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Metropolitano de Lisboa, E.P.E.
Metropolitano Lisboa logo.svg
Informações
Proprietário Ministério do Ambiente e da Transição Energética
Local Lisboa, Amadora, Odivelas, Loures
País Portugal Portugal
Tipo de transporte Ferroviário (metropolitano subterrâneo)
Número de linhas 4
Número de estações 56
Tráfego 169 milhões de passageiros em 2018[1] (cerca de 500.000 por dia útil)
Chefe executivo Vitor Manuel Domingues dos Santos
Sede Avenida Fontes Pereira de Melo, 28 (Lisboa)
Website www.metrolisboa.pt
Funcionamento
Início de funcionamento 29 de dezembro de 1959
Operadora(s) Metropolitano de Lisboa, EPE (criada a 26 de janeiro de 1948)
Dados técnicos
Headway 3 a 10 min (hora de ponta)
7 a 15 min (fora da hora de ponta)
Extensão do sistema 44,2 km
Bitola 1435 mm (4 ft 8½ in) (bitola padrão)
Velocidade máxima 60 km/h
Custo médio de construção por km 60 milhões de euros
Mapa da Rede

Metro Lisboa Route Map (only with routes in operation).png

O Metropolitano de Lisboa, E. P. E. (ML) MH IH é o sistema de metropolitano da cidade de Lisboa. Foi inaugurado em 29 de Dezembro de 1959, tornando-se assim na primeira rede de metropolitano de Portugal. É constituído por quatro linhas com 56 estações, seis das quais duplas, numa extensão total de 44,2 quilómetros.[2]

Entre 2015 e 2016, fez parte integrante da Transportes de Lisboa, que incluía também as restantes transportadoras públicas da cidade: a Carris e o Grupo Transtejo (Transtejo e Soflusa).

Índice

HistóriaEditar

A IdeiaEditar

Desde 1888 que se pensava em construir um sistema de caminhos de ferro subterrâneo na cidade de Lisboa, à semelhança das que já existiam em Londres, Budapeste e Glasgow, e da que estava a ser construída em Paris. A ideia foi apresentada pelo engenheiro militar Henrique de Lima e Cunha, que havia publicado na revista Obras Públicas e Minas o projeto de uma rede com várias linhas que poderia servir a capital portuguesa. Mais tarde, já na década de 1920, Lanoel d'Aussenac e Abel Coelho em 1923, e José Manteca Roger e Juan Luque Argenti em 1924, apresentaram os seus projetos para um sistema de metropolitano em Lisboa, mas ambos foram rejeitados.[3]

Após a Segunda Guerra Mundial, na qual o país se manteve neutro, a retoma da economia nacional e a ajuda financeira do Plano Marshall deram um forte impulso para o início da construção do metro. Foi constituída uma sociedade a 26 de janeiro de 1948, que tinha como objetivo o estudo da viabilidade técnica e económica de um sistema de transporte público subterrâneo na capital.[3]

Década de 1950Editar

 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Dezembro de 1959.

Em Agosto de 1955 iniciou-se a construção dos troços Sete RiosRotunda (com 2,8 quilómetros de extensão) e Entre CamposRotunda (com 2,7 quilómetros de comprimento). Ambos se intersectavam na Rotunda, onde seria criado o famoso Y da Rotunda, de onde partia um tronco comum, RotundaRestauradores (com 1,1 quilómetros de percurso). Em 29 de Dezembro de 1959, após mais de quatro anos de trabalhos, foi aberto ao público o ML. Todas as estações, à excepção do nó da Avenida, assinada por Rogério Ribeiro, tinham intervenções plásticas de Maria Keil.

Das 11 estações inauguradas, apenas Sete Rios, Entre Campos e Rotunda detinham um cais com 70 metros de comprimento, o que permitia acolher quatro carruagens. Todas os outros nós (Palhavã, São Sebastião e Parque no primeiro troço, Campo Pequeno, Saldanha e Picoas no segundo e Avenida e Restauradores no tronco comum) possuíam apenas um cais com 35 metros de comprimento, o suficiente para receber comboios de duas carruagens. O Parque de Material e Oficinas (PMO) situava-se em Sete Rios e era acedido através da estação da Palhavã. Os comboios que circulavam na rede tinham apenas duas carruagens. Nesta época, o ML tinha ao seu dispor 24 unidades da série ML7, construídas pela Sorefame, com a configuração motora-motora, e numeradas de A-1 a A-24.

Para uma melhor informação aos passageiros sobre o novo meio de transporte, foi produzida pela Tóbis, em 1959, por encomenda do ML, uma curta-metragem de divulgação,[nota 1] emitida não só na televisão como também nos cinemas da capital, na secção de “actualidades” (antes do filme principal).[nota 2]

Década de 1960Editar

 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Janeiro de 1963.
 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Setembro de 1966.

Em Maio de 1960 arrancaram as obras de prolongamento até à estação do Rossio, inaugurada em 27 de Janeiro de 1963. A extensão inaugurada acrescentava 500 metros à rede do ML. O novo nó já tinha um cais com 70 metros de comprimento.

Três anos mais tarde, em 28 de Setembro de 1966, foi aberta ao público uma nova extensão, desta vez entre o Rossio e os Anjos. A rede era aumentada em 1,5 quilómetros com a entrada em funcionamento de três novos nós: Socorro, Intendente e Anjos. Todas estas estações detinham um cais com 35 metros de comprimento.

Década de 1970Editar

 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Junho de 1972.

Em 18 de Junho de 1972 foi inaugurado o troço AnjosAlvalade, que possuía cinco novas estações: Arroios, Alameda, Areeiro, Roma e Alvalade, todas dotadas de um cais com 70 metros de comprimento. Com este troço, a rede cresceu mais 3,4 quilómetros e possuía agora 20 nós, dos quais 19 tinham intervenções plásticas de Maria Keil.

Ao longo da década de 1970 começaram a ser ampliados os nós do ML. Em 1973 o cais da estação Entre Campos foi ampliado para 105 metros. Simultaneamente, foram instituídos os “comboios rápidos”, que faziam o percurso Sete RiosRotunda e Entre CamposRotunda sem parar nas estações intermédias. Todavia, a contestação fez o ML abolir esta medida rapidamente.

Mais tarde, quando em 1 de Setembro de 1975 as estações São Sebastião, Saldanha, Restauradores e Intendente viram o seu cais ampliado para 70 metros de comprimento, o ML colocou em exploração, alternadamente, comboios de duas e quatro carruagens. Para evitar que os passageiros pudessem ficar retidos dentro do túnel nas carruagens que não podiam entrar nas estações ainda não ampliadas, por falta de espaço do cais, foram utilizadas “zebras”. Os locais marcados só serviam as estações maiores.

