Missão Militar Francesa

A Missão Militar Francesa (MMF) de Instrução no Brasil, chefiada pelo general Maurice Gamelin, foi contratada no dia 8 de setembro de 1919 para orientar, a partir de 1920, a modernização do Exército Brasileiro (EB). Inicialmente prevista para quatro anos, teve seu contrato renovado, sucessivamente, por 20 anos, permanecendo no Brasil de 1920 a 1940. Consistia em reorganizar, em um primeiro momento, as escolas militares e, em seguida, o próprio Exército. Os termos do contrato estipulavam que oficiais franceses comandariam durante quatro anos as escolas de Estado-Maior (ECEME), de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), de Intendência, Veterinária, Saúde, Equitação e Educação Física.

Termos [1]Editar

Intensa discussão lavrou no Brasil precedendo a assinatura do contrato que, finalmente, trouxe a Missão Militar Francesa ao Brasil chefiada por um general, figura destacada na 1ª Guerra Mundial (1914 a 1918): o famoso general Maurice Gamelin. Por ocasião dos debates, formaram-se três pontos de vista com relação à vinda da Missão Militar Francesa:

 
Retrato do general Maurice Gamelin feito para a primeira página do jornal Le Pays de France em agosto de 1918.
  • Não se aceitava a vinda de instrutores estrangeiros. Afirmava-se que os militares brasileiros podiam atingir os reclamos do Exército Brasileiro, desde que fossem alocados recursos compatíveis com as suas necessidades.
  • Aceitavam o contrato desde que trouxessem especialistas para prestarem serviços específicos. Esses elementos teriam ação limitada. Foi a chamada “Pequena Missão”.
  • Finalmente, existiam os adeptos da Missão Militar Francesa completa se posicionando em defesa da “Grande Missão”.

A 3ª corrente foi a vitoriosa, argumentando que os problemas do Exército eram muito graves e geravam-se, principalmente, na cúpula administrativa. Acrescentavam ainda que não haveria motivo para temor, pois a França era tradicional aliada e não havia segredos militares a preservar. O trabalho da Missão Militar Francesa nos 20 anos que atuou no Brasil modernizando o Exército pode ser assim resumido:

  • Reorganização do sistema escolar do Exército. Vários estabelecimentos foram criados em diversos níveis, sendo frequentados por maioria esmagadora de oficiais e praças.
  • Modernização dos Serviços e Administração Militar. Elevou-se a eficiência da Remonta, Veterinária, Intendência e Saúde, necessários para apoiar as tropas combatentes.
  • Melhoria dos níveis e qualidade na produção das fábricas militares e arsenais.
  • Dotação de um armamento moderno e diversificado, compatível com a organização adotada para o Exército.
  • Positiva influência na alta Administração do Exército, do que resultou a construção de quartéis, depósitos, hospitais etc por todo nosso território, edificações essas que existem até os dias atuais.
  • Foi dada grande importância ao Estado-Maior. Esse órgão ficou responsável técnico pela eficiência e emprego do Exército. Com isso, tornou-se extremamente valorizado o Curso de Estado-Maior, formando um Quadro a parte que passou a ter exclusividade nas funções mais relevantes do Exército, permitindo o acesso ao generalato.
  • Elaboração de um Corpo de Doutrina. Além de tratarem do estudo das Guerras de Napoleão, Foch, Joffre, etc., bem como das suas experiências na 1ª Guerra Mundial, levaram em consideração nossas características próprias para definir um corpo de doutrina nacional, deixando uma mensagem salutar, que assim expressamos: “Estudem a História Militar do Brasil e dela procurem tirar a substância que há de corporificar uma Doutrina Militar Brasileira”.

