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Mercado Modelo

mercado em Salvador, Brasil
Mercado Modelo
Fachada do edifício.
Estilo dominante neoclássico
Inauguração 1912 (107 anos)
Restauro 1922 (97 anos) (reforma)
1984 (35 anos) (pós-incêndio)
Função inicial alfândega
Proprietário atual Município de Salvador
Função atual mercado de artesanato
Dimensões
Número de andares 2 andares
Área 8 410 m²
Património
Classificação nacional IPHAN
Geografia
País Brasil
Cidade Salvador
Localidade Praça Cairu, Comércio
Estado Bahia
Coordenadas 12° 58' 21" S 38° 30' 49" O
Mercado Modelo está localizado em: Região Metropolitana de Salvador
Mercado Modelo
Localização no mapa de Salvador.

O Mercado Modelo é um mercado de artesanato localizado na cidade de Salvador, estado da Bahia, no Brasil. Situado no bairro do Comércio, uma das zonas comerciais mais antigas e tradicionais de Salvador. Constitui-se em importante atração turística, visitado por 80% dos turistas da cidade.[1] Diante da Baía de Todos os Santos, é vizinho do Elevador Lacerda e do Centro Histórico (que inclui o Pelourinho). Em arquitetura do estilo neoclássico, a edificação é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).[1]

Com 8.410 metros quadrados e dois pavimentos, abriga 263 lojas que oferecem a maior variedade de artesanato, presentes e lembranças da Bahia,[1] contando com dois dos mais tradicionais restaurantes de culinária baiana, o Maria de São Pedro, com oitenta anos de existência e o Camafeu de Oxossi.

HistóriaEditar

 
Bairro do Comércio no século XIX, ao centro o prédio quando funcionava como alfândega.
 
Na Praça Visconde de Cairu, à esquerda está o Monumento à Cidade do Salvador, fonte que marca o antigo local do prédio do mercado.

Inaugurado em 1912, o Mercado Modelo surgiu pela necessidade de um centro de abastecimento na Cidade Baixa de Salvador. Entre a Alfândega e o largo da Conceição, constituía-se em um centro comercial onde era possível adquirir itens tão variados como hortifrutigranjeiros, cereais, animais, charutos, cachaças e artigos para o Candomblé.

Era servido pela rampa que leva o seu nome, antigo porto dos saveiros que atravessavam a baía de Todos os Santos.

Em 1969 foi vítima do mais violento incêndio de sua história, a tal ponto que se tornou necessária a demolição do antigo imóvel. A partir de 2 de Fevereiro de 1971, passou a ocupar o edifício da 3º Alfândega de Salvador, uma construção de 1861 em estilo neoclássico, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). No local, onde funcionava o primitivo Mercado, foi erguida uma escultura de Mário Cravo Junior.

Um novo incêndio que lhe destruiu as instalações levou a uma extensa reforma do edifício, em 1984, permitindo a sua reinauguração.

IncêndiosEditar

O Mercado Modelo viveu pelo menos cinco grandes incêndios ao longo de sua história, a saber:

  • 1917: existem poucas informações a seu respeito, acreditando-se que não tenha sido de proporções catastróficas.
  • 1922: iniciou-se na madrugada de 7 de janeiro, tendo reduzido o Mercado às cavernas (subterrâneos), causando mais de mil contos de réis de prejuízos.[2] À época, registraram-se boatos de que as causas foram propositais. Reformado, tendo a sua pintura original - amarela e vermelha - sido substituída por verde, ganhou o apelido de Tartaruga Verde.
  • 1943: registrou-se em 28 de fevereiro (um domingo), com a destruição parcial das suas instalações. Não foram identificadas as causas do incêndio, tendo o edifício sido recuperado.
  • 1969: teve lugar a 1 de agosto, sendo considerado o mais grave de sua história, a ponto de inviabilizar a reconstrução do primitivo imóvel, cujos escombros necessitaram ser demolidos visando a segurança pública.
  • 1984: em 10 de Janeiro, conduziu a uma extensa reforma, permitindo a sua reinauguração no mesmo ano.

História recenteEditar

Em 2016, foi noticiado que o mercado passa por dificuldade financeira.[1][3] Administrado pela associação dos permissionários, ela não tem como exercer o poder de polícia administrativa para combater a inadimplência.[1][3] Por isso, será administrado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Ordem Pública (Semop), cujo processo transitório está sendo mediado pelo Ministério Público.[1][3] Em 2018 foi listado pelo Mega Curioso em "20 dos locais mais assombrados do Brasil".[4]

Visão interna do Mercado Modelo

Referências culturaisEditar

 
Fundo do mercado, onde estão os restaurantes.

A canção "Mercado Modelo", de parceria entre Antônio Carlos, Jocafi e Ildázio Tavares, lamenta na sua letra o incêndio de 1969 que destruiu o prédio original. A música foi gravada em 1973 pela cantora Vanusa e lançada em seu quatro álbum.

Visitantes ilustresEditar

Entre os visitantes ilustres do Mercado Modelo, citam-se os nomes de:

Referências

  1. a b c d e f Redação 03 (19 de janeiro de 2016). «Caixa Preta do Mercado Modelo: dinheiro ia para outra conta, denuncia vereador». Bahia Política. Consultado em 19 de Janeiro de 2016. Arquivado do original em 27 de janeiro de 2016 
  2. Jornal A Tarde, 1 de agosto de 1922.
  3. a b c Aragão, Fernanda (18 de janeiro de 2016). «Mercado Modelo vai voltar a ser administrado pela prefeitura». CBN Salvador. Consultado em 19 de Janeiro de 2016. Arquivado do original em 26 de janeiro de 2016 
  4. Carlos Eduardo Ferreira (7 de setembro de 2018). «20 dos locais mais assombrados do Brasil». Mega Curioso. Consultado em 18 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2018 

BibliografiaEditar

  • AZEVEDO, Paulo Ormindo de. Alfândega e o Mercado: Memória e Restauração. Salvador: Secretaria de Planejamento, Ciência e Tecnologia do Estado da Bahia, 1985.

Ligações externasEditar

 
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