NDK é uma banda brasileira de rock alternativo formada em 2005 na cidade de Jundiaí, São Paulo.[1] O grupo começou a carreira com o nome No Ducky[2], abreviando para NDK a partir de 2015, quando lançou o segundo disco da carreira, o "NDK". Composta atualmente por Rike (voz), Gustavo Santos (bateria), Julio Pires (baixo), Caio e Fer Lavinhati (guitarras), a banda faz parte de uma nova geração de músicos conectados, ganhando destaque nacional na década de 2000. Em sua trajetória, participou de aberturas de shows de grandes nomes do cenário musical como Jota Quest, O Rappa, Forfun, Nando Reis, Fresno e Raimundos. Também marcou presença em festivais nacionais e em festas renomadas do circuito universitário de São Paulo, como InterUnesp, Engenharíadas, TUSCA, CaipirUSP e outros.[3]

NDK
NDK em divulgação do disco "O Selenita"
Informação geral
Origem Jundiaí, São Paulo
País Brasil
Gênero(s) Rock Alternativo
Período em atividade Desde 2005
Integrantes Rike

Caio

Gustavo Santos

Fer Lavinhati

Júlio Pires

Ex-integrantes Felipe

Rodox

Chapola

Gabriel Nardo

Guto

Jean Sik

Mizão

Marcola

Página oficial http://www.ndkoficial.com.br

A sonoridade da banda tem influências variadas e elementos que vão do rap e do rock, ao eletrônico e ao pop. As mensagens que as letras autorais transmitem motivam o instinto de força, atitude e coragem. A NDK surpreende pelos vôos mais altos e pela maturidade sonora em cada novo projeto lançado.

HistóriaEditar

Formação e início de carreiraEditar

O grupo se formou em 2005 na cidade de Jundiaí, região metropolitana de São Paulo. Os amigos de colégio Rike e Marcola tinham os mesmos interesses musicais e com muitas inspirações resolveram montar a banda No Ducky, com a ideia de tocar em um festival. Após alguns testes, se juntaram a Gabriel Nardo, Felipe e Rodox, e começaram a tocar covers de suas influências em bares e casas noturnas da região.[2]

Com a saída de Gabriel, Felipe e Rodox em 2006 e a entrada de Chapola e Caio nas guitarras e de Guto no baixo, começaram a surgir as primeiras composições autorais do grupo. Em 2008, um EP com quatro músicas foi lançado na internet e gerou muita repercussão. Com o sucesso na internet, a No Ducky foi convidada pela emissora RedeTV para fazer a chamada do reality show: "Gas Sound".

A divulgação ficou em alta e resultou na conquista do primeiro "web-clipe" da música "Demorou". A canção foi selecionada para tocar no quadro Garagem do Programa do Faustão[4], na Rede Globo. O grupo foi ganhando destaque no cenário musical, alcançando outros estados e se apresentando em mais de 60 shows por diversas cidades. Também influenciou matérias em revistas de circulação nacional como Atrevida[5] e Love Teen (Capricho).

Vício (2010)Editar

Após 3 meses de produção o primeiro CD foi lançado em fevereiro de 2010 com 11 faixas autorais.[6] O álbum “Vicio” aborda temas e situações vividas pelos integrantes da banda, que já contava com o baixista Jean Sik. A produção ficou por conta do produtor Tadeu Patolla, que identificou o grupo como “um potencial para o novo rock nacional".

O álbum foi disponibilizado na internet gratuitamente e seguiu com mega repercussão, conquistando centenas de fãs pelo Brasil. Devido ao sucesso, gravaram o primeiro videoclipe da música que leva o nome do CD. O clipe de "Vício" teve a participação da Fernanda Saldanha (modelo e uma das musas do Caldeirão do Huck de 2009) e o ator Vladmir Camargo. A produção estreou com sucesso em alguns canais regionais e foi exibido em canais de nível nacional, como MTV, RedeTV e Bandeirantes.

