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Disambig grey.svg Nota: Para o filme homônimo, veja Menino de Engenho (filme).
Menino de Engenho
Autor(es) José Lins do Rego
Idioma Português
País  Brasil
Gênero Novela
Editora Adersen-editores
Lançamento 1932
Páginas 163

Menino de engenho é um romance brasileiro, e a primeira obra, de José Lins do Rego, publicado em 1932. Custeado pelo autor, o livro foi aclamado pela crítica brasileira por retratar a decadência do Nordeste canaviano[1].

Índice

EnredoEditar

  Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Capítulos de 1 a 8Editar

A mãe do narrador (Clarisse) está morta, assassinada pelo pai no quarto de dormir. “Por quê?” Ninguém sabia compreender”. O menino, apesar de pequeno, sente o impacto da morte da mãe e a solidão que esta lhe deixa. “Então comecei a chorar baixinho para os travesseiros, um choro abafado de quem tivesse medo de chorar”.

O pai então é levado para o presídio. Era uma pessoa nervosa, um temperamento excitado, “para quem a vida só tivera o seu lado amargo”. Num momento de desequilíbrio, matara a esposa com quem sempre discutia. O narrador o recorda com saudade e ternura. O narrador lembra também, com ternura e carinho, a mãe tão precocemente ceifada pelo destino. Recorda as suas carícias, a sua bondade, a sua brandura. “Os criados amavam-na”. Era filha de senhor de engenho, mas “falava para todos com um tom de voz de quem pedisse um favor”.

Um mundo novo espera o narrador. “Três dias depois da tragédia, levaram-me para o engenho do meu avô materno. Eu ia ficar ali morando com ele”. Conduzido pelo tio Juca, que viera buscá-lo, encanta-se com tudo que vê: tudo é novidade naquele mundo novo. A imagem que sempre fizera do engenho era a “de um conto de fadas, de um reino fabuloso”. À primeira vista a realidade ia comprovando a fantasia.

Capítulo 4 a 15Editar

O tio Juca leva o menino para o engenho do avô materno. Inicia-se a Segunda infância que vai até a puberdade. Há rápidos flagrantes: a viagem de trem, a chegada ao engenho, o tio Juca, a tia Maria (irmã de sua mãe Clarisse), avô José Paulino, os primos, a prima Lili, os moleques, o moleque Ricardo, o banho de rio, o leite mungido, a primeira visita ao engenho, os meninos e os banhos ruidosos, toda a vida de Carlos

Capítulos 20 a 22Editar

Mostra o coronel José Paulino e sua propriedade, admiráveis como grandezas interdependentes, o que se amplia para a dimensão maior do patriarca, senhor do engenho que se confronta com senhores de engenho, no momento agudo de um poderio irremediavelmente ameaçado. sucessivamente aparecem: quadro religioso, superstições, crendices, o folclore, a literatura oral, seus transmissores no protóitipo que é uma gravura do nosso universo infantil, notícia ambulante dos engenhos, a briga e o assassinato, o carneiro e seu cavaleiro, a doença e a medicina caseira,incêndios de partido de cana e o heroísmo do homem na luta contra os elementos de uma natureza em convulsão, os serões, a mesa de refeição, a cozinha e o casamento.

  Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Publicações no estrangeiroEditar

Menino do Engenho foi traduzido em francês em 1953 pela editora Deux Rives. Uma nova tradução francesa, ilustrada por André Diniz, foi publicada em 2013 pela editora Anacaona.

  • REGO, José lins do. L'Enfant de la plantation. Paris, éditions Anacaona, 2013. Tradução: Paula Anacaona. Prefácio: Paula Anacaona. Ilustrações: André Diniz.

Referências

  1. Revista Cândido n,.º 10 (Maio de 2012). Quero ser escritor, pág. 21.