. Eu me instruí através dos seus discursos na arte da guerra. Este general poderia ser o professor de todos os generais da Europa”.

A historieta de seus amoresEditar

Apaixonou-se por uma Maria Rainteau de Verrières (1730-1775) filha de um vendedor de refrescos da rue Greneta, fazendo-a entrar com sua irmã Geneviève na tropa teatral que acompanhava seu exército. Tornando-se amante oficial do marechal, Maria Rainteau anexou a seu nome o de Verrières assim como a irmã. Infiel, ela se ligou ao jovem conde Louis de La Live d’Epinay, de 22 anos, casado, depois ao de Marmontel que ajudou a formá-la para o teatro, e ao Duque de Bouillon, príncipe de Turenne. Retomou La Live d’Epinay quando ele herdou a fortuna do pai, adquirindo o cargo de fermier général. Epinay lhe ofereceu uma mansão enorme na rua da Chaussée d’Antin, onde ela vivia com a irmã, bonita e tão pouco inteligente que era apelidada "A bela e a fera".

CasamentoEditar

Teve dois filhos de sua esposa desde 1714, Joana Vitória Tugendreich von Loeben (1699-1747).

Sua filha mais famosa, tida de sua amante, foi Maria Aurora da Saxônia (setembro de 1748-1821), declarada filha de um certo Jean-Baptiste La Rivière, burguês de Paris et de Maria Rainteau (de Verrières), sua esposa. A delfina, mãe de Luís XVI de França, adotou a criança, pagou sua educação no convento de Saint-Cyr, e em 1766 providenciou seu casamento com o conde Antoine de Hornes (morto em 1768), filho bastardo do rei Luís XV, o qual, doente, só foi de nome seu marido. Aliás, morreu logo depois em duelo. Viúva, Aurora da Saxônia foi viver com a mãe, de quem fora afastada por ordem da Delfina, e se tornou a rainha das festas dadas por ela e pela tia, as demoiselles de Verrières. Casou por segunda vez em 1777 com o sedutor Claude Dupin de Francueil, viuvo há 22 anos, que tinha o dobro de sua idade. Tiveram um filho, Maurício Dupin, que foi o pai da famosa Aurora Dupin ou, como diz seu nome de pluma, a escritora George Sand.

Enxadrista amadorEditar

Maurício da Saxônia
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As brancas dão mate em treze lances com o peão, sem capturar nenhum peão adversário
Maurício da Saxônia
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As brancas dão mate em quatrorze lances com o peão, sem capturar nenhum peão adversário

Ele também se interessou por xadrez, compondo dois problemas de mate bem engenhosos, em que as brancas tem que dar xeque-mate com um peão, sem capturar nenhum peão adversário.[1]

Referências

  1. a b c Le Palamède: revue mensuelle des échecs et autres jeux, Volume 2 (1837), Deux Mats du Maréchal de Saxe, p.41s [google books]