Mozart de Araújo
Nascimento 25 de janeiro de 1904
Morte 23 de junho de 1988 (84 anos)
Cidadania Brasil

José Mozart de Araújo (Guaraciaba do Norte, 25 de janeiro de 1904Rio de Janeiro, 23 de junho de 1988) foi um musicólogo, professor, historiador e violonista brasileiro.[1]

BiografiaEditar

Estabeleceu-se no Rio de Janeiro em 1928, a fim de estudar medicina e, lá chegando, passou a frequentar o meio artístico e a pesquisar e analisar documentos sobre a música no Brasil, reunindo uma coleção de manuscritos e edições raras desde o período colonial.

Ocupou diversos cargos públicos ligados à música, como por exemplo o de diretor da Rádio MEC, local onde foi um dos responsáveis pela criação da Orquestra Sinfônica Nacional. Sua publicação mais significativa foi o livro A modinha e o lundu no século XVIII - uma pesquisa histórica e bibliográfica, editado em São Paulo, pela Ricordi Brasileira, em 1963, que desde então se tornou uma obra referêncial no gênero.[1]

Foi presidente do Clube do Choro; membro da Academia Brasileira de Música; Vice- presidente do Conselho Superior de MPB. do Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro, museu no qual chegou a ser diretor. No Conselho Federal da Cultura, dirigiu a "Revista Brasileira de Cultura", onde também publicou diversos artigos. Colaborou na edição da "Enciclopédia da Música Brasileira" (Art Ed.), elaborando diversos verbetes: modinha, lundu, choro e chorões, pianeiros e maxixe. Em 1976, foi responsável, ao lado de Ricardo Cravo Albin, pela seleção de repertório dos álbuns "Chorada, chorões e chorinhos" (1976) e "A modinha" (1977), da série "Cantares brasileiros". Nos dois álbuns, foi responsável, juntamente com Albin, pelos textos dos encartes, pela escolha dos arranjadores e dos intérpretes. Os álbuns foram oferecidos como brindes de Natal pela Companhia Internacional de Seguros, naqueles anos. O livro "Rapsódia brasileira", com textos seus publicados na imprensa, foi publicado pela Universidade do Ceará, seis anos após a sua morte. Foi considerado um grande violonista e chorão, apesar de amador. Seu acervo foi adquirido pelo Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), no começo dos anos 1990.

Referências

  1. a b «Mozart de Araújo». dicionariompb.com.br. Consultado em 31 de janeiro de 2015 
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