Também em 1975, ano em que ML obteve a sua nacionalização, ficou completa a entrega das 84 carruagens ML7 encomendadas logo na década de 1950. Desde 1963 até 1975 foram colocadas ao serviço mais 60 carruagens, numeradas de A-25 a A-84. No ano seguinte, um incêndio ocorrido num comboio de quatro carruagens na estação Arroios, fez cair a disponibilidade do parque de material circulante do ML para 80 carruagens. É de ressalvar que não se registou nenhum ferimento nem nenhuma perda humana neste incidente.

Mais tarde, em 1977 ficaram concluídos os trabalhos de alargamento para 105 metros do cais dos nós São Sebastião, Saldanha, Restauradores e Intendente. Enquanto as estações Avenida e Anjos passaram a deter um cais com 70 metros de comprimento também nesse ano, o mesmo veio a suceder com os nós Palhavã e Picoas em 1978, ano da passagem do ML a empresa pública, e com o do Campo Pequeno, em 1979. Em 1980 a Palhavã passava a poder receber comboios de seis carruagens.

Década de 1980Editar

 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Outubro de 1988.

Ao longo da década de 1980 foram arrancando novos prolongamentos, a começar pelo de Alvalade às Calvanas, em 1980. Mais tarde, foi também iniciada a frente de obra de Sete Rios ao Colégio Militar / Luz, em 1982, e depois a das Calvanas ao Campo Grande, em 1983. Também no ano seguinte viria a arrancar a construção do empreendimento de Entre Campos ao Campo Grande, estação designada por Cruz Norte, numa época em que já se havia abandonado o projecto de edificar um nó nas Calvanas. O PMO II começava também a ser construído perto do Campo Grande.

Em 1982 concluíram-se as obras de ampliação de todos os nós da rede. Assim sendo, os cais dos nós Campo Pequeno, Picoas, Avenida, e Anjos foram alargados para 105 metros depois de já terem sofrido uma intervenção alguns anos mais cedo. Por seu turno, as estações Parque e Socorro viram o seu cais alargado dos 35 para os 105 metros, de uma só vez. Desta forma, a exploração com comboios de duas carruagens cessou definitivamente a partir de 30 de Novembro de 1982, razão pela qual agora circulavam somente comboios de quatro carruagens. Apesar de todas as estações poderem já receber comboios de quatro carruagens, os nós Sete Rios, Rotunda, Rossio, Arroios, Alameda, Areeiro, Roma e Alvalade ainda não tinham um cais com 105 metros de comprimento, razão pela qual seriam alvo de futuras intervenções.

Em 1984 entraram em circulação 12 novas carruagens, agora da série ML79. A ventilação forçada foi introduzida e o indicador de destino melhorado.

Nesse mesmo ano verificaram-se alguns incidentes nos troços Sete RiosColégio Militar / Luz e AlvaladeCampo Grande, o que levou ao adiamento das datas de conclusão. Enquanto no primeiro caso a caracterização geológica do local foi deficiente, tanto que na estação das Laranjeiras acabou por se registar uma inundação, no segundo, o conflito gerou-se entre o Sporting e o ML, uma vez que a empresa de transporte acabou por construir a estação em terrenos do clube desportivo.

Desta forma, só em 14 de Outubro de 1988 teve lugar a inauguração do prolongamento que ligaria Sete Rios ao Colégio Militar / Luz, com três novas estações: Laranjeiras, com intervenções artísticas de Sá Nogueira, Alto dos Moinhos, assinada por Júlio Pomar, e Colégio Militar / Luz, na qual interveio Manuel Cargaleiro. Também nesse mesmo dia abriu ao público a estação da Cidade Universitária, com intervenções artísticas da autoria de Vieira da Silva, e inserida no prolongamento que ligaria Entre Campos ao Campo Grande. Estas novas quatro estações foram as primeiras a ser construídas de raiz com um cais com 105 metros de extensão, tal como todos os futuros nós, e obedeciam também a uma filosofia que levava as intervenções plásticas até ao seu cais. A rede aumentava 3,8 quilómetros.

No ano seguinte ficava concluída a entrega das ML79. No total, dessa série, o ML recebeu mais 56 carruagens, que eram agora numeradas de M-101 a M-156.

Década de 1990Editar

 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Abril de 1993.
 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Julho de 1995.
 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Dezembro de 1997.
 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Novembro de 1998.

Em 1990 foi apresentado o Plano de Expansão da Rede (PER I), que previa os prolongamentos RossioCais do Sodré e RestauradoresBaixa-Chiado. Era também contemplada a desconexão do Y da Rotunda e a extensão ao Rato, bem como o alargamento à Pontinha e a construção do PMO III nesse local.

No ano de 1991, foram apresentados os protótipos da série ML90, numerados de M-201 a M-206. Eram então construídas as duas primeiras unidades triplas do ML, com a configuração motora-reboque-motora, tal como todas as seguintes, o que acrescentava em seis o futuro número de carruagens disponível. Note-se que apenas estas motoras possuem uma porta frontal à cabine de condução.

Em 3 de Abril de 1993 abriu ao público a estação Campo Grande, na qual interveio plasticamente Eduardo Nery, juntamente com os troços AlvaladeCampo Grande e Cidade UniversitáriaCampo Grande. Com este prolongamento a rede do metropolitano cresceu 3,1 quilómetros. Nesse mesmo mês, entraram em exploração as duas unidades triplas ML90. Estas novas composições foram construídas pela Sorefame/Bombardier e já podem circular com ou sem o reboque.

Também em 1993 foi apresentado o PER II, destinado a servir a futura Expo’98. Previa-se que, até 1999, o ML deveria circular nas linhas:

O ano seguinte marcou a inauguração do PMO II, após mais de uma década de terraplanagens e construção. No dia 15 de Julho de 1995, o sonho da desconexão do Y da Rotunda tornou-se realidade. Assim, o ML passava a explorar duas linhas autónomas: a Linha Azul, entre o Colégio Militar / Luz e o Campo Grande, via Rossio, e a Linha Amarela, entre o Campo Grande e a Rotunda. Nesta intervenção, a antiga estação Rotunda, agora designada por Rotunda I, foi alargada para 105 metros.

