Abrir menu principal
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde junho de 2019). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde junho de 2009).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

A palavra nação[1] é usada no candomblé para distinguir seus segmentos, diferenciados pelo dialeto utilizado nos rituais, o toque dos atabaques, a liturgia. A nação também indica a procedência dos escravos que lhe deram origem na nova terra e das divindades por eles cultuadas.

As civilizações sudanesas, por exemplo, são representadas pelo grupo yorubá, também conhecido como nagô, por sua vez representado pelas nações (a região sudanesa histórica não corresponde aos estados modernos do Sudão e Sudão do Sul):

O grupo dos daomeanos é representado pelas nações jeje:

As civilizações islamizadas são representadas por Fulas (peuhls), Mandingas, Haúças e, em menor número, Tapa, Bornu, Gurunsi ou Grunci.

As civilizações bantos do grupo angola-congolês são representadas pelos ambundos de Angola (cassanges, bangalas, in-bangalas, dembos), os congos ou cabindas do estuário do Zaira e os benguela com diversas tribos escravizadas.

As civilizações bantu da Contra-Costa são representadas pelos moçambiques (macuas e angicos), tendo sido o grupo Bantu reduzido às nações:

No começo do período escravagista, todos os escravos vindos da África eram chamados de negros da Guiné. Na altura, a região da Guiné se estendia do Senegal ao Gabão.

A escravidão dividiu as sociedades africanas em todos os sentidos. O africano, com o fim das linhagens, dos clãs, das aldeias, da realeza, se apegou ainda mais aos seus deuses e ritos, uma vez que foi a única coisa que restou de suas regiões de origem.

Guardiões da cultura oral, os escravos guardaram em sua memória os movimentos de dança, os toques dos atabaques, a comida ritual, as rezas e cânticos, na nova terra chamados de Cantiga no candomblé e pontos cantados na Umbanda.

O silêncio, o segredo (calundus) e o isolamento armado em quilombos e mucambos são formas de resistência e esperança de reconstituir na nova terra seus ritos, costumes e hierarquia.

A resistência dos negros ao regime de subordinação ou exploração do qual foram vítimas encontram portas abertas na religião, nos quilombos, confrarias e santidades, locais de reuniões assim chamados antes de receberem o nome de candomblés que também foram usados como esconderijo.

Referências

  1. «Nações». Consultado em 1 de maio de 2011. Arquivado do original em 12 de outubro de 2010 

BibliografiaEditar

  • BASTIDE, R. The African religions of Brazil: Toward a sociology of the interpenetration of civilizations. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1978. link. [Ed. original: Les religions africaines au Brésil, PUF, 1960; As religiões africanas no Brasil, 1971.]
  • SILVA, Vagner Gonçalves da. "As nações do candomblé". In: Candomblé e Umbanda – caminhos da devoção brasileira. São Paulo: Selo Negro Edições, 2005. pp. 65-68. link.

Ligações externasEditar