Moura Cavalcanti

advogado e político brasileiro
Moura Cavalcanti
Moura Cavalcanti
PrefeitoMacaparana
Período 1946–1948
Governador do Amapá
Período 1961
Antecessor Amílcar Pereira
Sucessor Mário Barbosa
Ministro da Agricultura
Período 1973–1974
Antecessor Luís Fernando Cirne Lima
Sucessor Alysson Paulinelli
Governador de Pernambuco
Período 1975–1979
Antecessor Eraldo Gueiros
Sucessor Marco Maciel
Dados pessoais
Nascimento 28 de outubro de 1925
São Vicente Férrer, PE
Morte 28 de novembro de 1994 (69 anos)
Recife, PE
Alma mater Universidade Federal de Pernambuco
Partido PSD, ARENA, PDS
Profissão advogado, agricultor

José Francisco de Moura Cavalcanti (São Vicente Férrer, 20 de outubro de 1925Recife, 28 de novembro de 1994) foi um advogado e político brasileiro que foi indicado governador do Amapá em 1961 e de Pernambuco em 1974.

BiografiaEditar

 
Em 1970.

Aos vinte anos foi prefeito da cidade de Macaparana tendo ido ao Recife após deixar o cargo para estudar Direito (1950-1954). Envolvido com a advocacia chegou a ser procurador em Pernambuco e teve como mentor político a figura de Osvaldo Cordeiro de Farias. Nomeado governador do Território Federal do Amapá pelo presidente Jânio Quadros foi destituído do cargo após a renúncia deste em agosto de 1961. De volta ao seu estado foi representante de Pernambuco no conselho deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, Secretário da Administração e da Coordenação Política durante o governo de Paulo Guerra e Superintendente de Desenvolvimento do Vale do Serigi durante o governo Nilo Coelho.

José Francisco Moura Cavalcanti ascendeu ao plano federal em 1970 no governo Médici que o nomeou presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e a seguir ocupou o Ministério da Agricultura entre 9 de maio de 1973 e 15 de março de 1974. Três meses após deixar o ministério foi indicado governador de Pernambuco (ARENA) pelo então presidente Ernesto Geisel. e confirmado pela Assembléia Legislativa do Estado. Audacioso e empreendedor, formou uma equipe de jovens auxiliares destinados a revolucionar a história de Pernambuco, dentre eles José Jorge de Vasconcelos, Joaquim Francisco de Freitas, Antonio Morais, Gustavo Krause Sobrinho dentre outros pernambucanos que marcaram época e fizeram história. Ao fim de sua gestão, já acometido de grave enfermidade, havia lançado a pedra fundamental do Porto de Suape, construído o Centro de Convenções de Pernambuco, e iniciado o TIP - Terminal Integrado de Passageiros que só foi concluído anos depois pelo então governador Gustavo Krause Sobrinho livrando o centro do Recife já saturado de uma estrutura antiquada e ridícula que servia de terminal rodoviário intermunicipal sem as mínimas condições. Migrou para o PDS após o retorno do pluripartidarismo.

Foi casado com D. Suçu, tendo falecido em decorrência de uma parada cardíaca, após longa enfermidade que o tirou precocemente dos palanques mas não da vida política, sempre influente e respeitado até os seus últimos dias de vida.

Fonte de pesquisaEditar

O fim da missão Portella (sic). Disponível em Veja, ed. 302 de 19/06/1974. São Paulo: Abril.

Ligações externasEditar