Alguns dias mais tarde, abriu também ao público a renovada estação de Sete Rios, agora com um cais já de 105 metros. Em 1996 ficou concluída a entrega das ML90, com a recepção de mais 17 unidades triplas, ou 51 carruagens, numeradas de M-207 a M-257, com cores e materiais ligeiramente diferentes dos utilizados nos protótipos. Também nesse ano, mais concretamente em 23 de Julho, o ML foi feito Membro-Honorário da Ordem do Infante Dom Henrique.[4]

Em 18 de Outubro de 1997 foi inaugurado o troço Colégio Militar / LuzPontinha, que adicionou à rede 1,6 quilómetros de extensão e duas novas estações: Carnide e Pontinha. Em 29 de Dezembro do mesmo ano foi inaugurada a estação Rato. Entretanto, em 1997 foi recebido um novo lote de material circulante, agora denominado ML95, que acrescentou mais 19 unidades triplas, ou 57 carruagens, ao parque do ML. Embora exteriormente estas novas carruagens tivessem um aspecto muito semelhante às ML90, no interior foram introduzidas algumas diferenças técnicas, como uma motorização diferente e um controlo eléctrico de abertura e fecho das portas, ao invés do pneumático.

1998 marcou a conclusão de muitos dos projectos do ML. Logo em Março as designações de quatro estações foram alteradas:

Em 18 de Abril de 1998 foi inaugurado o troço RossioCais do Sodré. Com este prolongamento, que trouxe também a ampliação do cais da estação Rossio para 105 metros, a rede cresceu 1,4 quilómetros. Sete dias mais tarde, foi aberta ao público a estação Baixa-Chiado I.

A Linha Vermelha foi inaugurada em 19 de Maio de 1998, três dias antes da abertura da Expo’98. O troço detinha uma extensão de cinco quilómetros e incluía sete novas estações: Alameda II, Olaias, Bela Vista, Chelas, Olivais e Cabo Ruivo e Oriente.[nota 3] Juntamente com a inauguração do nó da Alameda II, a estação Alameda I viu também o seu cais ser alargado para 105 metros de comprimento. Em Junho de 1998, nesta linha, que contava com um mecanismo automático de condução, circularam pela primeira vez composições de seis carruagens. Todavia, com o final da Expo’98, a Linha Vermelha passou a ser explorada com comboios de três carruagens. De forma a disponibilizar uma oferta que assegurasse o transporte de milhares de turistas à Expo’98 foram nessa época entregues mais 19 unidades triplas, ou 57 carruagens, da série ML95. A nova série era numerada de M-301 a M-414. Com a abertura das estações Cabo Ruivo, em 18 de Julho, Baixa-Chiado II, em 8 de Agosto, e Olivais, em 7 de Novembro, a rede comportava agora 40 estações.

Em 1999 foi inaugurado o PMO III, na Pontinha. Nesse ano entraram em circulação mais 54 carruagens de um novo lote de material circulante, denominado ML97 e composto por 18 unidades triplas articuladas. Esta nova série possibilitava a livre circulação entre carruagens, o que permitia um ligeiro incremento da capacidade de transporte de uma unidade tripla. Segundo o ML, nestas unidades triplas, o reboque pode ser removido, ainda que tal nunca tenha sido presenciado em circulação. O parque do ML ficava, no virar do milénio, com 361 carruagens, 80 ML7, 54 ML79, 57 ML90, 114 ML95 e 54 ML97, o maior número atingido até hoje.

Década de 2000Editar

 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Novembro de 2002.
 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Maio de 2004.
 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Dezembro de 2007.
 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Agosto de 2009.

Em 2000 iniciou-se a exploração com composições de seis carruagens na Linha Azul e na Linha Amarela, o que originou o afastamento das ML7, dado que só comportavam quatro carruagens atreladas. Depois de 40 anos ao serviço, as duas primeiras carruagens desta série viriam a ser preservadas e restauradas. A quebra de oferta que se seguiu foi complementada com a entrada em circulação de um novo lote, denominado ML99, composto por 20 unidades triplas, ou seja, por 60 carruagens, numeradas de M-601 a M-660. Face à série anterior, os novos comboios possuem baterias que asseguram a iluminação e ventilação no caso de a corrente falhar e uma melhor insonorização. Entretanto, uma vez que em 2001 se começaram a verificar avarias constantes nas ML79, foi encomendado um segundo lote das ML99, constituído agora por 18 unidades triplas, ou por 54 carruagens, tendo em vista o afastamento das ML79. Assim sendo, em 2002, com a recepção do segundo lote das ML99, numerado de M-661 a M-714, e com a saída de circulação de todas as ML79, o número de carruagens do ML ficou estabilizado nas 339: 57 ML90, 114 ML95, 54 ML97 e 114 ML99. Todavia, uma vez que, ainda nesse ano, uma ML99 galgou uma protecção no PMO II, a sua inutilização fez na verdade cair a disponibilidade do parque de material circulante para 338 carruagens.

A extensão Campo GrandeTelheiras foi inaugurada em 2 de Novembro de 2002. A entrada em funcionamento da estação Telheiras ampliou a rede em 600 metros.

Em 27 de Março de 2004 foi inaugurado o troço Campo GrandeOdivelas, o que permitiu ao ML ultrapassar, pela primeira vez, as fronteiras de Lisboa. No total, a rede foi aumentada em cinco quilómetros e acrescentaram-se-lhe cinco novas estações: Quinta das Conchas, Lumiar, Ameixoeira, Senhor Roubado e Odivelas.

Quase dois meses mais tarde, em 15 de Maio de 2004, foi inaugurado um novo troço, desta vez compreendido entre a Pontinha e a Amadora Este, com duas novas estações: Alfornelos e Amadora Este. A rede do ML cresceu mais 2,1 quilómetros e ficou com, aproximadamente, 38,5 quilómetros de extensão e 48 estações, quatro das quais duplas.

Enquanto em finais de 2004 passou a ser disponibilizado o tempo de espera para o próximo comboio na Vermelha, em Junho de 2006 o ML instalou rede telefónica celular em todas as estações. É justo salientar-se que foi um dos metropolitanos pioneiros no mundo nessa matéria. Esse ano ficou ainda marcado pelo alargamento do cais das estações Roma e Alvalade para 105 metros de comprimento.

Em 19 de Dezembro de 2007 foram acrescentados 2,2 quilómetros à Linha Azul. O empreendimento Baixa-ChiadoSanta Apolónia permitiu a criação de mais duas estações: Terreiro do Paço e Santa Apolónia.

Mais tarde, em 29 de Agosto de 2009 foi inaugurado o troço AlamedaSão Sebastião, com duas novas estações: Saldanha II e São Sebastião II. Desta forma, a rede do ML aumentou 2,2 quilómetros e a Linha Vermelha passou a cruzar todas as restantes linhas. Por essa ocasião, passaram a circular nessa linha definitivamente comboios de seis carruagens e foi também desactivado o sistema de condução automático.

