Mixobárbaros

Mixobárbaros (em grego: μιξοβάρβαροι; romaniz.: Mixobárbaroi) ou Semibárbaros (em latim: Semibarbari) foi um termo etnográfico que, segundo Hesíquio de Alexandria, designou homens que não foram helenos nem bárbaros, mas que tinham qualidades de ambos.[1] Suas primeiras menções foram feitas na obra de Eurípedes, Platão e Xenofonte para designar gregos não-atenienses. Na obra de Xenofonte, mais precisamente, ele relaciona o termo àqueles gregos que estavam vinculados por tratados à Atenas.[2] Durante o Império Romano, foi aplicado para povos que habitavam as fronteiras da ecúmena e que realizavam tratados com o imperador.[2]

No período bizantino, foi amplamente usado pelos autores dos séculos XI-XII para designar as populações do Danúbio que falavam várias línguas. Segundo Miguel Ataliates, os mixobárbaros habitavam a área junto da parte inferior do Danúbio, enquanto segundo Ana Comnena essas populações podiam falar cita e turco.[1] O termo também foi aplicado pelos estudiosos búlgaros e bizantinos para descrever búlgaros e valacos adotaram um estilo de vida bárbaro, populações nativas que vivam ou casaram-se com pechenegues ou mesmo, no século XIV, as populações híbridas bulgaralbanitóvlacos (em grego: βουλγαραλβανιτόβλακος) que habitavam Momcila, na Macedônia.[2]

Referências

  1. a b Kazhdan 1991, p. 1386.
  2. a b c Stephenson 2000, p. 109-110.

BibliografiaEditar

  • Stephenson, Paul (2000). Byzantium's Balkan Frontier: A Political Study of the Northern Balkans, 900-1204. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0521770173