Após o CD "Vício", a banda lançou diversos singles, entre eles “Minha Paz”[7], música que gerou o segundo vídeo oficial. Com um estilo já bem diferente do primeiro álbum, o clipe foi gravado em formato acústico e teve sua estréia no Acesso MTV, em novembro de 2011. Nesse mesmo ano, a No Duck participou de programas da música brasileira, como o Estúdio Show Livre, foi finalista do concurso “Sua banda entre as maiores[8]”, promovido pelo festival João Rock e gravou diversas matérias para emissoras do estado de SP.

NDK (2015)Editar

O segundo álbum “NDK” marcou a mudança de nome da banda, que já contava com o baixista Mizão na formação. Lançado em 2015, contou com 12 faixas autorais, gravadas no lendário estúdio Toca do Bandido no Rio de Janeiro.[3] A produção foi financiada pelos próprios fãs da banda através de um projeto de “crowdfunding”. A produção e mixagem do trabalho são assinadas por Tomás Magno (responsável pelos sucessos de grandes nomes da música brasileira como Nando Reis, Marisa Monte, O Rappa e Skank), masterizado por Carlos Freitas na Classic Master (mesmo estúdio de projetos dos artistas Victor & Leo, Ed Motta, Natiruts, CPM 22) e com gravações adicionais em “Em Mim” por Paulo Vaz (Supercombo). O álbum conta com participações especiais de Keops e Raony (Medulla) em “Missão”, e James Lima (Seu Cuca) em “Que Cê Vai Fazer?”.

A ilustração da capa do disco foi criada pelo designer americano SonnyKay, responsável por artes de grandes artistas (The Mars Volta, 311) e representa diversas nuances sobre os temas explorados no álbum, como a liberdade sonora e a sintonia necessária em no mundo.

O primeiro single de trabalho “Evoluí” [3]teve videoclipe gravado com direção de Hilário Pereira e mostra mensagens em grafites feitos em paredes pelo artista Horácio, relatando a rivalidade e confrontos do cotidiano. Estreou em todos os canais segmentados (MTV, Multishow, BIS, WOOHOO, PlayTV, MIXTV, Music Box), o que estabeleceu a banda como grande revelação do atual rock nacional.

O segundo single “Missão” foi lançado pela rádio 89FM de São Paulo e contou com uma super produção onde faz o questionamento “Qual a sua missão?". Gravado no estúdio Cine & Vídeo de São Paulo, o clipe foi dirigido e roteirizado por Keops Andrade, vocalista da banda Medulla e Santiago Paestor, a co-produção ficou por conta da OKENT Filmes e direção de fotografia por Victor D’Angelo. No clipe, as imagens são impactadas pelas atitudes extremas que o ser humano é capaz de enfrentar, com a missão de superar, acreditar e seguir seu instinto. A canção também contou com uma versão acústica que entrou na programação de diversas rádios do interior de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

A última faixa do disco, “Em mim”, encerra um ciclo de muito sucesso e que trouxe grandes parcerias, conquistas e milhares de amigos e fãs durante o caminho de trabalho percorrido. Com melodia leve e poesia que incentiva e constrói o amor acima de qualquer preconceito, etnia, classe social ou gênero, e com um sentimento transmitido através do olhar, essencial e puro quebrando barreiras, o terceiro videoclipe do disco “NDK” dirigido por Luringa e roteirizado pela própria banda, apresentou uma sinergia entre os atores e a natureza presente, além de uma atmosfera de paz e amor.

Impermanência (2017, EP)Editar

O grupo lançou no final de 2017 o seu terceiro álbum (EP) intitulado “Impermanência”[9], exatamente colocando em pauta o início e o fim de todas as situações, os ciclos e o autoconhecimento. A banda construiu uma nova história no cenário do rock nacional com inovação, originalidade, qualidade musical e contestação social.

