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Moshoeshoe II (Morija, Basutolândia, 02 de maio de 1938 - Drakensberg, Lesoto, 15 de janeiro de 1996) foi o chefe supremo da Basutolândia de 1941 ate 1966, sendo posteriormente rei do Lesoto, após sua independência. Ele era filho de Seeiso, chefe supremo de 1939 á 1940 e Mantsebo Amalia Matsaba. Seu nome de nascimento foi Constantine Bereng Seeiso e seu nome e em homenagem ao seu ancestral Moshoeshoe I, o fundador da nação basoto. Ele e considerado o pai do Lesoto moderno e foi o primeiro rei após a independência, mas sendo deposto duas vezes e reinando por 3 vezes (1966 - 1970, 1970 - 1990 e 1995-1996).[1]


Moshoeshoe II
Rei do Lesoto
Reinado 04 de outubro de 1966
a 10 de fevereiro de 1970
Consorte Mamohato (Tabitha 'Masentle Lerotholi Mojela)
Coroação 04 de outubro de 1966
Antecessor(a) Ele mesmo, como Chefe Supremo
Sucessor(a) Leabua Jonathan como Primeiro Ministro
Reinado 5 de dezembro de 1970
a 12 de dezembro de 1990
Predecessor Mamohato
Sucessor Letsie III
Reinado 25 de janeiro de 1995
a 15 de janeiro de 1996
Predecessor Letsie III
Sucessor Mamohato
Chefe Supremo da Basutolândia
Reinado 28 de janeiro de 1941
a 04 de outubro de 1966
Predecessor Mansebo (Chefe-Regente)
Sucessor Ele mesmo, como Rei
 
Descendência Letsie III
Príncipe Infante
Constance Christina "Meseeiso"
Nome completo
Constantine Bereng Seeiso
Nascimento 02 de maio de 1938
  Mojira, Basutolândia
Morte 15 de janeiro de 1996 (57 anos)
  Drakensberg,Lesoto
Pai Seeiso
Mãe Mantsebo Amelia
Religião Catolicismo

Índice

Início da vidaEditar

Constantine Bereng Seeiso nasceu em 02 de maio de 1938, em Mojira, na Basutolândia (Nome do Lesoto durante a época colonial). Ele era filho de Seeiso o chefe supremo do país, entre 1939 e 1940. Com a morte prematura do chefe, o seu padrasto Gabasane Masopha assumiu brevemente, porém foi logo deposto e Constantine foi proclamado chefe com apenas 2 anos. Devido a sua curta idade, sua mãe assumiu como chefe suprema interina ate 1960 com a maioridade do monarca.

Ele foi educado inicialmente no Colégio Roma, em Lesoto. Porém havia muitos rumores de que seu padrasto Gabasane Masopha planejava assassina-lo, por isso foi enviado ao Reino Unido para estudar em Corpus Chirsti College, em Oxford, onde passou toda a sua infância e adolescência ate voltar definitivamente para seu país, em 1960. Devido ao grande convívio com britânicos, o jovem príncipe foi muito bem educado e adotou um ingles mais refinado do que aquele falado em Lesoto.[2]

ReinadoEditar

Constantine voltou definitivamente para Lesoto em 1960, assumindo no dia 12 de março como Chefe Supremo. Nesta época muitos países na África estavam adquirindo sua independência e a antiga Basutolândia também já buscava. Em 1966 o país se torna independente, no mesmo dia o rei e coroado e proclamado Moshoeshoe II, uma homenagem a Moshoeshoe I o fundador do país. Seu reinado foi muito conturbado e limitado, pois o Partido Nacional dos Basotos, tinha como representante Leabua Jonathan e que se tornou primeiro ministro do país.

