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Mongaguá

município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana da Baixada Santista
Estância Balneária de Mongaguá
  Município do Brasil  
Centro de Mongaguá.
Centro de Mongaguá.
Símbolos
Bandeira de Estância Balneária de Mongaguá
Bandeira
Brasão de armas de Estância Balneária de Mongaguá
Brasão de armas
Hino
Lema Et pluribus unum
"De muitos, um"
Apelido(s) "Príncipe do litoral"
Gentílico mongaguano
Localização
Localização da Estância Balneária de Mongaguá em São Paulo
Localização da Estância Balneária de Mongaguá em São Paulo
Estância Balneária de Mongaguá está localizado em: Brasil
Estância Balneária de Mongaguá
Localização da Estância Balneária de Mongaguá no Brasil
Mapa da Estância Balneária de Mongaguá
Coordenadas 24° 05' 13" S 46° 37' 44" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária[1] São Paulo
Região imediata[1] Santos
Região metropolitana Baixada Santista
Municípios limítrofes Itanhaém, Praia Grande e São Vicente.
Distância até a capital 93 km
História
Fundação 30 de novembro de 1938 (81 anos)
Emancipação 31 de dezembro de 1959 (59 anos)
Aniversário 7 de dezembro
Administração
Prefeito(a) Márcio Melo Gomes ((Republicanos 2018-2020))
Características geográficas
Área total [2] 143,205 km²
População total (est. IBGE/2018[3]) 55 731 hab.
Densidade 389,17 hab./km²
Clima subtropical (Cfa)
Altitude 18 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,754 alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 359 316,695 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 8 301,37
http://www.mongagua.sp.gov.br/ (Prefeitura)

Mongaguá é um município da Região Metropolitana da Baixada Santista, no estado de São Paulo, no Brasil. A população estimada de 2018 foi de 55 731 habitantes e a área é de 143,205 quilômetros quadrados, resultando em uma densidade demográfica de 389,17 habitantes por quilômetro quadrado.

Topônimo[6]Editar

Mongaguá é uma palavra tupi-guarani que significa “água pegajosa”.

História[7]Editar

Época pré-colonialEditar

Por volta do ano 1000, a região foi invadida por povos do tronco tupi provenientes da Amazônia. Eles expulsaram os habitantes anteriores, chamados tapuias, para o interior do continente.[8] Na época da chegada dos primeiros europeus à região, no século XVI, os guaranis habitavam às margens dos rios Mongaguá e Aguapeú.[9]

Colonização portuguesaEditar

O português Martim Afonso de Sousa desembarcou nas Ilhas de São Vicente em 1532. Naquele momento, foi criado o primeiro núcleo populacional de origem portuguesa no Brasil, São Vicente. Segundo alguns historiadores, emissários de Martim Afonso, em suas viagens pelo litoral de São Paulo, paravam em Mongaguá para descansar. Aos poucos, foram surgindo moradores fixos e, consequentemente, as primeiras propriedades. Durante o Brasil Colônia, parte do atual município de Mongaguá pertencia à capitania de São Vicente e parte pertencia à capitania de Itanhaém.

Em 1776, o Sítio de Mongaguá foi arrematado em leilão público pelo coronel Bonifácio José Ribeiro de Andrada, pai de José Bonifácio, o "Patriarca da Independência". A propriedade foi vendida ao padre João Batista Ferreira (1814) e, posteriormente, a Antônio Gonçalves Nobre (1847), Manuel Bernardes Muniz (1851) e a Heitor Peixoto (1892).

Século XXEditar

 
Mongaguá, s.d. Arquivo Nacional.

Em 1910, foi construído o Hotel Balneário Marinho, que estimulou o turismo na cidade. Atualmente, o prédio abriga a prefeitura da cidade.

Com a formação da Companhia de Melhoramentos da Praia Grande, em 1913, cujos principais acionistas eram Fernando Arens Júnior, David Antônio dos Santos, Prudente Correia, Ernesto Diedrichs, Alberto Hugo de Oliveira Caldas e Abílio Smith Camargo, foram criados os loteamentos: Jardim Marina, Jardim Aguapeú, Vila Arens, Jardim Caiahu, o Centro de Mongaguá e a Vila Sorocabana. A Companhia de Melhoramentos, porém, não teve êxito maior em seus projetos, pois os paulistas daquela época não demonstraram interesse em passar as férias no litoral.

Em 1937, com a chegada da Estrada de Ferro Sorocabana, a ocupação da região começou a se intensificar.[10] Em 1938, foi criado o distrito de Itariri (ou Itarari), subordinado ao município de Itanhaém, que, em 1948, mudou sua denominação para Mongaguá.

Após a Segunda Guerra Mundial é que Mongaguá começou a se desenvolver. A construção da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, na década de 1950, deu um grande impulso ao crescimento do distrito.