Década de 2010Editar

 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Julho de 2012.

Depois de ter deslocado cerca de 182 milhões de passageiros, em 2010, o ML transportou 180 milhões, no ano seguinte,[5] e apenas 154 milhões em 2012[6]. Calcula-se que esta redução se encontre relacionada com o decréscimo dos movimentos pendulares, em função do aumento do desemprego.[5] Assim sendo, em inícios de 2012, o ML reduziu o tamanho das composições e a sua frequência.[5][6] Devido às crescentes restrições orçamentais, a Linha Verde passou também a ter em circulação comboios de três carruagens.

Foram também disponibilizados os tempos de espera na Linha Azul e na Linha Verde em meados de 2012.

Em 17 de Julho de 2012, depois de mais de cinco anos de obras, foi aberto ao público o empreendimento OrienteAeroporto, que comporta três novas estações: Moscavide, Encarnação e Aeroporto. A rede cresceu mais 3,3 quilómetros e passou a deter 55 nós, seis dos quais duplos.

No final de 2012 a estação Terreiro do Paço foi distinguida com o Prémio Valmor 2007. Por seu turno, a estação Cais do Sodré recebeu o Prémio Valmor 2008. Mais tarde, em Março de 2013, entrou novamente em circulação o primeiro protótipo da série ML90, numerado de M-201 a M-203, depois de sofrer uma profunda transformação.

Enquanto em 17 de Novembro de 2013 foi aberto ao público o átrio sul da estação Areeiro, em 17 de Dezembro de 2013 entrou em funcionamento um sistema de wi-fi gratuito nos nós Alameda, Campo Grande, Colégio Militar / Luz e Marquês de Pombal. Previa-se que todas as estações e carruagens fossem equipadas com este serviço até ao final do primeiro trimestre de 2014.[7]

 
Diagrama do Metropolitano de Lisboa em Abril de 2016.

Em inícios de 2014 foram disponibilizados os tempos de espera na Linha Amarela. Alguns meses mais tarde, em 29 de Julho de 2014, com o embate de uma unidade tripla da série ML90, no terminal do Aeroporto, o parque de material circulante do metropolitano ficou reduzido a 335 carruagens. Por seu turno, um ano mais tarde foi novamente colocado em circulação o segundo protótipo da série ML90, numerado de M-204 a M-206, após ter sofrido uma importante transformação.

Em 13 de Abril de 2016, depois de praticamente sete anos em construção, durante os quais se registou um longo período de interrupção dos trabalhos, foi finalmente inaugurado o prolongamento Amadora EsteReboleira.[8] Com a abertura do nó da Reboleira, a rede passou a ter uma extensão de 44,2 quilómetros e um total de 56 estações, seis das quais duplas.[9]

Em 19 de Julho de 2017, com o encerramento da estação Arroios, para obras de ampliação e de remodelação, a circulação na Linha Verde passou a efectuar-se com comboios de seis carruagens.

Em 8 de Junho de 2018, parte do revestimento do tecto na zona das plataformas da estação Encarnação caiu, levando a que esta fosse encerrada entre os dias 9 e 16 de Junho de 2018 para remoção de entulho e reparação do revestimento.[10] Foi também necessário encerrar a estação Aeroporto e a circulação na Linha Vermelha entre as estações Moscavide e Aeroporto, entre as 20 horas de dia 12 de Junho e o início do serviço de dia 15 de Junho, para facilitar os trabalhos de análise e remoção de entulho na estação Encarnação.[11]

Expansão da RedeEditar

Projectos Anteriormente ApresentadosEditar

A 17 de julho de 2009, foi apresentado, em Lisboa, o projeto de expansão das linhas Amarela e Vermelha para servir os concelhos de Odivelas e Loures:[12] esta expansão contaria com sete novas estações, cinco na Linha Amarela (Codivel, Torres da Bela Vista / Frielas, Santo António, Loures e Infantado) e duas na Linha Vermelha (Portela e Sacavém).

Estas duas extensões para norte e nordeste da Cidade de Lisboa teriam um custo aproximado de 565 milhões de euros[13] e deveriam estar prontas em 2014 e 2015.[14]

A 30 de julho de 2009, uma nova apresentação expôs o projeto de expansão da Linha Azul para o interior do concelho da Amadora.[15] Esta extensão representava um investimento de 214 milhões de euros, e consistia no prolongamento da linha em 2,5 km, com três novas estações: Atalaia, Amadora-Centro e Hospital Amadora-Sintra.

A 31 de julho de 2009 a secretária de Estado dos Transportes do XVII Governo Constitucional de Portugal, Ana Paula Vitorino anunciou o projecto de expansão da linha vermelha a Campo de Ourique, com passagem por Campolide e Amoreiras[16] Este projecto permitiria ligar a rede do metro de Lisboa à estação Ferroviária de Campolide.

O anúncio foi reiterado a 17 de Setembro de 2010 pelo Ministério das Obras Públicas do XVIII Governo Constitucional de Portugal, ao anunciar que a expansão do metro até Campolide "está definida como prioritária".[17]

No entanto, em 2011, foi anunciada a suspensão de todos os projetos que contemplavam a expansão do Metropolitano de Lisboa para fora dos limites da cidade.[18]

A somar a estes projetos, encontrava-se o Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa 2010/2020,[19] apresentado a 2 de setembro de 2009 pela então Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. Deste plano constava o alargamento do metropolitano quer no interior quer no exterior da cidade de Lisboa. Ao todo, o Metro iria contar com 33 novas estações, sendo duas delas construídas em linhas já existentes (Estações Alfândega, na Linha Azul, entre Terreiro do Paço e Santa Apolónia, e Estação Madrid, na Linha Verde, entre Areeiro e Roma[20][21]). Ao todo, o sistema de Metropolitano de Lisboa em 2020, passaria a contar com 89 estações, sendo 7 duplas e uma tripla. Continuaria a dispor de quatro linhas, com uma extensão total de 102 km.

Uma das novidades do plano era a futura Linha Verde se tornar numa linha circular,[22] integrando parte do traçado atual da Linha Amarela, entre Campo Grande e Rato.

