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O Movimento de Quatro de Maio (chinês tradicional: 五四運動, chinês simplificado: 五四运动, pinyin: Wǔ Sì Yùndòng) foi um movimento anti-imperialista, cultural e político que cresceu de manifestações estudantis em Pequim, em 4 de maio de 1919, eles protestavam contra a fraca resposta do governo chinês em relação ao Tratado de Versalhes, especialmente a permissão dada ao Japão para manter territórios em Shandong que tinham sido devolvidos pela Alemanha após o cerco de Tsingtao.[1]

ContextoEditar

"O clima e a atmosfera política que emergiu por volta de 1919", nas palavras de um estudioso recente, "estão no centro de um conjunto de idéias que moldou a China do século XX." Após a Revolução Xinhai em 1911, a dinastia Qing se desintegrou. Isto marcou o fim de milhares de anos de um poderoso domínio imperial, e, teoricamente, inaugurou uma nova era em que o poder político ficou nas mãos do povo. No entanto, a realidade é que a China era uma nação fragmentada dominada por senhores da guerra, que estavam mais preocupados com seus próprios poderes políticos e exércitos privados do que com os interesses nacionais. O governo chinês de Beiyang foi ocupado com supressão de assuntos internos, e pouco fez para contrariar a influência exercida por potências estrangeiras.[2]


Referências

  1. Hans J. Van de Ven. From Friend to Comrade: The Founding of the Chinese Communist Party, 1920-1927. University of California Press; 1991. ISBN 978-0-520-91087-4. p. 15.
  2. Rana Mitter. A Bitter Revolution: China's Struggle with the Modern World. (Oxford; New York: Oxford University Press, 2004), p. 12.

Ver tambémEditar