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Nélida Piñon Academia Brasileira de Letras
Nascimento 3 de maio de 1937 (82 anos)
Rio de Janeiro, Bandeira do Distrito Federal (Brasil) (1891–1960).gif Distrito Federal
Nacionalidade brasileira
Progenitores Mãe: Olivia Carmen Cuíñas Piñón
Pai: Lino Piñón Muíños
Ocupação Escritora
Prêmios Premio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1972, 1984)

Prêmio Jabuti
Prêmio Príncipe de Astúrias (2005)
Prémio Casa de las Américas (2010)

Magnum opus A Casa da Paixão

Nélida Cuíñas Piñón (Rio de Janeiro, 3 de maio de 1937) é uma escritora brasileira, e integrante da Academia Brasileira de Letras, a qual já presidiu.[1]

Índice

BiografiaEditar

 
Nélida Piñon, 1971. Arquivo Nacional.

Filha de Lino Piñón Muíños e Olivia Carmen Cuíñas Piñón, de origem galega do concelho de Cotobade, seu nome é um anagrama do nome do avô, Daniel.

Formou-se em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e foi editora e membro do conselho editorial de várias revistas no Brasil e exterior. Também ocupou cargos no conselho consultivo de diversas entidades culturais em sua cidade natal.

Estreou na literatura com o romance Guia-mapa de Gabriel Arcanjo, publicado em 1961, que tem como temas o pecado, o perdão e a relação dos mortais com Deus.

Nélida Piñon é, também, académica correspondente da Academia das Ciências de Lisboa como também, em outubro de 2014, entra na Real Academia Galega.

Bibliografia e prêmiosEditar

 
A atriz Fernanda Montenegro entrega a comenda da Ordem Padre José de Anchieta para Nélida Piñon, em 2017.

Sua obra já foi traduzida em inúmeros países, tendo recebido vários prêmios ao longo de mais de 35 anos de atividade literária. O mais recente foi o Prêmio Príncipe de Asturias das Letras de 2005, conferido na cidade espanhola de Oviedo. Concorreram a este prêmio escritores de fama mundial, como os norte-americanos Paul Auster e Philip Roth, e o israelense Amos Oz; ao todo, mais de dezesseis países estavam representados no concurso.

ObrasEditar

RomanceEditar

  • Guia-mapa de Gabriel Arcanjo (1961)
  • Madeira feita de cruz (1963)
  • Fundador (1969)
  • A casa da paixão (1977)
  • Tebas do meu coração (1974)
  • A força do destino (1977)
  • A república dos sonhos (1984)
  • A doce canção de Caetana (1987)
  • Cortejo do Divino e outros contos escolhidos (2001)
  • Vozes do deserto (2004)

MemóriasEditar

  • Coração Andarilho (2009)
  • O Livro das Horas (2012)
  • Uma Furtiva Lágrima (2019)

ContosEditar

  • Tempo das frutas (1966)
  • Sala de armas (1973)
  • O calor das coisas (1980)
  • O pão de cada dia: fragmentos (1994)
  • A Camisa do Marido (2014)

CrônicasEditar

  • Até amanhã, outra vez (1999)

Infanto-juvenilEditar

  • A roda do vento (1996)

EnsaiosEditar

  • O presumível coração da América (2002)
  • Aprendiz de Homero (2008)
  • O ritual da arte (inédito)
  • Filhos da América (2016)

Academia Brasileira de LetrasEditar

 
Retrato sob a guarda do Arquivo Nacional (Brasil).

Eleita em 27 de julho de 1989 para a cadeira que tem por patrono Pardal Mallet, da qual é a quinta ocupante. Tomou posse em 3 de maio de 1990, recebida por Lêdo Ivo.

Foi a primeira mulher a se tornar presidente da Academia Brasileira de Letras, entre 1996 e 1997.

Referências

Ligações externasEditar