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Museu do Homem do Nordeste

Museu do Homem do Nordeste
Fachada do Museu do Homem do Nordeste em 2009.
Tipo Antropológico
Inauguração 21 de julho de 1979
Diretor Frederico Almeida
Website Museu do Homem do Nordeste - Fundação Joaquim Nabuco
Geografia
País  Brasil
Cidade Recife,  Pernambuco

O Museu do Homem do Nordeste é um museu brasileiro localizado na cidade do Recife, capital de Pernambuco. O Museu do Homem do Nordeste – Muhne – é um órgão federal (vinculado à Fundação Joaquim Nabuco/Ministério da Educação), que reúne acervos que revelam a pluralidade das culturas negras, indígenas e brancas desde nossas origens até os diferentes desdobramentos e misturas que formam o que hoje é chamado genericamente de cultura brasileira. Fazendo parte do Instituto de Documentação da Fundação Joaquim Nabuco, sua concepção museológica e museográfica foi inspirada no conceito de museu regional, idealizado pelo sociólogo-antropólogo Gilberto Freyre.

HistóriaEditar

Inaugurado em 21 de Julho de 1979, o Museu do Homem do Nordeste tem origem na fusão de três museus e seus respectivos acervos: o Museu de Antropologia (1961-1978), o Museu de Arte Popular (1955-1978) e o Museu do Açúcar (1963-1978). Composto por coleções caracterizadas pela heterogeneidade e variedade, agregando desde objetos das famílias de senhores de engenhos, até objetos simples, de uso cotidiano das famílias pobres. A arte popular também se faz presente nas coleções, com brinquedos populares, vestuários e instrumentos das festas populares, objetos dos povos indígenas e muitos outros. Esses conjuntos de peças revelam a diversidade e cultural da sociedade nordestina e brasileira.[1]

Seu edifício-sede é um projeto da década de 1960, de autoria do arquiteto Carlos Antônio Falcão Corrêa Lima, projetado especificamente para a instalação do Museu do Açúcar. Baseado na mudança do conceito de museu ocorrida no séc. XX, de tendência modernista, localiza-se em bairro da Zona Norte do Recife, onde existiam antigos engenhos.

No ano de 1977, cumprindo orientações do Ministério do Planejamento, os bens móveis e imóveis do Museu do Açúcar, do extinto Instituto do Açúcar e do Álcool, foram incorporados ao antigo Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, atual Fundação Joaquim Nabuco. O Museu passou por uma completa reformulação a partir da incorporação dos museus existentes no Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais - Museu de Antropologia e Museu de Arte Popular. Sob a orientação do antropólogo e sociólogo Gilberto Freyre, os acervos dos três museus foram reunidos, dando origem ao Museu do Homem do Nordeste.[2]

A primeira exposição de longa-duração manteve em quase sua totalidade o projeto original do Museu do Açúcar no pavimento térreo. Baseado no conceito da “museologia morena”[3], assim denominado pelo museólogo Aécio de Oliveira, a continuação da exposição no pavimento superior foi organizada a partir de uma expografia que contava com uma profusão de objetos, remetendo ao aspecto das feiras livres.

A atual exposição de longa-duração “Nordeste: territórios plurais, culturais e direitos coletivos”, foi inaugurada em dezembro de 2008 e foi concebida a partir do debate sobre o conceito socioantropológico da ideia desse Homem do Nordeste e suas representações. Contra a pedagogia do consenso, a narrativa da exposição versa as seguintes temáticas:

  • Nordeste plural
  • Brasil global e periférico
  • Terra, trabalho e identidade
  • Povos Indígenas do Nordeste
  • Açúcar: organização da economia e escravidão
  • Revoltas, revoluções e resistências
  • Expansão e interiorização através do gado

AcervoEditar

O acervo do Museu do Homem do Nordeste caracteriza-se pela variedade e heterogeneidade de seus quase 16.000 objetos reunidos com a intenção de apresentar um museu panorâmico, socialmente abrangente, voltado para os aspectos eruditos e populares de um tipo regional de Homem brasileiro. Disponível para consulta online, destacam-se os seguintes conjuntos:

  • 1) Peças de artes decorativas: mobiliário pernambucano do século XIX e estilo Beranger, colonial brasileiro, rústico;
  • 2) Cristais: franceses, opalinas, belgas e vidraria;
  • 3) Porcelanas: francesas, chinesa, brasileira;
  • 4) Pratarias: inglesa, portuguesa e brasileira;
  • 5) Ourivesaria: peças orientais, penas de ouro e prata;
  • 6) Joalheria: pulseiras, brincos de prata e ouro;
  • 7) Tapeçaria de Gobelin;
  • 8) Azulejaria francesa, inglesa e portuguesa, cerâmica hidráulica brasileira; 9) Arte Sacra: Imaginária portuguesa e pernambucana;
  • 10) Arte popular de Pernambuco e outros estados;
  • 11) Armaria;
  • 12) Artes Visuais;
  • 13) Etnografia indígena com a representação do Toré e a arte plumária;
  • 14) Objetos da etnografia das religiões afro-brasileiras como o Xangô, Candomblé, Catimbó, Jurema;
  • 15) Artefatos variados como maquetes de engenhos, equipamentos tecnológicos da indústria açucareira, do fumo, das comunicações, de iluminação, dos transportes, da habitação, da cozinha;
  • 16) Coleções de numismática e heráldica [4]

Referências

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar