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Valentim da Fonseca
Nascimento 1745
Serro
Morte 1813 (68 anos)
Rio de Janeiro
Cidadania Brasil
Ocupação arquiteto, escultor, urbanista
Magnum opus Chafariz do Mestre Valentim

Valentim da Fonseca e Silva, mais conhecido como Mestre Valentim (Serro, Minas Gerais, c. 1745Rio de Janeiro, 1813), foi um dos principais artistas do Brasil colonial, tendo atuado como escultor, entalhador e urbanista no Rio de Janeiro.

Índice

BiografiaEditar

Valentim da Fonseca e Silva era mulato, filho de um fidalgo português e de uma negra brasileira[1]. Alguns autores defendem que seu pai o levou a Portugal em 1748, onde teria aprendido escultura, versão que é historiograficamente controvertida.

De volta ao Brasil em 1770, estabeleceu uma oficina no centro do Rio de Janeiro e entrou para a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Realizou vários trabalhos de talha dourada para igrejas cariocas até a sua morte.

Durante o governo do vice-rei D. Luís de Vasconcelos e Sousa (1779-1790) foi encarregado das obras públicas da cidade, tendo projetado diversos chafarizes e o Passeio Público do Rio de Janeiro, primeiro parque público das Américas.

Faleceu em 1813 e foi sepultado na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (Rio de Janeiro).

Em 1913 inaugurou-se um busto de Mestre Valentim no Passeio Público do Rio de Janeiro, sua obra mais emblemática.

A obra do Mestre Valentim está presente no acervo do MAR (Museu de Arte do Rio), através de dois projetos de fonte para a cidade com o tema de Alegorias do Brasil (Fundo Gabriel Chrysostomo e João Chrysostomo), plano do Passeio Público (Fundo Pedro Buarque de Hollanda), talhas provenientes da Igreja de São Pedro dos Clérigos (doação dos Fundos Z e JRM), painel (doação da Fundação Roberto Marinho) e outros objetos a ele atribuídos.

Principais obrasEditar

UrbanismoEditar

  • Chafariz das Saracuras - realizado em 1795 para decorar o antigo Convento da Ajuda, com a demolição do edifício em 1911, a obra foi removida para outros locais. Atualmente encontra-se na Praça General Osório, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Trata-se de um obelisco sobre uma bacia de granito com quatro saracuras de bronze de onde jorrava água, hoje parcialmente descaracterizado.
  • Chafariz do Carmo - popularmente conhecido como Chafariz de Mestre Valentim ou Chafariz da Pirâmide, localiza-se no antigo Largo do Carmo, atual Praça XV, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. Antes dos aterros, encontrava-se junto à escadaria de atracação dos barcos. A necessidade de abastecimento de água, segundo o Dicionário de Curiosidades do Rio de Janeiro, levou a Coroa Portuguesa a dar licença para construção desse chafariz bem ao lado de um outro, o Chafariz da Junta de Comércio. A obra iniciou-se em 1779, a mando do Vice-Rei D. Luís de Vasconcelos e Sousa (1779-1790), com risco do Brigadeiro Jacques Funk. De seu primitivo local, o novo chafariz foi transferido para a beira-mar e Mestre Valentim chamado para executar a obra, inteiramente reformada, dada a fragilidade do material. Tem a forma de uma torre, encimada por uma pequena pirâmide em granito, com detalhes (placas comemorativas, pináculos em forma de fogaréus) em pedra de lioz portuguesa. Mestre Valentim acrescentou apenas o brasão do Vice-Rei, em mármore branco, e duas outras peças em homenagem à Rainha D. Maria I. A obra estava concluída em 1789.
  • Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte - projetou em 1784 a fachada e o portal da igreja.
 Ver artigo principal: Passeio Público (Rio de Janeiro)
  • Passeio Público - entre 1779 e 1783, D. Luís de Vasconcelos e Sousa incumbiu Mestre Valentim de construir um parque para a cidade, seguindo o exemplo do Passeio Público de Lisboa e dos jardins do Palácio Real de Queluz. O desenho original do parque foi muito alterado em uma reforma romântica feita pelo paisagista francês Auguste François Marie Glaziou por volta de 1864.
  • Chafariz das Marrecas - inaugurado no Passeio Público em 1789, constituía-se de um arco de pedras que tinha como destaque, ao centro, um conjunto de marrecas (patos) fundidas em bronze e, nas laterais, suportes sobre as quais colocou duas figuras mitológicas: a Ninfa Eco (ferro, 1783) e o Caçador Narciso (ferro, 1785). A importância de ambas reside em que foram as primeiras estátuas fundidas no Brasil. A Ninfa Eco, de seu pedestal, contemplava o Caçador Narciso, absorto em contemplar a própria imagem refletida no espelho d´água.

Talha e esculturaEditar

FundiçãoEditar

GaleriaEditar

ReferênciasEditar

  1. Cultural, Instituto Itaú. «Mestre Valentim». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 22 de junho de 2019 


Ligações externasEditar