Somado a temática inspiradora, o grupo optou por um estilo de produção diferente do comum, e juntou um grupo com quatro produtores musicais para participar do trabalho, cada um assumindo a produção de uma faixa do EP. São eles: Tomás Magno, Paulo Vaz (Supercombo), Raul Alaune e Rodrigo Castanho, que produziu duas faixas. Nessa gravação, o guitarrista Fer Lavinhati passou a integrar a banda após a saída do veterano Chapola.

Gravado entre os meses de maio e julho de 2017, o EP contou com cinco faixas inéditas. As músicas são todas do grupo, e as letras contaram com colaborações de grandes compositores nacionais, como Bozo Barretti (Ex-Capital Inicial), Marcelo Mira (Alma Djem) e Rodrigo Gianotto.

Em entrevista ao blog Música Fácil, do jornalista Leonardo Leomil, o vocalista Rike explicou o conceito do EP: "O trabalho se chama "Impermanência" e é algo que estamos vivendo faz algum tempo e precisamos compartilhar com o mundo. Tudo nasceu no início do ano quando o baixista “Mizão” viajou até um “retiro de silêncio” e passou dez dias isolado do mundo, tendo vivências e experiências diferentes do que estamos acostumados a ter na correria do dia a dia. Quando o músico voltou e compartilhou essas vivências com o grupo, logo veio a ideia de colocar isso em prática na realidade da banda, em momentos de composições, ensaios e shows. E assim foi feito."[10]

O Selenita (2020)Editar

Contando com a formação atual, a banda lançou disco "O Selenita"[11], contendo 16 faixas, as quais levam os nomes de peças fundamentais do nosso “sistema sideral” como por exemplo: “Sol”, “Lua”, “Marte”, “Terra” entre outros. Foi criada uma história que acompanha esse trajeto, fazendo uma junção do mundo real e do espectador, com o mundo virtual e fantasioso. O cartunista Michel Ramalho assina todo o design artístico do trabalho. A divulgação do disco se deu através de uma campanha de financiamento coletivo e o lançamento dos singles “Lua”, “Buraco Negro”, “Terra”, “Saturno”, “Júpiter”, “Marte”, “Urano” e “Éris”, até o lançamento do disco completo no dia 27 de novembro de 2020.

Em busca de um gênero “irmão” para compor o disco, a NDK encontrou o conceito de brasilidade alternativa, que une o rock que já faz parte da história da banda com pitadas de rap, através de beats, e a incorporação de timbres e montagens musicais que moldam o gênero alternativo. Com produção musical assinada por NiLL, Alexandre Chapola, Tomás Magno, Miro Vaz e Devasto Prod, "O Selenita" conta com músicas da própria NDK e parcerias com a Maquinamente, Rodrigo Gianotto, Keops & Raony, Corcel, Bruno Alpino, China, Dieguito Reis e os uruguaios Cuatro Pesos de Propina nas vozes e nas composições. Também participaram ao longo das faixas: Egypcio, Manchete Bomb, Thiago DJ, Rhaissa Bittar e Aleona.

A banda esteve presente em diversos veículos de imprensa com matérias e entrevistas. “Rádio USP”, “Jornal do Commercio de Pernambuco”, “TV FAAP”, “InsiderShow (TV Itapetininga)” e “Sonora TV” receberam a banda ou um de seus integrantes para entrevista sobre os lançamentos. Já sites como “Portal R7”, “Tenho Mais Discos Que Amigos”, “Show Livre”, “Terra”, “Coxinha Nerd”, “Jovem Pan Entretenimento” e “LeiaJa”, também deram destaque aos singles e clipes lançados. Veículos de imprensa como “Diário de Pernambuco”, “Rolling Stones”, “Jornal da Cidade”, “A crítica” e, claro, “Jornal de Jundiaí”, também prestigiaram os músicos com matérias sobre a banda.[12]

IntegrantesEditar

Formação atualEditar

Rike - Vocal (2005 - atualmente)

Caio - Guitarra (2007 - atualmente)

Fer Lavinhati - Guitarra e Voz (2015 - atualmente)