O alto nível dos trabalhos legados pela Missão Militar Francesa ficou evidenciado quando da formação e preparo da Força Expedicionária Brasileira (FEB) para combater na Itália ao lado dos Aliados na 2ª Guerra Mundial. O Exército Brasileiro, nessa ocasião, respondeu à altura ao desafio de enviar oficiais e praças para combater naquele Teatro de Operações. E tudo isso porque o Exército Brasileiro, ao longo de vinte anos, levou a sério o seu preparo profissional sob a orientação experiente da Missão Militar Francesa, contratada no momento oportuno e constituída por militares qualificados, com experiência no maior conflito bélico ocorrido até a época. Isso concorreu para uma rápida e fácil adaptação à doutrina e ao emprego do material bélico americano. A FEB voltou vencedora e coberta de glória, demonstrando que apesar do curto período de adaptação aos equipamentos e às táticas aliadas, mormente americanas, o preparo doutrinário das unidades do EB, executado nos moldes da MMF pôde ser considerado exitoso.

ConsequênciasEditar

Uma das principais consequências da atuação da Missão Militar Francesa, na Escola do Estado Maior, foi a introdução e o ensinamento de elementos universais para o estudo do problema tático, os chamados fatores da decisão militar: a missão, o inimigo, o terreno e os meios. Assim, os missionários franceses se encarregavam de reorientar a doutrina do Exército, elaborar novos regulamentos e aperfeiçoar o ensino e a instrução militar. Sua ação resultou na reformulação das missões do Estado-Maior do Exército e na criação da Escola de Aviação Brasileira no Campo dos Afonsos, embrião arma de Aviação Militar, posteriormente transformada na Força Aérea Brasileira (FAB), pela fusão com a Aviação Naval.

Colocou-se em prática a ideia, então dominante, de que a finalidade principal do Exército era o preparo das forças nacionais para a guerra e, assim, foi viabilizado o enquadramento do potencial militar. Ademais, a mobilização militar passou a ser encarada como uma mobilização nacional.

No decorrer dos contratos, a França investe na propagação de sua influência, através da difusão de sua língua e cultura, justificada no Brasil e na América Latina, pela recorrência ao argumento da latinidade, com vistas à exportação de seu material bélico excedente, por preços elevados, beneficiando, com isso, a balança comercial francesa; já o Brasil tem como meta a instrução, modernização e equipagem de sua força de terra. Indubitavelmente, a França se beneficia do ponto de vista econômico com esses contratos de instrução, tanto na perspectiva de venda de seu material de guerra, quanto no da exportação de suas idéias, filosofias, e, conseqüentemente, livros. O Brasil, apesar dos altos custos pagos, consegue profissionalizar e instruir o quadro de militares do Exército.

Principais Resultados Obtidos pela Missão Militar Francesa[2]Editar

Para o Brasil, o contrato representou um grande passo na direção da profissionalização e modernização de seu Exército e contribuiu para fortalecer seu poder militar. Por outro lado, a principal motivação da diplomacia francesa dava indícios de ser principalmente mercantil, vinculada à obtenção de concessões e privilégios de mercado. A presença francesa na América do Sul se fortaleceu, e a assinatura do contrato foi encarada como uma vitória sobre a rival alemã.

Com a chegada dos primeiros elementos da missão, refundiu-se o ensino militar de aperfeiçoamento. Sua atuação foi mais sensível na EEM, na EsAO e na Escola de Aviação Militar, nos cursos de Oficiais Intendentes, Saúde, Veterinária, Equitação e Educação Física. Assim, os missionários franceses encarregavam-se de reorientar a doutrina do Exército, elaborar novos regulamentos e aperfeiçoar o ensino e a instrução militar. Sua ação resultou na reformulação das missões do EME e na criação da Escola de Aviação Brasileira.

