Menina de Birka

A Menina de Birka ou Birca (em sueco: Birkaflickan) é uma menina que viveu e morreu há cerca de 1000 anos atrás na cidade viquingue de Birka, localizada na pequena ilha de Björkö, junto à margem norte do lago Mälaren na Suécia. [1][2]

Reconstituição da Menina de Birka

Seu esqueleto foi achado pelo arqueólogo sueco Hjalmar Stolpe em 1876, e levado para o Museu Histórico de Estocolmo, onde está em exposição permanente. O arqueólogo e modelista Oscar Nilsson fez uma reconstrução do rosto e do corpo da jovem, sendo possível hoje ter uma ideia do seu aspeto físico e das roupas que ela poderia ter usado.[3][4][5]

Sua idade estimada no momento de sua morte é de 6 anos. Era do sexo feminino e talvez morreu de uma doença facilmente curável hoje. Seu corpo foi colocado num pequeno caixão, depositado junto ao muro da cidade, a uns 90 centímetros de profundidade, e acompanhado de uma fivela dourada, 21 pérolas, uma faca e uma caixinha com agulhas de costura.[4][6]

Estudos mais recentes, indicam que a menina não era natural da região, e que teria vindo do norte da Alemanha ou do sul da Dinamarca. Teria cerca de 6 anos, e 1 metro de altura. Não apresenta nenhumas lesões no esqueleto, que possam apontar alguma causa de morte. Os objetos encontrados junto ao corpo sugerem que pertencia a uma família rica, e a análise óssea mostra que tinha uma alimentação rica em carne, também um sinal de riqueza.[5]

Referências

  1. Linda Wåhlander, Amica Sundström e Sebastian K. T. S. Wärmländer. «Birkaflickans nya kläder» (em sueco). Museu Histórico de Estocolmo. p. 173. Consultado em 4 de maio de 2021. År 1876 grävde arkeologen Hjalmar Stolpe på gravfältet norr om borgen på Birka – nuvarande Björkö – och påträffade en kistgrav med en liten flicka från 1000-talets början 
  2. «Nya rön om Birkaflickan» (em sueco). K-Blogg (Riksantikvarieämbetet -Autoridade Nacional da Herança Cultural (Suécia)). Consultado em 4 de maio de 2021 
  3. Wåhlander 2012, p. 173.
  4. a b Svanberg 2004.
  5. a b SVT 2011.
  6. Wåhlander 2012, p. 173-175.

BibliografiaEditar