Gustavo Santos - Bateria (2018 - atualmente)

Júlio Pires - Baixo (2018 - atualmente)

Ex-integrantesEditar

Felipe - Guitarra (2005 - 2006)

Rodox - Guitarra (2005 - 2006)

Chapola - Guitarra (2006 - 2016)

Gabriel Nardo - Baixo (2005 - 2006)

Guto - Baixo (2006 - 2010)

Jean Sik - Baixo (2010 - 2012)

Mizão - Baixo (2012 - 2019)

Marcola - Bateria (2005 - 2019)

Linha do tempoEditar

DiscografiaEditar

• "Vício" (2010)

• "NDK" (2015)

• "Impermanência" (2017, EP)

• "O Selenita" (2020)

Turnês e FestivaisEditar

Em 2017, a NDK participou do renomado festival João Rock em Ribeirão Preto[13], São Paulo, como atração do palco principal, após vencer um concurso proposto pela organização do evento. Também estiveram no Sampa Music Festival 2016[14], o maior festival de música independente da América Latina, HackTown 2018, Locomotiva Festival 2018 e em 2019 realizaram a primeira turnê pelo Nordeste do Brasil, onde pisaram no palco do renomado festival Ponto CE[15] em Fortaleza. Já na cidade de origem (Jundiaí/SP) e pelo interior do estado de São Paulo, ganharam prêmios como banda revelação e destaques do novo rock nacional. (Maratona Estudantil, Pop Festival, Primavera Rock Festival, Festival Planeta Rock e outros).

ReferênciasEditar

  1. «NDK». www.ndkoficial.com.br. Consultado em 23 de julho de 2020 
  2. a b «No Ducky no "Mostra Sua Banda"». Consultado em 23 de julho de 2020 
  3. a b c «TMDQA! entrevista: NDK fala sobre novo clipe e 10 anos de estrada». Tenho Mais Discos que Amigos. 21 de dezembro de 2015. Consultado em 23 de julho de 2020 
  4. «Parada da Garagem: assista aos vídeos e escolha o garagista favorito». Domingão do Faustão. Consultado em 23 de julho de 2020 
  5. NDK, Team. «atrevida edição 239». Team NDK. Consultado em 23 de julho de 2020 
  6. «No Ducky no "Mostra Sua Banda"». Consultado em 23 de julho de 2020 
  7. NDK, No Ducky. «NDK». Toque no Brasil. Consultado em 23 de Julho de 2020 
  8. Aiex, Tony (23 de maio de 2011). «Festival João Rock: 10 anos do maior festival de Pop Rock do interior - TMDQA!». Tenho Mais Discos Que Amigos!. Consultado em 23 de julho de 2020 
  9. Roumieh, Erica Y. (5 de outubro de 2017). «NDK busca renovação e autoconhecimento em novo EP; ouça aqui». Tenho Mais Discos Que Amigos!. Consultado em 23 de julho de 2020 
  10. «Entrevista NDK: banda lança novo EP "Impermanência"». Terra. Consultado em 23 de julho de 2020 
  11. «Novo álbum do NDK já tem nome e conceito». A+ assessoria. 10 de julho de 2020. Consultado em 23 de julho de 2020 
  12. «NDK REPERCUTE COM LANÇAMENTO DO ÁLBUM "O SELENITA"». 27 de novembro de 2020. Consultado em 9 de dezembro de 2020 
  13. «NDK e Machete Bomb abrem o João Rock 2017; FOTOS». G1. Consultado em 23 de julho de 2020 
  14. End, Lucas Tavares-Front End / Adriano Franco- Back (25 de fevereiro de 2016). «Neste fim de semana tem Sampa Festival». A Rádio Rock - 89,1 FM - SP. Consultado em 23 de julho de 2020 
  15. «Festival Ponto.CE anuncia Pennywise, Gabriel O Pensador e Sepultura para a sua 12ª edição». Consultado em 23 de julho de 2020 

Ligações externasEditar