Nabucodonosor I

Rei babilônico

Nabucodonosor I,"nɛbjəkədnɛzər"ou Nebuchadnezzar (em acádio: Nabucudurriusur), (1127 a.C. - 1105 a.C.) foi o quarto rei da Segunda dinastia de Isim e Quarta dinastia da Babilônia . Ele governou por 23 anos de acordo com a Lista de reis da Babilônia, e foi o monarca mais proeminente desta dinastia. Ele é mais conhecido por sua vitória sobre o Elão e a recuperação do ídolo de culto de Marduque.

Nabucodonosor I
Rei da Babilônia
Nabu-Kudurri-Usur.jpg

Cudurru de Nabucodonosor I.
Reinado 1 126 a.C. - 1 103 a.C.
Antecessor(a) Ninurtanadinsumi
Sucessor(a) Enlilnadinapli
Dinastia Segunda dinastia de Isim
Nascimento Século XII a.C.
  Babilônia
Morte 1103 a.C.
  Babilônia
Filho(s) Enlilnadinapli
Pai Ninurtanadinsumi

BiografiaEditar

Ele não tem relação com seu homônimo, Nabucodonosor II, que só governaria a Babilônia mais de 500 anos depois e veio a ser conhecido pelo nome de "Nabucodonosor" pelos estudiosos bíblicos. Por conseguinte, seria erro aplicar esta designação retroativamente ao primeiro rei, pois a sua aparição na história é mais tardia. Ele é identificado erroneamente nas Crônicas em relação ao reinado de Samassumauquim como o irmão de Siriquitisucamuna provavelmente no lugar de Ninurtacudurrusur. Ele sucedeu seu pai, Ninurtanadinsumi, e foi sucedido por sua vez, por seu filho Enlilnadinapli, irmão Marduquenadinaque e sobrinho Marduquesapiquezeri, os únicos membros desta família que sabe-se, reinaram durante a dinastia. Seu reinado se encerrou com a conquista da Babilônia pelos assírios.

A lenda Enmeduranqui, ou "a semente da realeza", é uma composição Sumerico-acadiana relatando sua investida sábia e perfeita (nancuzu) conduzida pelo deus Marduque e sua alegação de pertencer a uma linha de "distante de uma realeza anterior ao dilúvio" e ser um filho de Enmeduranqui, rei de Sipar.

Ela começa com um lamento sobre eventos anteriores que destruíram o reinado: "Naqueles tempos, no reinado do rei anterior, as condições mudaram. O senhor ficou irritado e ficou furioso. Ele deu o comando e os deuses abandonaram a [...] o seu povo foi incitado a cometer crimes. Os guardiões da paz ficaram furiosos, e subiram até a cúpula do céu, do espírito de justiça os abandonou... Os guardiões dos seres vivos, envergonharam-se das pessoas, todos eles se tornaram como se não existisse Deus. Demônios encheram a terra, os demônios Nantar [...] eles penetraram em todos os centros de culto. A terra enfraqueceu, sua sorte acabou.. Os ímpios, não esperavam perder todos os tesouros que estimavam, [...] a batalha, seu ataque foi rápido. Eles devastaram as habitações, Demônios deixaram tudo em ruínas, O rei causou a ruína dos santuários. Esta era a semente da realeza anterior".

Segundo a lenda Enmedurani a batalha surpresa encaminhada contra o rei elamita Hutelutus-Insusinaque se estendeu até as margens do rio Ulai, a poeira da batalha escurecia até os céus. Ele então ao investir quando não esperavam foi capaz de derrotar o rei elamita que não organizou seu exército e sempre recuava, na batalha recuperou a estátua de Marduque (aqui chamado de Bel). A campanha destruiu Elão com poder e destreza, foi marcada na mente dos babilônios de forma parecida com o cerco de Troia para os gregos antigos.

Esta famosa vitória foi celebrada em hinos, poesia épica e da profecia Marduque. (Conhecido como "Nabucudurriusur e Marduque" ou a "Epopeia de Nabucudurriusur".)

Essa epopeia é um documento que conta de forma poéticas a lendária história da recuperação da estátua de Marduque e é um dos dois hinos que glorificavam as realizações militares da Babilônia.

O Hino a Marduque, comemora a vitória sobre os elamitas, é atribuído a ele. É uma pseudo-autobiografia poética, que descreve e interliga os eventos que precedem o retorno da estátua resgatada do reino de Elão e sua instalação triunfante na Babilônia com a retomada do culto do deus Marduque.

Referências

BibliografiaEditar

  • A. K. Grayson (1975). Assyrian and Babylonian chronicles. J. J. Augustin. pp. 231.
  • Pitkanen (2004). Central Sanctuary and Centralization of Worship in Ancient Israel. Gorgias Press. p. 34.
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