Abrir menu principal

Mulheres na política

Gnome-globe.svg
Esta página ou seção não representa uma visão mundial do assunto.
Por favor melhore este artigo ou discuta este caso na página de discussão.
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde abril de 2016). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Mulheres se manifestando nos Estados Unidos em prol do sufrágio universal feminino.

Mulheres na política têm sido historicamente sub-representadas nas sociedades ocidentais em comparação com os homens. Muitas mulheres, no entanto, teem sido eleitas politicamente para ser chefes de Estado e de governo. Uma das mais proeminentes líderes de potências mundiais do sexo feminino pode ser Margaret Thatcher como primeira-ministra do Reino Unido, presidente do Brasil Dilma Rousseff, primeira-ministra da Índia Indira Gandhi, primeira-ministra de Israel Golda Meir, Chanceler da Alemanha Angela Merkel, primeira-ministra do Canadá Kim Campbell, primeira-ministra da França Edith Cresson, Presidente da República Popular da China Soong Ching-ling (AKA Rosamond Soong), e Diretor da Revolução Cultural, ditadora Jiang Qing.

Participação por paísEditar

Foi na República de Tuva, em 1940, que uma mulher foi pela primeira vez presidente da república de um país na época moderna, a presidente Khertek Anchimaa-Toka, falecida em 2008 aos 96 anos. Já no cargo de Primeira-Ministra a primeira a ocupá-lo foi Sirimavo Bandaranaike (1916-2000) no Sri Lanka de 1960 a 1965 e em mais duas ocasiões de 1970 a 1977 e de 1994 a 2000.

No BrasilEditar

A primeira mulher Chefe de Estado na História do Brasil, foi D. Maria I, Rainha Reinante do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822).

A segunda mulher Chefe de Estado na história do Brasil foi D. Leopoldina que atuou como Regente em 1822, grande foi sua influência no processo de Independência do Brasil.

A terceira mulher Chefe de Estado na história do Brasil foi D. Isabel que foi Regente do Brasil em vários períodos (1870-1871, 1876-1877 e 1887-1888) durante o período em que ela regeu o Brasil ela sancionou em 13 de maio de 1888 a Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.353) foi a lei que extinguiu a escravidão no Brasil, considerada um grande marco na História do Brasil, e que a eternizou como a Redentora.

Durante grande parte da História do Brasil República, as mulheres foram excluídas de qualquer participação na política, pois a elas eram negados os principais direitos políticos como, por exemplo, votar e ser votado. Somente em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, as mulheres conquistaram o direito de voto e puderam se candidatar a cargos políticos.

Principais participações das mulheres na política brasileiraEditar

 
Diploma de Vereadora de Nilda Iris Vaz Borges, expedido pela zona eleitoral de Patos de Minas no ano de 1912[1]
  • Em 1929, Alzira Soriano conquistou 60% dos votos e em 1º de janeiro do ano seguinte foi empossada prefeita de Lajes, no Rio Grande do Norte.[2] Foi a primeira mulher da América Latina a assumir o governo de uma cidade.
  • A ata geral emitida pela 13.ª junta apuradora do Tribunal Eleitoral de Quixeramobim prova a conquista de[3] Quixeramobim. Aos 12 de outubro de 1958 a 13.ª junta apuradora da Justiça Eleitoral da comarca de Quixeramobim declarava encerrada a apuração dos votos para o cargo majoritário no município sertanejo situado a 206 quilômetros de Fortaleza. O extrato da ata geral anunciava Aldamira Guedes Fernandes vencedora do pleito para o Poder Executivo local. Com maioria absoluta de votos, exatos 59%, comemorava a conquista, sendo empossada aos 25 de março do ano seguinte. No Brasil, pela primeira vez, uma mulher assumia o cargo por meio do voto livre.


Daquela época, a pioneira no cenário político nacional recorda que não existiam comícios, não se distribuíam bonés e nem blusas dos candidatos; não havia carros de som fazendo propagandas pelas ruas, cartazes e nem outdoors. Ela explica que só existiam duas amplificadoras de som na cidade. Uma delas, a da Paróquia de Santo Antônio e a outra, do radialista Fenelon Câmara. “A gente tinha que conquistar o eleitor era na visita, na conversa, mostrando nossas propostas de trabalho. Era comum a gente pedir o voto às comadres e compadres, assegurando por conta disso, uma boa margem de votos”, diz ela.

 
1º Congresso Feminino do Brasil, 1922. Arquivo Nacional.
  • Em 31 de outubro de 2010, Dilma Rousseff (PT) venceu as eleições presidenciais no segundo turno, tornando-se a primeira mulher a ser eleita presidente da República Federativa do Brasil.

Ela é a 4.ª Chefe de Estado da história do Brasil.

  • Em 2018, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia assumiu a presidência da República interinamente.

Em organizações internacionaisEditar

Ainda não houve uma mulher Secretário Geral das Nações Unidas. A tanzaniana Asha-Rose Migiro foi nomeada em 2007 para ocupar o cargo de Vice Secretária-geral das Nações Unidas.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Museu do Voto - TSE. Tribunal Superior Eleitoral. Acesso em de janeiro de 2015
  2. Alzira Soriano abriu espaço feminino na politica brasileira
  3. «Primeira prefeita do Brasil - Regional - Diário do Nordeste». Diário do Nordeste. Consultado em 27 de dezembro de 2016 
  4. a b c Direito de voto feminino completa 76 anos no Brasil; saiba mais sobre essa conquista Folha.com. (Fevereiro, 2008).
  5. Alzira Soriano e a Emancipação Política da Mulher Brasileira [1]. Prefeitura de Lages. Acesso em 8 de janeiro de 2015.
  6. ABC, Portal do ABC do. «São Bernardo do Campo ‹ Conheça a história de São Bernardo do Campo». www.abcdoabc.com.br. Consultado em 2 de março de 2018 

BibliografiaEditar

  • Eileen McDonagh (2009), The Motherless State: Women's Political Leadership and American Democracy, University of Chicago Press ISBN 9780226514550
  • Helene Silverberg (1998), "A Government of Men: Gender, the City, and the New Science of Politics," in Silverberg (ed.), Gender and American Social Science: the formative years (Princeton, NJ: Princeton University Press).

Ligações externasEditar