A influência militar francesa concretizou-se ainda, em 1921, com a adoção de novos regulamentos destinados à Direção e Emprego das Grandes Unidades, ao Exercício e Emprego da Artilharia e ao Serviço de Estado-Maior em Campanha. Algumas realizações marcaram sua atuação: a instituição do culto ao patrono do Exército, Duque de Caxias, em 1923; a entrada em função sob seu comando, em 1927, da Diretoria de Aviação Militar, da Escola de Aviação Militar e do Depósito Central de Aviação; a criação no mesmo ano do Conselho de Defesa Nacional, que embora não fosse efetivo àquela altura, transformou-se em 1938 no Conselho de Segurança Nacional, encarregado da elaboração dos planos de defesa nacional. E sem dúvida o fato mais relevante foi a reforma do EME de 1938, que o definiu como órgão de planejamento estratégico encarregado de preparar as decisões do ministro da Guerra e de elaborar as ordens e instruções concernentes à organização do Exército, à mobilização, à instrução e à preparação para a guerra. Foi instituída, pela mesma reforma, a 2ª Seção do EME, encarregada das Informações, das Missões Militares, da Cifra e Decifração de Documentos e da ligação com o Ministério das Relações Exteriores.

Os resultados mais visíveis da Missão Militar Francesa traduziram-se na constituição de um Estado-Maior efetivo, centralizador do comando nacional do Exército e encarregado de elaborar as grandes diretrizes a serem aplicadas à totalidade da instituição. Colocou-se em prática a ideia, então dominante, de que a finalidade principal do Exército era o preparo das forças nacionais para a guerra, e assim foi viabilizado o enquadramento do potencial militar. Ademais, a mobilização militar passou a ser encarada como uma mobilização nacional.


CentenárioEditar

No dia 10 de setembro de 2019, a Diretoria de Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx) realizou, no pátio Campo de Marte do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana (MHEX/FC), a formatura em comemoração ao Centenário da Missão Militar Francesa no Brasil (MMFB), com a presença de diversas organizações militares e convidados[3].

Dentre as as atividades comemorativas previstas, destacaram-se[4]:

  • Congresso Internacional da Missão Militar Francesa nos Países Aliados;
  • Seminários, palestras, simpósios e ciclos de estudos de História Militar, com o tema “MISSÃO MILITAR FRANCESA NO BRASIL”, versando sobre os feitos e o legado que essa missão deixou no Exército Brasileiro. A serem realizados em todas as guarnições militares e Estabelecimentos de Ensino do Exército.
  • Exposição itinerante de painéis, divulgando a presença e o legado da MMF.
  • Inclusão no Programa Editoral da Biblioteca do Exército (BIBLIEx), para 2019, de uma edição especial da Revista do Exército Brasileiro (REB) comemorativa à MMF.
  • Produção de um Livro Especial do Centenário da MMF com um capítulo dedicado à criação da EsAO.
  • Produção de um Livro Comemorativo do Centenário da EsAO.
  • Eventos sociais, salões e gincanas de artes plásticas nas guarnições e nos Estabelecimentos de Ensino do EB, com a participação da família militar, da comunidade civil/eclesiástica e de universitários.
  • Festa Nacional e cerimônia militar de vulto sobre a MMF.
  • Realização de cerimônias militares e eventos sociais nas demais Guarnições, visando enaltecer as realizações da MMF.
  • Prêmio Cultural Pandiá Calógeras e Franklin Dória.
  • Edição Especial Comemorativa da Revista Recrutinha sobre a MMF e inclusão de matéria específica na Revista Verde-Oliva.
  • Produção de um vídeo institucional sobre os 100 anos da Missão Militar Francesa, ressaltando aspectos sobre a história, a influência, e o processo de modernização e evolução do Exército.
  • Criação de Selos Postais referentes aos feitos da MMF.
  • Moeda ou medalha comemorativa do centenário da MMF.
  • Criação da Medalha Militar do Centenário da Missão Militar Francesa no Brasil.
  • Palestra Institucional “Centenário da MMF".

Chefes da MMF [5]Editar

A Missão Militar Francesa foi chefiada sucessivamente pelos seguintes oficiais:

  • General Maurice Gamelin, (1920-1925);
  • General Fredéric Coffec (1925-1927);
  • General Joseph Spire (1927-1930);
  • General Charles Huntziger (1930-1933);
  • Coronel Jules Baudouin (1933-1935);
  • General Pol Noel (1935-1938); e
  • General Georges Chadebec de la Valade (1938-1940).