Em 05 de fevereiro de 1970 o rei foi deposto do cargo pelo primeiro ministro, sendo exilado para os Países Baixos, aonde continuou reclamando o trono, que ficou vago ate junho de 1970, com a colocada de Mamohato como rainha regente, mas devido ao descontento popular o rei foi recolocado no poder. Ele reinou pela segunda vez de 1970 á 1990, durante 20 anos e sendo o seu reinado mais longo. Mas a condição imposta por Jonathan foi que o monarca não tivesse poderes plenos, apenas representativos e culturais, algo muito parecido aos que os britânicos impuseram aos chefes supremos.

Em 1986, Jonathan e deposto do cargo e exilado para a África do Sul. O Maior motivo foi pelo mesmo ser declaradamente contra o Apartheid na África do Sul, além de dar asilo político a negros refugiados. O Novo governo era de caráter militar, dando mais poder ao rei, mesmo assim o monarca foi deposto em 1990, por ser declaradamente contra ao governo militar, desta vez indo para Londres[3].

O Seu filho mais velho e príncipe herdeiro foi declarado rei, o jovem Letsie III mas o mesmo era um fantoche nas mãos dos militares. Moshoeshoe viajou em 1992 para a África do Sul e participou na luta da população negra contra o Apartheid, ao lado de Nelson Mandela. O Mesmo assumiu a presidência da África do Sul e pressionou o governo militar a deixar o poder e restaurarem Moshoeshoe II como rei, coisa que conseguiu em pouco menos de 1 ano, devido a grande influência que a África do Sul tem sobre o Lesoto que é um enclave do país.

O Rei voltou ao poder em Janeiro de 1995, assumindo o trono pela terceira e ultima vez. O Monarca reinou durante apenas 11 meses e 25 dias, pois faleceu de um acidente automóbilistico em 1996. Na ocasião ele estava realizando uma viagem por todo o país e estava voltando para a capital, Maseru durante a madrugada em um carro do governo. O Motorista dirigiu sobre as montanhas de Drakensberg, quando perdeu o controle e capotou o carro que veio a explodir logo em seguida. A Morte de Moshoeshoe II foi lamentada por muitos chefes de estado africanos e do resto do mundo, principalmente pela forma trágica que ele e o motorista morreram.[4] Sua esposa Mamohato assumiu como regente mais uma vez, mas logo seu filho Letsie assumiu o trono que ate hoje esta.

FamíliaEditar

Moshoeshoe II era filho de Seeiso e Mantsebo Amelia. Foi casado com Tabitha Masentle Lerotholi Mojela, que mudou seu nome para Mamohato em 1962, com quem teve três filhos. [5]

  • Príncipe Herdeiro David Mohato Bereng Seeiso, atual Letsie III (17 de Junho de 1963, com 55 anos hoje)
  • Príncipe Infante Seeiso Bereng Seeiso (16 de abril de 1966, 52 anos hoje)
  • Princesa infante Constance Christina Maseeiso (24 de dezembro de 1969 - 07 de setembro de 1994, falecendo com 24 anos)

HonrasEditar

Grão Mestre das Ordens deEditar

  •   Lesoto  : Grão-Mestre da Ordem Mais Digna de Moshoeshoe .
  •   Lesoto  : Grão-Mestre da Ordem Mais Cortês do Lesoto .
  •   Lesoto  : Grão-Mestre da Ordem Mais Meritória de Mohlomi .
  •   Lesoto  : Grão-Mestre da Ordem Mais Leal de Ramatseatsane .

Honras InternacionaisEditar

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar


  1. «FindArticles.com | CBSi». findarticles.com. Consultado em 17 de fevereiro de 2019 
  2. «FindArticles.com | CBSi». findarticles.com. Consultado em 17 de fevereiro de 2019 
  3. «FindArticles.com | CBSi». findarticles.com. Consultado em 17 de fevereiro de 2019 
  4. Jr, Donald G. McNeil (16 de janeiro de 1996). «King of Tiny Land Circled by South Africa Dies in Car Plunge». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331 
  5. «FindArticles.com | CBSi». findarticles.com. Consultado em 17 de fevereiro de 2019