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Disambig grey.svg Nota: Se procura outros significados de Tocantins, veja Tocantins (desambiguação).
Tocantins
Carreira  Brasil
Proprietário Lloyd Brasileiro
Operador o mesmo
Construção 1901[1]
Características gerais
Classe navio mercante, carga e passageiros
Tonelagem 3 837 t
Largura 15,3
calado 6,2
Comprimento 115,5
casco de aço
Propulsão hélice

Tocantins foi um navio mercante brasileiro construído a pedido da Lloyd Brasileiro em 1901. O navio naufragou no dia 30 de agosto de 1933, após choque contra as rochas na Ilha da Queimada Grande.

CaracterísticasEditar

Com 115,5 metros de comprimento e 4 113 toneladas de deslocamento, era na época considerado um navio de grande porte. O barco foi construído pelo estaleiro J.Blummer & Co. da Inglaterra.

A embarcação era utilizada para o transporte cargas em geral e passageiros.

NaufrágioEditar

Na noite de 30 de agosto de 1933, chocou-se contra as rochas na Ilha da Queimada Grande e afundou, segundo relatos oficial, constantes nos anais da Marinha do Brasil. O navio havia partido do porto de Rio Grande no Rio Grande do Sul, na rota habitual da linha norte até o destino final no porto de Manaus no Amazonas. Após sua segunda atracagem deixou o Porto de Paranaguá, rumando para o Porto de Santos, onde deixaria parte de sua carga de alimentos e madeira. Devido uma espessa cerração que se abatera pela costa paulista, a tripulação do navio não pôde ver as luzes do farol automático instalado no alto da ilha da Queimada Grande que por sua posição a 90 metros de altura, que em situação normal era avistado até a uma distância de aproximadamente 20 milhas náuticas. Na época os navios não estavam equipados com equipamentos de rastreamento e o sistema de detecção era visual.[1]

Por volta da meia noite de 30 de agosto de 1933, acabou encalhando, conforme radiograma recebido pela estação de rádio da Agência do Lloyd Brasileiro em Santos; - Tocantins bateu encalhado Queimada Grande uma hora cerração fechada porão um e dois fazendo água - Tocantins

Ao receber a notícia a Agência do Lloyd do Rio de Janeiro, solicitou o envio em seu auxílio de navios, sendo atendido pela marinha brasileira, através do rebocador RbAM São Paulo, que partiu do Porto de Santos e o rebocador de salvatagem Comandante Dorat, que partiu do Porto do Rio de Janeiro, além do cargueiro Pará que mudou sua rota atendendo ao apelo de S.O.S..

O encalhe deu-se com a proa na ponta Norte da ilha com condições de mar calmo e foram claras as expectativas iniciais de salvar a embarcação, pois seu comandante, o Capitão de Longo Curso A. Catramby, expediu quatro radiogramas.

Eis o teor de um deles:

Demonstra este intento quando diz:

-desnecessário auxílio Pará sendo indispensável auxílio rebocador Dorat. E pede:

dois mil tijolos, cinqüenta barricas de cimento, cem barricas de areia, três carpinteiros, três pedreiros, dez quilos de pregos três polegadas e duzentos quilos de carne fresca.

O comandante pretendia reparar o navio e torná-lo navegável.[2] Mas a região possui um tempo muito instável, as condições climáticas mudaram, caiu um forte temporal vindo do quadrante sudoeste fazendo com que as condições do mar mudassem drasticamente. O Tocantins moveu-se de onde estava e começou a afundar. Inicialmente tinha três metros de água em seu porões e com a mudança de posição tornou-se obrigatório o abandono dos postos na casa de máquinas e porões.

Em novo radiograma o comandante Catramby afirmava:

- julgo-o perdido aguardo auxílio Pará.

As 5 horas da manhã do dia 31, a estação de rádio da Ponta da Praia recebia a mensagem, vinda do vapor Pará, de que a estação Tocantins deixara de falar. A tripulação foi resgatada e levada ao Rio de Janeiro pelo rebocador Comandante Dorat sendo o casco abandonado.[1]

MergulhoEditar

O naufrágio não deixou vítimas, apenas a perda da embarcação e carga, mas criou um dos pontos de mergulho mais freqüentados do litoral sul do Estado de São Paulo.

Atualmente grande parte da estrutura do Tocantins já desapareceu, encontrando-se entre 6 a 22 metros e pode ainda ser visto as caldeiras , o eixo, muitas vigas, chaparias, tubulações e uma de suas âncoras. Estas estruturas já foram incorporadas ao fundo tornaram habitat de variada fauna tornando ainda mais interessante os mergulhos.

A partir dos 6 metros já dá para ver a popa e a casa das máquinas, a proa está a 24 metros.

Referências

  1. a b c «Naufrágio Tocantins». Naufrágios do Brasil. Consultado em 18 de maio de 2012 
  2. Marcello de Ferrari. «Tocantins». Naufrágios. Consultado em 19 de maio de 2012 

Ligações externasEditar

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