Movimento para a Unidade Nacional (São Vicente e Granadinas)

O Movimento para a Unidade Nacional (em inglês: Movement for National Unity) foi um partido político em São Vicente e Granadinas. Foi formado em 1982,[1] na sequência de uma cisão do Movimento Popular Unido (São Vicente e Granadinas), protagonizada pelo seu fundador Ralph Gonsalves,[4] devido à recusa da maioria dos membros desse partido em renunciar as políticas de Fidel Castro.[5] Parte do apoio do Movimento para a Unidade Nacional veio de antigos membros do extinto Movimento de Libertação Unido Youlou (YULIMO) dos anos 70[6] (já na altura liderado por Gonsalves).[7] O novo partido recebeu 2% dos votos nas eleições de 1984 mas não elegeu nenhum deputado. Nas eleições de 1989, subiu para 2,4%, mas continuou sem deputados. No entanto, nas eleições de 1994 recebeu 17,4% dos votos e elegeu um deputado.[8] Em outubro do mesmo ano fundiu-se com o Partido Trabalhista de São Vicente para criar o Partido Trabalhista de Unidade (ULP)[9] (os dois partidos já tinham estabelecido um acordo de cooperação ainda antes das eleições).[10]

Movimento para a Unidade Nacional
Movement for National Unity
Líder Ralph Gonsalves
Fundação 1982
Dissolução 1994
Ideologia Socialismo[1]
Espetro político Esquerda radical[2]
Publicação Unity[3]
Dividiu-se de Movimento Popular Unido
Fusão Partido Trabalhista de Unidade
País São Vicente e Granadinas
Política de São Vicente e Granadinas

Partidos políticos

Eleições

Em 2001, Gonsalves, o antigo líder do Movimento para a Unidade Nacional, tornou-se primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, pelo ULP.[11]

Referências

  1. a b Gonsalves, Ralph (14 de março de 2016). «"The Grenada Revolution: Historical Context, Impact And Continuing Significance"» (PDF). Office of the Prime Minister - St. Vincent and the Grenadines (em inglês). p. 12. 44 páginas. Consultado em 18 de agosto de 2020 
  2. Mars, Perry (1998). Ideology and Change: The Transformation of the Caribbean Left. Col: African American life series (em inglês). Detroit: Wayne State University Press. p. 53. ISBN 9780814327692. Consultado em 27 de julho de 2020 
  3. John, Kenneth. «Responding to Renwick Rose History of the past 40 years». The Vicentian (em inglês). Consultado em 19 de agosto de 2020 
  4. Cosover, Mary Jo (1989). «Saint Vicent and the Granadines» (PDF). In: Meditz, Sandra W.; Hanratty, Dennis M. Islands of the Commonwealth Caribbean (PDF). a regional study. Col: Area handbook series (em inglês). [S.l.]: Federal Research Division - Library of Congress. p. 338-339. Consultado em 13 de agosto de 2020 
  5. Nohlen, Dieter (2005). Elections in the Americas: A data handbook, Volume I (em inglês). [S.l.]: Oxford University Press. 596 páginas. ISBN 978-0-19-928357-6 
  6. Mars. p. 59.
  7. Maingot, Anthony (2018) [1994]. The United States And The Caribbean: Challenges Of An Asymmetrical Relationship (em inglês). [S.l.]: Routledge. p. 130. 260 páginas. ISBN 9780429975424. Consultado em 13 de agosto de 2020 
  8. Nohlen, pp. 603-604.
  9. «Final Report of the OAS Electoral Observation Mission for the General Elections in Saint Vincent and the Grenadines on December 13, 2010» (PDF). Organização dos Estados Americanos (em inglês). 1 de março de 2011. p. 7. 48 páginas. Consultado em 18 de agosto de 2020 
  10. «ULP View: The ULP- Celebrating Its Silver Anniversary». The Vicentinian (em inglês). 1 de março de 2011. Consultado em 22 de novembro de 2019 
  11. «St Vincent and the Grenadines profile - Leaders». BBC (em inglês). 27 de novembro de 2014. Consultado em 17 de agosto de 2020