Em 7 de dezembro de 1959, foi realizado o plebiscito para a emancipação de Mongaguá. Assim, o desejo da população de Mongaguá foi alcançado com uma votação esmagadora e o plebiscito foi aprovado. Em 31 de dezembro de 1959, o então governador de São Paulo, Jânio Quadros, assinou a Lei e Mongaguá foi elevada à categoria de município. A data do aniversário de Mongaguá passou a ser comemorada no dia em foi realizado o plebiscito e não na data da elevação à categoria de município.

Em 7 de dezembro de 1959, a emancipação em relação a Itanhaém foi obtida, elevando Mongaguá à categoria de município. Em 1977, Mongaguá foi elevada à categoria de Estância Balneária.

GeografiaEditar

HidrografiaEditar

BairrosEditar

  • Balneário Flórida Mirim
  • Balneário Plataforma
  • Balneário Itaguaí
  • Balneário Regina Maria
  • Balneário Agenor de Campos
  • Balneário Jussara
  • Balneário Itaóca
  • Balneário Santa Eugênia
  • Balneário Jardim Praia Grande
  • Balneário N. S. Fátima
  • Balneário Vila Atlântica
  • Balneário Leonor
  • Vila Operária
  • Vera Cruz
  • Centro
  • Balneário Aguapeú
  • Pedreira
  • Vila São Paulo
  • Jardim Caiaú

ClimaEditar

O clima de Mongaguá é o subtropical úmido sem meses secos, devido à proximidade com a Serra do Mar junto ao Oceano Atlântico, com verões quentes e invernos brandos, sendo os meses mais quentes janeiro e fevereiro, com uma média de 25 °C, e o mais frio julho, com uma média de 18 °C.

Dados climatológicos para Mongaguá
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 28,2 28,6 28,1 26,2 24,4 23,1 22,2 22,4 23,3 24,4 25,8 27,3 25,3
Temperatura média (°C) 24,7 24,9 24,2 22,1 20,1 18,7 18 18,7 19,6 20,8 22,1 23,5 21,4
Temperatura mínima média (°C) 21,2 21,2 20,3 18,1 15,9 14,4 13,8 15,1 16 17,3 18,5 19,7 17,6
Precipitação (mm) 359 314 329 241 152 107 106 89 154 250 225 307 2 633
Fonte: Climate-Data.[11]

DemografiaEditar

Dados do Censo - 2010[12]

ComunicaçõesEditar

A cidade foi atendida pela Cia. Telefônica de Itanhaém[13] até 1976, quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP)[14], que construiu as centrais telefônicas utilizadas até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[15], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[16] para suas operações de telefonia fixa.

Administração municipalEditar

PrefeitosEditar

 
Avenida Getúlio Vargas no centro de Mongaguá, com a prefeitura no canto direito.
  • José Cesário Pereira Filho (1960-1964)
  • João de Barros Teixeira (1964-1968)
  • Atílio João Fumo (1969-1972)
  • Jacob Koukdjian Filho (1973-1976)
  • Casimiro Correia Neto (1977-1982; 1983-1988)
  • Jacob Koukdjian Filho (1989-1992)
  • Artur Parada Prócida (1993-1996)
  • Jacob Koukdjian Filho (1997-2000)
  • Artur Parada Prócida (2001-2004; 2005-2008)
  • Paulo Wiazowski Filho (2009-2012)
  • Artur Parada Prócida (2013-2016; 2017-2018)
  • Rodrigo Cardoso Biagioni (2018 - Interino)
  • Márcio Melo Gomes (2018 -2020 - Atual)

TransportesEditar

O principal acesso a Mongaguá se dá pela rodovia SP-55 (Rodovia Padre Manuel da Nób

Estância BalneáriaEditar

 
Plataforma de Pesca de Mongaguá, a maior plataforma marítima de pesca da América Latina.
 
Poço das Antas, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Mongaguá é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Balneária, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Pontos turísticosEditar

  • Centro Cultural Raul Cortez
  • Praias
  • Parque Ecológico A Tribuna
  • Belvedere
  • Praça Dudu Samba
  • Zona Rural
  • Poço das Antas
  • Estátua Nossa Senhora Aparecida
  • Plataforma de pesca
  • Feiras de artesanato

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/mongagua/panorama
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 1 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. «Mongaguá, SP, comemora 58 anos de emancipação nesta quinta-feira». G1. Consultado em 24 de agosto de 2019 
  7. «Conheça Mongaguá». Prefeitura Municipal de Mongaguá. 3 de abril de 2013. Consultado em 24 de agosto de 2019 
  8. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  9. Mongaguá. Disponível em http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/saopaulo/mongagua.pdf. Acesso em 28 de março de 2017.
  10. Instituto Histórico Cultural de Mongaguá. Disponível em https://ihcdemongagua.wordpress.com/mongagua-meu-chao/. Acesso em 28 de março de 2017.
  11. «Clima: Mongaguá». Climate-Data. Consultado em 12 de julho de 2015. Cópia arquivada em 12 de julho de 2015 
  12. «Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil - Mongaguá (SP)». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 
  13. «Incorporação da Cia. Telefônica de Itanhaém pela Telesp» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  14. «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada) 
  15. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  16. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externasEditar