O plano incluía:

Projecto ActualEditar

Em 14 de Dezembro de 2016, foi anunciado o desejo de estender a Linha Amarela do Rato ao Cais do Sodré, o que implicaria a criação de duas novas estações: Estrela e Santos. A obra custaria 215 milhões de euros e deveria estar concluída em 2021.[25]

Esta intenção acabaria por ser confirmada cinco meses mais tarde, não apenas pelo Ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, como também pelo próprio ML. Com efeito, em 8 de Maio de 2017, foi apresentado o Plano de Desenvolvimento Operacional da Rede, que prevê a construção de dois novos nós, um na Estrela (localizado na calçada com o mesmo nome, junto ao antigo Hospital Militar e em frente à Basílica da Estrela) e outro em Santos (junto ao edifício do Batalhão dos Sapadores de Lisboa), até 2022. Uma vez que ambas as estações serão edificadas entre dois nós já existentes (Rato e Cais do Sodré), tanto a Linha Amarela como a Linha Verde sofrerão alterações no seu traçado: enquanto a primeira deverá passar a terminar em Telheiras, a segunda deverá agregar o troço da actual Linha Amarela compreendido entre as estações do Campo Grande e do Rato, tornando-se assim circular. Avaliada em 216 milhões de euros, a criação da linha circular exigirá a realização de obras a céu aberto entre Santos e o Cais do Sodré e ainda um extenso trabalho de modificação da estação do Campo Grande.[26]

O Plano de Desenvolvimento Operacional da Rede prevê também o prolongamento da Linha Vermelha entre São Sebastião e Campo de Ourique, com passagem pelas Amoreiras. Embora o custo deste empreendimento tenha sido estimado em 186,5 milhões de euros, não foi avançada qualquer data para a sua entrada em exploração, uma vez que o financiamento não se encontrava ainda garantido.[27] Foi igualmente anunciado que se desenvolveu um estudo de viabilidade para uma ligação pedonal subterrânea de aproximadamente 300 metros, que uniria a estação do Rato à Rua Dom João V. Integrado numa zona “densamente povoada”, este acesso facilitaria o acesso tanto às Amoreiras como a Campo de Ourique. Avaliada em 15,6 milhões de euros, esta ligação pedonal subterrânea deveria estar operacional no final de 2018 ou no início de 2019.[28] Um ano e meio depois, em Novembro de 2018, o Presidente do ML afirmou que este projecto se encontrava suspenso.[29]

Outras intervenções previstas no Plano de Desenvolvimento Operacional da Rede passavam ainda pela ampliação da estação dos Arroios, a única da rede ainda não preparada para acomodar composições de seis carruagens (com um custo de 7 milhões de euros e com um prazo de execução de 18 meses), a remodelação do átrio norte do nó do Areeiro (com um custo de 3,8 milhões de euros), a melhoria das acessibilidades na estação do Colégio Militar / Luz (com um custo de 2,7 milhões de euros), intervenções na superstrutura do nó dos Olivais (com um custo de 2,2 milhões de euros) e a modernização das escadas rolantes da estação da Baixa-Chiado (com um custo de 500 mil euros).[30]

Por fim, serão adquiridas 14 novas unidades triplas (que perfazem um total de 42 carruagens), avaliadas em 50 milhões de euros. Será também instalado um novo sistema de sinalização e de segurança que permitirá a semi-automatização da circulação dos comboios e a redução do intervalo entre estes.

Projectos AbandonadosEditar

Linha das ColinasEditar

Estudou-se também a criação da Linha das Colinas, a executar apenas a muito longo prazo. Construída de raiz, a quinta linha do ML uniria os bairros históricos da cidade, entre Campo de Ourique e Santa Apolónia. O objectivo passaria por alcançar áreas ainda não servidas pela rede de metropolitano, em que o acesso em transporte individual se revela insuficiente e sem capacidade e em que as carências de estacionamento são significativas.

Atravessando as quatro linhas já existentes, a Linha das Colinas teria 8,5 quilómetros de extensão e contaria com 16 estações: Campo de Ourique (Linha Vermelha), Estrela (Linha Amarela), São Bento, Academia das Ciências, Príncipe Real, Avenida (Linha Azul), Campo Mártires da Pátria, Gomes Freire, Estefânia, Arroios (Linha Verde), Paiva Couceiro, Penha de França, Sapadores, Graça, Cerca Moura e Santa Apolónia (Linha Azul).

Em 2005, em declarações à comunicação social, o Presidente do ML afirmou que esta linha "não é neste momento prioritária".[31]

Infra-EstruturaEditar

ViaEditar

 
Vista superior da via (na Ameixoeira): Duplo trilho, cada um equipado com terceiro carril, oposto ao cais.

A circulação das composições que fazem serviço ao Metropolitano de Lisboa é feita exclusivamente em ferrovia pesada em canal exclusivo (i.e., sem partilha de via com outros serviços) e rigorosamente isolado (i.e., sem passagens de nível nem qualquer acesso pedonal), maioritariamente subterrâneo. A maior parte dos túneis albergam via dupla, sendo que alguns segmentos apresentam as duas vias em galerias separadas.

A via é de carril clássico em bitola internacional (1435 mm), contando com um terceiro carril para alimentação ao material circulante, feita por contacto simples na sua face superior, que corre paralelo ao binário, exterior a este, em qualquer de ambos os lados da via. Este está presente ao longo de toda a rede (já que o material circulante não tem autonomia para arranque[carece de fontes?]), sendo nas estações, para segurança, oposto ao lado do respetivo cais.

Linhas e EstaçõesEditar

Atualmente, o Metropolitano de Lisboa conta com 56 estações, 6 delas duplas, em 4 linhas.[32][33]

Linhas do Metropolitano de Lisboa
Nome​/​
/Símbolo
Nome​/
/​Cor
Cor ant.
/ Letra
Terminais Primeira
operação
Extensão Estações Frota (até 2012)
ML90 ML95 ML97 ML99
 Azul   Linha   A   Reboleira - Santa Apolónia 1959 13,7 km 18
 Amarela   Linha   B   Odivelas - Rato 1959 11,1 km 13
 Verde   Linha   C   Telheiras - Cais do Sodré 1963 08,9 km 13
 Vermelha   Linha   D   São Sebastião - Aeroporto 1998 10,5 km 12

TráfegoEditar

 
Variação do número de passageiros no ML entre 1960 e 2006.
Estação Mov. pass.
Marquês de Pombal 17 202 402
Cais do Sodré 15 945 786
Oriente 13 746 946
Campo Grande 13 601 301
Baixa-Chiado 13 512 024
Colégio Militar / Luz 11 955 730
Saldanha 11 470 764
Entre Campos 10 572 643
São Sebastião 10 339 896
Jardim Zoológico 10 108 738

As 10 estações com maior movimento de passageiros em 2017 totalizaram 128,5 milhões de validações, representando um crescimento de +5% (+6,1 milhões de validações), face às 10 estações com maior movimento em 2016. Todas estas estações apresentaram crescimentos face ao ano anterior, destacando-se as estações Colégio Militar e Cais do Sodré com acréscimos de +9% e +7% respetivamente.[carece de fontes?]