Relação e Perfil dos Primeiros Integrantes da MMF [6]Editar

  • General GAMELIN, Chefe da MMF. Originário da Escola de Saint-Cyr, nº 1 de sua turma. Serviu nos Atiradores Argelinos, depois no Serviço Geográfico do Exército. Escola Superior de Guerra, de 1889 a 1891, onde foi aluno do então Tenente-Coronel Foch. Estado-Maior do 15° Corpo, depois no Exército dos Alpes. Ex-Chefe de Gabinete do Marechal Joffre por ocasião da batalha do Marne e, mais tarde, Chefe da Seção de Operações do Grande Quartel general dos Exércitos franceses, comandou uma brigada de caçadores, foi Chefe do Estado-Maior do General Joffre. Posteriormente comandou a 9ª Divisão de Infantaria.
  • General DURANDIN, Subchefe da MMF. Originário da Escola Politécnica e da Escola de Aplicação de Fontainebleau. Comandante da Escola de Estado-Maior e Diretor do Curso de Revisão. Durante a campanha de 1914-1918 foi nomeado Chefe do Estado-Maior da Artilharia da Divisão russa operando na França e Diretor do Curso de Artilharia dos Oficiais Superiores da Zona dos Exércitos. Condecorado com a Cruz de Oficial da Legião de Honra e Cruz de Guerra com quatro citações.
  • Coronel de Infantaria BARAT. Originário da Escola de Saint-Cyr, foi o comandante da Escola de Aperfeiçoamento para oficiais. Preparado pelo Marechal Foch, quando Chefe do Estado-Maior do V Corpo do Exército, destacouse na Escola Superior de Guerra. Comandou um batalhão do 95° Regimento de Infantaria e, depois, o Regimento, até o ano de 1915. Foi então nomeado Chefe do Estado-Maior da 126ª Divisão de Infantaria. Condecorado com a Cruz da Legião de Honra e Cruz de Guerra, com citações em ordem-do-dia.
  • Coronel de Intendência BUCHALET. Oriundo da Escola Superior de Intendência. Bacharel em Direito pela Universidade de Paris. Divisão Lagson (Tonkin), depois no Senegal, Sudão, Madagascar e África Ocidental Francesa. Intendente da 152ª Divisão de Infantaria. Nas colônias foi, sucessivamente, incumbido de funções de Intendência, de Administração, de Ma- O Contrato da Missão Militar Francesa de 1919: direito e história das relações internacionais Cadernos de Direito, Piracicaba, v. 10(18): 89-119, jan.-jun. 2010 117 rinha, de Contencioso e de Serviço Judiciário. No fim da Guerra presidiu, na África Ocidental, a Comissão de Abastecimento e Requisições. Condecorado com a Cruz da Legião de Honra, a Cruz de Guerra, as medalhas Coloniais e a Humanitária de 1ª Classe.
  • Tenente-Coronel de Infantaria DEROUGEMONT. Originário da Escola de Saint-Cyr, foi Diretor de Estudos e professor de Tática e Estratégia na Escola de Estado-Maior. Cursou a Escola Superior de Guerra e o Centro de Altos Estudos Militares. Comandou uma companhia de caçadores durante dois anos e, em 1913 entrou para o Estado-Maior do Exército. Durante a Guerra serviu no Grande Quartel-General, Seção de Informações e depois Seção de Operações do Estado-Maior do Marechal Foch. Condecorado com a Cruz da Legião de Honra e cruz de Guerra, e mais seis ordens aliadas.
  • Tenente-Coronel de Infantaria BARRAND. Originário da Escola de SaintCyr, foi professor do curso de Infantaria na Escola de Estado-Maior. Antes da Guerra dedicou-se, especialmente, a estudos históricos e recebeu, por isso, a Cruz de Oficial da Academia. Durante a Guerra foi sucessivamente capitão e major na frente francesa e depois no 176° Regimento de Infantaria nos Dardanellos. Condecorado com a Cruz da Legião de Honra e Cruz de Guerra em seis citações. Foi ferido seis vezes.
