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Motins do Sertão do Rio São Francisco

Os motins do sertão do Rio São Francisco foram uma série de levantes ocorridos na região noroeste da capitania de Minas Gerais[1].

A região denominada Sertão do São Francisco compreende os arraiais de São Romão, Manga, Brejo do Amparo ou do Salgado, Capela das Almas, Japoré (atualmente distrito de Nhandutiba, município de Manga), Barra do Rio das Velhas, Montes Claros e outros aglomerados menores, pertencentes à comarca do Rio das Velhas, com sede em Sabará.[2].

A principal motivação da sedição de 1736 foram contra modificações introduzidas pela coroa no sistema de cobrança de impostos da região, passando os moradores do sertão a recolherem uma certa quantidade de ouro por pessoa, incluindo escravos. Até então, os mineradores pagavam o quinto e, por não ser área mineradora, os sertanejos sempre haviam sido isentos deste imposto e recolhiam apenas os dízimos e as contagens, pagas nas passagens, as alfândegas da época. O primeiro motim eclodiu em março de 1736, no Arraial de Capela das Almas, em princípios de maio eclode o segundo no sítio de Montes Claros, junto ao Rio Verde. Posteriormente, em julho, levanta-se o Arraial de São Romão. Os tumultos foram controlados ainda em 1736.[3]

Referências

  1. ANASTASIA, Carla Maria Junho. Editora Arte, ed. Vassalos Rebeldes: violência coletiva nas Minas na primeira metade do século XVIII. 2012 2ª ed. Belo Horizonte: [s.n.] 178 páginas. ISBN 9788576541240 
  2. MATA MACHADO, Bernardo. Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, ed. História do sertão noroeste de Minas Gerais (1690-1930). 1991. Belo Horizonte: [s.n.] 168 páginas 
  3. «A matriarca do sertão». www.em.com.br 
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