Material CirculanteEditar

 
Interior de uma carruagem do Metropolitano de Lisboa (série ML99).
 
Composição da série ML90.

Desde a sua inauguração já foram utilizados pelo Metropolitano de Lisboa diversos tipos de composições:

Série ML7
Entrada em serviço: 1959/1975
Retirada: 31 de Janeiro de 2000
Série ML79
Entrada em serviço: 1984/1989
Retirada: 11 de Julho de 2002
Série ML90
Entrada em serviço: 1993/1996
Série ML95
Entrada em serviço: 1997/1998
Série ML97
Entrada em serviço: 1999
Série ML99
Entrada em serviço: 2000/2002

Polémica dos Travões de EmergênciaEditar

No dia 29 de maio de 2014, o jornal "i" noticiou que as composições do Metro de Lisboa circulam há dois anos sem os travões de emergência.[34] Segundo a mesma fonte, esta situação deve-se a uma falha nos freios eletromagnéticos que foi detetada em 2012 e que obrigou a empresa a desativar o sistema. Este problema afetou todo o material circulante em funcionamento, tendo sido imposta uma limitação de velocidade em toda a rede de 60 para 45 km/h. Na reação a esta notícia, o diretor de manutenção do Metro afirma que viajar no Metro de Lisboa é «totalmente seguro».[35] No dia 5 de junho de 2014, soube-se que a Procuradoria Geral da República (PGR) está a ponderar a abertura de um inquérito.[36] A 19 de novembro de 2014, o inquérito foi arquivado pelo Ministério Público, por inexistência de "indícios suficientes do crime de atentado contra a segurança dos transportes".[37]

ViagemEditar

Horário de OperaçãoEditar

 
Aviso de horário reduzido «neste átrio»; estação Marquês de Pombal, em 2008.

O ML opera diariamente entre as 06h30 (o primeiro comboio parte das estações terminais às 06h30) e a 01h00 (o último comboio parte das estações terminais à 01h00).

No entanto, os átrios secundários de algumas estações praticam horários mais reduzidos.[38]

Linhas Estação Átrio Dias úteis Fins-de-semana e feriados
Linha Azul  Jardim Zoológico Norte 06h30 - 21h30 06h30 - 21h30
Praça de Espanha Norte 06h30 - 21h30 06h30 - 21h30
Marquês de Pombal Sul 06h30 - 21h30 Encerrado
Avenida Sul 06h30 - 21h30 Encerrado
Linha Amarela  Quinta das Conchas Norte 06h30 - 21h30 06h30 - 21h30
Campo Pequeno Sul 06h30 - 21h30 06h30 - 21h30
Picoas Sul 06h30 - 21h30 Encerrado
Linha Verde  Alvalade Sul 06h30 - 21h30 06h30 - 21h30
Intendente [nota 4] Norte 06h30 - 21h30 Encerrado
Rossio Nascente 06h30 - 21h30 06h30 - 21h30

ZonamentoEditar

Antigo Modelo de CoroasEditar

Zonamento nas linhas Amarela e Azul: coroa  L  e coroa  1 .

Em 2004, a rede do ML ultrapassou pela primeira vez os limites administrativos do concelho de Lisboa: enquanto a Linha Amarela alcançou a estação de Odivelas, a Linha Azul atingiu os nós de Alfornelos e da Amadora Este. Doze anos depois, em 2016, esta última linha foi novamente prolongada, agora para a estação da Reboleira.

Este facto levou à criação de um novo tarifário que dependia de zonas, até então desnecessário. Foi estabelecido um sistema de “coroas urbanas”, ficando Lisboa na Coroa L e as novas estações numa coroa adicional, fora da primeira, denominada Coroa 1. Desta forma, um passageiro que viaje na Linha Azul na direcção Santa Apolónia - Reboleira, ou vice-versa, tem de comprar um bilhete de duas zonas, se passar para lá da estação da Pontinha. O mesmo sucede na Linha Amarela, no sentido Rato - Odivelas, ou vice-versa, se passar para lá do nó do Senhor Roubado.

Em 1 de Fevereiro de 2012, as “coroas” passaram a aplicar-se apenas nos passes urbanos. A sua aplicação foi abandonada nos bilhetes simples, passando a cobrar-se um único valor, independentemente de o utilizador viajar ou não além da Coroa L.

Novo Modelo NaveganteEditar

No dia 1 de abril de 2019 entrou em vigor um novo modelo de zonamento tarifário no qual cada município formava a sua própria zona (sendo a zona de Lisboa equivalente à antiga Coroa L). De acordo com este novo modelo a rede do ML dividia-se pelos municípios de Lisboa, Amadora e Odivelas da seguinte forma:

Neste novo modelo a estação Pontinha passaria a fazer parte da zona de Lisboa exclusivamente, sendo que a estação Senhor Roubado faria parte simultâneamente da zona de Lisboa e de Odivelas, permitindo a deslocação até esta por ambos os lados. Tal como no antigo modelo de coroas, estas zonas apenas são aplicadas aos passes urbanos, sendo que os títulos ocasionais continuam a permitir a deslocação em toda a rede. [39]

Cartões e BilhetesEditar

Bilhetes do Metropolitano de Lisboa, na fase pré-eletrónica; à esquerda o mais antigo.

Até meados dos anos 1990 foram utilizados diversos tipos de cartões passivos em cartolina impressa, com numeração individual e passíveis de obliteração manual ou eletromecânica.

A rede do Metropolitano de Lisboa dispõe de uma vasta gama de títulos de transporte que permitem várias modalidades de transporte de passageiros. Para clientes que utilizam com pouca frequência os serviços prestados pelo Metropolitano de Lisboa, está disponível o cartão VIVA Viagem, existindo ainda o cartão Lisboa VIVA para o carregamento de títulos mensais.[40]

VIVA ViagemEditar

 
Primeiro modelo do cartão “VIVA Viagem”.

