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Nabonido
Nascimento 555 a.C.
Harã
Morte 538 a.C. (17 anos)
Cidadania Assíria, Babilônia
Progenitores Mãe:Adda-Guppi
Cônjuge Nitócris da Babilônia
Filho(s) Belsazar, Nabucodonosor III, Labashi-Marduque
Ocupação rei

Nabonido ou Nabonádio (Nabonadius) foi um rei da Babilônia (? - 539 a.C.), o último rei, possivelmente tendo reinado em algum momento junto com seu filho Belsazar. De acordo com vários historiadores, Labineto, citado por Heródoto, é uma forma corrompida de Nabonido.[Nota 1] Seu pai era o príncipe Nabû-balâssi-iqbi.[1]

Os últimos reis do Império neo-babilônico foram Nabucodonosor II (morreu em 562 a.C.), seguido por seu filho Evil-Merodaque, que reinou por dois anos, seguido de Neriglissar (559 - 555) e, finalmente, por Nabonido (555 - 538) em cujo reinado a Babilônia foi conquistada por Ciro, o Grande.[2]

Labineto, da Babilônia, e Syennesis, da Cilícia, foram os reis que garantiram a paz entre Ciáxares, rei dos Medos, e Alíates, rei da Lídia, após uma guerra de seis anos que terminou quando a batalha de Hális foi interrompida por um eclipse solar.[3] Labineto ainda era o rei da Babilônia quando Creso, rei da Lídia,[Nota 2] guerreou contra Ciro, o Grande, e era um dos aliados do lídio.[4]

Ele foi casado com Nitócris, filha de Nabucodonosor e viúva de Nergal-sharezer, com quem teve Belsazar, seu filho mais velho.[5] De acordo com Heródoto, Labineto [6] e Nitócris [7] tiveram um filho de nome Labineto,[6] que foi o último rei da Babilônia, derrotado por Ciro.[8]

Na lista de reis da Babilônia, Lista de Reis de Uruk, Nabonido foi o sucessor de Labaši-Marduk, e acredita-se que reinou por dezessete anos, mas a citação na lista está quebrada e não se pode ver exatamente o tempo do seu reinado. Na lista mostra que foi sucedido por Ciro, o Grande.[9]

Em diversos prismas, Nabonido associa consigo seu filho primogênito, Belsazar, nas suas orações ao deus-lua. (Documents From Old Testament Times [Documentos dos Tempos do Antigo Testamento], editado por D. W. Thomas, 1962, p. 73) Uma inscrição mostra que no seu terceiro ano, antes de sair numa campanha que resultou na conquista de Tema, na Arábia, Nabonido designou Belsazar para o reinado em Babilônia. O mesmo texto indica que Nabonido ofendeu o povo do seu império por concentrar a adoração no deus-lua e por deixar de estar em Babilônia para celebrar a festividade do Ano-novo. O documento conhecido como a Crônica de Nabonido declara que, no 7.º, 9.º, 10.º e 11.º ano do seu reinado, Nabonido estava na cidade de Tema, e em cada caso faz-se a declaração: “O rei não veio a Babilônia [para as cerimônias do mês de nisanu]; a (imagem do) deus Nebo não veio a Babilônia, a (imagem do) deus Bel não saiu (de Esagila em procissão), a fest[ividade do Ano-novo foi omitida].” (Ancient Near Eastern Texts, p. 306) Devido à condição mutilada do texto, o registro dos outros anos é incompleto. Isso nos mostra que Belsazar não iniciou o seu governo no mesmo período que o seu pai.[1]

Índice

Na cultura popularEditar

Notas e referências

Notas

  1. Ver, por exemplo, James Ussher, The Annals of the World [em linha]. Ussher, escrevendo no século XVII, muito antes da decifração da escrita cuneiforme, identifica Nabonido, citado por Beroso, com Labineto (Labynetos), citado por Heródoto, com Mabanidoco, citado por Abideno e com Baltasar, do livro de Daniel. Textos cuneiformes mostraram que Baltasar era o filho de Nabonido.
  2. Creso era filho de Alíates e cunhado de Astíages, rei dos Medos derrotado por Ciro.

Referências

Precedido por
Neriglissar ou
Labashi-Marduque
Rei da Babilónia
554 a 538 a.C.
Co-regente: Belsazar
Sucedido por
A Babilônia torna-se uma satrapia persa
Rei dos reis: Ciro II
Sátrapa: Gobrias (general) (?)