  • Tenente-Coronel de Artilharia PASCAL. Originário da Escola de Versailles, foi instrutor da Escola de Saumur e professor de Tática de Artilharia na Escola de Estado-Maior. Durante a campanha de 1914-1918 tomou parte nas principais operações. Comandou uma bateria de 220, uma de 270 e um grupo de 155 curtos Schneider. Condecorado com a Cruz da Legião de Honra e Cruz de Guerra com nove citações.
  • Tenente-Coronel de Artilharia VUILLAUME. Originário da Escola Politécnica. Seguiu o Curso Superior de Artilharia em Fontainebleau e especializou-se em todas as questões de sua Arma. Possuidor de um diploma de Engenheiro Eletricista foi, antes da Guerra, inspetor de armas. Durante a campanha, foi comandante de bateria, grupo e regimento. Em 1918 seguiu para Creusot, incumbido da recepção do material de Artilharia fornecido, ao Governo francês, pelos estabelecimentos Schneider. Condecorado com a Cruz da Legião de Honra e a Cruz de Guerra.
  • Tenente-Coronel de Artilharia LELONG. Originário de Saint-Cyr. Curso de Estado-Maior. Condecorado com a Legião de Honra. Chegou ao Brasil um mês após a vinda da maior parte dos integrantes da MMF.
  • Major de Infantaria PETIBON, assistente do Chefe da MMF. Originário da Escola de Saint-Cyr. No início da campanha de 1914-1918 comandou Jorge Luís Mialhe 118 Cadernos de Direito, Piracicaba, v. 10(18): 89-119, jan.-jun. 2010 uma companhia e depois um batalhão de infantaria. Ferido gravemente em Verdun, foi nomeado diretor de cursos no Centro de Instrução do II Exército. Curso de Estado-Maior. Chefe de Seção de Operações da 9ª Divisão de Infantaria. Condecorado com a Cruz da Legião de Honra e Cruz de Guerra com cinco citações.
  • Major de Cavalaria CHAVANE DE DALMASSY. Originário da Escola de Saint-Cyr, foi professor de Tática de Cavalaria na Escola de Estado-Maior. Distinguiu-se no Estado-Maior do IV Exército, durante a segunda vitória do Marne. Condecorado com a Cruz da Legião de Honra e Cruz de Guerra com três citações.
  • Major de Engenharia GUERIOT. Originário da Escola de Pontes e Calçadas de Paris, foi professor de Engenharia na Escola de Estado-Maior e na de Aperfeiçoamento. Antes da Guerra, dirigiu numerosos trabalhos de estradas de ferro, pontes e canais. No decorrer da campanha, participou das grandes operações, como comandante de uma companhia de Engenharia. É condecorado com a Cruz de Guerra com seis citações em ordem-do-dia. Foi ferido duas vezes.
  • Major de Engenharia THIEBERT. Originário da Escola Politécnica e da Escola de Fontainebleau, foi professor do Curso de Ligações por telegrafia, telefonia, telegrafia sem fio, etc. Durante a Guerra foi, sucessivamente, chefe da radiotelegrafia de um exército e Comandante de Centro de Instrução dos Oficiais Telegrafistas. Condecorado com a Cruz de Guerra e a Medalha Colonial.
  • Major de Artilharia BRESARD. Originário da Escola de Fontainebleau, foi professor de Artilharia na Escola de Aperfeiçoamento. Foi, durante a campanha, tenente de bateria, oficial de Estado-Maior de Artilharia. Condecorado com a Cruz de Guerra, com quatro citações em ordem-do-dia. Foi ferido duas vezes.
  • Major de Cavalaria PICHON. Originário da Escola de Saint-Cyr e do Curso de Aplicação de Saumur, foi professor do curso de Cavalaria na Escola de Aperfeiçoamento. Na Guerra, comandou pelotão e esquadrão. Condecorado com a Cruz da Legião de Honra e a Cruz de Guerra, com quatro citações. Foi ferido três vezes.
