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Metro Transportes do Sul
MTS.png
Informações
Local Almada, Seixal
País Portugal Portugal
Tipo de transporte Ferroviário (Metropolitano Ligeiro ou LVT)
Número de linhas 3
Número de estações 19
Website www.mts.pt
Funcionamento
Início de funcionamento 2007
Operadora(s) Barraqueiro
Dados técnicos
Extensão do sistema 13,5 km
Bitola 1435 mm
Mapa da Rede

Metro Sul do Tejo (eo).png

Veículo C003 do MST, circulando com destino a Cacilhas no serviço da Linha 3
Cais de Cacilhas em 1950.
Publicidade in situ ao primeiro troço, aquando da sua inauguração.
Veículo C007 circulando em direcção à Universidade, sobre trilho ainda inacabado, em 2008.
Terminal de Cacilhas em 2008, pouco antes da sua entrada ao serviço.
Aspecto da linha junto à paragem Universidade, entre as duas faixas de rodagem de rodovia.
Mapa da rede, incluindo projectos de prolongamento.
Veículo do MST na paragem Laranjeiro, equipada com sinalização passiva de passagem para peões.
Diagrama
Universidade
Trafaria
(proj.[1])
Costa da Caparica
(proj.) ∥ Atlântico
Minicomboio
F.te Telha (dem.)
Universidade
(prev. “U. da Caparica” [2])
EN377-1
× EN377-1
∥ Al. Timor Lorosae
Monte da Caparica
× Tv. Granja ∥ Al. Timor Lorosae
∥ Al. Timor Lorosae
× Av. Torr. Silva
Fomega
Fomega
× Av. Torr. Silva
∥ Av. Torr. Silva
Boa Esperança
∥ Av. Torr. Silva
× Av. Torr. Silva, R. S. Lourenço P.
× Av. Cardoso Pires
Linha do Sul
Tunes
Pragal
Linha do Sul
× Av. Jorge Peixinho
× A2
Ramalha
Ramalha
Cacilhas
(proj.[1])
25 de Abril
25 de Abril
(prev. “Canecão” [2])
Gil Vicente
Gil Vicente
CCILALMD
S. J. Baptista
S. J. Baptista
(prev. “Fórum Cultural” [2])
Almada
Almada
prev. “C.M.Almada” [2])
Bento Gonçalves
Bento Gonçalves
(prev. “Mendes Pinto” [2])
Cova da Piedade
× acesso IC20
∥ acesso IC20
(viaduto comum)
× Av. Hq. Barbeitos
∥ Av. 23 Julho
(proj.[1])
∥ Av. 23 Julho = EN10
Parque da Paz
├ R. M.ª Lamas
× R. M. Noronha ∥ Av. 23 Julho = EN10
António Gedeão
António Gedeão
(prev. “Alfeite[2])
Bento Gonçalves
(prev.[2])├ R. Álamos
├ R. J. C. Melo
Laranjeiro
Laranjeiro
∥ R. 38
× R. Borges Rego
× Pç. Lopes Graça ├ R. D. Duarte
∥ Av. 23 Julho = EN10
∥ Av. 23 Julho = EN10 × R. M. Portugal
∥ R. Artur Semedo ⇡ALMSXL
Miratejo
Miratejo
(prev.[2]) ∥ Av. 25 Abril = EN10
∥ R. Luís Piçarra
Santo Amaro
Santo Amaro
× Av. Arsenal Alfeite
× R. C. Povo
Casa do Povo
Casa do Povo
× R. C. Povo
├ R. Leiria ∥ Av. 25 Abril = EN10
├ Av. 25 Abril = EN10
EN10 (proj. 1995[1])
× jardim
× R. Lisboa
┤ Av. V. Milhaços
∥∥ R. Mário Castrim
∥ R. Estação ×├ R. Mário Castrim
Linha do Sul
Corroios
Linha do Sul
Tunes
× R. Mário Castrim
× Av. 25 Abril = EN10
EN10 (proj. 1995[1])
ciclovia
┤ R. Bento Gonçalves
┤ R. Bento Gonçalves
PMO MTS
PMO MTS
acesso PMO MTS
∥ Av. 25 Abril = EN10ciclovia
Talaminho
(proj.[2])
(proj.2001[2])
Foros de Amora
(proj.[2])
Cruz de Pau
(proj.[2])
(proj.2001[2])
Paivas
(proj.[2])
Amora
(proj.[2])
Correr de Água
(proj.[2])
Fogueteiro
(proj.[2])
Fogueteiro C.F.
(proj.[2])
Torre da Marinha
(proj.[2])
Arlindo Vicente
(proj.[2])
Arrentela
(proj.[2])
Cavaquinhas
(proj.[2])
Centro Cívico / Mundet
(proj.[2])
(proj.2001[2])
(proj.2001[2])
Seixal
(proj.[2])
Estaleiros / Seixal T.Fl.
(proj.[2])
(proj.2001[2])
× Rio Judeu (proj.) ⇡SXLBRR
Barreiro T.Fl.
(proj.[2])
Linha do Alentejo
Barreiro
(proj.[2])
Seixalinho
(proj.[2])
Lavradio
(proj.[2])
BRRMTA
Moita
(proj.)

