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Misantropia é a aversão ao ser humano e à natureza humana no geral. Também engloba uma posição de desconfiança e tendência para antipatizar com outras pessoas ou um determinado grupo de pessoas. Um misantropo é alguém que desconfia da humanidade de uma forma generalizada. A palavra vem do grego misanthropía,[1] a junção dos termos μίσος (ódio) e άνθρωπος (ser humano). O termo também é aplicável a todos aqueles que se tornam isolados por causa dos sentimentos acima mencionados (de destacar o elevado grau de desconfiança que detêm pelas outras pessoas em geral).[2]

O misantropoEditar

  • É uma pessoa que tem aversão ao convívio social, prefere viver em isolamento.
  • Aquele que não mostra preocupação em se dar com as outras pessoas, de ter uma vida social preenchida — tem tendência a ter uma pouca ou praticamente inexistente vida social.
  • Estado de reclusão que alguns indivíduos escolhem para viver.

Formas de misantropia mais comunsEditar

Os misantropos expressam uma antipatia geral para com a humanidade e a sociedade, mas geralmente têm relações normais com indivíduos específicos (familiares, amigos, companheiros, por exemplo). A misantropia pode ser motivada por sentimentos de isolamento, alienação social, ou simplesmente desprezo pelas características prevalecentes da humanidade/sociedade.

São pessoas que não gostam de grande agitação ao seu redor, pois não se sentem bem diante de muita gente, preferindo ficar em casa a sair para locais de diversão (indisposição para ir a lugares com muita gente, o que invariavelmente faz da pessoa uma caseira convicta). Podem ocorrer frequentes mudanças de humor: ora feliz, ora melancólico, o termômetro do estado de espírito fica louco, oscilando constantemente (poucas são as pessoas que veem este seu aspecto, normalmente as mais próximas). Normalmente são muito perfeccionistas no que gostam de fazer e no que se comprometem a fazer. É muito frequente destacarem-se nas áreas em que estão inseridos (as que eventualmente têm um à vontade), pois dedicam grande parte do seu tempo as coisas que gostam de fazer.

A misantropia costuma aparecer desde logo durante a infância em crianças tímidas, introvertidas e caladas que têm dificuldades em fazer amigos, nomeadamente na escola, preferindo muitas vezes ficar sozinhas. Com o passar dos anos, tendem a ser bastante sarcásticos/irônicos nas observações que fazem (pode-se dizer que em parte a grande timidez é disfarçada por estas duas características) — têm uma interpretação muito própria de tudo aquilo que veem e de tudo aquilo que lhes é dito pelas outras pessoas, sendo bastante observadores e atentos ao que os rodeia, embora, muitas vezes, não o pareça.

Um fato notável é que são muito inteligentes, tendem a resolver desafios e enigmas com muita facilidade, já que vivem de um raciocínio puramente lógico embora discreto. Muitos destacam-se por ter uma memória prodigiosa, utilizada como um instrumento de defesa pessoal.

Uma das explicações mais consistentes para esta aversão social deriva do fato de darem bastante relevância aos aspectos negativos que constatam nas pessoas ou simplesmente terem medo que estas os desiludam, daí as evitam. Têm uma forte sensibilidade ficando extremamente afetados com tudo o que os rodeia (mesmo que muitas vezes não estejam envolvidos diretamente) daí ser muito fácil, ao longo da vida, passarem por várias depressões.

Quando adulto, o misantropo tende a ser uma pessoa com o psicológico muito forte e difícil de ser abalado (ver: resiliência). Esta característica se deve ao fato do misantropo possuir uma alta sensibilidade, que lhe auxilia a entender o mundo de forma mais profunda, e a refletir durante seus inúmeros momentos de solidão. Misantropos são incansáveis pensadores. É importante salientar que misantropos, diferentemente das demais pessoas, não enxergam a solidão como algo negativo e trágico em suas vidas.

Viver sozinho e em constante pensamento é uma forma de entrar em contato com seu eu interior e descobrir a verdadeira razão de estar vivo e fazendo da vida suave e tranquila, o conceito errado de solidão e sofrimento para essas pessoas não existe.

Expressões evidentes de misantropia são comuns em sátira e comédia, embora a intensa seja geralmente rara. Expressões mais sutis são mais comuns, especialmente para mostrar as faltas/falhas na humanidade e sociedade.

Frequentemente o misantropo tem dificuldades em assumir essas características tanto para si mesmo quanto para as pessoas mais próximas. Raros são os casos em que eles refletem acerca da possibilidade da misantropia ser integrante real das suas vidas (estes entram em uma categoria limitada de misantropos), costumando negar a existência desta em todos os casos.[3]

Referências

  1. «Priberam.pt» 
  2. David E. Zimerman (2012). Etimologia de Termos Psicanalíticos. [S.l.]: Artmed. 181 páginas. ISBN 978-85-363-2757-0 
  3. R. Howard Bloch, Frances Ferguson (1989). Misogyny, Misandry, and Misanthropy. [S.l.]: UCLA Press. 235 páginas. ISBN 0-520-06544-1 

Ver tambémEditar