Abrir menu principal

Museu do Tribunal de Justiça (São Paulo)

museu em São Paulo, São Paulo
Museu do Tribunal de Justiça
Museu do Tribunal de Justiça.
Entrada do museum junto ao prédio da
Inauguração 1995 (23–24 anos)
Visitantes 3052(2017)- 3500(2016)
Website http://www.tjsp.jus.br/Museu
Geografia
País  Brasil
Cidade São Paulo
Localidade Rua Conde de Sarzedas,100 - Sé
Coordenadas 23.5539785° S 46.6310649° E

O Museu do Tribunal de Justiça da cidade de São Paulo foi inaugurado no dia 1° de fevereiro de 1995, é uma empresa estadual, vinculada a uma instituição de empresa estatal, localizado inicialmente no Tribunal de Justiça na rua Boa Vista nº 20 (junto ao Plenário do Tribunal do Juri- segundo andar do Palácio da Justiça); no ano de 2007 passou a sediar-se no Palacete Conde de Sarzedas (edifício constituído no fim do século XIX) localizado na rua Conde de Sarzedas, 100 no centro da cidade, próximo ao metrô Sé. A partir do ano de 1999, o museu começou a contar com duas salas de exposições permanentes, e a usufruir do Plenário do Tribunal do Júri, desativado desde 1987..[1] O museu tem como objetivo, além de realizar exposições temporárias e servir como espaço cultural, preservar e transmitir componentes materiais relacionados a tradição e vida do Poder Judiciário Paulista, detendo todo o acervo histórico existente do Estado de São Paulo, para que assim as novas gerações possam ter acesso à história e objetos ligados ao Poder Judiciário, sem esquecer assim as marcações da época desde a implantação do Tribunal da Relação.[2]

Seu acervo é composto por móveis, objetos, processos e documentos de interesse histórico, quadros, vestimentas e bens arquitetônicos.[1]

 HistóriaEditar

Inicialmente, o museu localizava-se dentro do prédio do Tribunal de Justiça, no 2° andar, sendo assim considerado apenas um Mini museu, depois passa a ser denominado Museu do Tribunal de Justiça, tendo assim os adicionais de catalogação e restauro de documentos e objetos.[3]

Abertura da Rua de sua localização atualEditar

A região pertencia a D. Francisco de Assis Lorena, filho de D. Bernardo José de Lorena, que foi governador da capitania de São Paulo de 1788 à 1797, e também vice-rei da Índia entre 1806 e 1816. O local onde se localiza (Liberdade) a construção, foi ocupada no fim do século XIX, e herdado por Dona Ana Maria de Almeida Lorena Machado, que ordenou a abertura de ruas em suas terras, que eram conhecida por Chácara Tabatinguera..[3]

 
Medalha de mérito judiciário do Ministro Manuel da Costa Manso (Comemoração dos 80 anos do Palácio da Justiça)

Construção do PalaceteEditar

A construção do Palacete Conde de Sarzedas, mais conhecido por "castelinho", ocorreu no ano de 1891, a mandado do deputado de São Paulo, Luis de Lorena Rodrigues Ferreira, que era o procedente de Conde de Sarzedas. Com o intuito de presentear a sua esposa Louise Belanger, jovem e de 18 anos de nacionalidade francesa.[3] Era composto por madeiras nobres, lustres importados, ladrilhos hidráulicos e vitrais franceses.[4]

O lugar era usado como salão de festas para políticos solteiros. No ano de 1939, o deputado e sua esposa, mudaram-se do local, que com o tempo passou a deteriorar-se.[3]

Em 2002,o palace foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (CONPRESP) e restaurado por uma ação de desembargadores e funcionários do Tribunal de Justiça, organizada pela Fundação Carlos Chagas. No ano de 2007 passa a asilar o Museu do Tribunal de Justiça.[3]

AcervoEditar

O acervo do Museu é multiplo e variado, ele é constituído por 700 peças, em bom estado geral de conservação, os objetos advém de vários Tribunais de Alçada.[5] Os objetos quando possível, eram restaurados (mesa, cadeira, urna, vestimentas (toga), documentos, obras de arte so século XIX); as fotos digitalizadas. O piano foi doado por José Roberto Bedran.[1]

RestauraçãoEditar

 
entrada do museu

A restauração do "Castelinho" levou junto a construção de um edifício, onde virou o patrimônio histórico da cidade de São Paulo. Foram obtidas poucas documentações a respeito da restauração. Contudo, devido a péssima preservação e a falta de documentação o restauro quase foi impossível de ser feito, mas a partir de pesquisas feiras o restauro acabou sido liberado pelo CONPRESEP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico)..[3]

 
Detalhe da arquitetura da entrada

O local de quase mil m², abriga salas com paredes únicas e decorações próprias. O Museu do Tribunal de Justiça é composto pelo andar térreo, onde está disposto a recepção, a sala administrativa, o Júri, uma parte onde apresenta a evolução administrativa do Tribunal de Justiça e o Tribunal de Alçada. Já no primeiro andar, existe um espaço para pesquisadores e núcleo da revolução constitucionalista de 1932, outra sala administrativa e a sala do Palacete Conde de Sarzedas. Há também, o porão, onde é concentrado o auditório..[3]

O prédio construído chama-se Edifício Nove de Julho , sendo nos dias de hoje, ocupado por gabinetes de desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. O prédio foi traçado pelo arquiteto Ruy Ohtake..[3]

Empreendimento (Tribunal de Justiça)Editar

O edifício Conde de Sarzedas, que abriga o Tribunal de Justiça, localiza-se na cidade de São Paulo, ao lado do museu e é composto por um espaço de 29.400 m² de área construída, onde o prédio construído é composto por 29 andares e apresenta, um total de 106 metros de altura, onde é possível ver um grande arranha-céu espelhado.[4]

O Museu é pouco conhecido e muitas vezes não é apresentado em guias-turísticos.[3]

PropósitoEditar

A criação do Museu do Tribunal de Justiça, teve como finalidade, em primeiro momento de preservar os elementos materiais tendo em vista de preservar as tradições do Tribunal de Justiça.[3]

Hoje em dia, o designo do museu é de servir como espaço cultural, realizar exposições (algumas temporárias) e pretende mostrar a evolução do poder judiciário de São Paulo, tendo sempre em vista o seu eminente passado.[3]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c Sampaio, Leandro. «Museu do Tribunal de Justiça». www.cidadedesaopaulo.com. Consultado em 31 de maio de 2017 
  2. «São Paulo: Museu do Tribunal de Justiça, ou, o Castelinho da Liberdade». Cronicas Macaenses. 27 de novembro de 2012. Consultado em 31 de maio de 2017 
  3. a b c d e f g h i j k «A história do castelinho do amor | Da Redação | VEJA SÃO PAULO». VEJA SÃO PAULO. 4 de novembro de 2016 
  4. a b Sanches, Miguel. «Palacete Conde de Sarzedas / Tribunal de Justiça de São Paulo». www.gw3mn.com.br. Consultado em 14 de junho de 2017 
  5. «Palacete do Conde de Sarzedas abriga Centro Cultural do Tribunal de Justiça | Governo do Estado de São Paulo». Governo do Estado de São Paulo. 14 de fevereiro de 2008