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Esquema de Tinbergen é o modelo de execução de políticas públicas proposto pelo economista holandês Jan Tinbergen e por seu compatriota Henri Theil. De acordo com o modelo, para que se atinja N metas estabelecidas pelo governo, é necessário que haja pelo menos N instrumentos de política linearmente independentes. Se os formuladores de políticas não tiverem N instrumentos a seu dispôr, não será possível a obtenção de um controle completo sobre os resultados. A linearidade dos instrumentos depende dos parâmetros a eles associados.

Ainda de acordo com o modelo, com a existência de menos instrumentos que metas, ainda será possível um certo controle, com a presença de funções de perda social. Estas funções podem ser manipuladas para que os resultados sejam o mais próximo possível das metas - um problema de otimização.

O Esquema de Tinbergen, baseado no primeiro modelo macroeconômico da história, encomendado a Tinbergen pelo governo da Holanda, rendeu-lhe o primeiro Prêmio Nobel de Economia, em 1969.[1]

Crítica de LucasEditar

O modelo foi criticado nos anos 70 por Robert Lucas, por ser irracional ao supôr que as expectativas sejam exógenas - para Lucas, as próprias políticas econômicas afetam as expectativas. Uma adaptação foi proposta no modelo Barro-Gordon.

Referências