Monastério de Santo Elias (Iraque)

Monastério de Santo Elias
ܕܝܪܐ ܕܡܪܝ ܐܝܠܝܐ
دير مار إيليا
O monastério antes de ser destruído
Inauguração 595
Religião Igreja Católica Caldeia
Estado de conservação Demolido
Geografia
País  Iraque
Cidade Mossul
Coordenadas 36° 17' 33" N 43° 7' 52" E

O Monastério de Santo Elias (em siríaco: ܕܝܪܐ ܕܡܪܝ ܐܝܠܝܐ, em árabe: دير مار إيليا), também conhecido como Dair Mar Elia, foi um monastério cristão localizado ao sul de Mossul, em Ninawa, Iraque. Fundado no final do século XI, foi o monastério mais antigo do Iraque.[1][2] Pertenceu à Igreja do Oriente, uma antiga ramificação do cristianismo oriental. O monastério foi fechado em 1743 após as forças persas massacrarem seus monges. Suas ruínas foram avariadas durante a invasão do Iraque em 2003, e destruídas pelo EIIL em 2014.

HistóriaEditar

O monastério foi fundado em meados do ano de 595 pelo monge assírio Elias, da Igreja do Oriente. Mais tarde, a Igreja Católica Caldeia assumiria o posto.[3] O monastério era o centro da comunidade cristã regional – por séculos, centenas de cristãos visitavam-no para o Feriado de Santo Elias, que cai na última quarta-feira de novembro.[4]

Em 1743, o líder persa Nader Xá danificou o mosteiro e assassinou os 150 monges que lá viviam, após recusarem-se converter ao islã.[5] Dair Mar Elia permaneceu em ruínas até o começo do século XX. Durante a Primeira Guerra Mundial, o monastério foi usado como local de refúgio, o que levou à reconstrução de parte do local.[6] A estrutura, junto com um reservatório e fontes de água mineral, foi mantida pela Igreja Caldeia, e peregrinações às ruínas continuaram a ser feitas.[4] Na década de 1970, o monastério serviu de base militar para a Guarda Republicana Iraquiana.[7]

Guerra do Iraque e destruiçãoEditar

Durante a invasão do Iraque em 2003, o monastério foi avariado por tanques iraquianos que destruíram algumas salas e encheram uma antiga cisterna com lixo e fezes. Uma parte do muro foi destruída após um T-72 ser alvejado por um míssil americano. Depois do Exército dos Estados Unidos tomar controle da área, o local ficou à beira da Base Operacional Marez. Soldados americanos vandalizaram o monastério ao pichar as paredes e caiar a capela, destruindo murais de mais de seis séculos. Mais tarde, o local ainda viria a ser saqueado.[8]

ArquiteturaEditar

O monastério consistia em um complexo de edifícios semelhante a uma fortaleza, tendo uma área de aproximadamente 2 500 . Antes de sua destruição, possuía 26 salas circundando um pátio, além de uma capela e um santuário.[5]

Referências

  1. «Iraque: UNESCO expressa preocupação após a destruição do Monastério de Santo Elias em Mossul». Nações Unidas. 25 de janeiro de 2016. Consultado em 10 de novembro de 2018 
  2. «Estado Islâmico reduz a escombros mosteiro cristão mais antigo do Iraque». Madri: El País. 20 de janeiro de 2016. Consultado em 10 de novembro de 2018 
  3. Foley, James (15 de setembro de 2008). «In Iraq, a Monastery Rediscovered» [No Iraque, redescoberto um monastério]. Smithsonian.com (em inglês). Smithsonian Institution. Consultado em 10 de novembro de 2018 
  4. a b «Assyrian Monasteries in Present Day Iraq» [Monastérios assírios no Iraque atual] (em inglês). Assyrian International News Agency. Consultado em 10 de novembro de 2018 
  5. a b «Islamic State razing of Iraq monastery condemned» [Demolição de monastério no Iraque pelo Estado Islâmico é condenada]. Daily Mail (em inglês). Irbil: Associated Press. 21 de janeiro de 2016. Consultado em 10 de novembro de 2018 
  6. Armbruster, Sgt. Mitch (23 de dezembro de 2005). «Soldiers Visit Ancient Monastery» [Soldados visitam antigo monastério] (em inglês). NewsBlaze. Consultado em 11 de novembro de 2018 
  7. «Iraq's oldest Christian monastery destroyed by Islamic State» [Monastério mais antigo do Iraque é destruído pelo Estado Islâmico] (em inglês). BBC. 20 de janeiro de 2016. Consultado em 11 de novembro de 2018 
  8. Westervelt, Eric (21 de novembro de 2007). «Chaplains Struggle to Protect Monastery in Iraq» [Capelães lutam para preservar monastério no Iraque] (em inglês). National Public Radio. Consultado em 11 de novembro de 2018 

Ligações externasEditar