O cartão VIVA Viagem é um suporte sem contacto para carregamento de títulos das empresas transportadoras aderentes. Para a sua utilização, os passageiros, têm de carregar este cartão com o título de transporte pretendido, em qualquer ponto de venda do Metropolitano de Lisboa. Este cartão têm um custo de 0,50€ e pode ser utilizado para carregar títulos da Carris, Metropolitano de Lisboa, Fertagus, CP, Transtejo e Soflusa, em 26 de Outubro de 2017 a Metro Transportes do Sul (MTS) juntou-se também sistema, dois meses mais tarde a 24 de Novembro de 2017 a Transportes Sul do Tejo (TST) e a Rodoviária de Lisboa (RL) aderem também a este sistema, também em 1 de Junho de 2019 os Transportes Coletivos do Barreiro (TCB) aderiram a este sistema, passando a ser assim 10 os operadores a utilizar este método. Os títulos que podem ser carregados neste cartão, tanto podem ser intermodais (modalidade zapping, em que se carrega um valor monetário em Euros), isto é, que abrangem mais quem uma operadora, como podem ser exclusivos, como será o caso de um bilhete simples do Metro que terá de ser carregado neste cartão. Este cartão tem a validade de um ano após o carregamento do primeiro título, e deixará de poder ser carregado findo este prazo. Os títulos entretanto no cartão poderão ser utilizados, para além deste prazo. Um novo cartão da gama VIVA Viagem foi colocado em circulação, o cartão VIVA Viagem SRT, o qual se distingue do cartão VIVA Viagem anterior pela sua cor branca (em vez de verde). Este cartão não é válido na Metro Transportes do Sul.

Lisboa VIVAEditar

 Ver artigo principal: LisboaViva

O cartão Lisboa VIVA é um suporte de bilhetes sem contacto, que permite o carregamento de títulos mensais, que podem ser em exclusivo do Metro de Lisboa ou podem ser articulados com outras operadores como a Carris, Fertagus, Transtejo, Soflusa ou CP.[41]

7 ColinasEditar

 
Cartão “7 Colinas”.

O Cartão “7 Colinas” era um antigo suporte sem contacto para carregamento de títulos das empresas transportadoras aderentes. Foi substituído pelo cartão VIVA Viagem, o qual ofereceu não só um novo design como uma maior resistência a danos.

TarifasEditar

Devido à política de coroa única para títulos ocasionais, o bilhete simples do Metropolitano de Lisboa permite viajar entre quaisquer estações. Os títulos ocasionais terão de ser carregados num cartão VIVA Viagem, existindo diversas modalidades dependendo das necessidades de transporte do utilizador.[40]

Nome Percursos disponíveis Preço Validade
Bilhete Carris/Metro* Toda a rede da Carris

Toda a rede do Metropolitano de Lisboa

1,50€ 1 hora

após a primeira validação

Bilhete diário Carris/Metro Toda a rede da Carris

Toda a rede do Metropolitano de Lisboa

6,40€ 24 horas

após a primeira validação

Bilhete diário Carris/Metro/Transtejo (Cacilhas) Toda a rede da Carris

Toda a rede do Metropolitano de Lisboa

Ligação Cacilhas/Cais do Sodré da Transtejo

9,50€ 24 horas

após a primeira validação

Bilhete diário Carris/Metro/CP Toda a rede da Carris

Toda a rede do Metropolitano de Lisboa

Serviço urbano da CP (Linhas de Sintra, Azambuja, Cascais e Sado)

10,55€ 24 horas

após a primeira validação

Zapping Toda a rede do Metropolitano de Lisboa 1,33€ 1 viagem
Cartão bancário Caixa VIVA Toda a rede do Metropolitano de Lisboa 1,33€ 1 viagem
VIVA Go Toda a rede do Metropolitano de Lisboa 1,50€ 1 viagem

*Número ilimitado de viagens, não permite validações consecutivas no Metropolitano de Lisboa.

AcessibilidadeEditar

O ML tem vindo progressivamente a dotar as suas estações de equipamentos mecânicos, com o objectivo de facilitar o acesso à rede dos Passageiros de Mobilidade Reduzida (PMR). Actualmente, 38 dos 56 nós do ML possuem elevadores ou plataformas elevatórias.[42] Encontra-se também em curso a instalação de elevadores na estação do Colégio Militar / Luz, o que elevará a acessibilidade da rede para cerca de 70%.[43] Alguns dos nós ainda não dotados de elevadores dispõem de escadas rolantes e/ou de tapetes rolantes.

Para portadores de deficiências auditivas, foram incorporados painéis de destino nas estações e avisos luminosos de fecho de portas nas carruagens, entre outros avisos informativos. Para portadores de deficiências visuais, foram instalados avisos sonoros, tanto para indicar o fecho de portas nas carruagens como a chegada do próximo comboio, e faixas de segurança junto ao bordo do cais,[nota 5] entre outros dispositivos.

Encontram-se também em fase de estudo, e em articulação com a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) e com o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), actualmente na dependência do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, diversos projectos que pretendem melhorar a mobilidade dos portadores de deficiências motoras ou audiovisuais. Entre estes projectos incluem-se a instalação de suportes para cadeiras de rodas nas carruagens, a instalação de uma linha-guia desde o fim da escada de um dos acessos à superfície até à faixa de segurança junto ao bordo do cais, sob a forma de pavimentos coláveis, e ainda a instalação de painéis com indicações de orientação em relevo e em braille.

A Arte no MetroEditar

 
Decoração do cais da estação do Parque, na Linha Azul.

Em abstracto, espera-se que a combinação entre a arquitectura e as intervenções plásticas das estações de metropolitano incremente o bem-estar dos passageiros e que os incentive mesmo a viajar. O ML é um dos sistemas de metropolitano a nível mundial em que a arte se encontra mais bem representada.

Com efeito, a preocupação de atenuar a transição entre a superfície e o ambiente subterrâneo que habitualmente caracteriza as estações foi encarada como uma prioridade desde os primórdios do ML. Na década de 1950, Francisco Keil do Amaral idealizou um modelo de estação-tipo, que moldou as 20 primeiras estações da rede, inauguradas entre 1959 e 1972. Embora firmes, as linhas arquitectónicas mostravam-se sóbrias, muito ao gosto do regime à época vigente em Portugal. Por seu turno, as intervenções plásticas ficaram a cargo de Maria Keil, que se socorreu dos seus característicos padrões geométricos para ilustrar 19 das 20 primeiras estações da rede.[nota 6] Estas suaves intervenções plásticas apresentavam-se essencialmente nas escadas que asseguravam a ligação entre os átrios e o cais de cada nó. A artista plástica criou toda a sua obra em azulejo, nas oficinas da Fábrica Viúva Lamego, o que permitiu valorizar um suporte que até então quase se resumia a aplicações menos importantes.[44]

Na década de 1980, a arte assumiu um papel ainda mais determinante no ML. A expansão da rede, finalmente retomada após um interregno de 16 anos, serviu de pretexto para convidar alguns dos grandes artistas plásticos portugueses a deixar a sua obra nos quatro nós inaugurados em 1988: Rolando Sá Nogueira nas Laranjeiras, Júlio Pomar no Alto dos Moinhos, Manuel Cargaleiro no Colégio Militar / Luz e Vieira da Silva na Cidade Universitária. Ao contrário do que até então se verificava, as intervenções plásticas passaram a estar presentes também no cais das novas estações, com o claro apoio da iluminação.

