Museu da Comunicação Hipólito José da Costa

Bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul na cidade de Porto Alegre
Museu da Comunicação Hipólito José da Costa
Tipo museu, patrimônio histórico
Inauguração 1974 (46 anos)
Website oficial
Geografia
Coordenadas 30° 1' 50.3652" S 51° 13' 55.0189" O
Localização Rio Grande do Sul, Porto Alegre
País Brasil

O Museu da Comunicação Hipólito José da Costa é um museu brasileiro, localizado em Porto Alegre, na rua dos Andradas.

A instituiçãoEditar

A instituição conta com coleções completas de jornais e revistas, reunindo cerca de oito mil títulos, datados desde o ano de 1827. Apresenta um acervo considerável relacionado à imagem e ao som (fotografia, cinema, rádio, televisão e vídeo) e resgata parte da memória da publicidade e da propaganda, principalmente através de peças gráficas. Objetos e equipamentos também retratam a evolução tecnológica na área da Comunicação Social.

Histórico do prédioEditar

O prédio foi construído durante o governo de Borges de Medeiros para ser a nova sede do jornal A Federação, fundado no ano de 1884, durante o Império, servindo como propaganda das idéias republicanas, tendo entre seus criadores Assis Brasil e Júlio de Castilhos, assim como outras ilustres personalidades políticas da época. O responsável pelas obras foi o engenheiro civil gaúcho Teófilo Borges de Barros, que participou também da construção de outros prédios em Porto Alegre, além da reforma da Biblioteca Pública do Estado. O prédio foi inaugurado em 6 de setembro de 1922.[1]

Depois de instituída a República, A Federação tornou-se o principal órgão do Partido Republicano Rio-grandense (PRR). O jornal foi extinto por imposição do Estado Novo em 1937, passando o prédio, no ano seguinte, a sediar o Jornal do Estado, posteriormente transformado no Diário Oficial. Em setembro de 1974, com a criação do Museu da Comunicação Social, o edifício imediatamente foi destinado para abrigar a nova instituição.

O prédio é em estilo eclético, característico da arquitetura positivista. Possui uma área total de 3 mil 160 metros quadrados, e foi destruído parcialmente por um incêndio em 1947 e, depois de reparados os danos, ampliou-se sua estrutura física pelos fundos na Rua Caldas Júnior. Foi tombado em 1977, tornando-se Patrimônio Histórico do Estado.

Destaca-se no alto da fachada uma estátua representando a Imprensa, que foi esculpida pelo artista italiano Luís Sanguin. No ano de 1995 esta estátua sofreu uma restauração, pois estava perdendo a mão e a tocha.

O museuEditar

A criação do museu se deve à moção do jornalista Sérgio Roberto Dillenburg,o Rnsa apresentada em 17 de outubro de 1973.

No dia 10 de setembro de 1974, a portaria número 018044 foi assinada em solenidade realizada no salão de atos da Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul, que determinava a criação do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, em homenagem ao Patrono da Imprensa Brasileira. Embora nesta portaria não constasse o nome de Hipólito José da Costa, este mesmo nome seria designado através de decreto do Governador do Estado para o órgão.

Logo depois de criada a instituição, uma comissão organizadora do museu formada por jornalistas foi nomeada para iniciar os trabalhos. O arquivo inicial foi constituído de coleções e exemplares variados de jornais e outras publicações, procedentes do Arquivo Histórico, da Biblioteca Pública e do Museu Júlio de Castilhos.

Foi nomeado em homenagem a Hipólito José da Costa, jornalista e diplomata brasileiro, patrono da cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras.

AtribuiçõesEditar

O museu tem como dever a preservação da memória da comunicação social gaúcha e, conforme a sua portaria de criação, é estabelecido como finalidade do museu:

  • selecionar e recolher material referente à Comunicação Social do Rio Grande do Sul, existente nas diversas instituições daquele departamento;
  • organizar seu acervo próprio, preservando-o e enriquecendo-o;
  • realizar, em todo Estado, para ampliação de seu acervo, pesquisas e coletas de material, referente à Comunicação Social;
  • propiciar aos interessados, consultas ao acervo do museu e informações na área de sua especialidade;
  • promover ações variadas que levem ao conhecimento da História da Comunicação Social do Rio Grande do Sul e seu processo dinâmico.

O acervoEditar

  • Coleções de Jornais e Revistas. A Hemeroteca guarda obras raras como os jornais pioneiros do Brasil e do Rio Grande do Sul;
  • Coleções de cartazes e outros materiais da Publicidade e Propaganda;
  • Coleções de Discos e registros sonoros em outros suportes, referentes à história política e cultural brasileira, como música, depoimentos e entrevistas;
  • Coleções de películas cinematográficas e equipamentos de captação, projeção e edição de cinema;
  • Coleções de equipamentos e documentos audiovisuais de Televisão, constando fitas de vídeo e acervo tridimensionais;
  • Coleções de Fotografias e negativos fotográficos em diversos suportes, provenientes de doações de particulares e de fotógrafos gaúchos.

Ver tambémEditar

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Museu da Comunicação Hipólito José da Costa

Ligações externasEditar

  1. A Federação (7 de setembro de 1922). «A inauguração, hontem, do novo edificio d'"A Federação"». Consultado em 27 de maio de 2018