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Murilo Mendes
Retrato de Murilo Mendes, por Ismael Nery
Nome completo Murilo Monteiro Mendes
Nascimento 13 de maio de 1901
Juiz de Fora, Minas Gerais
Morte 13 de agosto de 1975 (74 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Cônjuge Maria da Saudade Cortesão Mendes
Ocupação Poeta
Prémios Prêmio Graça Aranha (1930)

Prêmio Internacional de Poesia "Etna-Taormina" (1972)
Prêmio "Viareggio" (1973)

Magnum opus Contemplação de Ouro-Preto
Escola/tradição Modernismo
Assinatura
Murilo Mendes literatura brasileira.jpg

Murilo Monteiro Mendes (Juiz de Fora, 13 de maio de 1901Lisboa, 13 de agosto de 1975) foi um poeta e prosador brasileiro, expoente do surrealismo brasileiro.

Índice

BiografiaEditar

Murilo Mendes ingressou, em 1916, na Escola de Farmácia de Juiz de Fora, que abandonou decorrido um ano apenas. Entre 1917 e 1921, foi empregado como telegrafista, prático de farmácia, guarda-livros, funcionário de cartório, professor de francês em um colégio de Palmira (atual Santos Dumont) e, mudando para o Rio de Janeiro com o irmão mais velho, trabalhou como arquivista na Diretoria do Patrimônio Nacional, subordinado ao Ministério da Fazenda. No Rio de Janeiro, conheceu Ismael Nery, tornando-se seu grande amigo. De 1924 a 1929, o poeta busca, sem vocação, empregos vários, como o de escriturário no Banco Mercantil do Rio de Janeiro.[1]

A partir de 1920, colaborou em jornal e revistas ao mesmo tempo em que publicou livros. Casa-se, em 1940, com Maria da Saudade Cortesão, filha de Jaime Cortesão, historiador e poeta português exilado no Brasil.[2]

Carreira literáriaEditar

Murilo Mendes iniciou-se na literatura escrevendo nas revistas modernistas Terra Roxa, Outras Terras e em Antropofagia. Os seus livros Poemas (1930), História do Brasil (1932) e Bumba-Meu-Poeta, escrito em 1930, mas só publicado em 1959, na edição da obra completa intitulada Poesias (1925–1955), são claramente modernistas, revelando uma visão humorística da realidade brasileira. Tempo e Eternidade (1935), quando escreve também "Os Quatro Elementos", um de seus melhores livros da primeira fase,[3] marca a conversão de Murilo Mendes ao catolicismo. Nesse livro, os elementos humorísticos diminuem e os valores visuais do texto são acentuados. Foi escrito em colaboração com o poeta Jorge de Lima.

Nos volumes da fase seguinte, Poesia em Pânico (1938), O Visionário (1941), As Metamorfoses (1944) e Mundo Enigma (1945), o poeta apresenta influência cubista, sobrepondo imagens e fazendo o plástico predominar sobre o discursivo. Poesia Liberdade (1947), como alguns outros livros do poeta, foi escrito sob o impacto da guerra, refletindo a inquietação do autor diante da situação do mundo. Colaborou no semanário Mundo Literário [4] existente entre 1946 e 1948. Em 1954, saiu Contemplação de Ouro Preto, em que Murilo Mendes alterou sua linguagem e suas preocupações, reportando-se às velhas cidades mineiras e sua atmosfera. Daí por diante, o poeta lançou-se a novos processos estilísticos, realizando uma poesia de caráter mais rigoroso e despojado, como em Parábola (1946-1952) e Siciliana (1954–1955), publicados em Poesias (1925–1955). As características desse período atingem sua melhor realização no livro Tempo Espanhol (1959).

Em 1970, Murilo Mendes publica Convergência, um livro de poemas vanguardistas com influência do concretismo. Murilo Mendes também publicou livros de prosa, como O Discípulo de Emaús (1944), A Idade do Serrote (1968), Livro de memórias e Poliedro (1972). Ao morrer, em Lisboa, deixou inéditas várias obras.

ObrasEditar

  • Poemas (1930);
  • História do Brasil (1932);
  • Tempo e Eternidade (1935) - com o poeta Jorge de Lima;
  • O Sinal de Deus (1936);
  • A Poesia em Pânico (1937);
  • O Visionário (1941);
  • As Metamorfoses (1944);
  • Mundo Enigma (1945);
  • O Discípulo de Emaús (1945);
  • Poesia Liberdade (1947);
  • Janela do Caos (1949);
  • Contemplação de Ouro Preto (1954);
  • Poesias (1959) - reúne os livros anteriores, exceto O Sinal de Deus e História do Brasil;
  • Siciliana (1959);
  • Tempo Espanhol (1959);
  • A Idade do Serrote (1968);
  • Convergência (1970);
  • Poliedro (1972);
  • Retratos-Relâmpago (1973).

PóstumasEditar

  • Ipotesi (1977);
  • Transístor (1980);
  • Janelas Verdes (primeira parte) (1989).

Prêmios recebidosEditar

 
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  • Prêmio Graça Aranha, pelo livro Poemas.
  • Prêmio Internacional de Poesia Etna-Taormina, 1972.
  • Prêmio Nacional pela obra Solidariedade, 1968

Referências

  1. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pp. 67–69 
  2. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pp. 68–70 
  3. Obras Completas,Ed.Aguilar
  4. Helena Roldão (27 de janeiro de 2014). «Ficha histórica: Mundo literário : semanário de crítica e informação literária, científica e artística (1946-1948).» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 03 de Novembro de 2014  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)


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