A partir da década de 2000, assistiu-se de novo a uma simplificação do contributo dos artistas plásticos no ML. Em geral, as suas intervenções passaram a ser exclusivamente aplicadas nos tímpanos[nota 7] de cada nó. Iniciada em 2002, com a abertura ao público da estação de Telheiras, esta tendência acabou por se confirmar ao longo do decénio seguinte. À excepção do nó do Aeroporto, todas as estações inauguradas na década de 2010 possuem mesmo intervenções plásticas de não-autor.

Notas

  1. «Vídeo produzido em 1959 para divulgação do então novo meio de transporte» 
  2. O filme era narrado por Artur Agostinho e realizado por Arthur Duarte, realizador de clássicos como "O Leão da Estrela" ou "O Costa do Castelo". Artur Agostinho simulava ser um cicerone que mostrava a dois outros lisboetas todo o funcionamento do novo sistema de transporte.
  3. As estações Olivais e Cabo Ruivo só mais tarde seriam abertas ao público.
  4. De momento, o átrio norte desta estação encontra-se permanentemente encerrado para obras de beneficiação.
  5. Linha amarela e pictonada que indica aos passageiros a zona do cais onde devem permanecer antes da chegada do próximo comboio.
  6. Contabilizando também as ampliações realizadas até 1982, Maria Keil não interveio apenas no nó da Avenida e no átrio norte da estação dos Anjos, inaugurado precisamente em 1982. Em ambos os casos, a responsabilidade pelas intervenções plásticas foi assumida por Rogério Ribeiro.
  7. Plano perpendicular ao cais, localizado em cada uma das duas extremidades da estação. É habitualmente apenas interrompido no ponto por onde os comboios dão entrada no nó, através de um túnel ou viaduto.

Referências

  1. «Passageiros transportados em 2018» (PDF) 
  2. «Evolução da rede - Metropolitano de Lisboa» 
  3. a b «Um pouco de História - Metropolitano de Lisboa» 
  4. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Metropolitano de Lisboa, EP". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 22 de dezembro de 2017 
  5. a b c Metro de Lisboa com novas carruagens à americanaSol (2013.03.21)
  6. a b Marisa SOARES: “Metro de Lisboa adopta carruagens que permitem transportar mais passageirosPúblico (2013.03.25)
  7. "Projecto ON-FI traz Wi-Fi gratuito ao Metropolitano de Lisboa" Jornal i (2013.12.24)
  8. Ligação do metro de Lisboa à Linha de Sintra é inaugurada na quarta, Notícias ao Minuto 11.4.2016
  9. «Obras em curso». Metropolitano de Lisboa. Consultado em 5 de Abril de 2015 
  10. Neves, Sofia. «Lisboa. Estação da Encarnação do metro reabre este sábado». PÚBLICO 
  11. Neves, Sofia. «Lisboa. Estação Aeroporto do Metro de Lisboa reabre esta sexta-feira». PÚBLICO 
  12. Público. «Metro de Lisboa ganha sete novas estações e chega a Loures através das linhas Vermelha e Amarela». Consultado em 17 de julho de 2009 
  13. a b Diário Digital. «Expansão do Metro até Loures vai custar 565 milhões». Consultado em 17 de julho de 2009 
  14. Diário de Notícias. «Novas ligações dentro de Lisboa em estudo». Consultado em 30 de julho de 2009 [ligação inativa]
  15. Diário de Notícias. «Metro chega ao Hospital Amadora-Sintra em 2015». Consultado em 30 de julho de 2009 
  16. «Linha Vermelha do metro chega às Amoreiras e Campo de Ourique». Público. 31 de julho de 2009. Consultado em 10 de outubro de 2016 
  17. «Governo: Metro até Campolide é obra "prioritária"». Económico. 17 de setembro de 2010. Consultado em 10 de outubro de 2016 
  18. Transportes em Revista. «Metropolitano de Lisboa suspende alargamento à periferia». Consultado em 14 de junho de 2011 
  19. Económico. «Expansão do metro pode sofrer atrasos por falta de dinheiro». Consultado em 8 de setembro de 2011 
  20. jornal Sol. «Plano de expansão da rede metropolitana de Lisboa para 2020» 
  21. ionline. «Governo propõe mais 29 km de metro» 
  22. a b Diário Digital. «Metropolitano de Lisboa vai ganhar 30 estações até 2020». Consultado em 2 de setembro de 2009 
  23. «Projecto de expansão da Linha vermelha: São Sebastião–Campolide — Metropolitano de Lisboa» 
  24. «Projecto de expansão da Linha Amarela: Rato–Estrela — Metropolitano de Lisboa». Arquivado do original em 22 de maio de 2011 
  25. «Expansão do Metro em Lisboa vai custar 215 milhões» 
  26. «Ligação do Rato ao Cais do Sodré dá linha circular a Metro de Lisboa» 
  27. «Ligação do Rato ao Cais do Sodré dá linha circular a Metro de Lisboa» 
  28. «Ligação do Rato ao Cais do Sodré dá linha circular a Metro de Lisboa» 
  29. «Metro de Lisboa avança na direcção das Amoreiras e Campo de Ourique» 
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  38. «Horários e frequências - Metropolitano de Lisboa, E.P.E.». Metropolitano de Lisboa, E.P.E. 
  39. S.A, Skillmind. «Sobre os novos passes». AML. Consultado em 7 de abril de 2019 
  40. a b «Comprar - Metropolitano de Lisboa, E.P.E.». www.metrolisboa.pt. Consultado em 28 de dezembro de 2018 
  41. «Informação tarifária» (PDF). Consultado em 1 de outubro de 2015 
  42. «Diagrama de acessibilidades» (PDF) 
  43. «Reabilitação da estação Colégio Militar/Luz» 
  44. «Arte nas estações» 

BibliografiaEditar

  • (anónimo): Metro mais belo em Lisboa. Metropolitano de Lisboa, Lisboa: s/d (aprox. 1988.10). 16 p.; 210×295×3 mm³
  • (vários): A arte no Metro. Metropolitano de Lisboa, Clube 50; Lisboa: 1991.04. 91 p.; 295×180×7 mm³
  • João Castel-Branco PEREIRA: Os azulejos do Metropolitano de Lisboa. Metropolitano de Lisboa, Museu Nacional do Azulejo; Lisboa: s/d. Catálogo de exposição. 20 p.; 140×140×2 mm³ (desdobr.)

Ligações externasEditar