  • Major de Infantaria DUMAY. Originário da Escola de Saint-Cyr, foi professor do curso de Infantaria na Escola de Aperfeiçoamento. Comandou uma companhia do 57° Batalhão de Caçadores a pé. Seguiu o Curso de Estado-Maior, foi Chefe da Seção de Operações da 34ª Divisão de Infantaria. Condecorado com a Cruz da Legião de Honra e a Cruz de Guerra, com quatro citações. Foi ferido quatro vezes. O Contrato da Missão Militar Francesa de 1919: direito e história das relações internacionais Cadernos de Direito, Piracicaba, v. 10(18): 89-119, jan.-jun. 2010 119
  • Capitão de Cavalaria MAREUIL. Originário da Escola de Saumur, foi instrutor de equitação na Escola de Estado-Maior e na de Aperfeiçoamento e professor de Hipologia. Durante a Guerra, comandou um pelotão e um esquadrão. Condecorado com a Medalha Colonial e a Cruz de Guerra, com duas citações.
  • Tenente de Infantaria LE MEHAUTE. Professor do Curso de Metralhadoras e de Engenhos de Acampamento. Durante a Guerra foi, sucessivamente, aspirante e tenente. Comandou uma seção de Infantaria e, depois, especializou-se nos engenhos de sua Arma. Condecorado com a Cruz de guerra, com três citações.
  • Engenheiro-chefe militar de pólvora LACAPE. Originário da Escola Politécnica. Foi aluno de Le Chatellier, primeiro químico da França. Especialista em todas as questões de pólvora, dirigiu serviços importantes nas fábricas de pólvora de Saint-Médard-en-Jales, Saint-Chamas e Angoulême. Era diretor do grupo de pólvoras de Pont de Buis, quando foi designado para a MMF.
  • Veterinário de 1ª Classe (equivalente a Major) MARLIENGEAS. Originário da Escola Veterinária de Alfort e da Escola de Cavalaria de Saumur. Serviu num regimento de Cavalaria em Madagascar. Em 1913, veio ao Brasil integrando a Missão de Veterinários Militares. Com a declaração da Guerra, foi designado para a Missão de Remonta na Argentina e para a Técnica de Intendência no Uruguai. Dirigiu e fiscalizou as compras de cavalos e o preparo de conservas que foram enviados ao Exército francês.
  • Veterinário de 2ª Classe (equivalente a Capitão) DIEULOUAROD. Originário da Escola de Veterinária de Alfort e da Escola de Cavalaria de Saumur. Após Ter participado dos raids na Bélgica, foi nomeado Chefe de Serviço do Hospital Veterinário d’Aix-la-Chapelle. Condecorado com a Cruz de Guerra com uma citação em ordem-do-dia.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Correio do Estado, ed. (26 de março de 2019). «Nylson Reis Boiteux: "100 anos da missão militar francesa no Brasil"». Consultado em 13 de julho de 2020 
  2. Rodrigo Nabuco de Araújo. «MISSÃO MILITAR FRANCESA» (PDF). Consultado em 13 de julho de 2020 
  3. «COMEMORAÇÃO AO CENTENÁRIO DA MISSÃO MILITAR FRANCESA NO BRASIL» (PDF). 16 de setembro de 2019. Consultado em 13 de julho de 2020 
  4. «Comemorações do Centenário da Missão Militar Francesa no Brasil». 1 de janeiro de 2018. Consultado em 13 de julho de 2020 
  5. Rodrigo Nabuco de Araújo. «MISSÃO MILITAR FRANCESA» (PDF). Consultado em 15 de julho de 2020 
  6. «O Contrato da Missão Militar Francesa de 1919:direito e história das relações internacionais - Jorge Luís Mialhe». 1 de junho de 2010. Consultado em 13 de julho de 2020 

Ligações externasEditar