O Metro Sul do Tejo (mais conhecido por MST), é um sistema de transportes públicos fornecido através do denominado metro ligeiro de superfície, nos concelhos de Almada e Seixal, em Portugal, com expansão projectada para os concelhos vizinhos de Barreiro e Moita. O primeiro troço foi inaugurado em 2007 e a rede actual está em funcionamento desde finais de 2008.

O sistema de transporte, em 2015, custou 125,5 milhões de euros desde 2005 e traz encargos anuais para os contribuintes de oito milhões de euros.[3]

Índice

HistóriaEditar

AntecedentesEditar

 Ver artigo principal: Ramal do Seixal

Os primeiros planos para uma ligação ferroviária circular na margem sul da foz do Tejo, interceptando rotas (fluviais e ferroviárias) oriundas da capital, datam da década de 1930. O pouco que foi posto em prática, integrado na rede da actual Refer, teve vida breve — o Ramal do Seixal, desactivado e demolido em 1970.[4]

MST/MTSEditar

Datam de 1985 as primeiras posições públicas da Câmara Municipal de Almada conducentes ao sistema actual, tendo sido assinado dez anos mais tarde entre o Governo e as autarquias envolvidas (já então incluindo não apenas Almada e Seixal, mas também Barreiro e Moita) um Protocolo para o desenvolvimento do metropolitano ligeiro na margem sul do Tejo (fac simile), nos Paços do Concelho do Barreiro, a 18 de Abril de 1995. O anteprojecto havia sido elaborado por um consórcio liderado pela empresa francesa Semaly-HP-Pret.[1]

O projecto original é o que está ainda em vigor, tendo sido incorporadas apenas alterações de pormenor no traçado, e o calendário de obras e inaugurações sucessivamente dilatado. As três linhas finalmente construídas em 2007-2008 (rede actual) constam do traçado proposto em 1995, com entradas ao serviço previstas para 1997-1999 no eixo Barreiro-Almada-Pragal. Os atrasos sucedem-se e a obra arranca finalmente apenas em 2002, após novo protocolo assinado em 1999.[1]

A empresa que ganhou o concurso internacional para exploração do MST por 30 anos foi a Sociedade Concessionária MTS – Metro, Transportes do Sul, SA, cujo principal accionista é o Grupo Barraqueiro/Arriva (que controla também os comboios Fertagus).

O troço entre Corroios e Cova da Piedade foi inaugurado em 30 de Abril de 2007 entrando ao serviço da população em 1 de Maio de 2007. Em 15 de Dezembro de 2007 foi inaugurado o troço entre Cova da Piedade e Universidade. Em 26 de Novembro de 2008, foi inaugurado ao público o troço até Cacilhas.

As 2.ª e 3.ª fases de construção, que prevêem o alargamento pelo concelho do Seixal e a ligação aos da Moita (na Baixa da Banheira) e do Barreiro, mantém-se previstas mas suspensas desde 2008. Em 11 de julho de 2017 a Câmara Municipal do Seixal, juntamente com as juntas de freguesia de Amora e Corroios, e a Comissão de Utentes dos Transportes do Concelho do Seixal, organizou uma ação de sensibilização e protesto na EN10.[5]

FrotaEditar

Os 24 veículos do “metro ligeiro” MSTforam numerados de C001 a C024. A libré dos veículos é azul escuro e branco, cores dominantes também no logótipo da empresa.

São eléctricos articulados de quatro segmentos, do modelo Combino Plus fabricado pela Siemens (maior que os articulados da Carris de Lisboa, também Siemens, e menor que os eurotrams do Metro do Porto). A sua velocidade máxima é 70 km/h.

Transportam entre 225 e 300 pessoas, 74 das quais sentadas; têm espaços reservados para cadeiras de rodas e carrinhos de bebé e dispõem de ar condicionado. O piso é 100% rebaixado, com uma altura de 30 cm acima do solo ao longo de todo o veículo.

