Monjolos

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Monjolos
  Município do Brasil  
Antiga estação ferroviaria de Rodeador
Antiga estação ferroviaria de Rodeador
Símbolos
Bandeira de Monjolos
Bandeira
Hino
Gentílico monjolense
Localização
Localização de Monjolos em Minas Gerais
Localização de Monjolos em Minas Gerais
Mapa de Monjolos
Coordenadas 18° 19' 30" S 44° 07' 08" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Municípios limítrofes Santo Hipólito, Gouveia, Diamantina e Augusto de Lima
Distância até a capital Não disponível
História
Fundação 1 de março de 1963 (57 anos)
Administração
Prefeito(a) Geraldo Eustáquio Maia da Silva[1] (SD, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [3] 652,106 km²
População total (Censo IBGE/2010[4]) 2 360 hab.
Densidade 3,6 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 39215-000 a 39217-999[2]
Indicadores
IDH (PNUD/2000[5]) 0,676 médio
PIB (IBGE/2008[6]) R$ 21 468,302 mil
PIB per capita (IBGE/2008[6]) R$ 9 182,34
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição[7]

Monjolos é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Tem uma população estimada em 2.360 habitantes (CENSO 2010). O município esta situado na Bacia do Rio das Velhas em um vale da Serra do Cabral, tendo como vertente dois grandes rios, o Rio Pardo Grande e o Rio Pardo Pequeno. Esses, com com seus afluentes, contribuem com um grande volume de águas cristalinas que faz parte da despoluição do Rio das Velhas e na do Rio da Integraçao Nacional, o Rio São Francisco.

O município é constituído em quase sua totalidade de terras com alto teor de calcário, próprias para pastagens, tendo em destaque a pecuária de corte e leite, a fruticultura como a cultura da pinha e da manga; também é um grande produtor de pimenta. Mas o município tem o seu potencial turístico, fazendo parte dos circuitos dos Diamantes[8] e da Estrada Real, parte antiga que liga o município à cidade de Diamantina, ainda conta com suas cachoeiras, corredeiras, várias grutas com vestígios do homem pré histórico, várias trilhas para bicicletas, motos, jipes e caminhadas.

HistóriaEditar

O Senhor Feliciano Correia de Melo é considerado como fundador de Monjolos, logo primeiro habitante do povoado. Era ele proprietário da Fazenda Saquim, mais conhecida por Fazenda Soim, mais tarde denominada Fazenda do Açude. Suas Terras abrangiam vasta extensão, desde a sede da fazenda até o local onde surgiu o povoado de Monjolos. Aí existia uma grande senzala, um moinho e o monjolo movido pela força da queda d’água de um pequeno córrego. Esse moinho passou a ser mais importante centro abastecedor de fubá de todos os moradores da circunvizinhança. E o vai e vem das pessoas, na sua fala física: “vou no monjolo trocá fubá”, batizou o lugarejo com o nome de Monjolos. Há uma referência para o nome pluralizado: Monjolos, isto devido a existência abundante na região da árvore com o mesmo nome.

Nas proximidades da senzala, Feliciano de Melo construiu a primeira casa de alvenaria do lugar, este senhor era casado com D. Maria Ambrozina, mãe de criação de uns dos primeiros habitantes de Monjolos, o Sr. João Raimundo de Assis e Jordelino de Assis, apelidado Nenê.

Feliciano Correia de Melo, sua esposa e escravos cultivavam as terras da fazenda, sendo estimuladores da vida econômica, social, cultural e religiosa do lugar.

Um fator preponderante determinou marcante expansão do lugarejo de Monjolos: A construção do ramal ferroviário da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), [9] ligando Corinto à Diamantina, entre os anos de 1914 a 1918. Para trabalharem na obra, pessoas de várias regiões vieram para Monjolos, destacando-se lavradores, aventureiros com vários objetivos de conquista promovendo notável desenvolvimento do lugar. Destacam-se entre as pessoas que para cá vieram os senhores (alguns solteiros, outros trazendo duas famílias) Nelson Fernandes, Regino Augusto da Silva, Otávio Nogueira, Daniel Lima, Raul Bruce, Beraldo Americano de Souza, Cristiano Neves, Antonio Carlos Nunes, José Rosa de Oliveira, entre outros que, juntamente com os moradores que já viviam no lugar e nos seus arredores, muitos contribuíram para o progresso do povoado.

Em 1923, esse ramal ferroviário foi repassado para a Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB), levando a um desenvolvimento ainda maior do local, graças à ligação deste ramal com a linha principal da ferrovia, que ligava o estado de Minas ao Rio de Janeiro. [10]

No ano de 1973, o ramal ferroviário foi desativado pela RFFSA, o que afetou drasticamente toda a atividade econômica da região na época. Ao longo dos anos, os trilhos foram sendo retirados, erradicando-se assim todo o trajeto de uma importante linha férrea para a localidade, distanciando-a dos grandes centros comerciais. [11][12]

Porém devido ao seu enorme potencial turístico, sua riqueza histórica e a exuberante paisagem da Serra do Cabral, Monjolos passou a atrair mais visitantes, principalmente por fazer parte do Circuito dos Diamantes. O antigo leito ferroviário do Ramal de Diamantina da EFCB deu lugar à Trilha Verde da Maria Fumaça, uma trilha ecológica voltada para o ciclismo. Entre vegetações típicas do Cerrado, rios e cachoeiras belíssimas, são encontrados no trajeto alguns resquícios da antiga ferrovia no município como pontilhões de ferro e antigas estações ferroviárias que resistiram ao tempo como a de Monjolos e a de Rodeador. [13]

EmancipaçãoEditar

A Lei Estadual nº 336, de 27.12.48, criou o distrito com sede no povoado de Monjolos, no município de Diamantina e pela Lei Estadual nº 2764, de 31.12.62, o distrito foi elevado a categoria de município, sendo instalado em 1 de março de 1963, ficando subordinado à Comarca de Diamantina. Compõe o município além de Monjolos, cidade sede do Governo Municipal, um distrito (Rodeador) e vários outros pequenos povoados: (Mangabeiras, São José dos Altos, Tamboril, Quebra-Pé, Olhos d’Água, etc...).

A Emancipação de Monjolos gerou uma série de benefícios para o lugar; sua gente sentiu mais de perto o progresso, novas ruas sendo abertas, calçamento chegando as poucos, implantação de serviços úteis à comunidade como: CEMIG, COPASA, Agência de Correios, Banco, Telefonia, antenas de TV, crescimento do setor educacional e esportivo com a criação do 2º grau, do pré-escolar (5 e 6 anos), quadra poliesportiva. Dando oportunidade de trabalho a uma grande massa da população.

InstalaçãoEditar

Ao primeiro dia do mês de março de 1963, sob a presidência do Senhor Antônio de Carvalho Cruz, reuniram-se em sessão solene as autoridades e pessoas gradas com numerosa assistência popular, para fim de proceder a instalação do município de Monjolos.

Criado nos termos do Artigo 3º da Lei número 2.764 de 1962, tendo como sede a localidade que hoje recebe os foros de cidade e ao distrito de Rodeador que compõem o município de Monjolos. Após a abertura da sessão e constituída a mesa, o Senhor Presidente, colocando-se de pé, pronunciou em voz alta e pausada, as seguintes palavras: "Em virtude dos poderes que me foram outorgados, declaro instalado o Município de Monjolos com jurisdição sobre as circunstâncias que têm por sede esta localidade que ora recebe os foros de cidade com a competência e atribuições que lhe confere e determina."

Após proferidas as palavras, o Senhor Presidente passou a palavra ao Rvmo Monsenhor José Batista dos Santos, que, por sua fez, proferiu um belo discurso sobre a solenidade, tendo ainda falado os senhores Edmundo Diniz, na oportunidade representante do Sr. Paulo Salvio, o Sr. Geraldo Machado, representando o povo de Senhora da Glória, o Sr. Pedro Silva, representando o Distrito de Rodeador, o Sr. Geraldo Moreira da Costa, Escrivão do Município de Monjolos, que falou em nome de toda a família monjolense, Sra. Dona Irene de Assis Silva, diretora das Escolas Reunidas Imaculada Conceição de Monjolos.

Após a palavra final do Sr. Presidente, dizendo algumas palavras em nome do Governador José de Magalhães Pinto, declarou-se encerrada a sessão e a Ata de instalação do Município de Monjolos foi lavrada pela Srª. Zilda Maria Miranda, em seguida assinada pelo Sr. Presidente e demais autoridades, instalando assim o município de Monjolos.

Referências

  1. «Eleições 2016». Consultado em 16 de fevereiro de 2018 
  2. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 3. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  8. «Listagem dos Circuitos Turísticos» (PDF). Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. p. 10. Consultado em 24 de fevereiro de 2013. Arquivado do original (PDF) em 12 de maio de 2013 
  9. «Rodeador -- Estações Ferroviárias do Estado de Minas Gerais». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 28 de julho de 2020 
  10. Souza, Ramon Feliphe (2018). «O Sertão nos trilhos: ferrovia, ambiente e saúde no debate sobre a integração do Norte de Minas Gerais (Diamantina, 1902-1922)» 
  11. «Monjolos -- Estações Ferroviárias do Estado de Minas Gerais». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 28 de julho de 2020 
  12. Minas, Estado de; Minas, Estado de (30 de abril de 2018). [https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2018/04/30/interna_gerais,955161/ferrovia-alimentou-moradores-diamantina-seculo-20.shtml «A ferrovia que alimentou os moradores da Serra do Espinha�o»]. Estado de Minas. Consultado em 28 de julho de 2020  replacement character character in |titulo= at position 58 (ajuda)
  13. «Espinhaço ECO Aventura». www.espinhacoecoaventura.com.br. Consultado em 29 de julho de 2020 

Ligações externasEditar

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