Caraterísticas da viaEditar

As vias do MST correm em separado do trânsito rodoviário, ainda que quase sempre em paralelo com a rodovia — tanto lateral como centralmente. Têm apenas cruzamentos de nível com o tráfego rodoviário, com prioridade para os veículos do metro ligeiro; o sistema integrado de localização do veículo permite que este tenha prioridade nos cruzamentos de nível com as ruas ao sinalizar-se a semáforos programados para o efeito[carece de fontes?].

Toda a rede apresenta um par de vias paralelas, permitindo dupla circulação — que é habitualmente efectuada pela direita. Além do parque de manobras no depósito em Corroios, existem dois pontos da rede com mais que duas vias paralelas (Pragal e Corroios-Estação), vários aparelhos de mudança de via isolados, e um segmento de via única sem saída na direcção da expansão proposta em Corroios.

As vias são encastradas no pavimento e têm a face interior dos carris (aonde encaixam as golas das rodas) a uma distância de 1435 mm (bitola internacional, idêntica à dos metropolitanos de Lisboa e do Porto).

Toda a rede é provida de alimentação elétrica feita, como habitual neste tipo de transporte, por cabo metálico nu suspenso sobre a via de fiação esticada isolada em de postes eregidos para o efeito, a 750 V em corrente contínua.[6]

As plataformas contam com uma altura bastante reduzida, tornando o seu acesso fácil e sem necessidade de grandes infraestruturas.

LinhasEditar

 Ver artigos principais: Linha 1 (MTS), Linha 2 (MTS) e Linha 3 (MTS)
Metro Transportes do Sul
 
     
 
 
 Cacilhas
Universidade 
         
 25 de Abril
Mt. Caparica 
         
 Gil Vicente
Fomega 
         
 S. J. Batista
Boa Esperança 
         
 Almada
  Pragal 
 
       
 B. Gonçalves
 
   
 
 
   
 
Ramalha 
   
 
   
 
 
         
 Cv. Piedade
 
         
 Pq. Paz
 
         
 Ant.º Gedeão
 
         
 Laranjeiro
 
         
 Santo Amaro
 
         
 Casa do Povo
 
     
 
 
 Corroios
fonte: diagrama no sítio oficial

O MST tem três “linhas” de exploração comercial (azul = 1, amarela = 2, e verde = 3) circulando numa rede em forma de "Y", com três braços estendendo-se respectivamente para sul (Corroios), oeste (Caparica), e nordeste (Cacilhas), com um triângulo central; cada linha usa, total ou parcialmente, dois dos três braços desta topologia. Apresenta esta rede um total de 19 paragens e uma extensão total de 13,5 km.[7]:

Todas as paragens da rede (com excepção de Bento Gonçalves) têm correspondência com paragens de autocarro (TST), havendo pontos intermodais em Cacilhas (Transtejo, fluvial), Corroios (Fertagus, ferroviário pesado), e Pragal (Fertagus e CP, ferroviário pesado).[8]

Existem planos de extensão para todas as três extremidades da rede, alguns mais concretos que outros, atingindo nos seus limites a Costa da Caparica / Trafaria, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo, e mesmo Lisboa.

Referências

  1. a b c d e f g António VITORINO: “Metro vai chegar à Margem Sul” Sul Expresso 1995.03.29 (ver fac simile; mapa; enquadramento)
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af Mapa-diagrama disponibilizado no sítio oficial da C. M. Seixal em documento pdf modificado a 2008.02.28, com dados pré-inauguração (cores de linhas e nomes de estações).
  3. «Concessões na Fertagus e Metro Sul do Tejo já custaram 202,5 milhões ao Estado» 
  4. «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1101). 19 páginas. 1933. Consultado em 2 de Maio de 2010  (sobre a ligação Cacilhas-Caparica)
  5. CMS: “Seixal - Construção da 2.ª e 3.ª fases do Metro Sul do Tejo Ligará os quatro concelhos: Almada, Seixal, Barreiro e MoitaRostos 2017.07.07
  6. Der weltweite Markt für Light-Rail-Vehicles : Märkte – Beschaffungen – Hersteller – Trends Arquivado em 4 de outubro de 2013, no Wayback Machine.: 8. SCI Verkehr GmbH: Köln, 2008.09
  7. Metro em pleno. Comunicado da C.M.A. à imprensa; 2008.12.05 (original arquivado).
  8. Diagrama da rede no sítio oficial Arquivado em 28 de dezembro de 2008, no Wayback Machine.

Ligações externasEditar